<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-234788351264816347</atom:id><lastBuildDate>Fri, 20 Nov 2009 06:30:16 +0000</lastBuildDate><title>Chantada Nova</title><description>Un espazo en Internet para a mocidade nacionalista de Chantada.

galizanova_chantada@hotmail.com</description><link>http://chantadanova.blogspot.com/</link><managingEditor>galizanova_chantada@hotmail.com (Galiza Nova)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>92</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-234788351264816347.post-7104608249963671228</guid><pubDate>Thu, 19 Nov 2009 18:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-19T18:24:04.783Z</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Encontro Irmandinho</category><title>Já hai data: a Rolda de Rebeldia será o 30 de Janeiro de 2010</title><description>&lt;h2 class="contentheading"&gt;&lt;a href="http://www.altermundo.eu/rolda/index.php/component/content/article/43-comunicados/115-xa-hai-data-a-rolda-sera-o-30-de-xaneiro-de-2010.html" class="contentpagetitle"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;      &lt;div class="article-content"&gt; &lt;p&gt;&lt;img src="http://www.altermundo.eu/rolda/images/stories/mascara.jpg" alt="Sample image" title="Sample image" align="left" border="0" width="176" height="92" /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A celebraçom da primeira jornada deste processo de reflexom e de diálogo para a intercomunicaçom entre a esquerda social e política galegas já tem data concreta. Por mor da nova data e a diversidade de pessoas e colectivos a contactar por parte da Comissom o prazo de inscriçom será até o 15 de Janeiro.&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Os contactos entre a Comisom da RdR e os diferentes corpos individuais e colectivos da esquerda continuam a bom ritmo e estenderám-se, com diferentes formatos, até a celebraçons desta o 30 de Janeiro. Por mor da enorme diversidade de pessoas e colectivos a contactar por parte da Comisom, e com a intençom de que ninguém se sinta excluído deste processo de diálogo, o prazo de inscriçom para participar permanecerá aberto deica o 15 de Janeiro de 2010.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A Rolda de Rebeldia procura criar un espaço de comunicaçom entre as organizaçons políticas, sindicais, sociais e de base, assi como os cidadaos e cidadás conscientes, que actuam na Galiza para umha comum reflexom da realidade sociopolítica do nosso povo. Está aberto um processo de diálogo, meramente organizativo, para chegar ao 30 de Janeiro, polo que a Comisom vem de criar &lt;a href="http://www.roldaderebeldia.org/"&gt;un espaço web&lt;/a&gt; no que cadaquén pode achegar as súas opinions, contactar com a organizaçom, inscrever-se para o 30 de Janeiro, etc.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;PARA INSCREVERSE NA RdR:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.roldaderebeldia.org/index.php/component/jforms/1/90.html"&gt;http://www.roldaderebeldia.org/index.php/component/jforms/1/90.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARA ENVIAR ACHEGAS:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.roldaderebeldia.org/index.php/component/jforms/2/91.html"&gt;http://www.roldaderebeldia.org/index.php/component/jforms/2/91.html&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/234788351264816347-7104608249963671228?l=chantadanova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://chantadanova.blogspot.com/2009/11/ja-hai-data-rolda-de-rebeldia-sera-o-30.html</link><author>noreply@blogger.com (O Garcia do Outeiro)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-234788351264816347.post-8561973763942661015</guid><pubDate>Wed, 11 Nov 2009 21:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-13T14:59:15.026Z</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>ensaio</category><title>O truismo imperialista ou a dupla moral do Ocidente</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Circula por Ocidente a absurda ideia de que a nossa política exterior se rege por um impulso humanitário e que as reacçons "terroristas" e antiocidentais som apenas cousas de fanáticos, sem considerarmos que quiçais sejamos o alvo da sua ira. Fai uns dias tivo lugar umha interesante palestra do &lt;a href="http://gl.wikipedia.org/wiki/Carlos_Taibo"&gt;Carlos Taibo&lt;/a&gt; sobre &lt;a href="http://wwwafiador.blogspot.com/2009/11/resumo-e-comentario-as-palestras-de.html"&gt;o conflito na Tchetchênia,&lt;/a&gt; no Centro Social A Gentalha do Pichel de Compostela, e nesta breve reflexom encaminharemo-nos por umha análise da política exterior dessa instituiçom servil do Imperialismo chamada OTAN, NATO nas suas siglas inglesas. Para isso basearemo-nos basicamente no capítulo 8 do livro de Noam Chomsky intitulado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hegemony or survival&lt;/span&gt; de 2003.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/Sv10KYZR6LI/AAAAAAAAAsw/9giQrVBdYyE/s1600-h/%C3%81frica.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 282px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/Sv10KYZR6LI/AAAAAAAAAsw/9giQrVBdYyE/s400/%C3%81frica.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403602849610459314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece claro que hodierno ninguém comemora o sucesso de Nikita Krushchev por ter posicionado &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Crise_dos_m%C3%ADsseis"&gt;mísseis nucleares em Cuba&lt;/a&gt;, nem condena os arautos do meto que alertaram para a ameaça que isso representava. Tamém ninguém aplaude o líder de Coréia do Norte por desenvolver armas nucleares e fornecer tecnologia ao Paquistám para a fabricaçom de mísseis, assi como nom denigrimos os que alertam para as possíveis conseqüênicas apenas porque elas nom se concretizam. Um apologista da violência de Estado que adotasse tais posiçons seria considerado um mostro imoral ou um lunático. Todo isto semelha óbvio até que os mesmos critérios devem ser aplicados a política exterior do Ocidente, aí como dizia o célebre anúncio de R "cambia-che o conto". Quando somos nós os apologistas da violência de Estado a postura do monstro imoral troca em altamente honrada e a adopçom dos truísmos e condenada com indignaçom e repulsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar assistimos a escala planetária ao que se tem denominado "Guerra ao terrorismo", nom sendo esta mais do que umha continuaçom daquela outra que iniciara no seu dia Ronald Reagan apoiando aos &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Contras"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;contras&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; em Nicarágua e denominada por Bush II como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;War on terror&lt;/span&gt;. Vaia por diante que o termo terrorismo é extremadamente difícil de definir. Se nos restringimos as versons oficiais do Império o terrorismo é o "uso calculado de violência ou ameaça de violência para alcançar metas de natureza política, religiosa ou ideológica por meio de intimidaçom, coaçom ou instalaçom do medo", mas entom as invasons do Iraque e do Afeganistám nom som actos de terrorismo? A dupla moral é clara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade as definiçons oficias de terrorismo venhem a coincidir com as de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;contraterrorismo&lt;/span&gt; que oferecem as mesmas fontes, camuflando por vezes o termo baixo o sintagma "conflito de baixa intensidade" ou simplesmente como "contra-insurgência": fôrom os atentados do 11-S ou do 11-M por acaso um conflito de baixa intensidade? No entanto, sob a etiqueta contraterrorismo acocha-se a OTAN e os EUA para cometer qualquer acto de barbárie em nome da liberdade, da democria e dos Direitos Humanos, palavras que em sua boca cheiram a xofre. Como indicou Ahmed Rashid "hai um crescente ressentimento, devido ao facto do apoio americano estar permitindo que o regime militar [de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pervez_Musharraf"&gt;Musharraf&lt;/a&gt;] retarde o cumprimento da promessa de democracia" no Paquistám e na mesma linha vai o egípcio El Lozy: "todo e qualquer governo antidemocrático no mundo árabe-islámico [é apoiado polos EUA] (...) Quando ouvimos as autoridades americanas falarem de liberdade, democracia e valores desse tipo, nas suas bocas essas palavras soam obscenas".&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;War on terror&lt;/span&gt; semelha que o terrorismo é enxergado apenas como a arma dos fracos e o terror limita-se às acçons suas. Por contra, nos casos de contra-insurgência os militares americanos sempre olhárom admirados para a doutrina nazi e mesmo oficiais da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Wehrmacht"&gt;Wehrmacht&lt;/a&gt; assessorárom Washintong durande décadas. Daquela, desde a perspectiva do opresor pouca diferença hai entre "terrorismo" e "resistência", ignorando o recolhido polos estatutos das Naçons Unidas, que reconhecem a legitimidade das acçons exercida a prol do "direito de autodecisom, liberdade e independência quando esses direitos lhe fôrom tirados a esses povos mediante o uso da força, principlamente povos sob regimes colonialistas e racistas e ocupaçom estrangeira". Para o primeiro caso podemos exemplificar com a Palestina, para a segunda a Tchetchênia, o Iraque ou o Afeganistám.  Esta resoluçom data de 1987 e a votaçom foi de 153 a 2 com a única abstençom de Honduras, quem votou entom em contra? Husseim? os talibáns ou qualquer outro tirano terrorista? Nom votárom em contra as grandes "democracias": os Estados Unidos de América (EUA) e o estado nazi-sionista de Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guerra ao terrorismo nom passa hoje de ser umha actualizaçom da velha guerra contra o "comunismo", que serviu no Estado espanhol para derribar um governo burguês legitimamente referendado nas furnas ou para promocionar o ascenso de Hitler ao poder. Durante décadas em latino-américa apreendêrom bem quem eram os comunistas aos que combatiam as forças ianquis: os pobres e oprimidos que tinham a valentia, ou a ousadia vistos desde o Império, de erguer-se contra a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Doutrina_Monroe"&gt;doutrina Monroe&lt;/a&gt;, por exemplo o apoio ao golpe de estado de Augusto Pinochet em Chile. Portanto, atacar alvos fáceis é um acto terrorista ou umha causa nobre dependendo se o fai um governo Ocidental ou um talibám.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos aduzir porém que nos somos culpáveis dos factos dos EUA -algo falso ao brindar-lhe e apoio e cobertura servil, mas bom-, no entanto exacerbamo-nos condenando aos "piratas" somalís que atacam aos nossos marinheiros "espanhóis". Os marinheiros espanhóis pescam em augas internacionais, augas que pertencem a todos os países do mundo em teoria, mas nos que só podem manter fortalezas flotantes uns pouvos previlegiados, ao igual que o marinheiro somalí nom pode capturar toneladas de peixe com umha barca que apenas pode alonjar-se da costa... eis o truismo ocidental assentado ainda totalmente no mais burso darwinismo social. Recentemente ouvia eu a umha jovem universitária dizer que nom era racista, que ela apenas era ordenada e que, daquela, cada um devia ficar no seu país. Isto é quase esperpéntico ouví-lo na Galiza que produziu tanta emigraçom como muitos dos estados africanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, Barak Obama recebeu, nom sabemos ainda mui bem polo quê, o prémio Nobel da Paz, consolidando a tradiçom de entregar-lho a terroristas com rosto amável pois já se sabe que "no país dos cegos o torto é o rei". Quando se iniciou a guerra do Afeganistám, sob o pretexto dos atentados do 11-S (ocultando como se figera na II Grande Guerra com Pearl Harbor ou no Vietnám com o Golfo de Tonquim as verdadeiras causas de evidente cariz económico), defendeu-se que umha ampla maioria no Ocidente apoiava as acçons "truístas" dos EUA. Porém, a grande maioria da populaçom mundial estava em contra: em Grécia apoiavam os bombardeios 8%, na França 29%, em México 2%, em Venezuela 11% e em Colômbia, aliado preferente dos EUA com um governo terrorista, mesmo e irrisório 11%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bombardeios justificárom-se porque os responsáveis do atentado do 11-S, com indícios claros de ter sido instigado pola CIA, foram identificados e o regime talibám fornecera-lhes ajuda. Porém, oito meses despois, em Junho de 2002, o director do FBI, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Federal_Bureau_of_Investigation"&gt;Robert Mueller&lt;/a&gt;, nom pudo mais que aduzir umha responsabilidade indirecta do Afeganistám nom maior ca da Alemanha, onde se treinaram os pilotos, ou a dos Emiratos Árabes Unidos. A fim de contas, se a responsabilidade indirecta do Afeganistám podia apenas ser inferida em Junho de 2002 resulta evidente que nom existia nengumha certeza que justificara um ataque desproporcionado dessas dimensons oito meses antes, quando Bush II ordenou o ataque, quer dizer, que o bombardeio foi um crime de guerra, um acto de agressom em toda regra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nom muito diferente foi o bombardeio da OTAN sobre Sérvia, amparando-se na violaçom dos Direitos Humanos do povo albanês. Ano e meio despois, quando se lhe perguntou a Javier Solana a razom pola qual nom intervinheram na agressom da Rússia a Tchetchênia, este afirmou que "a Rússia nom podia ser tratada como Sérvia porque tinha cabeças nucleares". Noutras palavras, que a OTAN dá-lhe a razom a Fidel Castro na crise dos mísseis como resposta à invasom da Baia dos Porcos ou ao programa nuclear de Irám ou Coréia do Norte, vaites, vaites ou caráfio como mais goste o leitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além disso, no caso do Afeganistám era claro que o bombardeio punha em risco milhons de vida que poderiam nom morrer já directamente, senom que pola acçom da fame corriam sério risco de desnutriçom; eram todos talibáns? por acaso nom justifica isto os atentados do 11-S ou do 11-M onde o oprimido tampouco distingue entre civis e tiranos? Quando a Nicarágua ou Cuba sofriam os ataques terroristas, financiados e desenhados polos EUA provadamente, reagírom em "legítima defesa" jogando bombas em Washintong, Nova York ou Miami? Quem é que promocionou com a sua estrategia imperialista o terrorismo indiscrinado de Al-Qaeda? Quem treinou aos talibáns durante a invasom soviética do Afeganistám em 1986?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro motivo recorrente aduzido por Bush, Blair ou Aznar, e nom menos repulsivo do que o anterior, era que o governo talibám recusava entregar aos suspeitosos de cometer as atrocidades do 11-M. No entanto, os EUA negárom-se em redondo a fornecer qualquer prova para justificar umha extraditaçom. Nesse mesmo período o Haiti solicitou, mais umha vez, a extraditaçom do sanguinário Emmanuel Constant, líder das forças paramilitares responsáveis de milhares de assasinatos e apoiado polos governos de Bush I e Clinton. Porém, isso deu direito ao Haiti para deitar bombas em Washintong? Ou de seqüestrar e assassinar a Constant na sua cidade de residência, Nova York, eliminando de passo a dúzias de civis como fai Israel? Seriam denominados estes cidadaos americanos ou israelis mortos como "danos colaterais"? Tem já ilustre prosápia aquela sentência da doutrina Bush: "Se você abriga terroristas, você é um terrorista; se você ajuda e apoia terroristas, você é um terrorist e será tratado como tal". Apliquemo-nos logo o conto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo isto da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;War on terror&lt;/span&gt; nom é mais que a extensom dum princípio forjado polo ultraliberalismo e que tenta fazer acreditar ao Ocidente que todos os males do mundo som culpa do "terrorismo", toda vez que o "comunismo" parece ter sido vencido ou, quando menos, silenciado momentanemente. Esta doutrina tenta legitimar umha outro princípio, na verdade o terrorismo internacional mesmo, que estabelece que os bombardeios maciços som umha resposta legítima a crimes terroristas. E entom legítimo que o Estado espanhol bombardeie maciçamente a Euskal Herria polas acçons da ETA? Bombardeou o Reino Unido a Irlanda polas acçons do IRA? Tamém Hitler baseou boa parte da sua repressom e das suas acçons imperialistas sob a escusa de combater o terrorismo, a história, infelizmente, repete-se mais umha vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A defesa dos Direitos Humanos, da democracia ou da liberdade som apenas imensas cortinas de fumo para silenciar as passivas consciências ocidentais. Em 1998 o presidente Clinton autorizou o bombardeio da indústria farmaceútica al-Shifa no paupérrimo e infensivo Sudám. O pretexto empregado na altura era que ali se produziam armas de destruiçom maciça - como se aduziu no Iraque, tamém falsamente-. O resultado foi que a maior fonte de medicamentos farmacológicos e veterinários do país foi exterminada e milhares de pessoas morrêrom a conseqüência disso. Como aponta Noam Chomsky:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um crime equivalente a umha mera fracçom dessa dimensom deixaria o alvo enfurecido, caso el fosse os Estados Unidos, Israel ou algumha outra vítima valiosa, e provocaria retaliaçons do tipo que chegamos a relutar em imaginar, que, além de todo, ainda seriam aplaudidas como um exemplo paradigmático de guerra justa. Segundo o princípio da proporcionalidade deduze-se que o Sudám tenha todo o direito de revidar com terrorismo maciço (...) muito pior do que os crimes de 11 de Setembro, que fôrom chocantes, si, mas nom gerárom tais conseqüências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do exposto até o de agora tiram-se duas conclusons claras com as que queremos rematar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) A política exterio Ocidental é de por si hipócrita, regida por umha dupla moral abominável. Muitas atrozidades que correctamente denunciamos nom som intencionais (como os denominados "danos coleterais"), ainda que isto nom tenha sido em conta quando  o responsável é "o outro", o diferente, o estrangeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) A política exterior dos EUA, de Israel e da servil UE nom fai mais que avivar a possibilidade dumha escalada do terrorismo mundial, já que a depauperaçom dos países árabes e africanos só fai ir em aumento cada dia. Enquanto os EUA e os seus sócios apoiam a ditaduras e governos corruptos por todo o globo, o ódio a Ocidente só fai inçar-se e as posiçons do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;islamismo&lt;/span&gt; estám a ganhar posiçons em todos os países muçulmanos e até entre as elites económicas de boa parte deles, com o agravante o monopólio da violência já nom pertence apenas aos ricos e poderosos com novas armas de destruiçom maciça. Neste sentido o ultraliberalismo só fixo agravar o problema ao adelgazar cada vez mais a funçom do estado e drenar cada vez mais recursos da periferia para o centro aumentando a precaridade da grande maioria da populaçom desses países, muitos deles riquíssimos em recursos. Por outro lado, deixar que os palestinos enfrentem com pedras os tanques israelenses é um garante certo para fomentar e alimentar o ódio islámico contra o Ocidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, o Ocidente é um accidente, o maior e mais organizado grupo terrorista do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;+ Informaçom:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Na Rede&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo da palestra do&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Carlos Taibo&lt;/span&gt; sobre a Tchetchênia:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://wwwafiador.blogspot.com/2009/11/resumo-e-comentario-as-palestras-de.html"&gt;http://wwwafiador.blogspot.com/2009/11/resumo-e-comentario-as-palestras-de.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Livros recomendáveis&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;CHOMSKY, Noam&lt;/span&gt; (2003), &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hegemony or survival&lt;/span&gt;, Metropolitan Books [nós manejamos a ediçom brasileira: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O império americano: hegemonia ou sobrevivência&lt;/span&gt;, Campus editora, Rio de Janeiro, 2004, 3ª ediçom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/234788351264816347-8561973763942661015?l=chantadanova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://chantadanova.blogspot.com/2009/11/o-truismo-imperialista-ou-dupla-moral.html</link><author>noreply@blogger.com (O Garcia do Outeiro)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/Sv10KYZR6LI/AAAAAAAAAsw/9giQrVBdYyE/s72-c/%C3%81frica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-234788351264816347.post-187411095627860813</guid><pubDate>Sun, 01 Nov 2009 23:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-02T12:04:04.926Z</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>novas</category><title>VII Castanhaço-rock</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/Su4VZm0YqcI/AAAAAAAAAsQ/rR14SScmvGM/s1600-h/Cartaz+VII+Castanha%C3%A7o-rock.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 282px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/Su4VZm0YqcI/AAAAAAAAAsQ/rR14SScmvGM/s400/Cartaz+VII+Castanha%C3%A7o-rock.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399276532924983746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O 7 de Novembro em Chantada a associaçom cultural O Castanhaço organiza umha nova ediçom do já célebre festival. Desta volta, para além de palestras, da II ediçom dos Jogos Bravús e do aberto de bilharda; contaremos na nossa vila com a presença de regueifeiros e dos grupos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talco [Itália]&lt;br /&gt;Skándalo Gz [Galiza]&lt;br /&gt;Dixebra [Asturies]&lt;br /&gt;Kogito [Galiza]&lt;br /&gt;Peste&amp;amp;Sida [Portugal]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que nom falte ninguém a esta festa da música galega!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CkAflrRcCdE&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/CkAflrRcCdE&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/234788351264816347-187411095627860813?l=chantadanova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://chantadanova.blogspot.com/2009/11/vii-castanhaco-rock.html</link><author>noreply@blogger.com (O Garcia do Outeiro)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/Su4VZm0YqcI/AAAAAAAAAsQ/rR14SScmvGM/s72-c/Cartaz+VII+Castanha%C3%A7o-rock.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-234788351264816347.post-8505688250068816607</guid><pubDate>Thu, 22 Oct 2009 14:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-22T15:35:24.647+01:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>ensaio</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Galiza Nova Chantada</category><title>Friage mental: as armas químicas e biologicas do Império. A Constipaçom A como fonte de lucro para as farmaceúticas</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/SuBtnBJkZaI/AAAAAAAAArY/QU8Iinn5Tyk/s1600-h/tamiflu.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 349px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/SuBtnBJkZaI/AAAAAAAAArY/QU8Iinn5Tyk/s400/tamiflu.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395432870680749474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em pleno furor da mal denominada &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;constipaçom A&lt;/span&gt; adjuntamos um vídeo que ataca a falta de escrúpulos do capitalistmo à hora de atacar a saúde das pessoas e mais &lt;a href="http://wwwafiador.blogspot.com/2009/05/friage-mental-as-armas-quimicas-e.html"&gt;umha reflexom&lt;/a&gt; que já data de começos de Maio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://wwwafiador.blogspot.com/2009/05/friage-mental-as-armas-quimicas-e.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;http://wwwafiador.blogspot.com/2009/05/friage-mental-as-armas-quimicas-e.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vídeo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gKwk8Kq8QXA&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/gKwk8Kq8QXA&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="560" height="340"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/234788351264816347-8505688250068816607?l=chantadanova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://chantadanova.blogspot.com/2009/10/friage-mental-as-armas-quimicas-e.html</link><author>noreply@blogger.com (O Garcia do Outeiro)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/SuBtnBJkZaI/AAAAAAAAArY/QU8Iinn5Tyk/s72-c/tamiflu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-234788351264816347.post-4748765300805392154</guid><pubDate>Wed, 14 Oct 2009 13:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-14T14:33:30.459+01:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>ensaio</category><title>I. Patriarcalismo político e lingüístico na Galiza: história dumha dupla subordinaçom</title><description>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:donotoptimizeforbrowser/&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */ @font-face  {font-family:"MS Mincho";  panose-1:2 2 6 9 4 2 5 8 3 4;  mso-font-alt:"ＭＳ 明朝";  mso-font-charset:128;  mso-generic-font-family:modern;  mso-font-pitch:fixed;  mso-font-signature:-1610612033 1757936891 16 0 131231 0;} @font-face  {font-family:Tahoma;  panose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4;  mso-font-charset:0;  mso-generic-font-family:swiss;  mso-font-pitch:variable;  mso-font-signature:1627421319 -2147483648 8 0 66047 0;} @font-face  {font-family:"Arial Unicode MS";  panose-1:2 11 6 4 2 2 2 2 2 4;  mso-font-charset:128;  mso-generic-font-family:swiss;  mso-font-pitch:variable; 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&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;" lang="GL"&gt;τις &lt;/span&gt;&lt;span dir="rtl"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span dir="rtl" style="font-size: 10pt;" lang="AR-SA"&gt;&lt;span dir="rtl"&gt;&lt;/span&gt;ۥ&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;" lang="GL"&gt;επέσσεται&lt;span style=""&gt;                &lt;/span&gt;(alguém sobreviverá), &lt;i&gt;Odisseia&lt;/i&gt; IV, 756&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 42.5pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;" lang="GL"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Sólo creía en aquello que tocaba, salvo la libertad que nunca la tocó, pero creyó, sin embargo, en ella mucho tiempo. Leopoldo Alas “Clarín”: &lt;i&gt;La Regenta&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="GL"&gt;Ao longo da história negada da Galiza, ao longo das seculares aldrages que padeceu o nosso povo, ao longo da recua de discriminaçons que galegas e galegos padecemos por mor da nossa língua, fôrom várias as vezes em que se vencelhárom ao longo do tempo o futuro do nosso idioma galego–português ao autogoverno da Galiza.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Logicamente, um poder político autónomo e próprio pode reagir perante as betesgas do centralismo, mal que bem, e, de facto, na Galiza existe hoje mais consciência nacional ca nunca, ainda que seja preciso indicar que para alcançar o monolingüismo social em galego é quase totalmente imprescindível exigir o cumprimento total do nosso direito à autodeterminaçom como povo e após umha desalheaçom social, umha catarse colectiva e ordenada ,desde a luita e a memória dos devanceiros à instauraçom normalizada da língua e da República Socialista da Galiza.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;As estruturas patriarcais continuam a ser o elemento dominador nas sociedades capitalistas ocidentais. Em todo o mundo 70% dos pobres e dous terços dos analfabetos&lt;a style="" href="#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;[1]&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; som mulheres, sem falar já das vítimas de violaçons, guerras, ablaçons, etc. Destarte, a pesar de constituir umha força de trabalho enorme apenas som donas de 1% da terra. Na Galiza, nom som poucas as mulheres titulares ou co-titulares dumha exploraçom gandeira, mas sem possuírem a propriedade da terra, e, portanto, a mulher galega sofre umha tripla discriminaçom: a de ser mulher, a de pertencer a umha naçom oprimida e a de género.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A taxa de desemprego feminina supera com muito a masculina e a diferença nos ordenados (salários) continua viva. A precaridade, a temporalidade e a economia submergida som realidades infelizmente associadas a grande parte das mulheres trabalhadoras da Galiza, que seguem ocupando-se das tarefas domésticas e do cuidado dos filhos e das pessoas dependentes sem o reconhecimento social pertinente, embora só seja polo que poupa a administraçom em prestaçons socias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Os meios de incomunicaçom, aliados do patriarcado e da glotofaxia espanholista, seguem discriminando à mulher e ampliando os estereotipos e as desigualdades, já desde a infáncia, por exemplo através de joguetes “de chicos” (umha bola, umha pistola de joguete, cromos de futebol...) e joguetes “de chicas” (Barbye, cozinhas, jogo de pinturas e maquilhage...). O aborto e a sua despenalizaçom até as doze semanas&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;foi o último exemplo de campanha criminalizadora da mulher e o feminismo, já que os “guardiáns” da boa moral oponhem-se ao «nós parimos, nós decidimos» &lt;i&gt;in nomine dei&lt;/i&gt;. Coma nos bons tempos, «Santiago, y cierra España»&lt;a style="" href="#_ftn2" name="_ftnref2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;[2]&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Francisco Rodrigues Sanches num artigo de 1992 intitulado «Conflito cultural e idiomático na Galiza» analisa desde umha óptica marxista a dupla prostraçom, da língua e do povo, que se dá na nossa naçom, a qual pertence a periferia, a «outra Europa» de que já falava Lenine no seu livro &lt;i&gt;O imperialismo: fase superior do capitalismo&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Para o ferrolano [1998: 180] «queren convencer-nos de que non existe problema, porque agora xa existe liberdade individual para expresar-se no que a cada un lle pete. Desta forma, o que é un problema social e colectivo, da estrutura de poder, deixa-se cinicamente a que os indivíduos que están inseridos nesa estrutura de poder, ousen só por propria vontade trastocar. Non se cambian as regras de xogo. Se un non xoga desta maneira é simplesmente porque libremente non quer. Pero, nesta, como en tantas outras problemáticas, nos existe a liberdade individual». Tamém nos querem convencer de que a mulher já tem atingido a igualdade e que as luitas feministas estám fora de lugar no actual “sistema de liberdades” da “democracia espanhola”. «Que todo quede atado y bien atado» deixou dito o ditador antes de morrer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O histórico dirigente da UPG assiná-la que a diglossia reformulou-se, assi como o machismo se tem disfarçado através de atitudes compensatórias que, no entanto, em nada mudam o &lt;i&gt;status quo&lt;/i&gt; do espanhol e do home respectivamente, assi como as esmolas das ONG's e dos estados ricos nom mudam a correlaçom Norte-Sul porque nom se lhes devolve a propriedade sobre os meios de produçom nem sobre os recursos naturais:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 42.5pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;" lang="GL"&gt;A sociedade galega necesita, hoxe máis que nunca, armar-se contra unha ideoloxia dominante empeñada en que aceitemos como única via para o noso país un papel subordinado, case inexistente: sermos agradecidos, porque non pasamos fame e temos a sorte de pertencer a un mundo que se considera o centro previlexiado. Pero sabemos que non existimos, como tal, especificamente, con direitos próprios, dentro da expansión cultural eurocéntrica. Todo o máis, no campo cultural; velai a grande tarefa encomendada á Xunta, crermos que a apariéncia – libros, Tv, rádio, festas..., teórica e limitadamente en galego– son a realidade. Mentres, os demais, outros, deben opinar por nós. A estrutura vai por unha banda, e a superestrutura cultural, e con ela a língua e cultura próprias que subsisten sen o esforzo por unha pragmática próprias, en todos os campos: o económico, o político, o cultural, o informativo, o educativo... A resignación como único mundo posíbel é a aceitación dunha esquizofrénia que nos manterá nunha contradición constante entre o desánimo, e a política de ilusións, de fantasias. Non pode existir nada máis triste nen perigoso para os povos asoballados que acreditar na política de ilusións, moito máis, cando son imperiais, externas, ditadas con total desprezo polos nosos direitos e os da maioria da Humanidade [Rodríguez Sánchez, 1998: 183]&lt;/span&gt;&lt;span lang="GL"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Castelao no &lt;i&gt;Sempre em Galiza&lt;/i&gt; (1944) advogava igualmente pola necessidade de junguir arredismo e nacionalismo lingüístico e defende a liberdade para todas as pátrias como o fai Ramom Vilar Ponte em «O sentimento nacionalista e o internacionalismo» (1926). Em todo caso, acreditamos que na Galiza o «etnocídio», de que falava o Beiras&lt;a style="" href="#_ftn3" name="_ftnref3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;[3]&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, ou o «crime de lesa cultura», de que falava Castelao, sobrevive do mesmo modo que o patriarcado se mantém ainda que sob umhas aparências remoçadas e com tácticas anovadas. O mesmo cam com distinto colar. Nom se proibe a língua fora do fogar, onde devia estar junto à mulher no franquismo, mas agora defende-se o “bilingüismo” e quando se ponhem em teia de juízo os privilégios do home ou do castelhano entom lançam-se os “cides” e os “santiagos mata-mouros”, os mercenários e sipaios do espanholismo, a falar de imposiçom, quando o único que se pode registar som séculos de opressom de género, nacional e lingüística galega. Os novos movimentos fascistas, o neo-fascismo, fam do espanholismo a sua firme e enérgica bandeira, negando-lhe ao galego, à mulher e ao operário que som sujeitos com direitos colectivos e mesmo na esquerda espanhola esta nacionalismo tem vigorado desde a II República soterrando definitivamente o federalismo pimargalliano embora neste o único referente nacional – ao menos numha etapa inicial- fosse Espanha:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 42.5pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;" lang="GL"&gt;Resulta lastimoso que se fale de imposición cando se trata de restaurar (só simbolicamente) o rostro real do país, desfigurado por unha &lt;b&gt;imposición secular&lt;/b&gt; [Rodríguez Sánchez, 1998: 166]&lt;/span&gt;&lt;span lang="GL"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Para pôr fim a isto é imprescindível exigir umha dupla independência que só se pode acadar desde a desalienaçom popular, quer dizer, fazendo realidade aquela máxima de Castelao de que «o povo só se salvará quando deixe de ser massa». Dumha banda Galiza deve-se arredar do Estado burguês espanhol da II Restauraçom bourbónica e caminhar ceive e dona de si, para balizar a sua língua e regenerá-la achegando-a todo quanto for possível, sem perder os traços de seu, ao português com o galho de alcançar a unidade primigénia e histórica galego–portuguesa; doutra banda, um novo sistema sócio–económico deve trair a fim dos preconceitos lingüísticos e machistas que vigoram na sociedade patriarcal de Ocidente. Quando definimos capitalismo “imperialista” e “patriarcal” som adjectivos inerentes assi como a alienaçom e o fetichismo da mercadoria é umha característica intrínseca das sociedades capitalistas:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 42.5pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;" lang="GL"&gt;Existe um grave problema, e eu penso que o povo nom tem muito que dizer ao respeito. E vou pôr vários exemplos: democraticamente nom se pode chegar à conclussom de que 2+2=6, por muito que o diga a maioria. O facto de que umha maioria apoie um feito, nom quer dizer que seja científico nem verdade. Na Galiza: se se lhe perguntar a um camponês ou se lhe di que escreva em galego “MINHO” el escrevera com “ñ”, pois tem sido alfabetizado em espanhol. Por isso na Galiza o problema [da planificaçom lingüística] é muito mais complexo do que parece.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 42.5pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;" lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;[...]&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 42.5pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;" lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;O que define a situaçom da Galiza é umha alienaçom e para o poder é fácil agir sobre esta esquizofrenia histórica, impondo os interesses económicos, que manipula o sentir dos galegos, que dificulta a descolonizaçom dos espíritos e que manipula até o sentimento lingüístico dos falantes [Peeters, 1991: 88-9]&lt;/span&gt;&lt;span lang="GL"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;b&gt;1.2. Paralelismos entre a discriminaçom lingüística e feminina na naçom galega. Exemplos literários.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Desejamos começar este ponto botando mao dum texto literário que ilustre qual é que era a situaçom da mulher durante boa parte do século XX, sobrevivendo ainda em muitos países e mesmo em Ocidente, e como fôrom as próprias mulheres desde a sua luita abnegada as que conseguírom, aos poucos, ir revertendo a situaçom&lt;a style="" href="#_ftn4" name="_ftnref4" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;[4]&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 42.5pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;" lang="GL"&gt;Dérom-me umha folha torpemente impressa em que se olhava umha mulher espida imitando a posse dumha estatua grega. Na contra-capa lia-se:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 42.5pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;" lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;“O home pobre e trabalhador acha-se oprimido polo que é rico e nom trabalha; mas a este home fica-lhe ainda o recurso, bem triste por certo, de vingar-se da opressom que sofre, oprimindo por sua vez a fêmea que lhe tocou em sorte; a esta fêmea nom lhe fica já nengum meio de desafogo, e tem que resignar-se a padecer a fame, o frio e a miséria que origina a exploraçom burguesa e, como se isto fosse pouco, a sofrer a dominaçom bestial, inconsiderada e ofensiva do macho. E estas som as mais felizes, as privilegiadas, as filhas mimadas da Natureza, porque existe trinta ou quarenta por cento de mulheres que som muito mais infelizes ainda, já que a nossa organizaçom social, até lhes proibe o direito a ter sexo, a ser tais fêmeas, ou, o que é o mesmo, a demonstrar que o som.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 42.5pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;" lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&gt;&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;OU, A MULHER! Eis a verdadeira vítima das infámias sociais; eis o verdadeiro objecto da missom dos apóstolos generosos [Mendoza, 1975: 410-11]&lt;/span&gt;&lt;span lang="GL"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A génese da exploraçom da mulher e do patriarcado é descrito, desde umha óptica marxista, por Iñaki Gil de San Vicente [2009: 4]:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 42.5pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;" lang="GL"&gt;La obtención de energía requiere en la especie humana de un trabajo consciente que no tiene otro sentido que el de reducir el esfuerzo, reducir en lo posible el tiempo necesario para obtener dicha energía mediante el desarrollo de herramientas y de técnicas adecuadas, en suma, de fuerzas productivas. En la medida en que aumentaba la población y se agotaban los recursos meteriales, los grupos humanos desarrollaron, como mínimo, cuatro alternativas: emigrar a otros espacios, aumentar su productividad con mejores herramientas, aumentar el tiempo de trabajo total del grupo y robar los recursos de otros grupos. Las formas más simples y rudimentarias de violencia surgen en este largo período, y son las mujeres las que primero sufren las consecuencias, pasando do ser un sexo-género clave que aporta la mayoría de las energías y que produce la mayoría del conocimiento, a ser el primer grupo humano explotado por otros grupos humanos&lt;/span&gt;&lt;span lang="GL"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Em &lt;i&gt;Ab urbe condita&lt;/i&gt;, Tito Lívio dá-nos umha amostra perfeita do nascimento da escravatura em Roma. A opressom sobre a mulher e a orige dos escravos em mulheres doutros povos vê-se com nitidez no conhecido como «rapto das sabinas». Logo, a escravatura passaria à infáncia e, finalmente, a homes e anciaos. Ainda hoje a mulher segue a ser a principal geradora de energias, sofrendo a opressom de género e ainda a exploraçom sexual, a escravatura sexual por milhons. Como indicava Plauto «homo homini lupus», mas, sobretodo, o home é um lobo para a mulher, já desde a civilizaçom greco-romana «base de la civilización occidental, se cimentó sobre el más inhumano terrorismo masivo aplicado gracias a una aplastante superioridad militar» [Gil de San Vicente, 2009: 5].&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A alienaçom e o fetichismo som violências invisíveis aplicadas sobre a mulher e a língua – preconceitos. A cultura e o ser humano passam a ser no capitalismo simples realidades mercantilizadas, e a humanidade anula-se convertendo-a em força de trabalho, umha mercadoria, como a natureza, que se compra e se vende no desejo de converter o&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;máximo valor de cámbio possível e inçar assi a acumulaçom de capital. Nem que dizer tem que quando os explorados se safam da alienaçom entom a violência do estado burguês actua para reprimir e manter o &lt;i&gt;status quo&lt;/i&gt; de cada classe social.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Durante a II República a educaçom polira-se e promocionara-se. Aliás, a Constituiçom de 1931 contemplava um ensino gratuito, laico e universal – obrigatório–, que contemplava já a ensinança mista sob os princípios pedagógicos achegados, essencialmente, pola Instituiçom de Livre Ensinança&lt;a style="" href="#_ftn5" name="_ftnref5" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;[5]&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e com a criaçom de numerosas bibliotecas no rural galego. Porém este modelo vai sucumbir desde 1936 com a depuraçom de mestres e livros e com a valoraçom da ensinança mista e os valores pedagógicos republicanos como próprios da anarquia e a libertinage.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A co-educaçom suprime-se porque havia que formar umha mulher para deus, a pátria e o fogar e «esta nova muller debía de servir de correa de transmisión do ideario do nacional-catolicismo ás novas xeracións» [Freitas Juvino, 2008: 485]. Daquela, a submissom ao home e à sociedade eram as ideias–chave da educaçom feminina e socialmente as mulheres eram quase invisíveis. As primeiras mulheres ligadas com a cultura galega irrompem nos anos cinqüenta (Maria Marinho, Pura Vásquez, Mª do Carme Kruckenberg, Luz Poço Garça, Joana Torres, Maria José Queizám...).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A repressom da língua galega foi tamém com muito maior na mulher. Árias Lopes no número 29 de &lt;i&gt;Grial &lt;/i&gt;confirma que o abandono do galego é superior entre as mulheres, assi como os preconceitos, pois isso reflectia o inquérito que realizara naquela altura e em que eram mais as mulheres opostas ao ensino do galego:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 42.5pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;" lang="GL"&gt;As actitudes de receo pra a língua galega no insino – e mesmo fora do insino–, dentro de Galicia, son moito máis abondosas e afogueiradas nas mulleres que nos homes. Nen penso que debamos esixir responsabilidades ás donas galegas polo seu anoxamento da nosa língua. Mais ben, entendo que elas son víctimas [Freitas Juvino, 2008: 487]&lt;/span&gt;&lt;span lang="GL"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Atinadamente, Jesus Alonso Montero [1973: 125] atribui este maior abandono do galego na mulher a sua condiçom de género oprimido, quer dizer, à tripla discriminaçom de que já falamos: como mulher, como galega e como trabalhadora. A alienaçom é, portanto, maior e o fetichismo tamém:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 42.5pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;" lang="GL"&gt;Cualquiera que sea la clase social, quien más se entrega a los valores externos, a los valores suntuarios y de apariencia, es la mujer, y ello se debe a su condición de ser enajenado, de ser más alienado que el hombre&lt;/span&gt;&lt;span lang="GL"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A alienaçom e o fetichismo da mercadoria som, na teoria marxista, aquelas situaçons em que o oprimido acredita ser livre e, aliás, acha que as mercadorias tenhem qualidades humanas, enquanto as pessoas reduzem-se a simples objectos, mercadorias, por exemplo na prostituiçom. Mas, a alienaçom e o fetichismo rematam por reduzir ao próprio indivíduo, nos seus esquemas mentais, a umha mercadoria sem valor, a “cousificaçom extrema”, quer dizer, as causas som vistas como os efeitos e os efeitos como as causas, de modo que a submissom ao sistema é total, máximo porque estamos perante umha violência psicológica e nom física, a fórmula preferida do terrorismo burguês. Em efeito, a guerra de género é a primeira fase da guerra social que nas “democracias” aplica a classe burguesa para o controlo da classe trabalhadora e para a perpetuaçom do sistema.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Desde umha perspectiva feminista tem exposto a discriminaçom correlativa mulher–galego Mª José Queizám dumha forma espantosamente castigada. Segundo a escritora a mulher e a língua sofrérom e sofrem um processo paralelo de desvalorizaçom e submetimento como recolhe em «A lingua galega e a muller», artigo que se recolhe no livro de 1977 &lt;i&gt;A muller en Galicia: análise estrutural de dos feitos represivos&lt;/i&gt;. Neste volume bosquesage um paralelismo nídio entre a repressom sofrida polo galego e a padecida pola mulher: «Estamos no ambiente do racismo e a opresión». Freitas Juvino [2008: 489-490] explica assi as achegas de Queizám:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 42.5pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;" lang="GL"&gt;Parte da situación de convivencia diglósica na que se atopa o galego no seu propio país (...) dunha maneira similar ao que ocorre coa muller que, na dicotomía muller/home, sempre se atopa nunha posición xerárquica inferior. Unha lingua, o castelán posúe prestixio social e o galego non; igualmente, o home posúe dentro da sociedade un status superior, o que lle confire prestixio en contraposición á muller, que carece del; así, os homes son máis valorados polo poder e o prestixio que posúen e as mulleres polos seus valores persoais&lt;/span&gt;&lt;span lang="GL"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Os preconceitos, maiores nas mulheres pola maior opressom a que estám submetidas, relacionam-se com a alienaçom ou, em palavras de Queizám, com o assobalhamento ideológico. A mulher tenta emular as normas e critérios do bando masculino o que reforça a tendência dos galegos, froito do auto-ódio, a emular a língua do opressor:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 42.5pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;" lang="GL"&gt;Non se analizan as circunstancias históricas que provocaron unha e outra situación, simplemente acéptase e dáse por feito que ten que ser así. O galego é unha língua “inferior” debido ás súas características intrínsecas, e o mesmo lle ocorre á muller, que é inferior ao home porque a natureza o quixo así [Freitas Juvino, 2008: 490]&lt;/span&gt;&lt;span lang="GL"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Aliás, o castelhano associa-se com a épica, a valentia e a agressividade –coma os “machos”- e as línguas periféricas, nomeadamente o galego, com a lírica, a beleza, a doçura, o intimismo... A primeira é a língua dos conquistadores a segunda «un patrimonio cultural que será objecto de especial respecto y protección» como recolhe a Constituiçom de 1978, ou seja, retórica burguesa barata &lt;i&gt;made in Spain &lt;/i&gt;como outros tantos artigos como o 17, o 20, o 22, o 27, o 31 ou o 35, apenas por citar alguns que se violam sistematicamente. Logicamente, «todos los españoles tienen el deber de conocerla y el derecho a usarla», enquanto que o conhecimento do galego é acessório, secundário ou “complementário” como o é a mulher desde a &lt;i&gt;Génese &lt;/i&gt;bíblica [2; 21-24], feita Eva a partir da costela de Adám:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 42.5pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;" lang="GL"&gt;Entonces Yahvé Dios hizo caer un profundo sueño sobre el hombre, que se durmió. Y le quitó una de las costillas, rellenando el vacío con carne. De la costilla que Yavhé Dios había tomado del hombre formó una mujer y la llevó ante el hombre. Entonces éste exclamó:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 42.5pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;" lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;“Esta vez sí que es hueso de mis huesos y carne de mi carne. Ésta será llamada mujer, porque del varón ha sido tomada”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 42.5pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;" lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Por eso deja el hombre a su padre y a sua madre y se une a su mujer, y se hacen una sola carne&lt;/span&gt;&lt;a style="" href="#_ftn6" name="_ftnref6" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;[6]&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="GL"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A associaçom da Galiza e da sua língua nacional com o feminismo é mui antiga. Miguel de Unamuno no seu ensaio &lt;i&gt;Por tierras de Portugal y de España &lt;/i&gt;(1903) expom numha descriçom sua tipicamente barroca:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 42.5pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;" lang="GL"&gt;Las esquinosas sierras, tal como surgen de las roturas y levantamientos, se han ido hundiendo y desmoronando en montes terrosos y chatos, de contornos ondulantes y sinuosos, como de senos y caderas mujeriles, a la vez que han ido rellenando los valles y vagüeras. (...) Y luego la frondosa cabellera de castaños, pinos, robles, olmos y cien otras castas de àboles, abriendo aquellas redondeces y turgencias, dan al paisaje un marcado carácter feminino (...). Es un país feminino [Freitas Juvino, 2008: 490-1]&lt;/span&gt;&lt;span lang="GL"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Esta descriçom da Galiza e as suas virtudes femininas opom-se às virtudes de Euskal Herria, masculinas por suposto, de onde Unamuno era nativo e para reforçar a necessidade de englobar Euskal Herria no Estado espanhol de acordo com a sua ideologia espanholista:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 42.5pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;" lang="GL"&gt;¿Que és eso de ser invasores? ¿No lo somos nosotros? Si no queréis ser invadidos, invadid; sino queréis que os absorban, absorbed; todo menos cerrar las válvulas y permanecer aislados. No guardéis una absoluta virginidad de raza que nos prive de la maternidad, de la paternidad más bien. Padres, sí; que en este inivitable y fecundo encuentro de pueblos seamos el varón y no la la hembra [Freitas Juvino, 2008: 491]&lt;/span&gt;&lt;span lang="GL"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O trecho é indubitavelmente ilustrativo de por si só. Assi, hai povos e línguas “machos”, conquistadores, imperialistas e povos “fêmea” que só estám para ser fecundados, para a funçom reprodutiva, e ainda agradecer pouco menos que haja tam “nobres” impérios que os colonizem e oprimam. Castelao no &lt;i&gt;Sempre em Galiza&lt;/i&gt; critica estes preconceitos sem tapulhos:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 42.5pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;" lang="GL"&gt;Afetá que a paisaxe galega é femia porque ten formas redondeadas! (...) Isto é debido á dureza granítica do chan, mais a pesar de todo Galiza é un país moi sério e moi redondo, como é o mundo; sen arquitecturas de escaiola e sen ceos de añil barato.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 42.5pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;" lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Xusto é que lle chamemos Nai â nosa Terra (tódalas Terras son Nais); e admitiríamos que Castela fose “macho” - tal arelan os casteláns– se non estivéramos vendo a súa estraordinaria fecundidade; pero non creemos que un pobo sexa mais macho que outro polo feito de volver dunha guerra e amostrar o seu coiro cheo de cicatrices&lt;/span&gt;&lt;a style="" href="#_ftn7" name="_ftnref7" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;[7]&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="GL"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;E quase no começo do seu emblemático livro afirma que Galiza é antes de mais mátria, concretamente afirma que «para nós, os galegos, a Terra (así, con maúscula) é Galiza. O que nos xunta n-unha comunidade espritual é, principalmente, o amor â Terra. E cando decimos “a nosa Terra” queremos decir “a nosa Nación”. A Terra é a Matria» [Castelao, 1944: 40]. Maria José Queizám fala com acerto de «duplicidade compensatoria», a qual consiste numha falsa idealizaçom da língua galega ou da mulher que se opom à denigraçom do home e do castelhano, «pero esta é unha condena hipócrita, porque tanto o castelán como o home seguen simbolizando o poder e o prestixio. Este último é o idioma dos que dirixen a sociedade e o home segue acaparando e mandando na política, na cultura e na economía. (...) A idealización compensadora: a fermosura, o lirismo, o sentimento. Igualmente, as mulleres compensan a súa situación de subordinación ao home adxudicándolles calidades como a intuición, a comprensión, a paciencia etc.» [Fretias Juvino, 2008: 492-493]. Assi, o galego é umha língua preciosa e formosa, como a mulher, doce e que soa bem. O castelhano abonda-lhe com o seu prestígio social e a sua masculinidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Tamém existe a idealizaçom da pureza. O castelhano enriquece-se com empréstimos, o galego deturpa-se, porque o galego deve ser 'puro', casto como a mulher, e deixar a promiscuidade para o castelhano. Isto é especialmente significativo quando se ataca a regeneraçom do galego através do português enquanto se gaba a unidade do espanhol argentino e peninsular e a mestiçage do conquistador com o conquistado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Pilar Garcia Negro falará de «técnina home-opática», segundo a qual é permitido um mínimo de toleráncia com os direitos da mulher e do galego para manter o &lt;i&gt;status quo&lt;/i&gt; do home e do castelhano, quer dizer, voltar à máxima de Carlos III e do absolutismo “ilustrado”: mudar algo para que rem troque. Esta técnica engloba tamém a auto-xenreira, causa fulcral do processo de substituiçom lingüística supostamente mais visível entre as mulheres, já que a pretendida igualdade de línguas é igual que a fictícia igualdade de sexos. Noutras palavras, nega-se o conflito lingüístico mediante um falso e inexistente bilingüismo (social) que actua de “unisexo”, como se fai ao atacar à mulher na publicidade e a televisom sob o escudo de que tamém empregam a homes, ou seja, igualdade “unisexo” na denigraçom das pessoas e na image dumha mulher que deve ser perfeita, jovem, parva e entregada ao sexo – ou a satisfaçom do outro sexo mais bem–, a mulher-floreiro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A mulher abandona a língua como quando tratam de imitar os homes por avergonhar-se de pertencer a um sexo “inferior”. Neutralizam o conflito fugindo del e da responsabilidade de defender os seus direitos e os das demais mulheres. Pilar Garcia Negro fai um resumo genial da analogia entre o patriarcalismo político e o lingüístico [Freitas Juvino, 2008: 495-496]:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;a.- As duas fôrom reduzidas a um papel secundário e subalterno, embora houvesse umha evoluçom desde negar a existência de alma nas mulheres até o reconhecimento idealizado de valores da mulher e o galego (intuiçom, formosura...).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;b.- Os sectores assimilistas e sexistas, como &lt;i&gt;Galicia bilingüe&lt;/i&gt;, empregam recursos variados para perpetuar a discriminaçom, mas aparentando que se fomenta a igualdade e a&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;defesa dos discriminados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;c.- A táctica homeopática, da que já falamos. Outorgam-se direitos com tal que nom se exerçam e quando estes podem finalmente exercer-se lançam-se campanhas demonizadoras, como a que se opunha a despenalizaçom do aborto ou a que atacava a suposta “imposiçom” do galego. E encobre-se com “discriminaçom possitiva” a falha absoluta de actuaçons para alcançar a tam arelada igualdade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;d.- O “complexo de embaixada”. Umha das principais arelas de qualquer ideologia discriminadora e colonizadora é conseguir a internalizaçom da segregaçom por parte dos próprios afectados. Expressou-no verazmente Chomsky em numerosas ocasions ao referir-se ao controlo da opiniom pública para fazer das eleiçons simples farsas na democracia burguesa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;e.- A “síndrome de Estocolmo”. As pessoas reprimidas sentem-se atraídas, hipnotizadas, polos seus opressores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;f.- Espaço privado / espaço público. O galego é umha língua oral, familiar e rural, o castelhano pola contra é língua oficial e dos ámbitos públicos. A mulher para as tarefas do fogar e os homes na cantina, a guerra e os prostíbulos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;No entanto, a língua galega foi ganhando terreno na vida pública assi como a mulher se fai inserindo na vida laboral. Porém nom é menos certo que o castelhano segue a ser a língua de mais prestígio, urbana, de profissons liberais e associada com o poder e o dinheiro. Tamém os directivos adoitam ser homes e os ordenados femininos som 30% inferiores aos masculinos, para além de que se ouve amiúdo o de nom se pode contratar umha mulher pola baixa por maternidade. Para umha e para outra receita-se discriminaçom possitivo, eufemismo que encobre à perfeiçom a existência mesma da desigualdade e camufla de bondadosos e dadivosos aos que em realidade som em exclussiva verdugos. Nom hai discriminaçom possitiva que vala, apenas umha luita entre os opresores e os oprimidos o resto é fumo de palhas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;b&gt;1.3. Coda&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Como conclui Freitas Juvino [2008, 498] a língua galega só se salvará se assi o decidem as galegas e os galegos adoptando atitudes de luita e compromisso lingüístico. O mesmo é aplicável à mulher, que deve assumir a sua valia em pé de igualdade com o home, exercendo a sua plena “autodeterminaçom”, já que ao igual que nom hai rem na estrutura interna que faga umha língua superior a outra, tampouco hai nada no ser humano chamado home que o faga superior ao ser humano chamado mulher, a contrário, o patriarcalismo fai dos homes os máximos responsáveis das atrocidades e barbáries cometidas ao longo da história.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A cultura heterocéntrica e patriarcal nom deve deixar de ser revisada em todo momento e atacada sem piedade. O falocentrismo, que nom deixou de aumentar nos últimos decénios, é ao tempo a expressom da debilidade masculina, polos complexos inúmeros que o cánon do ideal criou. Agora tem chegado à mulher umha versom ainda mais deturpada deste feito. O porno é o modelo que criar cánon em inúmeros jovens com o conseguinte trastorno e distorçom da realidade: se nos 90 causavam furor as tetas de plástico de Jena Jameson e Nacho Vidal era o referente masculino, no XXI causam furor as operaçons vaginais na procura da cona “perfeita”. A alienaçom sexual está a chegar no primeiro mundo a limites até fai umha décadas insuspeitados e enfermidades como a anorexia e a bulímia dam igualmente fé disto, quanto ao cánon estético.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O culto ao corpo perfeito e a mocidade era umha das máximas do nazismo, polo que nom é por acaso que parelho a estas aberrraçons ince a genofóbia e a discriminaçom, embora nalguns casos tenha um rosto novo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Por último, lembrar que tamém os homes somos vítimas do patriarcado e das suas estruturas. Neste sentido, o feminismo “exclusivista” que se cinge só à mulher e impede a participaçom do home evita que os homes mais conscienciados com a causa da igualdade podam “despatriarcalizar-se” corectamente, respondendo a necessidades inconscientes criadas polas técnicas grupaloides, adoito exploradas na publicidade e a propaganda política. O apoio do home é vital para lograr a vitória na guerra dos sexos, já que nom som poucas as mulheres afectadas pola “síndrome de Estocolmo”&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e a táctica homeopática de que antes falavamos. Vós, as mulheres devedes encaminhar a luita pola igualdade em cada umha das frentes sociais em que actuades, fazê-lo fechando-se em pequenos grupúsculos e de costas ao mundo tem sentido em determinados processos históricos, mas acho que nom é mais que firmar a acta de perpetuidade do patriarcado na actualidade. Coerência, consciência, formaçom, constáncia e incidência social som as chaves da vitória, tanto para a mulher como para a língua.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                        &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;" lang="GL"&gt;Antom Fente Parada, Santa Cruz de Viana, 2009. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;ALONSO MONTERO, Xesús (1973), &lt;i&gt;Informe – dramático– sobre la lengua gallega&lt;/i&gt;, Akal: Madrid.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;CASTELAO, Afonso Daniel Rodríguez (1944), &lt;i&gt;Sempre en Galiza&lt;/i&gt;, Akal: Madrid, 4ª ediçom, 1994.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;FREITAS JUVINO, María Pilar (2008), &lt;i&gt;A represión lingüística en Galiza no século XX. Aproximación cualitativa á situación sociolingüística de Galiza&lt;/i&gt;, Xerais: Vigo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;GIL DE SAN VICENTE, Iñaki (2009), &lt;i&gt;La violencia y lo militar en Marx. La combinación de todas las formas de lucha&lt;/i&gt;, Euskal Herria, &lt;a href="http://www.lahaine.org/"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;http://www.lahaine.org&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;KAMEN, Henry (2006), &lt;i&gt;Del imperio a la decadencia. Los mitos que forjaron la España moderna&lt;/i&gt;, Temas de Hoy: Madrid.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;MENDOZA, Eduardo (1975), &lt;i&gt;La verdad sobre el caso Savolta&lt;/i&gt;, Six Barral: Barcelona.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;PEETERS, Yvo JD (1991), editor, &lt;i&gt;Poder, ideologia e língua&lt;/i&gt;, Associaçom Galega da Língua: A Crunha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;RODRÍGUEZ SÁNCHEZ&lt;i&gt; &lt;/i&gt;(1998), &lt;i&gt;Conflito lingüístico e ideoloxia na Galiza&lt;/i&gt;, Laiovento: Compostela.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;br /&gt;  &lt;hr align="left" size="1" width="33%"&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;  &lt;div style="" id="ftn1"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a style="" href="#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="Caracteresdenotaderodap"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;[1]&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Aqui nom se contam, por suposto, os analfabetos funcionais que som inúmeros no “mundo civilizado”. Na Galiza seis de cada dez galegos afirma nom ler NUNCA e muitos som incapazes de desenvolver as técnicas de leito-escritura com correcçom, já nom entrando na interpretaçom do sentido dum texto onde o número se inça até cifras estremecedoras. Isto todo em espanhol, naturalmente. Para o galego o número de analfabetos funcionais quiçais supere 60% da populaçom. Isto naturalmente convém a quem detecta o poder, pois de pouco serve a “liberdade de imprensa” se as mensages nom som compreendidas nem apreendidas pola massa submetida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn2"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;a style="" href="#_ftnref2" name="_ftn2" title=""&gt;&lt;span class="Caracteresdenotaderodap"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;[2]&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;              &lt;/span&gt; Esta citaçom, com umha ilustre prosápia, é um bom exemplo da manipulaçom histórica do espanholismo. Autores como Pérez-Reverte, por exemplo em &lt;i&gt;Las aventuras del capitán Alatriste&lt;/i&gt;, apresentam-na pouco menos que como umha afirmaçom da naçom espanhola já na Idade Média (quando o conceito de naçom tal como o entendemos hoje data do século XIX e das revoluçons burguesas). Na realidade nem existiu no imperial Reino das Espanhas como umha única arenga nem sequer se vencelhava com a naçom no sentido moderno, mas apenas com a procedência geográfica e no caso dos estrangeiros com a coroa&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a que serviam:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;                &lt;/span&gt;«Durante las guerras italianas, alrededor del año 1500, todos los soldados al servicio de los tercios estaban obligados a utilizar el grito de guerra “Santiago, España”. Los cronistas castellanos narraron que, en la batalla, los soldados cantaban “¡España, España!” y “España, Santiago” a medida que se lanzaban contra sus enemigos. Puede ser que ni siquiera hayan conocido el significado de esas palabras, pero era una frase que los ayudaba a concentrar su ferocidad.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;                &lt;/span&gt;Durante los siguientes cincuenta años, el grito de guerra “¡Santiago, España!” comenzó a escucharse en toda Europa. Lo utilizaban todos los soldados que peleaban en nombre de España, ya fueran castellanos, italianos, alemanes o flamencos. Vale la pena hacer hincapié en este punto, debido al malentido generalizado de que las tropas gritaban por España por el hecho de estar compuestas por españoles. Dada la composición internacional de los ejércitos de España, la verdad es que la mayoría de las veces no eran españoles los que la aclamaban. Los gritos de guerra “¡Santiago!” o “¡Cierra España!” no eran prueba de que las tropas tuvieran sentimiento alguno por la nación española. En la batalla de Mühlberg, en Alemania, en 1547, la deslumbrante caballería húngara del ejército imperial tuvo que elegir entre los gritos de guerra oficiales alemanes y españoles, y en vistas de su antipatía por Alemania, no dudaron en elegir gritar “¡España!” al arremeter contra sus enemigos en la batalla» [Kamen, 2006 : 50-51].&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="margin-left: 0cm; text-align: justify; text-indent: 0cm;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;                &lt;/span&gt;Lembre-se igualmente que até o século XVII Espanha era sinónimo de Península Ibérica porque ainda guardava o sentido do Hispánia romano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn3"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a style="" href="#_ftnref3" name="_ftn3" title=""&gt;&lt;span class="Caracteresdenotaderodap"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;[3]&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Em vários dos seus artigos indica isto, nós remarcamos o recolhido no discurso sobre o estado da naçom galega de 5 de Novembro de 2004, intitulado «15 anos de goberno do PP, 15 anos perdidos».&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn4"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a style="" href="#_ftnref4" name="_ftn4" title=""&gt;&lt;span class="Caracteresdenotaderodap"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;[4]&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Na II República, por exemplo, atingiu-se o Sufrágio Universal com a incorporaçom da mulher nas eleiçons de 1933, jogando um papel crucial na sua aprovaçom as deputadas Victoria Kent, Margarita Nelken e Clara Campoamor. Antecedentes tinham-nos nos postulados do federalismo burguês mais radical do XIX, embora fosse um sufrágio que exigia um nível de estudos que mui poucas mulheres tinham na altura – o que nom se lhe exigia aos homes curiosamente, ou nem tanto-. A traduçom do trecho literário é nossa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn5"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a style="" href="#_ftnref5" name="_ftn5" title=""&gt;&lt;span class="Caracteresdenotaderodap"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;[5]&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Trata-se dum instituto criado na metrópole, Madrid, segundo o estipulado polo real decreto de 16 de Agosto de 1876 e orientado, num princípio, a ensinança secundária. Os seus estatutos aprovam-se a 31 de Maio de 1876 pola acçom de professores e intelectuais apartados da ensinança polo &lt;i&gt;Decreto Orovio&lt;/i&gt; de 1875. Entre os seus integrantes topavam-se Francisco Giner de los Ríos, Nicolás Salmerón, Azorín, Antonio e Manuel Machado, etc., que logo seriam os predecessores do krausismo. Quanto instituiçom, ensaiou a aplicaçom do neutralismo religioso e ideológico, a coeducaçom e os métodos pestalozzianos e froebelianos, que conduzírom à renovaçom da ensinança meia e superior influindo na reforma escolar republicana e na organizaçom e posta em marcha da Residência de estudante de Madrid, em que coincidiriam Buñuel, Dalí ou Lorca. Logicamente, a Guerra Civil esborralhou todas estas experiências.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn6"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a style="" href="#_ftnref6" name="_ftn6" title=""&gt;&lt;span class="Caracteresdenotaderodap"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;[6]&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;A cultura judia, e portanto tamém a cristá nada dela, é fortemente patriarcal como tem retratado Saramago no seu &lt;i&gt;Evangelho segundo Jesus Cristo&lt;/i&gt;. Hai muitas passages bíblicas lesivas para com a mulher que se explicam polo contexto social em que esses textos fôrom produzidos e o &lt;i&gt;Deuteronómio &lt;/i&gt;é um autêntico código legislativo da época onde se recolhem herdanças doutras civilizaçons como a mesopotámica: «vida por vida, ojo por ojo, diente por diente, mano por mano, pie por pie» (19; 21). Umha destas passages di «si un hombre toma una mujer y se casa con ella, y resulta que esta mujer no halla en gracia a sus ojos, porque descubre en ella algo que le desagrada, le escribirá un acta de divorcio, se la pondrá en su mano y la despedirá de casa. Si después que ella ha salido y se ha marchado de casa de éste se casa con otro hombre, y luego este segundo hombre la aborrece, le escribe el acta de divorcio, se la pone en su mano y la despide de su casa; o si se muere este otro hombre que se ha casado con ella; el primer marido que la repudió no podrá volver a tomarla por esposa después de haberse hecho ella impura. Pues sería una abominación a los ojos de Yavhé, y tú no debes hacer pecar a la tierra que Yavhé tu Diós te da en herencia» (24; 1-4).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn7"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a style="" href="#_ftnref7" name="_ftn7" title=""&gt;&lt;span class="Caracteresdenotaderodap"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;[7]&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Citado por Freitas Juvino [2008: 491-2].Noutras passages nom parece tam afortunada a sua escolha léxica – compreensível polo contexto histórico-. Por exemplo no capítulo XXIV do livro terceiro recolhe-se:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;«Hoxe o &lt;i&gt;irrintzi &lt;/i&gt;vasco, o &lt;i&gt;renchillido &lt;/i&gt;montañés&lt;i&gt;, &lt;/i&gt;o &lt;i&gt;ijujú&lt;/i&gt; astur, o &lt;i&gt;aturuxo&lt;/i&gt; galego e o &lt;i&gt;apupo&lt;/i&gt; português están vencidos pol-o afeminado &lt;i&gt;olé&lt;/i&gt;... Pois ben; os galegos (...) somos a antítesis da &lt;i&gt;golferancia &lt;/i&gt;e do &lt;i&gt;señoritismo&lt;/i&gt;, da &lt;i&gt;gitanería &lt;/i&gt;e do &lt;i&gt;toureirismo&lt;/i&gt;. Que resucite a Castela asesiñada en Villalar. Que Castela deixe de ser o que Antonio Machado lle botou en cara: “&lt;i&gt;Castilla miserable, ayer dominadora, envuelta en sus andrajos, desprecia cuanto ignora&lt;/i&gt;”. Entón Castela sería cicáis unha Hespaña, e con ela nos entenderíamos. Cos &lt;i&gt;golfos &lt;/i&gt;e os &lt;i&gt;señoritos &lt;/i&gt;non» [Castelao, 1944: 367].&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/234788351264816347-4748765300805392154?l=chantadanova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://chantadanova.blogspot.com/2009/10/i-patriarcalismo-politico-e-linguistico.html</link><author>noreply@blogger.com (O Garcia do Outeiro)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-234788351264816347.post-5174911582009979646</guid><pubDate>Tue, 29 Sep 2009 23:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-30T01:08:52.668+01:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Galiza Nova nacional</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Galiza Nova Chantada</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Encontro Irmandinho</category><title>Novo espaço na rede do Encontro Irmandinho focando a XI assembleia nacional de Galiza Nova e a nossa postura</title><description>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um outro mundo é possível, umha outra Galiza Nova e necessária&lt;/span&gt;. Assi reça o cabeçalho do novo blogue onde nos expressaremos os que apoiamos a postura do Encontro Irmandinho na XI assembleia nacional de Galiza Nova com três piares básicos e clássicos: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;esquerda, socialismo e autodeterminaçom&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://revoltairmandinha-en-galizanova.blogspot.com/"&gt;&lt;br /&gt;http://revoltairmandinha-en-galizanova.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Umha aperta irmandinha e à revolta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title"&gt; &lt;a href="http://revoltairmandinha-en-galizanova.blogspot.com/2009/09/ante-asamblea-nacional-de-galiza-nova.html"&gt;ANTE A ASAMBLEA NACIONAL DE GALIZA NOVA&lt;/a&gt; &lt;/h3&gt;   Nos últimos tempos, especialmente neste periodo interasamblear 2007-2009, Galiza Nova deixou de ser un referente de organización xuvenil transformadora entre a mocidade; xa non é un proxecto ilusionante e revolucionario no que militar dende que se converteu nunha comparsa do BNG no goberno da Xunta de Galiza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;@s moz@s do Encontro Irmandiño, entendendo que no proxecto de emancipación nacional e social de Galiza e fundamental que o nacionalismo volva axir entre a mocidade, analizamos as seguintes eivas de Galiza Nova e as cuestións fundamentais que, ao noso xuízo, deben ser debatidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;1.&lt;/span&gt; Divorcio entre a mocidade transformadora do país e Galiza Nova, resultado da &lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;subordinación da organización ao BNG no goberno da Xunta&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;e da moderación dos principios ideolóxicos e políticos, o que produciu escasas campañas nacionais, baleiras de contido.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;2. &lt;/span&gt;Necesidade dunha organización transformadora entre a mocidade galega que interactúe e dé &lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;voz aos movementos sociais&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;3. &lt;/span&gt;O nacionalismo debe recuperar o seu &lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;protagonismo na loita estudiantil&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, nomeadamente contra a mercantilización do ensino que supón o Plan Boloña.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;4. &lt;/span&gt;Unha organización con verdadeira vocación de emancipación nacional debe poñer acento na formación sobre as consignas; debe facer &lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pedagoxía revolucionaria&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e fuxir da retórica vacua e as técnicas de marketing, propias do sistema neoliberal que hai que combater con maior énfase.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;5.&lt;/span&gt; Desastre organizativo en Galiza Nova. Hai comarcas sen apenas actividade organizativa, non hai un sistema regularizado de cobro de cotas, non existe a transmisión dos acordos nacionais ata as Asambleas Locais, a web nacional fica baleira de contidos …; e todo isto no momento no que a organización conta co maior número de liberados da súa historia.&lt;br /&gt;Cómpre cambiar decididamente este modelo verticalista e “profesionalizado” por unha &lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;organización horizontal &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;onde a militancia sexa protagonista, non mera maquinaria a mobilizar para os actos electorais do BNG.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mozos e mozas do Encontro Irmandiño entendemos esta deriva da organización xuvenil nacionalista no contexto do descrédito da Política por parte da cidadanía, resultado da transformación das forzas políticas en aparatos ao servizo da consecución do poder, estratexia orquestrada polo Capital, que converte así ás cámaras de representantes e ás institucións en instrumentos ao seu servizo, debate que se analizará na Rolda de Rebeldía, proceso que impulsa o Encontro Irmandiño para &lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;procurar un referente político social co que provocar un cambio radical no modelo de sociedade e unha outra Galiza posíbel&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; . [Contacta coa Rolda de Rebeldía: &lt;a href="http://www.encontroirmandinho.org/index.php?option=com_jforms&amp;amp;view=form&amp;amp;id=2&amp;amp;Itemid=101"&gt;aquí&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A nossa intençom é aproveitar a Assembleia Nacional de Galiza Nova do vindouro mês de Outubro para abrir o debate entre a mocidade galega sobre destas questons, para o qual organizaremos vários encontros e pomo-nos ao dispor das achegas de toda a mocidade com espírito transformador deste país, milite ou nom em Galiza Nova – entendemos que os debates planeados excedem a dimensom interna –, através do endereço electrónico&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;revolta_irmandinha@hotmail.es&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/234788351264816347-5174911582009979646?l=chantadanova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://chantadanova.blogspot.com/2009/09/novo-espaco-na-rede-do-encontro.html</link><author>noreply@blogger.com (O Garcia do Outeiro)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-234788351264816347.post-8084713805464277033</guid><pubDate>Tue, 29 Sep 2009 21:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-04T21:22:08.223+01:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>BNG Chantada</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Galiza Nova comarcal</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Galiza Nova Chantada</category><title>I festa arredista na Ribeira Sacra</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/SsJ5nnO5ptI/AAAAAAAAAqM/Z7dLB-EQ4uQ/s1600-h/festa_nacionalista_Ribeira_Sacra.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 390px; height: 453px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/SsJ5nnO5ptI/AAAAAAAAAqM/Z7dLB-EQ4uQ/s400/festa_nacionalista_Ribeira_Sacra.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387001825741874898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0t0jFL4Lp7c&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/0t0jFL4Lp7c&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;color1=0x5d1719&amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/234788351264816347-8084713805464277033?l=chantadanova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://chantadanova.blogspot.com/2009/09/i-festa-arredista-na-ribeira-sacra.html</link><author>noreply@blogger.com (O Garcia do Outeiro)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/SsJ5nnO5ptI/AAAAAAAAAqM/Z7dLB-EQ4uQ/s72-c/festa_nacionalista_Ribeira_Sacra.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-234788351264816347.post-8155831083887014566</guid><pubDate>Tue, 29 Sep 2009 15:37:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-29T16:41:03.077+01:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Galiza Nova nacional</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Galiza Nova Chantada</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Encontro Irmandinho</category><title>A XI assembleia de Galiza Nova</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_cCjS8Nz6HrA/SsIqfONJQ-I/AAAAAAAAASk/fTXJkQawcYA/s1600-h/encontro.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 31px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_cCjS8Nz6HrA/SsIqfONJQ-I/AAAAAAAAASk/fTXJkQawcYA/s320/encontro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386914820166075362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Perante a nova assembleia de Galiza Nova a militáncia de Chantada expressamos o desejo dumha remuda total organizativa e política de Galiza Nova para retomar o projecto estratégico tranformador que lhe era próprio no passado. Aliás, expressamos o nosso desejo de formalizar umha cadidatura aberta a toda a militáncia arredor dos membros do Encontro Irmandinho afiliados a Galiza Nova.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/234788351264816347-8155831083887014566?l=chantadanova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://chantadanova.blogspot.com/2009/09/xi-assembleia-de-galiza-nova.html</link><author>galizanova_chantada@hotmail.com (Galiza Nova)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_cCjS8Nz6HrA/SsIqfONJQ-I/AAAAAAAAASk/fTXJkQawcYA/s72-c/encontro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-234788351264816347.post-3169814754856819276</guid><pubDate>Wed, 22 Jul 2009 22:27:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-23T00:20:22.950+01:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>BNG Chantada</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Galiza Nova Chantada</category><title>Resumo e avaliaçom dos dous anos coligaçom na Cámara Muncipal chantadina</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nom se vive celebrando vitórias, mas superando derrotas&lt;/span&gt;", Ernesto Guevara de la Serna.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que já vam dous anos de governo municipal PSOE-BNG queremos fazer umha avaliaçom desde Galiza Nova Chantada, para mostrar à cidadania o trabalho dos concelheiros do BNG a prol dumha política de esquerdas que transforma-se o ermo político e a esclerose institucional que deixou como herança o PP e os governos do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;monolitismo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário fazer esta avaliaçom porque todos os processos necessitam ser analisados e ainda criticados em política e porque o BNG tem que fazer um esforço, no que resta de legislatura e na próxima se assi lho confiam os cidadaos, por implicar muito mais a militantes, simpatizantes e à cidadania em geral na política muncipal e na toma de decisons que nos atingem a todas e a todos. Aliás, os esforços por enlamar com demagogia a vida institucional do concelho cobrárom novos pulos ultimamente por parte do PP e por isso devemos, mais do que nunca, manter ao tanto à cidadania do que realmente acontece no concelho e nos progressos acadados nestes dous anos de governo. Um exemplo da política do PP, oposiçom destrutiva e nom construtiva, foi a tentativa de apresentar por parte de Susana López Abella umha moçom contra a imposiçom do galego por parte do governo municipal, o que dá fé da política de demagogia e transplante da suja campanha empregada por Núñez Feijoo e ainda por Mayor Oreja nas europeias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar desde Galiza Nova queremos deixar bem pantente que a pesar dos esforços dos nossos concelheiros as mudanças ainda nom atingírom o calado desejado a todos os níveis porque dous anos dam para o que dam, e tamém devido a que o PSOE incumpriu e incumpre sistematicamente o pacto de governo o que converte o trabalho de Olga, Jesus Mazaira e Ildefonso Pinheiro nalgo titánico.&lt;br /&gt;Nestes dous anos o BNG fixo esforços mui notáveis por promocionar ao &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;desporto de base&lt;/span&gt; e tamém apoiando aos clubes da nossa vila, por exemplo com o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;arranjo do Sam Gonhedo&lt;/span&gt; do Chantada. Tamém por tecer umha rede de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;serviços sociais&lt;/span&gt; acaída às necessidades do concelho : coma as dos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;coidadores no entorno social&lt;/span&gt;; a incorporaçom da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;residência&lt;/span&gt; e o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Centro de Dia&lt;/span&gt; ao consórcio de Bem-estar da Junta da Galiza-; &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Jantar na casa&lt;/span&gt;; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;transporte adaptado&lt;/span&gt;; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;apoio ao emprego feminino e às vítimas do terrorismo machista&lt;/span&gt;; icorporaçom da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Escola Infantil&lt;/span&gt; ao serviço galego ed Igualdade e Bem-estar, com a intençom de convertê-la em &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Galescola&lt;/span&gt;, processo fanado pola nova Junta;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; promoçom de vivenda pública e emprego para as moças e os moços&lt;/span&gt;; moçom em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;apoio aos gandeiros &lt;/span&gt;na sua luita por um preço digno e justo para o leite; apoio ao &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Banco de Terras&lt;/span&gt;, imitado já por Euzkadi e por Croácia;  apoio às UXFOR; solidariedade  Plataforma polo desenvolvimento sócio-económico de Chantada e a sua legítima&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; oposiçom ao feche da Sidraria Galega que finalmente ficará na nossa vila&lt;/span&gt;; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ampliaçom do Polígono Industrial&lt;/span&gt; (cujo retraso se deve às empresas adjudicatárias e nom é responsabilidade directa do concelho); as &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;obras da ponte do passeio fluvial&lt;/span&gt;; as novas fases na &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;construçom do novo concelho&lt;/span&gt; (com retraso tamém devido à empresa) &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;saneamento e arranjo das ruas de Viana&lt;/span&gt;; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;saneamentos na ribeira&lt;/span&gt; em todos os lugares onde os vizinhos o permitírom; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;oposiçom ao Plano de Ordenaçom do Território&lt;/span&gt; que deixava a Chantada como umha subcomarca; impulso e aposta, na medida das possibilidades e competências do nosso concelho, polo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Turismo Rural&lt;/span&gt; e por um &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ensino galego&lt;/span&gt; que o PP está a dilapidar; etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No eido cultural, o concelho de Chantada está desenvolvendo o &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Plano de Normalizaçom Lingüística&lt;/span&gt; aprovado unanimamente polo Parlamento da Galiza em Setembro de 2004 e apoiando actividades culturais variadas coma: a Subida a Chantada, Barcas do Minho, o Castanhaço-rock, o Foliom de Carros, o Entroido Ribeirao, a Feira do Vinho, o Caminho Sul  ou o Festival Consentido por citar alguns exemplos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O BNG tamém foi o principal impulsor da cobra do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;cánon  hidroeléctrico&lt;/span&gt; em condiçons mais favoráveis para a nossa vila e o que defendeu contra um PSOE entregado às directrizes do partido. Mentres o Manuel Lorenzo e o PP o reclamavam em Chantada e votavam que nom com Cacharro na Deputaçom o BNG puxo fim a esta dívida histórica com Chantada. Tamém o BNG defendeu em todo momento a elaboraçom duns &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;orçamentos&lt;/span&gt; reais e públicos, a diferença dos aprovados polo PP que permitítom que o nosso concelho ultrapassara os três milhons de euros de dívida após a derrota de Manuel Varela, com espectáculos tam bochornosos coma a suba de impostos de 2005 ou a concessom por décadas a Aquagest das augas da vila.&lt;br /&gt;Nesta direcçom vai o rencente crédito contraído polo Concelho de Chantada (amparando-se no decreto 5/2009 aprovado polo governo central) com o que se financiará por volta dum 20% da dívida pensando em &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;aliviar a situaçom financeira de pequenas e medianas empresas, de PEMES e autónomos&lt;/span&gt;. A dívida já fora, aliás, reduzida com o IVI do cánon e hoje ainda alcaça 1.500.000 euros. No entanto, este crédito nom se traduzirá numha suba de impostos para os contribuíntes, mas passa pola contençom do gasto e por poupar em gasoil, gasto corrente, telefonia, etc. até conseguir os 120.000 euros anuais necessários e pagar assi o crédito em seis anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, nem que dizer tem que o BNG segue a trabalhar nestes e noutros projectos para afortalar o atractivo de Chantada para as empresas, melhorar a promoçom turística do nosso concelho, inçar a participaçom cidadá e o diálogo social e advogar pola vivenda pública e a criaçom de emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por todo o dito, consideramos desde Galiza Nova de Chantada que estes dous anos fôrom mui positivos e que o BNG segue a ser o motor do cámbio em Chantada. Contra a política da mentira, a demagogia e a intoxicaçom o BNG apresenta factos e actuaçons concretas. É muito o que fica ainda por fazer, mas tamém nom é pequena a ilusom que a equipa do BNG no concelho e a sua militáncia pom no trabalho diário para alcançar a política e o desenvolvimento que a nossa vila se merecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva Chantada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/234788351264816347-3169814754856819276?l=chantadanova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://chantadanova.blogspot.com/2009/07/resumo-e-avaliacom-dos-dous-anos.html</link><author>noreply@blogger.com (O Garcia do Outeiro)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-234788351264816347.post-4529947382790580971</guid><pubDate>Tue, 21 Jul 2009 20:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-21T21:15:58.529+01:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>língua</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>ensaio</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>agricultura</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>artigos</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Galiza Nova Chantada</category><title>Do 1 de Março ao 25 de Julho: a Galiza e o novo governo</title><description>&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:donotoptimizeforbrowser/&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */ @font-face  {font-family:"MS Mincho";  panose-1:2 2 6 9 4 2 5 8 3 4;  mso-font-alt:"ＭＳ 明朝";  mso-font-charset:128;  mso-generic-font-family:modern;  mso-font-pitch:fixed;  mso-font-signature:-1610612033 1757936891 16 0 131231 0;} @font-face  {font-family:Tahoma;  panose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4;  mso-font-charset:0;  mso-generic-font-family:swiss;  mso-font-pitch:variable;  mso-font-signature:1627421319 -2147483648 8 0 66047 0;} @font-face  {font-family:"Arial Unicode MS";  panose-1:2 11 6 4 2 2 2 2 2 4;  mso-font-charset:128;  mso-generic-font-family:swiss;  mso-font-pitch:variable;  mso-font-signature:-1 -369098753 63 0 4129279 0;} @font-face  {font-family:"\@Arial Unicode MS";  panose-1:2 11 6 4 2 2 2 2 2 4; 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line-height: 150%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span  lang="GL" style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=""&gt;                                                        &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                   &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                   &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span  lang="GL" style="font-size:10;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Antom Fente Parada, Julho 2009&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/SmYfz7WhltI/AAAAAAAAApk/gryXP0b_YUo/s1600-h/Dia+da+Na%C3%A7om+galega.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 285px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/SmYfz7WhltI/AAAAAAAAApk/gryXP0b_YUo/s400/Dia+da+Na%C3%A7om+galega.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361007383397111506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span  lang="GL" style="font-size:10;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span  lang="GL" style="font-size:10;"&gt;&lt;span style=""&gt;                &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span  lang="GL" style="font-size:10;"&gt;&lt;span style=""&gt;                &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="GL"&gt;Agora que se aproxima o dia da Naçom galega (para nós pátria remete para patriarcado e nom nos serve, por muito que seja umha palavra comum no vocabulário do nosso nacionalismo emancipador) é o momento de comprometer-se mais que nunca e de expressar a dignidade colectiva du&lt;/span&gt;&lt;span lang="GL"&gt;m povo que se&lt;/span&gt;&lt;span lang="GL"&gt;gue em pé e reclamando os seus direitos. Como expugera Beiras no &lt;i&gt;Faro de Vigo&lt;/i&gt; (9-11-1983):&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 42.5pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span  lang="GL" style="font-size:85%;"&gt;Non incurra no erro tan frecuente entre certas xentes do seu entorno de crer que os galegos son estúpida e sempiternamente dóceis, alleos a calquer conciencia de identidade própria como pobo, e dispostos a ler e asumir sen pestanexar todo o que lles escreban sobre eles mesmos desde fóra, por deleznábel que sexa. Poderia levarse un chasco nada grato&lt;/span&gt;&lt;span lang="GL"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 42.5pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Com mais de cem dias transcorridos após a vitória do Partido Popular na Galiza e logo de mais de cem dias de governo de Feijó, des-governo em todo caso, vai sendo hora ir fazendo balanço a sério sobre as dimensons desta tragicomédia colectiva que se dá numha Galiza profundamente alienada s&lt;/span&gt;&lt;span lang="GL"&gt;ocial, cultural e economicamente; quase nada. A labareda erguida pola campanha suja tornou-se com a chuva do 8 de &lt;/span&gt;&lt;span lang="GL"&gt;Fevereiro numha lama demagógica da que agora as capas sociais maioritárias deste povo podem palpar bem os resultados. De aquel bulheiro enganoso esta bosta paralítica institucional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O PP chegou à Junta em volandas pola acçom espantosa, no sentido galego-português do termo, dos média espanholistas e sem mais programa de governo que a desmantelaçom de todas as políticas, sociais ou nom, do anterior governo. Aquelas promessas de Feijó de dar cabo da “crisi”, com el lhe chama no seu portunhol, ficam ainda invisíveis e mesmo os que depositárom o seu voto na sua candidatura começam a&lt;/span&gt;&lt;span lang="GL"&gt; hesitar ao ver como a gratuidade universal dos livros de texto é já história, por citar um dos muitos exemplos, e nom falar dos assessores em política sanitária de Esperanza Aguirre que chegam agora à Galiza. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Seica nom hai um peso, argúem os “populares” - que esquecem que o popular está na base da pirámide social e que o seu apenas é populismo-, enquanto ocultam as cifras de milheiros de euros que custou o inquérito-trampa sobre o galego adjudicado a umha empresa valenciana. Seica nom hai peso dim-lhe aos reitores das três universidades galegas, enquanto umha reforma educativa, nefasta isso si e enquadrada no neoliberalismo, se implanta: o Plano Bolonha. Seica nom hai peso di Pilar Farjas, conselheira de Sanidade, enquanto reduze o gasto na pública e aumenta as ajudas à privada; nom iam acurtar as listas de espera até fazê-las quase desaparecer tamém em cem dias? Eis a única política efectiva do novo governo: o ataque e acosso ao galego e aos direitos colectivos que temos como povo.&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/SmYfzeJ9t5I/AAAAAAAAApc/QfbXjPjZ1mY/s1600-h/Concentra%C3%A7om+Maio+contra+Bolonha_assembleia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/SmYfzeJ9t5I/AAAAAAAAApc/QfbXjPjZ1mY/s400/Concentra%C3%A7om+Maio+contra+Bolonha_assembleia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361007375559800722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O povo galego fazendo caso desse individualismo preconizado polo neoliberalismo capitalista, que tanto favorece às famílias dinásticas da II Restauraçom bourbónica, advogou para sair da crise provocada polo próprio neoliberalismo pola rama mais rançosa dos partidos dinásticos espanhóis: os pupilos de Aznar e os Chicago &lt;i&gt;boys&lt;/i&gt;. Mentres o paro aumenta e os ERE's inçam por toda a nossa geografia a conselheira de Trabalho e Bem-estar, Beatriz Mato, afirma , em perfeito espanhol que o galego é língua prol&lt;/span&gt;&lt;span lang="GL"&gt;etária como Celso Emílio nos lembra, estar «muy preocupada por Manuel Jove, que me consta que lo está pa&lt;/span&gt;&lt;span lang="GL"&gt;sando muy mal con lo de Caramelo». Será entom que as trabalhadoras afectadas, mais de cem postos de trabalho que perigam polo Expediente de Regulaçom de Emprego (ERE), andam polas romarias, que nestes dias tanto abundam na Galiza, botando fogos-de-luzes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;O ataque à língua galega polo espanholismo, que para juntar o 8 de Fevereiro duas&lt;/span&gt;&lt;span lang="GL"&gt; mil pessoas tivo que importá-las e que provocou desavenças nos seio do PP como as expressadas por Palmou, Baltar ou o filho de Cuínha, enquadra-se na estratégia espanholista de esborralhar o nosso sinal identitário por excelência, porque eles tamém sabem que «se ainda somos galegos é por obra e graça do idioma» como dizia esse ao que tanto lhe sujam o nome ao pô-lo na sua aborrecível boca os mesmos que o obrigárom a morrer no exílio. Como vam escolher livremente a língua em que querem ser educados se apenas tenhem competênc&lt;/span&gt;&lt;span lang="GL"&gt;ia numha, o castelhano? Falem de glotofaxia, nom de bilingüismo por favor, toda vez que o bilingüismo social nom existe, apenas o individual, mas já um nom pretende que compreendam isto, porque isso é pedir-lhe aos bois que arem sós as patacas. O que existe é o conflito lingüístico.&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/SmYf0BNXmpI/AAAAAAAAAps/9c5p6G5zKxA/s1600-h/retranca+com+os+b%C3%ADfidos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 313px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/SmYf0BNXmpI/AAAAAAAAAps/9c5p6G5zKxA/s400/retranca+com+os+b%C3%ADfidos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361007384969321106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;Porém o ataque contra o galego é tamém um ataque contra os seus depositários sociais, contra as classes trabalhadoras deste povo que a mantenhem viva, aos que prometia a demagogia da gaivota um «bilingüismo cordial»: os gandeiros de toda a Galiza na tractorada; os trabalhadores do metal na província de Ponte Vedra luitando polo seu convénio; os trabalhadores de planta de &lt;i&gt;Pascual&lt;/i&gt; em Outeiro de Rei contra o ERE, enquanto Feijó se nega a formar um grupo lácteo galego com capital público que tomaria essa planta – seica é intervencionismo na economia e isso é mao e de comunistas-; os de &lt;i&gt;Caramelo&lt;/i&gt; com um&lt;/span&gt;&lt;span lang="GL"&gt; ERE que ameaça mais de cem postos de trabalho; o quadro de pessoal do &lt;i&gt;Grupo Trevés&lt;/i&gt; de Ponte Vedra, q&lt;/span&gt;&lt;span lang="GL"&gt;ue se opom a 133 despedimentos; os trabalhadores da &lt;i&gt;Vidriera del Atlántico&lt;/i&gt; em Ginzo... e para rematá-la a revisom do concurso eólico que compromete a criaçom de 8000 postos directos e indirectos e provocará que a Junta da Galiza deixe de ingressar 15 milhons de euros anuais polo seu 14'7% de participaçom (aí está o truco para contentar aos que realmente som depositários das políticas do PP). U-los milheiros de postos de trabalho novos que ia criar em 100 dias o senhor Feijó? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Na greve do metal e na dos gandeiros a estratégia mediática dos aliados do PP e apresentar como delinqüentes aos que luitam por manter um emprego digno e um ordenado que lhes permita sacar adiante as suas famílias, ao tempo que gabam as «fuerzas de seguridad». &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Os trabalhadores do metal luitam por um convénio que lhe&lt;/span&gt;&lt;span lang="GL"&gt;s permita nom ter que trabalhar onze horas diárias com um ordenado irrisório, que lhes proiba aos empresários lucrar-se fazendo &lt;i&gt;dumping &lt;/i&gt;social, quer dizer, contratando a estrangeiros aos que exploram ainda mais ao retribuir-lhe pola sua força de trabalho a metade do que cobra um operário galego.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A dignidade do agro corre novamente polas cidades. O preço do leite nom cubre os custos de produçom e a Junta e o governo da metrópole miram para outro lado e pretendem um contrato estrafalário e trapalheiro que nom garante nengum preço fixo e que se guia polo preço de referência francês, de onde venhem os excedentes que arruinam os nossos gandeiros e com uns custos de produçom mui inferiores aos galegos. O Sindicato Labrego Galego (SLG) já advertiu que nom apoiará esta farsa, porque um preço por debaixo dos quarenta cêntimos segue a significar a ruína e o feche de centos exploraçons no nosso país. Feijó demonstra a sua esclerose e paralisia institucional denegando a demanda dum grupo láct&lt;/span&gt;&lt;span lang="GL"&gt;eo galego com capital público e por sua vez exige que os gandeiros sejam mais competitivos, ou seja, alia-se c&lt;/span&gt;&lt;span lang="GL"&gt;om as multinacionais da distribuiçom e fere de morte o que queda da nossa soberania alimentar. A única medida paliativa é adiantar as subvençons europeias, mas endevedamento para as exploraçons, que nom receberám esses 110 milhons de euros de forma directa como ocorre, por exemplo em Asturies.&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/SmYfzfX3tMI/AAAAAAAAApU/CfKnbG6TVjE/s1600-h/carga+dos+antidist%C3%BArbios+contra+os+gandeiros.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 368px; height: 235px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/SmYfzfX3tMI/AAAAAAAAApU/CfKnbG6TVjE/s400/carga+dos+antidist%C3%BArbios+contra+os+gandeiros.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361007375886562498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Haverá-lhe que lembrar aquelas palavras de Engels aparecidas em 1896 na revista &lt;i&gt;Neue Zeit&lt;/i&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 42.5pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span  lang="GL" style="font-size:85%;"&gt;O trabalho é a fonte de toda riqueza, afirmam os economistas. Assi é, com efeito, ao lado da natureza, encarregada de fornecer os materiais que el converte em riqueza. O trabalho, porém, é muitíssimo mais do que isso. É a condiçom&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;básica e fundamental de toda a vida humana. E em tal grau, que, até certo ponto, podemos afirmar que o trabalho criou o próprio home&lt;/span&gt;&lt;span  lang="GL" style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 42.5pt 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span  lang="GL" style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Ora bem, sempre que este trabalho seja digno, a contrário fará honra ao título do artigo citado: «Sobre o papel do trabalho na transformaçom do home em macaco». Esses macacos que eles dese&lt;/span&gt;&lt;span lang="GL"&gt;jam manipular, quanta menos cultura e formaçom melhor que melhor para os amigos da democracia e a liberdade, que apresentam a supressom da gratuidade dos livros de texto como umha maravilha, já que só «pagarám os ricos», ou seja, que acabárom crendo que rematárom com a crise, porque a supressom afectará a 78% das famílias. Tanto rico confunde-me, ou acaso pensam que os cidadaos desta naçom galega nom pisam a rua e apenas consomem o tele-lixo que vocês lhes espargem desde a RTVG, formosa “doma y castración” da mesma por certo, Veo TV, Intereconomia, Popular TV e demais família que pedem umha oraçom polo eterno descanso da ética no jornalismo?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Com a naçom galega cruzada de tensons sociais e confronto o novo governo irá passar umhas bem merecidas férias, nas que poderá descansar&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;porque cumpriu com os seus valedores meseteiros. As regressons sociais, económicas e culturais criárom um clima desconhecido na sociedade galega desde os últimos tempos da era Fraga, em que já participara tamém o Núñez Feijó. O PP polariza a sociedade num jogo perigoso em que procura fidelizar aos seus votantes mais ideologizados e aprofundar as suas redes clientelares com o beneplácito dos poderes fácticos meseteiros aliados e com o contínuo trabalho de intoxicaçom mediática de &lt;i&gt;La Voz de Galicia&lt;/i&gt;. Avondará-lhe para submeter a este povo?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;No seu afám de medrar em Génova, agora que os pesos pesados parecem cair em desgraça com o&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;escandaloso Caso &lt;i&gt;Gürtel&lt;/i&gt;,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;volve a antiga ladainha de que Galiza é umha comunidade pobre e alá vai de esmoleiro petando na porta do governo central. Os altifalantes mediáticos ao seu serviço aprestam-se a explodir esta difamaçom, ainda sabendo que é radicalmente falsa. Em vez de discutir um troco no modelo, em que se descentralize nom só o gasto, mas tamém os ingressos, dedicam-se a umha campanha de &lt;i&gt;catalanofóbia&lt;/i&gt; e a manter a nossa naçom num rango mui inferior ao que lhe corresponde constitucionalmente como «nacionalidade histórica». O nosso Estatuto, morto de inaniçom, fica já nom só por baixo do de Euzkadi ou&lt;/span&gt;&lt;span lang="GL"&gt; Catalunya, mas tamém é inferior ao do País Valencià ou ao andaluz. Assi nos vai.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;As galegas e os galegos devem ter clara umha cousa, que nom existe essa tam manida solidariedade do Estado. É um outro mito do espanholismo. Ainda quando muitas das empresas que exploram os nossos recursos e fiscalizam os seus impostos em Madrid, como Fenosa e Iberdrola, que fam um “cristo” outra vez da Ribeira Sacra com total impunidade e sem contrapartida algumha para os concelhos da zona nem para a Junta, Galiza achega mais ao Estado do que recebe. Segundo a última liquidaçom fiscal disponível a Galiza contribui para o Estado com 12.563 milhons de euros em impostos e recebeu na financiaçom apena&lt;/span&gt;&lt;span lang="GL"&gt;s 8129, que agora serám menos pola grande negociaçom popular de Feijó &lt;i&gt;&amp;amp; company&lt;/i&gt; com os governos de Asturies e Castela e Leom depositários como se sabe da caixa central de Pepinho de Palas, esse magnate que vai fazer aqui um AVE cujos bilhetes serám com certeza asequíveis aos parados e operários deste país, ao tempo que se desmantela o território e se suprime a oportunidade de investir num comboio-de-proximidades verdadeiramente popular e eficiente (algo que o BNG deveu esquecer ao apoiar tamém desde arriba a este comboio-da-vergonha).&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/SmYf0N70dxI/AAAAAAAAAp0/XG3k6hmp9TY/s1600-h/Dia+da+P%C3%A1tria_BNG.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 268px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/SmYf0N70dxI/AAAAAAAAAp0/XG3k6hmp9TY/s400/Dia+da+P%C3%A1tria_BNG.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361007388385376018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Ao mesmo tempo o PSOE propom relançar a negociaçom do Estatuto de Autonomia com a esperança de que seja um estatuto forjado em Madrid, coma o da UCD de 1981. O PP nom tem presa, porque é-lhe mais urgente reformar a Lei do Menor, que por certo aprovárom eles em 2000, e assi reprimir e nom educar aos menores de 14 anos aproveitando as feridas sociais abertas polos meios de incomunicaçom nestes dias na sua política de “todo vale” para aterrar na Moncloa. Imos aviados, e a nossa naçom este 25 de Julho terá como pano de fundo o poema «Penélope» de Dias Castro, crónica lírica da história dum colonialismo interior secular: «un paso adiante e outro atrás, Galiza,/ e a tea dos teus soños non se move./ A espranza nos teus ollos se esperguiza. / Aras os bois, e chove». &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;Os bois, a massa, segue com o jugo, o povo em pé, com dignidade, afouteza de espírito e um eco unánime neste Dia da Naçom Galega: Nós Sós!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/234788351264816347-4529947382790580971?l=chantadanova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://chantadanova.blogspot.com/2009/07/do-1-de-marco-ao-25-de-julho-galiza-e-o.html</link><author>noreply@blogger.com (O Garcia do Outeiro)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/SmYfz7WhltI/AAAAAAAAApk/gryXP0b_YUo/s72-c/Dia+da+Na%C3%A7om+galega.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-234788351264816347.post-7389304738209341656</guid><pubDate>Mon, 13 Jul 2009 13:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-13T14:25:59.558+01:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>BNG nacional</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>25 de Julho</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Galiza Nova Chantada</category><title>25 de Julho, dia da naçom galega</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/Sls0wPpbbPI/AAAAAAAAApE/wvrVcREaV-k/s1600-h/Dia+da+P%C3%A1tria_BNG.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 268px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/Sls0wPpbbPI/AAAAAAAAApE/wvrVcREaV-k/s400/Dia+da+P%C3%A1tria_BNG.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357934185125997810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Após a multitudinária concentraçom do passado 17 de Maior é necessário que o povo galego volte expressar mais umha vez a sua dignidade com umha grande manifestaçom neste 25 de Julho, o dia da nossa naçom, a naçom galega. Com indicava Castelao, o risco fundamental do nosso povo é a língua e se "ainda somos galegos e por obra e graça do idioma".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta semana o sector gandeiros e leiteiro voltará às ruas reclamando um preço digno para os seus produtos, que faga sustentável e rendível o seu trabalho, o que passa por um contrato do leite com um preço de 0'42 céntimos por litro de leite, ao tempo que é necessário frear as importaçons de leite negro francês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este 25 de Julho, coma todos os dias do ano cumpre pensar, sonhar e agir por umha Galiza ceive, socialista e nom patriarcal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós Sós!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/Sls0wmCviAI/AAAAAAAAApM/hSY8SMFPMvM/s1600-h/retranca+com+os+b%C3%ADfidos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 313px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/Sls0wmCviAI/AAAAAAAAApM/hSY8SMFPMvM/s400/retranca+com+os+b%C3%ADfidos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357934191137753090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/234788351264816347-7389304738209341656?l=chantadanova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://chantadanova.blogspot.com/2009/07/25-de-julho-dia-da-nacom-galega.html</link><author>noreply@blogger.com (O Garcia do Outeiro)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/Sls0wPpbbPI/AAAAAAAAApE/wvrVcREaV-k/s72-c/Dia+da+P%C3%A1tria_BNG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-234788351264816347.post-6227319107290070596</guid><pubDate>Mon, 06 Jul 2009 21:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-07-06T22:23:10.628+01:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>lingüística</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>língua</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>ensaio</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Galiza Nova Chantada</category><title>O Brasil fala a língua galega</title><description>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Júlio César Barreto Rocha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Omite-se o nome da Galiza, como se esta não&lt;br /&gt;existisse, como se esta não tivesse história,&lt;br /&gt;vida e cultura nacional."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(M. A. Fernán-Vello, poeta e galeguista)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Não se pode dizer que traz muitas facilidades dizer que o Brasil fala a língua galega, quando já pouco se discute que fale "português", dentre os filólogos. Também não se poderia afirmar que este é um tema novo. Ao contrário: são ao menos setecentos anos em que muitos estudiosos do Mundo, muita vez por ignorância quanto à "questão da língua galega", não põem em dúvida a existência de um idioma eminentemente "português", diferenciado em sua essência de suas raízes primeiras, "sendo oriundo diretamente do latim". São pelo menos setecentos anos desta injustiça histórica; uma injustiça cultural com um povo, mas também sócio-política, ademais de lingüístico-terminológica. Muitos por certo são contrários de antemão a nomear de "galego" à língua comum atual empregada por brasileiros, portugueses e galegos, valendo-se de artifícios pseudo-sociolingüísticos para isolar as várias faces do idioma. Contudo, um olhar mais detido e menos desdenhoso com a História e com a ideologia que inexorável conduz o resultado dos estudos --a cuja menção também não é nada nova-- poderá contribuir com alguma luz às investigações filológicas, no que concerne ao estudo do "português" como um continuum, de antes de abandonar a Península Ibérica a nossos dias, conciliando os ânimos dos lusitanistas munidos de "pré-conceitos" com o melhor dos argumentos: a inafastável História e uma penetração nas diretrizes das "razões de Estado", do caminhar da História em si, ou mais concretamente na História da Língua, e a partir do prisma das Políticas Lingüísticas dirigidas pelos Estados.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          É certo que há neste texto imprecisões variadas, desde o título (uma vez que não é a terra que fala uma língua, mas seus habitantes). No entanto, outros elementos, dantes afastados, parecem mais importantes de realçar neste momento. Em primeiro lugar, deixo patente que estarei me referindo à "fala", não à escrita, quando imagino a "língua", seja de antes do século XIV (quando não há controvérsia quanto à nomenclatura), que hoje é admitida por todos como "galego-português" [1], seja a atual, seja aquela de antes da escrita no idioma que se diferenciava do latim. A língua na modalidade escrita, a partir da concepção de signo em Saussure, é ainda mais arbitrária que a língua na modalidade falada, portanto menos representativa. Assim, o que ganha primazia, aqui, para a consideração de língua, como veículo de comunicação (máxime na Idade Média), é a realização oral. A essência da linguagem é o diálogo, como se sabe. A fala é língua viva, a língua "verdadeira", e bem mais importante que a escrita, que veio a ser mera decorrência daquela. Assim, o fato de existir o desejo de procurar distanciar uma variedade lingüística da outra por intermédio de artifícios ortográficos não será relevado aqui. A Filologia, para aqueles que insistem em opô-la à Lingüística, pode prescindir dos estudos sobre a fala, mas vale-se constantemente de uma projeção do que deve ter sido a fala de antanho, a partir de textos escritos --mas não pode ignorar o fato de que a fala existiu antes de os textos ganharem um suporte físico mais estável, seja ou não mais "literário", como os poemas dos cancioneiros galego-portugueses.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          E, a despeito de sabermos que fala difere de escrita, e sabermos que uma língua dispensa a representação gráfica, havendo ainda distinções internas maiores, consideradas como ritmo, prosódia, entonação, "sotaque", etc., muitos filólogos ainda cedem à tentação de tomar uma coisa pela outra. No texto de Fernández Rei "Posición do Galego entre as linguas románicas" [2], o ótimo professor constrói um texto de excelente qualidade histórica e, ao final, resolve alcançar uma determinada conclusão, querendo isolar a língua galega da portuguesa, ao confundir língua com variedade de fala, por intermédio de uma citação de Otero Pedrayo, que diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    "O galego é moito mais fermoso que o portugués. Ten menos dificultades de pronunciación: é unha lingua románica, latina, amplia, simpática, aberta. Hai que conservala así."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;          O trecho desafortunadamente eleito obviamente não é um argumento filológico; reflete não apenas preconceito, mas dá ainda mais espaço a uma confusão secular que isolou o povo português de seus lingüísticos "pais" galegos: ressalta pequenas distinções de pronúncia, com um toque de patriotada, e dele resulta uma justificativa do tipo "rebelde sem causa": como o voluntarismo de um adolescente que deseja deixar a casa paterna. Claro que, no caso em tela, é o "pai lingüístico" que se rebela, pela voz do Otero Pedrayo em boca de Fernández Rei, contra o "filho lingüístico", que herdou a língua galega, quando se constituiu em Estado soberano no século XII, e deixou os pais esquecidos nas tramas do passado comum [3]. O reinado da Casa de Avis (1385-1580) em Portugal consolidou a idéia de que a língua, antes sabidamente geral, de ambos, galegos e lusitanos, era originariamente "portuguesa", existindo um período de "formação" apenas superado após ultrapassado o tempo de glória dos cancioneiros medievais.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Claro que já não é mais admitido pensar Otero Pedrayo pela ótica daquele viés momentâneo da citação supramencionada, ademais extraída de uma simples entrevista. Segundo o escritor Méndez Ferrín, em recente colóquio em Compostela [4], Pedrayo foi o primeiro que levantou a bandeira em favor dos portugueses [5]. Todavia, ainda não é este o nosso tema central. O que desejo relevar é o fato de que a língua portuguesa, como já se sabe de longuíssima data, não é propriamente portuguesa; ou seja, a língua falada em Portugal, queira-se ou não, veio de fora de suas fronteiras de hoje, e é anterior aos Cancioneiros galego-portugueses, anterior ao Estado português: nasceu numa terra que constitui o que ontem era a Gallaecia e ainda hoje é a Galiza, uma Comunidade Autônoma. Logo, o idioma aqui gerado e desenvolvido deve ser chamado de "galego".  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          O que atrai a atenção, neste caso, é a omissão histórica: como pode um fato tão simples ser mantido obscurecido, como um segredo de alcova, por tanto tempo, afastado dos livros e das discussões? Não podemos continuar fingindo que poucos estudiosos lembram de citar a Galiza quando se referem aos "falantes de português" que há no Planeta [6]. Esta omissão não é, como poderia parecer à primeira vista, fruto de mero esquecimento. Como tudo neste mundo, houve, e de uma maneira diversa continua havendo, bons motivos para "esquecer" este fato, que, analisado, não chega a ser tão estranho assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          A Galiza forma uma nação concreta, que, juntamente com outras várias nações (Castela, Catalunha e o País Vasco), constitui o Estado espanhol. A Galiza é, em tudo, uma espécie de "país dentro de um país", com seus desejos, história, fronteiras, tradições, mártires e lendas diferenciados. A língua também era diferenciada desde o primeiro milênio de nossa era. Logo, trata-se aqui neste texto de fazer constar uma simples anotação: a língua dita "portuguesa" não é verdadeiramente portuguesa. Isto é: não é precisamente autóctone do território português, como se vangloriam por séculos "os pais" dos brasileiros. Durante quase um milênio foi muito interessante para Portugal ignorar a existência da Galiza, pois isto mantinha o mito de que a língua dita portuguesa fora gerada e era originária exclusivamente de seu território, de seus habitantes, que englobavam os primeiros lusitanos. Podiam, assim, com mais vã-glória, jactar-se os governantes, perante o povo, de serem portadores e guardiães do idioma de Camões [7], obtendo a união das gentes e o propósito comum que conforma um Estado-nação. Posteriormente viria a idéia de que levava "seu" idioma a terras as mais distantes do Globo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Não podemos negar a bravura dos aventureiros marítimos, dos tenazes navegadores portugueses. No entanto, por uma questão de respeito à história, deve ser desvelado, com todas as letras, que, na realidade, os portugueses levaram consigo não um idioma próprio, mas a língua galega, o idioma que primitivamente era dos habitantes do Norte da Península, que ficavam para trás, esmagados pela histórica pressão castelhana, que "domou e castrou" os verdadeiros "pais da língua", os quais falam o galego até nossos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Criado por derivação do latim, o galego recebeu contribuições germânicas, elementos árabes e componentes indo-europeus e pré-indo-europeus de todo tipo, ainda na Galiza, no antigo território da Gallaecia romana. Depois descendeu mais ao Sul, levado pelos galegos, e ocupou o Norte do espaço que somente muito depois pertenceria ao território global do que seria chamado Portugal, entre os Rios Minho e Douro, e em seguida se estendeu até o Mondego (limite da Gallaecia até avançada época), para finalmente se espraiar até o extremo Sul da Península, e agregar outras contribuições (moçárabes, inclusive). Podemos aqui traçar este paralelo: Assim como o Brasil, após receber o patrimônio lingüístico dos portugueses --assimilando componentes tupis ou africanos-- manteve a estrutura da língua dita "portuguesa", da mesma forma os portugueses admitiram outros elementos, mantendo a estrutura originalmente galega.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;          Com o tempo, a Galiza foi esmagada politicamente, enquanto Portugal desenvolveu uma literatura pujante, e sobretudo conquistou outras terras, distribuindo "sua" língua e sua cultura. Chegado o século XX, e com a queda do regime franquista, e com a Constituição espanhola de 1978, as comunidades nacionais da Espanha recobraram o direito à proteção de seu patrimônio lingüístico. Em 1981 surgiu o Estatuto da Comunidade Autônoma da Galiza [8], que expressamente devolvia à legalidade a língua galega, que, oculta por séculos, ficara restrita quase que somente ao meio rural, mas que, em tudo, lingüisticamente falando, é a mesma língua portuguesa, como atestam filólogos de todas as partes e de variada tendência.  &lt;br /&gt;          Não podemos esquecer que Portugal é tido como o país que possui a fronteira "mais antiga e mais estável do mundo" [9]. Mas isso se considerarmos o Portugal-Estado como entidade política, soberana no conjunto das relações internacionais. Como nação, que é o conceito principal implicado na concepção de língua, a Galiza é naturalmente mais antiga que Portugal [10]. O fato de que a Galiza tenha sido reinado peninsular entre os anos de 926 e 929 não diz realmente tudo. Mais do que isto, os galegos se constituem como povo com identidade própria, diferenciada, criadora da língua, de hábitos e de tradições ainda antes disso. Confirmando essa idéia, diz o texto promocional de uma série de "encontros" que terá lugar neste ano de 1996, de 16 a 19 de dezembro, no Museu do Povo Galego:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    "Na cidade galaico-romana de Bracara Augusta, hoje Braga, apareceu já há bem tempo uma inscrição dedicada a un neto do imperador Augusto. Nela surge à luz, pela primeira vez, o nome de Gallaecia. É a sua primeira aparição histórica documentada. Não é possível conhecer a data exata dessa inscrição, que pode ir desde o ano 5 antes de Cristo até o 4 depois de Cristo. Alguns dados fazem mais provável o ano 3 antes de C." ("O Feito Diferencial Galego na Historia")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;          Ora, a Galiza é um país de dois mil anos pelo menos; possui um idioma consolidado há mil anos aproximadamente. A despeito de existirem habitantes do Sul como povo diferenciado politicamente antes disso, o "Portugal", como um todo, existe como Estado há apenas 800 anos [11], e recebeu a língua evoluída do latim desde o Norte --como se deu também com o próprio castelhano e o catalão. Logo, o idioma português é verdadeiramente a língua galega que foi ligeiramente modificada, e não o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          O ocultamento deste fato histórico se deve fundamentalmente a dois grupos de fatores. Por um lado, os "séculos obscuros" e o esmagamento político da Galiza, aliados à modéstia galega, e à natural soberbia da Pátria de Camões --que com os chamados "grandes descobrimentos" conduziu os estudiosos ao erro de encobrir outros fatos importantes do passado, submetendo a História à Sociolingüística. E, por outro lado, deveu-se esta situação à difícil convivência entre os impérios espanhol e português, que tinham no território da Galiza o ponto nevrálgico de seu relacionamento. Dois impérios globais em confronto necessitaram desta mentira secular.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;          Ilustrando o submetimento da História à Sociolingüística, recordo das palavras de Carvalho Calero [12], acerca dos "co-dialetos originais, português e galego". Segundo o eminente filólogo, "um adquiriu categoria de língua e o outro permaneceu em estado dialetal". Claro que este erro já foi corrigido pelo próprio Carvalho Calero, mas deixa entrever profundas marcas deixadas no espírito do povo galego, que possui a consciência, hoje, de que fala uma língua própria, de pertença original de seu território, e não um dialeto "derivado" do português ou mesmo do castelhano (como já aventaram, através dos séculos, estudiosos dedicados a defender um ou outro império). Afinal de contas, embora existindo apenas na modalidade falada, uma língua não pode ser rebaixada a estado de dialeto --e isto era uma necessidade do par de impérios, Portugal/Espanha: para manter seu equilíbrio, sempre inestável, por um lado omitiram a realidade da paternidade galega da língua que era e é comum às duas margens do Minho, e por outro lado castravam a modalidade escrita do galego.  &lt;br /&gt;          Cabe destacar também que quando se fala no período de "formação da língua portuguesa", fala-se na verdade da língua galega formada, mas que, como qualquer língua, está em constante deriva, evoluindo em alguns traços, incorporando as necessidades lingüísticas dos falantes. Ressaltar o português em oposição ao galego-português antigo é, em grande parte, cumprir uma determinação política imposta pela antiga disputa territorial. A língua, em sua essência, permaneceu indomada, embora esmagada a modalidade escrita do tronco principal galego; fato jamais negado pelos estudiosos de todas as pátrias: "Galiza e Portugal apresentavam perfeita unidade de língua e literatura", disse o brasileiro Leodegário de Azevedo Filho [13]. No mesmo sentido, José Luis Rodriguez, Catedrático da Universidade de Santiago de Compostela, em sua tese de doutoramento, lembra que "en cuanto a la uniformidad, () constituye (el gallego-portugués) un bloque más unitario aún que el provenzal literario" [14].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Em um livro intitulado "Galicia y Santiago", publicado no México em 1749, fala-se a respeito de autores espanhóis, de expressão castelhana, descendentes de galegos, como "escritores de Galicia" [15], o que retrata a tentativa de, para reprimir a fala, e garantir a unidade de território, fixar a escrita em castelhano como a única possível, fato corrente até mesmo há poucos anos: o idioma cervantino era o apropriado à escrita empregada nas Universidades galegas, inclusive. Esta é uma verdade que, nestes últimos quatro lustros, apenas deu os primeiros passos em um agora inevitável processo de superação dos "séculos obscuros prolongados" [16].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Os brasileiros, quando buscavam auto-afirmação político-lingüística perante a antiga Metrópole portuguesa, admitiram, após polêmicas acerbas, cujo epicentro está em meados do século passado, que seu idioma era mesmo o "português", e não uma "língua brasileira" --por razões lingüísticas, mas destacando fundamentalmente o cunho histórico. Pelo mesmo motivo, podemos então admitir que o Brasil fala, à sua maneira, a língua galega, uma vez que o idioma que falamos, derivado do latim, é autóctone da Galiza, que transformou a língua dos romanos antigos, bem antes de terem-na os estudiosos como "língua portuguesa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          É claro que, tratando sincronicamente, poderemos divisar inúmeras possibilidades de interpretar a fala brasileira (já por demais polifacetada em seu próprio território) em dissonância com a galega: de séculos de distanciamento cultural quase que completo não poderia resultar uma equivalência absoluta [17]. Entretanto, no âmbito da diacronia, resgatando as origens de nossa língua compartilhada, é inegável a conclusão de que o Brasil, com traços característicos, fala o galego. Ademais, este trabalho se insere na conjuntura ideada de uma História da Língua que não pode, hodiernamente, eludir a política lingüística ditada pelos interesses de Estado. O erro de estudiosos dos séculos passados, a despeito da famosa admoestação de Nebrija [18], a dissimular o viés da interpretação que segue o caminho dos interesses econômico-imperialistas, permitiu o esmagamento de povos e a subtração de outras verdades límpidas como esta, que os filólogos devemos trazer à luz.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;          Claro que poderíamos manejar outros argumentos, que não apenas o elemento histórico. Lindley Cintra [19], apoiado em Leite de Vasconcelos, alude, por exemplo, à "influência de hábitos articulatórios de um substrato étnico" de celtas, que, sabe-se, deslocaram-se desde o Norte, "cuja presença Estrabão e Plínio assinalam nas margens do Tejo". Desta forma, o próprio filólogo português explicita que o sistema vocálico luso teria sofrido influxos desde o Norte galego. A presença das vogais mais escandidas no galego atual, que possui menos força ao Sul, em Portugal (cujos falantes obscurecem as ocorrências destes sons, como em "m'nino" ou em "p'ssoa"), permanece mais integral no território brasileiro, cuja população, em sua quase absoluta totalidade, encontra parâmetro distintivo do falante português justamente nesta vocalização mais "perfeita" nossa, por assim dizer, igualando-se ao falante galego --que inegavelmente mantém também mais acesa esta "característica celta". A língua falada na Galiza, que é a real Pátria da Língua, que instituiu o sistema vocálico e a musicalidade do galego, faz-se presente no Brasil. Portugal, deixando-se influenciar pela fala moçárabe (como querem alguns), de certa maneira "capou" a musicalidade galega aludida por Otero Pedrayo.  &lt;br /&gt;          Agitam-se alguns estudiosos com a idéia, justamente, de que a influência moçárabe em território português, mais ao Sul de Braga, diferenciou a língua determinantemente do galego constituindo-a em "outra língua". No entanto, sob o prisma histórico-cronológico mais singelo, este argumento não resiste por muito tempo: Os moçárabes já se encontravam também mais ao Norte, no território que apenas séculos depois seria considerado "português", ainda no século VII, antes quinhentos anos de existir Portugal politicamente. Portanto, ainda no território da Galiza integral se formaram variantes futuramente tidas como distinções "portuguesas". Podemos dizer, então, que, quando falamos de "português", trata-se da "variante portuguesa" (ou meridional) da "língua galega", porquanto esta já existia antes de a grande e brava nação lusa se constituir em Reino independente; logo, o idioma que se fez mais ao Norte, e deslocou-se posteriormente para o Sul é ineludivelmente o galego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          A língua portuguesa de hoje não é mais que uma variante sulista da língua galega de antanho; um co-dialeto, é certo, mas que também poderíamos chamar de galego-português infra-Douro, o qual, mesmo no território de Portugal, possui distinção com a variante de entre Minho e Douro, e ainda com o Mirandês, ao Nordeste [20].&lt;br /&gt;          No entanto, este não é o caminho ajeitado para tirarmos as conclusões. Não nos podemos deter em tecnicismos fonéticos, morfológicos, sintáticos, lexicais ou mesmo de entendimento mútuo [21]. Desde sempre pôde-se brandir exemplificações em defesa da proximidade ou da distância entre dois falares, no propósito de provar, para os interesses de quem organiza os argumentos, a partir do corpus elegido, que tratamos ou não de uma mesma língua. O livro de Edith Pimentel Pinto "O Português do Brasil" [22] arrola uma boa dezena de argumentos que poderiam municiar os "isolacionistas" de existir uma hipotética "língua brasileira" (ou até várias) conforme os interesses de quem financia os estudos. Já há desse tipo de artifício pela Galiza. Nas atas das "Primera y Segunda Asembleas Lusitano-Gallega", da Real Academia Gallega", ocorridas há trinta anos, há constância de que existem as palavras "pulpo" e "paquete" na Galiza, diferentemente do que em Portugal --ergo fala-se aqui uma língua distinta do português [23].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Nem vou perder tempo em comentar este "argumento". Também a língua castelhana já se bateu com dificuldades semelhantes, com a possibilidade de existir o "andaluz", o "chileno", de Andrés Bello, ou o "idioma nacional dos argentinos", de Luciano Abeille. O que é notável é a persistência dessa gente pouco detida em estudos paralelos, nesta inglória tentativa de afastar dois povos e uma língua na Europa Moderna. Necessário mesmo, nos dias de hoje, é a aproximação lingüística, cultural e econômica. Para isso, precisamos especificar a concepção de "dialeto" e de "língua", que estão tradicionalmente vinculados a ideais geográficos, quantitativos e políticos. Leite de Vasconcelos trata de dialecto (meridional), subdialecto (estremenho) e variedade (de Lisboa) sem medo de nomear a língua "principal", que, para ele, naturalmente, é o português [24]. O Brasil de 1897 percebeu possuir "variados elementos para se constituir, senão novo idioma, pelo menos importantíssimo dialeto" [25]. Ora, sabedores de que o tronco principal é a língua galega, não a portuguesa, podemos dizer que Portugal falava um dialeto do galego, e o Brasil Colônia um subdialeto do galego-português. No entanto, devido a razões de natureza sócio-política, à importância cultural da nação brasileira, no âmbito das nações modernas, e até mesmo à expressividade do número de falantes brasileiros; devido também à distância geográfica que separa os três países, Brasil de Portugal e Galiza, e às razões históricas já aludidas, não vejo dificuldade em afirmar que o Brasil fala galego. Um dialeto mediado por Portugal; naturalmente com diversas preferências lexicais ou fonéticas, que distingue, amplamente, mesmo no Brasil, um falante do Estado do Rio Grande do Norte de um falante do Estado do Rio Grande do Sul, mas não deixando de ser um "importantíssimo dialeto" --como diria Taunay-- ligado diretamente à língua troncal galega --não um subdialeto ou uma variedade, qualificações inconcebíveis, porquanto o Brasil comporta cerca de 80% dos perto de 200 milhões de falantes da língua galega distribuídos pelo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Além do argumento de destacar a verdade histórica, penso que podemos arrolar outros argumentos que creio serem interessantes, a partir de vários pontos de vista, que poderiam, de certa maneira, redimir, sociolingüísticamente, a histórica injustiça perpetrada contra o povo galego, devolvendo o rótulo de "galego" à nossa língua comum. Jamais poderíamos é admitir uma teoria que servisse tão-somente a interesses de impérios frustrados, interesses até justificáveis quando se busca, por exemplo, afastar dois povos em guerra perpétua através dos tempos, como os falantes de lugares como Sérvia e Croácia, que, igualmente por razões de Estado, por motivações de lutas efetivamente sérias (seja entre etnias, religiões ou comerciais), após a implosão da contigüidade de interesses, exacerbam diferenças de fala e de escrita.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;          E determinar o nome do idioma não era trabalho tão complexo ou controverso. Gabriel Alomar [26] opõe três distintos modos para denominar um idioma: por sua origem; ou por sua implantação em um estado soberano; ou por sua expansão territorial. Nessa perspectiva tripartida, a língua oficial da Espanha-Estado poder-se-ia denominar ou "castelhano", ou "espanhol", ou "hispano-americano", sem deixar de ser o mesmo idioma difundido pelo mundo. Contudo, salta aos olhos que a denominação originária, "língua castelhana", obedece a um caráter mais científico, porquanto, com admitir a segunda opção, inevitavelmente abrangeríamos, ampliando um equívoco, outras línguas também pertencentes à territorialidade espanhola (afinal o galego, o vasco e o catalão também são "línguas espanholas"); e, enfim, com a terceira hipótese, no conjunto da "expansão", perdemos outras vertentes das antigas conquistas do povo espanhol, como Filipinas ou Guiné-Equatorial, para ficar no paradigma castelhano. Além disso correríamos o risco de, mais uma vez, confundir os inevitáveis vários dialetos, nascidos do confronto de outras realidades culturais, com a língua matriz, considerando dialeto como sendo língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          O critério da origem é, desde já, o mais acertado, portanto. Mas, por outro lado, é lógico que, ao dizer que o Brasil fala galego, não podemos esquecer a consideração histórica prestada ao idioma "português". Afinal, o que conhecemos hoje como "língua portuguesa" é assim considerado não apenas porque o povo galego foi esmagado politicamente pelo centralismo espanhol, mas complementariamente e sobretudo porque o povo português conquistou espaço na comunidade planetária, tanto literária como politicamente --espaço, aliás, dividido hoje com a presença do Brasil no concerto das nações de economia sólida, e com a literatura brasileira ganhando terreno; e brevemente espaço repartido com a pujante literatura galega, de Méndez Ferrín, de Suso de Toro, Manuel Rivas, Fernán-Vello e tantos outros.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;          Estas condições eram inexistentes até há bem pouco. Novamente cito Carvalho Calero [27], que assim comenta a consideração de algumas décadas atrás, de Leite de Vasconcelos, ao denominar o galego "codialeto do português":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    "Tão evidente como que, para o grande filólogo português, o galego não se deriva do português, e portanto não pode chamar-se de dialeto seu, é o fato de que aquele autor reputa como insensata a doutrina dos galegos que olham ao português como um dialeto do galego, quando aquela língua possui uma importância cultural e política muito superior (). Um e outro seriam irmãos; mas de hierarquia social distinta." (Grifo nosso.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Há que anotar que esta postura decerto foi abandonada pelo autor, posteriormente. Contudo, tal preconceito social caracterizando a língua e confundindo o idioma com consideração política da soberania de um povo, dificultou os estudos, e hoje provoca reação negativa por parte de alguns galeguistas, que se rebelam contra o ditado de nomearmos inadequadamente a língua como se fosse dialeto, recusando mesmo, alguns, o fato de possuirmos o mesmo instrumental de comunicação, em repúdio a esse maléfico, mas absolutamente normal (conquanto constructo histórico), vício de origem quanto aos estudos. As línguas, afinal, não são culpadas das vicissitudes por que passam os povos que as empregam. Fosse hoje Lisboa cidade da periferia de uma hipotética Grande Galiza, e não a ex-capital de um portentoso Império Transcontinental, embora já sendo este um fato pertencente ao passado, ninguém hesitaria em chamar "variedade lisboeta da língua galega" ao se referir à fala dos portugueses que foi o paradigma mundial por um bom tempo [28].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Língua, como se sabe, dispensa o governo e até o território nacional, podendo sobreviver apenas na tradição oral dos povos (as línguas indígenas do Brasil, v.g.), podendo ser recuperada integralmente na modalidade escrita, como o grego e o iídiche, por exemplo. Divulgada com mais eficiência, agora que a Galiza será tida como uma Comunidade Autônoma na União Européia, com território, povo, costumes, governo autonômico, idioma normativizando-se, pouco a pouco, não há por que não recuperar esta injustiça histórica, que o Rio do Esquecimento, situado geograficamente nas cercanias de onde nasceu nosso idioma comum, obnubilou por séculos a fio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Dizer "o português no mundo" não é de forma alguma uma impostura, mas é sem dúvida uma imprecisão terminológica. Alguns galegos provavelmente desconsideram este rótulo de "galego" conferido à nossa língua comum, não exatamente devido ao "auto-ódio", mas sim com algum traço de eurocentrismo, uma vez que haveria preponderância dos dez milhões de habitantes de Portugal sobre os dois milhões e setecentos mil galegos --além obviamente da consideração universal da pujante literatura portuguesa camoniana e moderna, também contraposta à galega, que apenas desponta, enquanto o Brasil permanece obscurecido, numa imagem nebulosa e distorcida de samba, futebol e pobreza.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;          A idéia é de, rompendo este vício eurocentrista, natural mas nocivo a uma real integração cultural-lingüística (e também sócio-econômica), podermos iluminar as maiores razões de afirmar a língua galega presente no mundo. Concluindo este texto, após os parcos argumentos que alinhavei com imperícia, quero comentar ligeiramente acerca da possível reação dos implicados diretamente nesta necessidade política de decisão terminológica. Para os brasileiros, sei que seria muito natural admitir este fato histórico, trazido à tona recentemente com maior ênfase, de que falamos uma língua que não é realmente "portuguesa", mas um dialeto brasileiro da língua galega. Os argumentos seriam os mesmos que concluíram antigamente que falávamos a mesma língua dos portugueses. Se levarmos em conta o ideal da resistência natural aos antigos colonizadores, isto é, a inescusável necessidade de a ex-colônia repudiar politicamente a antiga Metrópole --não apenas um direito, mas um dever nacional, o que era mais expressivo até poucas décadas atrás com o Portugal-Império--, verificaremos ser bastante aceitável admitir que o Brasil, a seu modo, e com sua diversificada caracterização, fala o idioma galego [29].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Para os galegos, penso que admitir que "o Brasil fala galego", concedendo sem mais problemas o "rótulo", seria sobretudo retomar a bandeira de certo nacionalismo nobilitante, arrebatada das esquerdas pelas "novas direitas". É natural estarem os galegos confrontados com os interesses portugueses, após séculos vivendo "de costas viradas", em que Portugal apoiou, ao menos pela omissão, os interesses do império vizinho, seu semelhante, seu igual. É significativo o indício deste fato, retratado na Galiza, onde a imposição do espanholismo que ainda resta de índole franquista propicia que, espíritos menos iluminados, ao chamar alguém ou algo de "lusista", suponha agregar algum matiz pejorativo. Este obstáculo ao reintegracionismo lingüístico-cultural (e de consideração político-econômico) seria retirado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;          Para o conjunto dos espanhóis devemos verificar os aspectos macro-econômicos, e considerar os novos momentos da integração pela via da União Européia, e no marco da cúpula ibero-americana clausurada em Santiago do Chile em 11 de novembro último. Os países do Mercosul terão acesso à Europa pela mão da Espanha e de Portugal. Inexiste entre os países ibéricos a animosidade de antanho. Em 1998 a Galiza e Lisboa estarão interligadas por autoestrada [30]. Os antigos impérios português e espanhol possuem agora inextricáveis interesses, estão indissociados, em marcha célere de rompimento de fronteiras, agora com interesses comuns de enfrentar o gigante americano [31]. Despovoa-se a Galiza rural, dando lugar a uma Comunidade urbana e internacionalista [32]. Decerto aceitarão com certa facilidade --inconcebível à Espanha do franquismo-- este viés galeguista. Jorge Urrutia apresenta de seu modo esta visão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    "La expansión de las lenguas minoritarias se acompañará del mejor conocimiento de la común si pedimos, a la vez, el estrechamiento de las relaciones culturales entre las distintas comunidades. El cultivo de la lengua común es el que puede difundir por el término con referencia sólo al número de hablantes de la lengua en la que se expresan. Tenemos que recomendar la enseñanza de las lenguas no sólo en las regiones que las hablan; es preciso un conocimiento mínimo de todas las lenguas de España por todos los españoles. Una medida políticamente difícil, pero posible." [33]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Claro que em Portugal temos a maior dificuldade: estão os portugueses na situação de Édipo, que, tendo conhecimento de haver matado seu "pai" lingüístico, nestes séculos de omissão, não poderão facilmente admitir este "pecado capital" e abrir mão do poder que detêm, no âmbito das nações planetárias. Como afirma o sociolinguista galego Celso Álvarez Cáccamo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    "nesta questão de Estado, não se luta efetivamente contra um estado sem implicar o outro no confronto. Por isso, aqui e agora, a resistência efectiva passa por articularmos uma submissão rebelde ao âmbito português, ao seu estado e à sua cultura: por ver-nos como uma florescente excrescência sua, não do Reino da Espanha nem da cultura espanhola. A resistência passa por criarmos novos vínculos transfronteiriços que vulnerem a lógica histórica da dominação espanhola; por impormos sobre Portugal (não sobre Espanha) a nossa diferença" [34]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;          Não é difícil prever que para atingir a meta da reintegração da Galiza com o espectro luso-afro-brasileiro, poder-se-ia voltar as costas momentaneamente a Portugal, abraçar mais o Brasil e ex-colônias portuguesas [35], abrindo mão do eurocentrismo, e rejeitando o reducionismo de siglas como PALOP, que possui índole nitidamente discriminatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Seja como for, a simples discussão, a crua polêmica acerca do nome da língua comum, não é um exercício vão: é benéfica por si só: leva à consciência de existir um fio de unificação lingüístico-cultural, que vem de longe; que procede dos celtas e se reúne com os índios tupis na América, por exemplo, ou com os bantos, na África. Não podemos desdenhar as razões históricas da ideologia segregacionista, que impede alguns de dizer abertamente que o cidadão galego fala a língua portuguesa, ou que muitas vezes força um brasileiro mais "revoltado" de admitir que fala "português". Porém podemos afirmar com plenitude que o cidadão brasileiro fala o galego --à sua maneira, obviamente. Não um galego da coiné perfeita galego-portuguesa dos cancioneiros, que este galego não existe mais, nem em Portugal, nem no Brasil ou mesmo na Galiza. Mas o galego das variedades potiguar, gaúcha, minhota, ferrolana. Não devemos aceitar é a manutenção deste consolidado erro terminológico secular pacificamente. Dizer galego, dizer português, dizer "portugalego" ou brasileiro é questão de somenos, mas de necessária discussão entre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Para rematar, gostaria de mencionar Carlos Drummond de Andrade, o poeta maior brasileiro, que, em seu poema "Canção Amiga", musicado por Milton Nascimento, diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    "Caminho por uma rua&lt;br /&gt;    que passa em muitos países.&lt;br /&gt;    Se não me vêem, eu vejo.&lt;br /&gt;    E saúdo velhos amigos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Os portugueses não deixam de ser velhos amigos do povo brasileiro. No entanto, cabe resgatar os amigos galegos, que são amigos ainda mais originários (e não trazem consigo o travo da opressão imperialista), pelo fato de serem os geradores da língua nossa, hoje pertencente a muitos povos do mundo por igual --não importando que rótulo tenha, pelas razões maiores de Estado que advenham da dinâmica dos interesses dos Países e de seus cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;NOTAS E REFERÊNCIAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Conhecida como "a doutrina do galego-português", propagada por Carolina Michaëlis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Francisco Fernández Rei (1988). "Posición do Galego entre as linguas románicas". &lt;br /&gt;In: Verba - Anuario Galego de Filoloxía. N. 15. Universidade de Santiago de Compostela. Vigo. pp. 79-107.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. De fato, o Professor reelaborou este texto básico do isolacionismo galego, e deixou de lado esse "argumento", embora não o tenha substituído por outro melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Colóquios sobre Otero Pedrayo. Faculdade de Filologia. Universidade de Santiago de Compostela. Outubro de 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Vide também Isaac Alonso Estravís (1988). "Otero Pedrayo e Portugal". In: Nós - Revista Internacional Galaicoportuguesa de Cultura - n. 7. Pontevedra. pp.39-45.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Já Fernão de Oliveira, em sua Gramática da Língua Portuguesa, de 1536, refere-se ao "Cancioneiro Português", evitando mencionar o galego. Mesmo hodiernamente, diversos encontros cujo epicentro era a língua portuguesa, ainda que realizado com estudiosos conscientes da "questão galega", omitiam discussões que envolvessem temas tão prementes como a normativização da variedade nortista do "português europeu". (Vide, v.g., as Actas do I Simpósio Luso-Brasileiro de Língua Portuguesa Contemporânea. Coimbra. 1968.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Camões, cuja origem familiar é galega, como se sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Firmado por Sua Majestade o Rei, D. Juan Carlos I, e o Presidente do Governo de então, Leopoldo Calvo-Sotelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Orlando Ribeiro. A Formação de Portugal; ICLP; Lisboa. 1987. p.21.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Ver mais em Julio Cabrera Varela. La nación como discurso. El caso gallego (La estructura del sistema ideológico nacionalista: el caso gallego). Centro de Investigaciones Sociológicas. Siglo Veintiuno de España, s.a. 1992.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. A Lusitânia foi "pacificada" pelas tropas de César em 61 a. C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Ricardo Carballo Calero (1966). Gramática Elemental del Gallego Común. Galaxia. Vigo. 1979.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. Revista Internacional Galaicoportuguesa de Cultura Nós. Abr 87/Dez 88. Pontevedra. 1988.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. Cancionero de Joan de Airas de Santiago - Edición y Estudio. Verba, Anuario Galego de Filoloxía. Anexo 12. Universidade de Santiago de Compostela. Vigo. 1980. p.47.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Este livro, que encontrei em uma biblioteca particular em Chantada, é de autoria de "Pascuasio de Seguin (de la Compañia de Jesus)", e datado precisamente de 1. de dezembro de 1749&lt;/span&gt;. Reúne sete discursos "em favor" dos galegos, defendendo a lealdade destes perante a Coroa de Castela, inclusive ao lutar contra os portugueses que invadiam o território "espanhol". &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Isto demonstra a antigüidade das atitudes de intelectuais que buscaram afastar os povos galego e português, mesmo no século XVIII, que serão os precursores dos "isolacionistas" de hoje, num momento em que não há mais essa necessidade geopolítica de afastamento&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. O idioma oficial, hoje, da Universidade de Santiago de Compostela, é o galego, uma diretriz presente no artigo 8.1 de seus Estatutos, aprovados no 22 de dezembro de 1993.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17. Contam os expertos que Shakespeare, que está "ausente" há menos tempo, se redivivo, pouco reconheceria do inglês falado atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18. A recorrente frase "A língua é companheira do Império", de Nebrija.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19. Lindley Cintra. Estudos de Dialectologia Portuguesa; Sá da Costa Editora. Lisboa; 1983. p. 53.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20. Lindley Cintra (op.cit.) pontifica: "A influência de Moçárabes no território português está documentada do século VII ao XII e do Algarve a Entre Douro e Minho. [A mais moderna e completa exposição do assunto (Moçárabes e Mouros) deve-se a M.Viegas Guerreiro, que utilizou e ampliou as notas de José Leite de Vasconcelos, em Etnografia Portuguesa, volume IV, etc.]".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21. Há dialetos, por exemplo, no interior do idioma alemão que não permitem o mútuo entendimento. E há mútuo entendimento entre os falantes de norueguês, danês e sueco, que utilizam línguas diversas. Cf. Ricardo Muñoz Martín; Língüística para traducir. Teide. Barcelona. 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22. Textos Críticos e Teóricos - 1- 1820/1920- Fontes para a teoria e a história (EDUSP; 1978).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23. Américo Lopes de Oliveira. "Da Galiza e de Portugal - O galego e o português: Principaes diferenças Morfológicas entre ambas as línguas". Actas y Comunicaciones. Madrid; Editora Nacional. 1967.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24. Mapa Dialectológico do Continente Português; Lisboa; 1897. p.16.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25. Visconde de Taunay. "O português de Portugal e o do Brasil". In: PINTO, Edith Pimentel. Op. cit.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26. Escritor e político espanhol (1873-1941). Cit. in: Castilla Libre. Boletín del Movimiento Popular Castellano. N. 06. Salamanca. p.17.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27. Ricardo Carballo Calero. Ibidem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28. É interessante anotar que a norma empregada hoje na ONU e na UNESCO para o idioma português é a brasileira, encaminhada pelo Palácio do Itamarati.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29. O português Agostinho dos Santos, em um livro intitulado Vida Conversável (p.52), acredita que "Portugal tratou o Brasil muito bem quando foi colônia e, se não tivessem sido os portugueses, o Brasil não se teria constituído". Este ponto de vista, que é o oficial na pátria de Camões, obscurece o extermínio de milhões de indígenas, a arrecadação de toneladas de ouro e outros minerais preciosos das "minas gerais", e, inclusive, a devastação de florestas inteiras, praticamente eliminando das terras brasileiras o próprio pau-brasil,a árvore que teria emprestado o nome ao País --dado seu consumo intenso na Europa, nos primeiros séculos da colonização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30. Cf. o jornal O Correo Galego, de 7 de março de 1996; p. 9. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;31. Também esta idéia não é recente. A União Ibérica de 1580-1640, com recuperação da soberania portuguesa reconhecida pela Espanha em 1688, vem sendo continuamente lapidada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;32. Manuel María. "A morte da parroquia rural na Galicia tradicional". In: El Correo Gallego, de 25 de setembro de 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;33. "Cuatro lenguas para la Literatura Española". (Capítulo 6.) Cuadernos de Comunicación - 2. Universidad de Sevilla. 1989.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;34. "Pátria e Língua, por última vez". In: A Nosa Terra, 25 de julho de 1996. N. 736. p. 27.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;35. Diz Xosé Manuel Sarille: "Tanto no Projeto do Arco Atlântico como no do Eixo (e o projeto Galiza-Norte de Portugal), desenvolvem-se idéias e linhas de atuação no campo econômico e social e sempre se deixa a jeito de coletilha um ponto 'cultural' que não se sabe em que consiste e que no caso do Eixo fala só de patrimônio monumental." ("Os intelectuais galegos, Portugal e Brasil." In: Luzes de Galiza. N. 25. Verão, 1994. Edicións do Castro. Santiago de Compostela).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/234788351264816347-6227319107290070596?l=chantadanova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://chantadanova.blogspot.com/2009/07/o-brasil-fala-lingua-galega.html</link><author>noreply@blogger.com (O Garcia do Outeiro)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-234788351264816347.post-8105141063954080967</guid><pubDate>Mon, 29 Jun 2009 22:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-30T00:06:19.840+01:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>novas</category><title>José Manuel Beiras Torrado recebe o Prémio Trasalba</title><description>José Manuel Beiras Torrado acaba de receber o importante Prémio Trasalba em que quixo homenagear a grande figura de Outeiro Pedraio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encarregado de realizar o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;laudatio&lt;/span&gt; foi o presidente da Real Academia Galega e presidente de honra da Fundaçom Outeiro Pedraio, José Ramom Barreiro Fernandes, quem incidiu na importáncia da achega de Beiras ao mundo cultural, intelectual e político galego. Na casa grande de Cima-de-Vila da paróquia de Trasalba, em Amoeiro, umha nutrida representaçom da cultura galega expressou o seu reconhecimento ao político, ensaísta e catedrático de economia, José Manuel Beiras, quem agradeceu o prémio com um discurso brilhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com motivo desta cita, a Fundaçom Outeiro Pedraio entrega um livro homenage à figura homenageada que, desta volta, leva por título "Xosé Manuel Beiras. Compromiso coa Terra". Este galardom foi instituído hai já 26 anos e, neste tempo, fôron reconhecidos Isaac Dias Pardo, José Neira Vilas ou José Luís Mendes Ferrim, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discurso de José Manuel Beiras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.encontroirmandinho.org/pdf/discurso%20trasalba%2009.pdf&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/234788351264816347-8105141063954080967?l=chantadanova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://chantadanova.blogspot.com/2009/06/jose-manuel-beiras-torrado-recebe-o.html</link><author>noreply@blogger.com (O Garcia do Outeiro)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-234788351264816347.post-3380338228174797202</guid><pubDate>Wed, 17 Jun 2009 23:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-18T01:07:59.498+01:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>BNG nacional</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>SLG</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>agricultura</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>novas</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Galiza Nova Chantada</category><title>Da tractorada a greve geral.</title><description>A dignidade tem muitas formas de ser expressada, mas é sempre a nobreza de coraçons bons e generosos. A dignidade foi no seu dia um sapato petando num parlamento de cartom. Foi a utopia da Comuna de Paris, a luita dos zapatistas, a dos camponeses sem terra do Brasil, a dos mineiros na guerra do gas de Bolívia, etc.&lt;br /&gt;          Tamém Outeiro Pedraio se erguera numha conferencia em que os falangista cantavam o "cara el sol". Calou o chapeu, meteu as maos nos petos e saiu no mais valetente e digno dos gestos. A dignidade nos petos. Hoje a dignidade ia em protestos. Em protestos de trabalhadoras e trabalhadores que de sol a sol labouram a reo para poder sobreviver, para que os seus tenham o melhor, e um filho de trabalhadores do agro nom pudo mais que sorrir ao ver seiscentos tractores ateigando as ruas compostelanas e sabendo que em Chantada tamém era secundada a acçom do Sindicato Labrego Galego (SLG). Do rural volve essa dignidade nunca apagada após séculos batendo em nós com trabucos, foros, loitosas... ou com umha regra batendo nas unlhas por falar a "língua proletária do meu povo"; e, sobretodo, malhárom-nos com a calamidade da emigraçom.&lt;br /&gt;        A este povo golpeado de dia para dia polos que nom vem mais ca as suas medras em Madrid e em Bruselas ainda lhe restam folgos e dignidade, umha dignidade ancestral e secular que se manifesta ciclicamente: o metal, a educaçom com o infame desleixo ao galego, o naval, a cultura ameaçada e a RTVG convertida em deus sabe que... e o agro, sempre o agro, máxima expressom do etnocídio que alguns querem perpretar para com a Galiza, velha ferida sangrante e inconfundível manifestaçom das "delícias" do macabro livre mercado da Europa dos estados. "Antes moro que gallego" dizia o Lope de Vega, será polo bem que sempre nos tratárom os de fora; "pobre Galiza, nunca deveras chamar-te espanhola" refungava a nossa Rosalia de Castro, chama viva dos laios dum povo ferido, mas nom afundido que erguera em Carral as suas primeiras vozes do ressurgir.&lt;br /&gt;Alguns querem que sejamos sempre colónia, desmantelar os nossos tezidos produtivos e usurpar o nosso ar, os nossos rios e montes, a costa, a flora e a fauna... mas a dignidade quando prende nos coraçons é um facho que sobranceia além da morralha e dos que só desejam ascender coma o dom Celidónio de Vicente Risco: "de porco a marrao, e a parenta inchou o fol". "Ti dis que Galiza é bem pequena, eu digo-che que Galiza é um mundo", avante com a luita gandeira até acadar um preço mínimo por cima dos 40 céntimos; e que dumha vez os sindicatos respondam ao que os trabalhadores necessitam: a greve geral.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/234788351264816347-3380338228174797202?l=chantadanova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://chantadanova.blogspot.com/2009/06/da-tractorada-greve-geral.html</link><author>noreply@blogger.com (O Garcia do Outeiro)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-234788351264816347.post-433145583985013924</guid><pubDate>Wed, 10 Jun 2009 20:25:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-06-10T22:11:10.910+01:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>ensaio</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>internacional</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>novas</category><title>Massacre em Bagua (Perú)</title><description>Estas som acçons de tiranos fascistas denominados como "demócratas" em Ocidente. Vejam o que empresas como Repsol fam para medrar e seguir agigantando os seus marges comerciais. O problema é o capitalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" O que nom se decata é um imbécil.&lt;br /&gt;O que se decata, e nom actúa, é um criminal",&lt;br /&gt;Bertolt Brecht.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis o aterrador documento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=rG7rHB1nnOw&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La vida no vale nada  cuando&lt;br /&gt;otros se están matando&lt;br /&gt;y yo sigo aquí cantando&lt;br /&gt;cual si no pasara nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La vida no vale nada&lt;br /&gt;si se sorprende a mi hermano&lt;br /&gt;cuando supe de antemano&lt;br /&gt;lo que se le preparaba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La vida no vale nada&lt;br /&gt;si cuatro caen por minuto&lt;br /&gt;y al final por el abuso&lt;br /&gt;se decide la jornada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pablo Milanés - la vida no vale nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo jovem amigo pediu-me que escreva umhas linhas, explicando o meu ponto de vista, mas que nom seja "tam radical".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamento nom poder complazê-lo: se defender a vida, a natureza e a paz é ser radical, pois eu som RADICAL, incorregivelmente radical, terrivelmente radical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ante a matança dos meus irmaos amazónicos, perante o pacto infame assinado pola imprensa convencional e os grupos de poder, perante a difamaçom e a perseguiçom dos líderes sociais, a única saída é botar-se às ruas e expressar o nosso total regeitamento perante estes feitos, abertamente, sem esconder-se em letras ou papel virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SAÍR ÀS RUAS E PROTESTAR NOM É SER RADICAL, É SER HUMANO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Amazónia peruana vivem, desde fai milénios, 1509 comunidades nativas, que controlam por volta de 10 milhons de hectáreas. Sem contar aos grupos chamados nom contactados, que por decisom própria e logo do genocídio cauchero (finais do S.XIX), vivem afastados de todo contacto occidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ademais, conta com áreas naturais protegidas polas leis nacionais e internacionais, tomando em cuenta que som umha garantia para o frágil equilíbrio ecológico da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenvolvimento sustentável, conceito usado polos governos decentes para umha responsável e racional exploraçom de recursos, brilha pola sua ausência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamentavelmente, con um errado conceito de progresso, existem superposiçons flagrantes entre os territórios das comunidades, as áreas naturais intangíveis e os lotes de hidrocarburos, concesons mineiras, florestas de produçom permanente e concesons forestais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas superposiçons atentam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Contra a Declaraçom da ONU sobre os direitos dos povos indígenas, em quase todos os seus artículos. Mais información, &lt;a href="http://www.un.org/esa/socdev/unpfii/es/drip.html"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Contra o convénio 169 da OIT , que exige uméa consulta prévia às comunidades amazónicas. Prévia a qualquer plano de lotizaçom. As leis internacionais superam às nacionais em qualquier república que se précie de democrática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- as leis peruanas, que indicam a intangibilidade do território das comunidades amazónicas. Porém o estado, dono dos recursos do subsolo, pretende fazer valer os seus intereses, apagando os dereitos dos seus próprios cidadaos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- a lei de povos indígenas em isolamento que garantiza a protecçom dos seus territórios . No entanto, tem sido alterado no seu artículo 5, para favorecer a exploraçom de recursos, vulnerar a sua protecçom e condená-los à extinçom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado peruano, numha atitude delirante, em vez de corregir os seus errores, promulgou diversas leis, com a excussa de ajeitar-se legalmente à execuçom do TCL com os EUA, todas elas vejatórias para as  normas legais nacionais e internacionais arriba mencionadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quiçais este mapa, com a selva lotizada para exploraçom de Hidrocarburos, feita violando a lei , ignorando às comunidades amazónicas e mutilando as reservas naturais, poda explicar esse eufemismo usado até o aborrecemento polo criminal Alan García, para justificar o seu insano proceder: "la selva es de todos los peruanos". Na verdade, querem que a floresta seja destas empresas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petrobras, Barret, Burlington, Pluspetrol, Ramshorn, Oxy, Nocol, Repsol, Hess, Loon, Sapet, Hunt Oil, Pan Andean y True energy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/SjAcLSrfZSI/AAAAAAAAAo0/br9oLI5KFs0/s1600-h/peru-petro.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 242px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/SjAcLSrfZSI/AAAAAAAAAo0/br9oLI5KFs0/s400/peru-petro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345803738007168290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ante esta situaçom, e num feito histórico, as comunidades amazónicas deixárom de lado as suas diferenças ancestrais e unírom-se, numha frente que tivo aos Apus Pizango e Manuin como os seus principais líderes, exigindo de diversas formas a derogatória dessas leis e o respeito aos seus dereitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ante a desídia do governo, nos últimos meses vírom-se obrigados a radicalizar as suas medidas, tomando estradas, mas sempre dispostos ao diálogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 5 de Junho, Pizango encontrava-se em Lima, dialogando. Manuin ficara em Bagua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo respondeu com balas, francotiradores e matança: hoje Pizango encontra-se exilado e Manuin agonizante, caído por 8 balas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mortos, por sua parte, dos amazónicos, segundo cifras cuatelosas, sumam mais de 50, outros falam de centenares. O estado falava, até fai pouco, de só TRÊS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bagua tem sido declarada em estado de sítio, e apenas se permitiu o acesso da imprensa horas despois da massacre. Porém as images falam, os deudos reclamam aos seus finados, desaparecidos, queimados, botados a rio, como nos oitentas, quando Alan García era tamém presidente.&lt;br /&gt;Enquanto em Lima, a imprensa só dá conta de 30 polécas mortos, alguns com feridas de bala, no meio da massacre e o assobalhamento. Moitos fôrom como carne de canom, abandonados por um governo assassino. Sospeitosamente, nom deixárom aos deudos revisar os cadáveres. En efeito, as poucas images que sobrevivírom à censura, mostram a francotiradores das forças armadas baleando nos teitos, mas nom mostram a nengum amazónico disparando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imprensa convencional informa que a Defensora do Puevo acudiu a Bagua, perante umha denúncia do achádego de fosas comuns, e nom atopou rem, regressou &lt;span style="font-style:italic;"&gt;ipso facto&lt;/span&gt;. Esse proceder, com desconhecimento total de todo método e técnica para actuar em caso de denúncias de desapariçons, só fai corroborar o falaz circo montado polo governo e os seus cúmplices.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TODA MUERTE DEBE DOLER EN EL ALMA,&lt;br /&gt;PERO DUELE MAS&lt;br /&gt;CUANDO EL QUE ORDENO DISPARAR,&lt;br /&gt;SIGUE EN EL PODER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Lima, a imprensa alineada com o governo e os grupos de poder teima em negar o evidente, em culpar aos que fôron sempre ignorados e acribilhados, em difundir delirantes teorias de conspiraçom internacional, com os novos "cucos" de moda. Em alguns casos, os jornalistas convertêrom-se em panfleteiros de pasquim neonazi. Outros preferem o sentir da auga tíbia, mantenhem-se imparciais, como a classe meia na Weimar de 1930.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, mui a pesar deles, os grémios profissionais, o estudantado, os sindicatos, os grupos ambientalistas, os colectivos de dereitos humanos, e os homes comuns, sem importar raça, credo, idioma, classe social e posiçom política, estám reaccionando, em todo o Perú.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 11 será a primeira marcha colectiva massiva. Nom existe medo, nom é a primeira vez que o povo peruano sai: marchou contra Morales Bermúdez, contra o mesmo Alan García, contra Sendero Luminoso, contra Fujimori e Montesinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O peruano é um home de paz, e estas marchas serám em nombre da paz: é a única saída ética e moral que nos resta, os que estamos aqui e que temos o previlégio de aceder a tecnologias de comunicaçom,devemos de lembrar que somos de carne e osso, que temos tamém voz, alma e berro, que nom podemos ficar sentados como se nom passara nada, como di a trova de Milanés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alan García deu voltas coma umha vuxaina e quere agora, emendar o seu erro, mas apenas som medidas de maquilhage, sem nengum sentimento verdadeiro de culpa, nem de emenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida vale menos que o petróleo? Para o Alan García, si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As minhas infinitas GRAÇAS aos irmaos de outros países que figérom correr a nova de esta tragédia. Pedo-lhes por favor que insistam, que este crime nom fique impune, que colaborem para que a justiça triunfe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traduzido por nós desde o castelhano desde http://trovadorsinsuerte.blogspot.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/234788351264816347-433145583985013924?l=chantadanova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://chantadanova.blogspot.com/2009/06/massacre-em-bagua-peru.html</link><author>noreply@blogger.com (O Garcia do Outeiro)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/SjAcLSrfZSI/AAAAAAAAAo0/br9oLI5KFs0/s72-c/peru-petro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-234788351264816347.post-370522493443059995</guid><pubDate>Wed, 20 May 2009 19:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-20T20:41:35.922+01:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>internacional</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Encontro Irmandinho</category><title>A NOSSA CANDIDATURA É A DO BNG MAS OPONHEMO-NOS À EXCLUSSOM ELEITORAL DE INICIATIVA INTERNACIONALISTA</title><description>Da web do Encontro Irmandiño:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Encontro Irmandinho considera que o tempo vem dar a razom ao BNG quando se opuxo à Lei de Partidos Políticos.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Encontro Irmandinho manifesta o seu regeitamento a que se impeda apresentar-se às Eleiçons ao Parlamento Europeu à candidatura &lt;em&gt;Iniciativa Internacionalista - A Solidariedade entre os povos &lt;/em&gt;encabeçada polo antifranquista dramaturgo madrileno Alfonso Sastre. O Encontro Irmandinho considera que o tempo vem dar a razom ao BNG quando se opuxo à Lei de Partidos Políticos. Nom é compatível com um estado democrático a privaçom do direito de sufrágio a quem nom está pessoalmente condenado por sentência judicial firme. A exclussom de milheiros de cidadaos e cidadás, impedendo-lhes o exercício do direito universal ao sufrágio livre, directo e segreto, cria de facto um gulag político que os demócratas estamos obrigados a condenar. Em conseqüência o Encontro Irmandinho, por mais que nom nos afecte directamente, pois a nossa candidatura é a do BNG com já indicamos acima, mostra a sua oposiçom à exclussom eleitoral de Iniciativa Internacionalista, e quer expressar a sua solidariedade com as pessoas que conformam esta Candidatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Umha aperta irmandinha e avante na luita por umha Europa mais justa, solidária e dos povos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/234788351264816347-370522493443059995?l=chantadanova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://chantadanova.blogspot.com/2009/05/nossa-candidatura-e-do-bng-mas-oponhemo.html</link><author>noreply@blogger.com (O Garcia do Outeiro)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-234788351264816347.post-1493066751571654751</guid><pubDate>Tue, 12 May 2009 09:44:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-12T10:53:27.150+01:00</atom:updated><title>OS FACTOS DESMENTEM AOS QUE INTOXICÁROM</title><description>&lt;div class="componentheading"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;        &lt;h6 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 102);"&gt;&lt;strong style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 14px;"&gt;OS RESPONSÁBEIS DA DERROTA DO 1 DE MARÇO,  A UPG E O QUINTANISMO, SÓS, NA EXECUTIVA NACIONAL.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;&lt;h4 style="text-align: justify; font-weight: normal;"&gt;   &lt;span style="color: rgb(0, 51, 102);font-size:100%;" &gt;&lt;strong&gt;OS FACTOS DESMENTEM AOS QUE INTOXICÁROM A ASSEMBLEIA &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 102);font-family:Arial,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 102);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;ASSEGURANDO QUE HAVIA UM PACTO SEGRETO ENTRE A UPG E O ENCONTRO IRMANDINHO.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;&lt;h6 style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/SglGWN7UeCI/AAAAAAAAAoM/y2NzvMkOS-4/s1600-h/Encontro+Irmandinho+logo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 301px; height: 80px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/SglGWN7UeCI/AAAAAAAAAoM/y2NzvMkOS-4/s400/Encontro+Irmandinho+logo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334872581106595874" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h6&gt;&lt;h4 style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 102);font-family:Arial,sans-serif;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 102);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:12;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;img src="http://encontroirmandinho.org/images/stories/ANE.jpg" align="right" border="0" hspace="8" vspace="4" width="300" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h4&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0.2cm; text-align: justify;"&gt;  &lt;span style="font-family:verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 12px;"&gt;O Encontro Irmandinho nom participou en apanhos, ao nom conseguir umha candidatura de integraçom que respeitasse a pluralidade e proporcionalidade reflectida nos votos da assembleia para o conselho nacional e fica fora da executiva pola negativa de Aymerich a conformar umha listage única de integraçom, caso único na histótia do BNG.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0.2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana,geneva;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;O número de militantes que participárom no processo assemblear que Aymerich e Vazques qualificárom como "récorde" histórico, foi em efeito moi alto se o referimos às votaçons para eligir delegados&lt;/span&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;!--   @page { size: 21cm 29.7cm; margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;   &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;+ info em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://encontroirmandinho.org/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/234788351264816347-1493066751571654751?l=chantadanova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://chantadanova.blogspot.com/2009/05/os-factos-desmentem-aos-que-intoxicarom.html</link><author>noreply@blogger.com (O Garcia do Outeiro)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/SglGWN7UeCI/AAAAAAAAAoM/y2NzvMkOS-4/s72-c/Encontro+Irmandinho+logo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-234788351264816347.post-4222204052768908693</guid><pubDate>Tue, 05 May 2009 21:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-05-05T22:43:21.166+01:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>ensaio</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Galiza Nova Chantada</category><title>Friage mental: as armas químicas e biologicas do Império. A Constipaçom A como fonte de lucro para as farmaceúticas</title><description>Agora que vem o verao dá-nos por ceivar friages e entrar em psicoses colectivas com a constipaçom dos cochos ceivada por marraos de gravata &lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=234788351264816347#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;[1]&lt;/a&gt;. Caminhamos de dia para dia para um mundo com umha nova linguage, a farisaica linguage dos eufemismos. Já Vicente Romano enxergou bem qual é o horizonte desta nova neo-língua em terminologia orwelliana:&lt;br /&gt;«El lenguaje importa, y cómo lo utilizan los medios. Si se puede violentar al público (de populicus, pueblo) de que el Estado tiene razón, esto es, si se le puede persuadir hasta el punto de que se identifique con los significados oficiales, se le puede movilizar para que apoye y acepte la transferencia de fondos del wellfare (bienestar) a la seguridad y al warfare (guerra), equivalente al eslogan nazi de mantequilla por cañones»&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=234788351264816347#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;[2]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direcçom, já que logo, é clara e os métodos para acadar estes resultados variados e, maioritariamente, subtis e para nada inocentes. O conhecido como Esfriamento A ou Constipaçom A e assi conhecida por nom chamar-lhe Constipaçom norteamericana, posto que é alô onde se gera e nom em México como alguns tentárom fazer-nos acreditar através da intoxicaçom mediática dos meios de incomunicaçom&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=234788351264816347#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;[3]&lt;/a&gt;. Daquela, começamos a alviscar onde é que verdadeiramente se fam as armas químicas que nos diziam que estavam no Iraque e para que servem, para o lucro dos assassinos que inventárom o mesmíssimo 11-S, cada vez mais demonstrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.1.- A orige do vírus e os antecedentes delectivos do Império&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A Constipaçom A nom vai além de ser a fabricaçom dumha psicose social a nível planetário com o único objectivo de preencher o peto das multinacionais farmaceúticas. O laboratório Gilead Sciencies Inc é o grande beneficiário desta nova «pandémia» que apenas existe na cabeça daqueles que desejem acreditar nela. A companhia Gilead Sciencies Inc é a que tem a patente do medicamento Tamiflu, o único que está respondendo bem perante o novo vírus e que já tirara marges milionárias com a Constipaçom aviar sendo o Estado espanhol um desses compradores (retrovirales que ateigam aramazens e que para nada fôrom empregados porque a Constipaçom aviar nom passou de ser um esfriamento mais).&lt;br /&gt;Se um vai aos dados e coteja as mortes que todos os anos se produzem polo vírus do esfriamento, os habituais, decatará-se nom sem surpresa que som maiores as que se produzírom quando da Constipaçom aviar e muito provavelmente serám muito maiores às que produza esta supostamente letal e terrível Constipaçom A, que segundo os «espertos» atingira neste ano a 40% dos europeus, com as conseguintes vendas do Tamiflu, chama-lhe burro ao cavalo.&lt;br /&gt;O cavalo neste caso é Donal Rumsfeld directivo e proprietário desde fai mais de vinte anos da única companhia que tem a patente do medicamento que milagrosamente responde ao novo vírus, o já mencionado Tamiflu. O mesmo Donald Rumsfeld que nos convenceu no seu passo pola administraçom Bush de que Sadam Husseim tinha perigosíssimas armas de destruiçom massiva... Um novo pretexto para a guerra imperialista como o foi o Mayne em 1898, o Lousiana na Grande Guerra, Pearl Harbor na II Guerra Mundial ou o inventado ataque da baía de Tonquim na Guerra do Vietname.&lt;br /&gt;As perguntas que surdem da Constipaçom A som várias: qual é a sua orige? Quem se beneficia dela? Que é o que os média sob o controle do Império nos permitem saber e que é o que ocultam? Para Lori Price (na web Globalresearch.ca) é muito provável que o esfriamento partisse de laboratórios militares americanos dos EUA num intre mui oportuno, justo quando as novas das torturas perpretadas pola CIA estavam ameaçando a «respectavilíssimas» figuras da administraçom Bush que endejamais serám julgadas como é devido, ou seja, coma criminais de guerra. Ainda vai resultar que o ditoso marrao causante da pandémia (o que lhe pegou a febre amarela ao suposto paciente cero – umha criança-), que segue sem aparecer, vai ser um outro dom Celidónio coma o de O porco de pé (1928) de Vicente Risco&lt;br /&gt;Fai agora um ano o ministro de saúde indonésio publicava É tempo de que mude o mundo: maos divinas detrás da constipaçom aviar, pouco despois de que este país lhe entregasse umha mostra do vírus à Organizaçom Mundial da Saúde (OMS) e com a qual um investigador da biodefesa indonésia teimava em que na base ianque de Los Álamos já estavam a fazer as primeiras manipulaçons do mesmo, como recolhe Lori Price.&lt;br /&gt;Donald Rumsfeld nom teria que esforçar-se demasiado para que os média entrassem no seu jogo e convençam ao mundo do gravíssimo desta nova epidémia, quantas vezes falam os média das faraceúticas? Nunca se nos di como é que se provam os medicamentos no Terceiro Mundo para acelerar a sua comercializaçom e saltar-se os prazos que marcam as legislaçons dos países do Primeiro Mundo.&lt;br /&gt;Ralph Schoenman, produtor dum programa de rádio dumha emissora noviorquina, apontou, numha entrevista concedida a Fernando Velázquez, que os laboratórios militares ianques aperfeiçoaram a produçom de armas químicas e biológicas com as cepas de vírus que o nosso sistema imunitário nom pode combater. Logo, estas enfermidades ceivam-se em qualquer parte do mundo, nomeadamente na África, para compreender a sua reacçom in situ e logo podê-las empregar em qualquer momento. No livro Clouds of secrety o professor de Saúde Pública, Leonard Cole, lembra-nos como por mais de quarenta anos o Pentágono espargeu nos próprios EUA bilions de bacilos I e que umha das conseqüências foi um incremento do 10% da meningite de espinha dorsal na baía de Sam Francisco.&lt;br /&gt;Pola sua banda, William Bloom descreve no seu livro Matando a esperança como em 1971 a CIA lhe entregou a terroristas cubanos umha cepa do vírus que causa a febre porcina africana para que o introduzissem em Cuba e Fidel Castro deixa bem claro que «o noso país foi obxecto da máis prolongada guerra económica da historia, e dunha incesante e feroz campaña de terrorismo que dura xa máis de 45 anos. Comezaron a enviar avións que bombardeaban con materiais incendarios as plantacións de cana»&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=234788351264816347#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt;. Tamém foca Fidel Castro o episódio que relata William Bloom:&lt;br /&gt;«Baixo a presidencia de Nixon, en 1971, introduciuse en Cuba – segundo unha fonte da CIA mediante un contedor- o virus da peste procina. E tivemos que sacrificar máis de medio millón de porcos. Este virus de orixe africana era totalmente descoñecido na illa. Introducírono dúas veces.&lt;br /&gt;E houbo algo peor: o virus tipo II do dengue, que produce febres hemorráxicas frecuentemente mortais para o ser humano. Iso aconteceu en 1981. Máis de 350 mil persoas resultaron contaminadas, das cales morreron 158, entre elas 101 nenos. Ese serotipo de virus era entón completamente descoñecido no mundo. Fora creado en laboratorio. Un dirixente da organización terrorista Omega 7, con base en Florida, recoñeceu en 1984 que eles introduciran ese virus mortal en Cuba con intención de causar o maior número posible de vítimas. E non lle falo dos atentados contra nós»&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=234788351264816347#_ftn5" name="_ftnref5"&gt;[5]&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nom é daquela nengumha novidade o proceder do Império em contuberno com as empresas multinacionais que o sustentam, porque por trás do trono agocha-se o verdadeiro poder na sombra. Os intrigantes sem escrúpulos coma Chenney que se fixo de ouro na Guerra do Iraque como directivo de Haliburton, empresas que, umha vez esgotado o pastel do Iraque, se vam para o Afganistám, enquanto Obama apresenta isso como umha grande acçom progressista, bendito progressismo o seu. Fernando Velázquez revela que documentos desclassificados dos anos 1956 e 1958 continham as provas da existência de experimentos com insectos na Florida e em Geórgia para o seu uso como armas químicas. Em 1969 mais de cincocentos alunos saírom com um grau em cursos sobre guerra epidemiológica na escola química do exército em Fort McClellan na Alabama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.2.- Os beneficiários. A saúde e a ciência seqüestradas polo capital-especulador&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Vejamos agora quem som os beneficiários da venda de milhons de doses por todo o globo terráqueo nesta maravilhosa globalizaçom capitalista onde a notícia se fabrica e a indecência moral dos ricaços nom se detém em barreira algumha. Indica Fernando Velázquez como já se vê a enfermidade como a segunda grande fonte de ingressos após o petróleo e como entre 2006 e 2007 as multinacionais obtivérom enormes benefícios desamalhoando umha terrível psicose em Europa e Ásia. Hogano a cousa já é mundial e o negócio deveria ser ainda maior.&lt;br /&gt;Gilead Sciences Inc e Roche – grupo farmacêutico suíço- já fretam as maos perante as mais que previsíveis ganáncias milionárias que tirarám a conta da alienada populaçom mundial. A legislaçom sobre patentes, supostamente para favorecer a investigaçom e o progresso da ciência – privada por suposto, como todo no neoliberalismo capitalista- é umha lei criminal e imoral sustentada polos estados do Primeiro Mundo. Lembre-se que tanto Obama coma o seu oponente recebêrom quantidades ingentes de dinheiro para as suas campanhas eleitorais de maos das farmacêuticas.&lt;br /&gt;Sabe-se que o Instituto de Patologia das Forças Armadas ianques possuem o genoma da Constipaçom espanhola (que nom surgiu no Estado espanhol, mas que tivera aqui os seus piores efeitos)&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=234788351264816347#_ftn6" name="_ftnref6"&gt;[6]&lt;/a&gt;. Esta cepa (H1N1) compartilha-o todo com o vírus aviar e porcino, variantes do mesmo e pertencentes à família do Orthomyxoviridae e, portanto, a constipaçom espanhola, aviar e porcina som mutaçons do H1N1, extinto até os anos setenta do século XX. Na Suíça o grupo Roche, com sé em Basileia, anunciou que já dispom de três milhons de doses para vender do seu produto Oseltamivir, o seu particular Tamiflu, recomendado curiosamente pola OMS e já empregado contra a Contipaçom aviar. Em que pouco tempo se pugérom maos à obra quando o Estado espanhol reconhecia que se necessitariam meses para preparar umha vacina contra o vírus (um outro negócio a posteriori)!&lt;br /&gt;Agora resulta que o «velho» Oseltamivir é tamém eficaz contra o «novíssimo» vírus da «influenza porcina», do tipo A/H1N1, de aí o nome de Esfriamento A. Porém, por sua parte, o Oseltamivir que recomenda a OMS fora desenvolvido por Gilead Sciences Inc presidida entre 1997 e 2001 por Donal Rumsfeld, o que logo foi ministro de Defesa de George W. Bush, e que segue sendo um importante accionista da corporaçom, que viu inçar a sua cotizaçom no mercado bursátil com a apariçom do vírus. Por isso, desde o começo aparecêrom artigos que punham o acento sobre as responsabilidades que Gilead tem nesta pandémia de laboratório.&lt;br /&gt;No entanto, existem espaços na rede que descrevem as componhentes do Tamiflu e o seu modo de fabricaçom só que fazê-lo seria ilegal e as multinacionais nom estám por donar a patente ao mundo por muitas vidas que haja em jogo se a pressom popular nom obriga aos governos a tomar medidas no assunto. O Tamiflu compom-se de ácido siquímico tirado da vaina da planta com a que se fai o anis escarchado, componhente tamém presente numha planta mui abundante em América: a do liquidambar. Com esta nova vaga Roche e Gilead Sciencies Inc ganharám novamente somas ingentes de quartos que se acrescentam as já tiradas em 2005 com a Contipaçom Aviar, um negócio redondo e com mui pouco risco de capital.&lt;br /&gt;Porém, o governo da Índia deu luz verde à sintetizaçom do Oseltamivir (o Tamiflu genérico) e o seu custo é inferior à metade do original, por enquanto Argentina e Tailándia analisavam medidas similares. Pola sua banda, o governo mexicano advertiu que nengumha vacina é ainda eficaz e ofecereceu um milhom de pesos ao investigador que desenvolva um. Assi de singelo resulta enganar-nos se na televisom se nos repete umha e outra vez a mesma cantinela e um pergunta-se até onde é que se rirám de nós os membros da ditadura da burguesia mundial, conhecida como «democracia» no século dos eufemismos.&lt;br /&gt;Taunbenberger (veja-se a nota rodapé nº6) comparou o vírus H1N1 da constipaçom tradicional com o vírus de 1918, o da Constipaçom espanhola, e descubriu que apenas mudavam 25 ou 30 aminoácidos dos 4.400 que componhem o vírus tradicional, com o qual som escassas as mudanças necessárias para fazer mortal o H1N1 da constipaçom tradicional e, daquela, resulta umha arma biológica barata e doada de produzir. A privatizaçom e mercantilizaçom do conhecimento fai que a ciência perda qualquer lanho de ética ou humanidade, pondo-se em exclusiva ao serviço do capital, esta é a grande vantage do modelo educativo usamericano que agora Europa incorporará de cheio com o Plano Bolonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.3.- Outras mentiras e manipulaçons: a importáncia da linguage e dos média na propagaçom da psicose colectiva&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Logo estám os média altifalantes da linguage corrupta do poder e os seus beneficiários. Varias organizaçons, como a Organizaçom Internacional da Saúde Animal, já indicárom que o vírus ainda nom foi isolado em animais e que, portanto, nom tem nengum sentido apor-lhe o adjectivo «porcina», reclamando que se lhe chamasse «norteamericana» como a de 1918 se lhe chamou espanhola. Mas, como para o chauvinismo ianque isto é inaceitável, optárom por recorrer a denominaçom, já inhantes explicada, Constipaçom A, a qual foi justificada pola OMS posto que cada vez era mais humana e menos animal, como reconhecia o seu porta-voz Dick Thomson.&lt;br /&gt;Contodo, cumpre aclarar que a «gripe española» nom foi tal e que daquela recebeu esse nome porque a imprensa do Estado espanhol lhe prestara muita mais atençom que os outros países involucrados na Grande Guerra (1914-1919). Mais umha vez o vírus nascera, como já indicamos (na nota a rodapé nº6), nos EUA, quiçais nom fora por acaso que o figesse num contingente de soldados destinados ao frente europeu. A Constipaçom aviar ou asiática tamém recebeu umha denominaçom geográfica, mas esta nom semelha que seja conhecida por Constipaçom norteamericana, denominaçom em todo caso enganosa por serem Canadá, México e os EUA membros da América do Norte.&lt;br /&gt;A psicose aumenta dia-a-dia e a matança de milheiros de porcos polo governo egípcio já provocou os primeiros distúrbios ameaçando-se de passo a já escassa segurança e soberania alimentar dos povos mediante a ruína de pequenos camponeses que vem como ora as suas aves, ora os seus marraos devem ser sacrificados, qual espécie será a seguinte em cair e como as grandes multinacionais alimentarias tirarám partido disto?&lt;br /&gt;A Galiza toca-lhe a lotaria. O sector vacum ao bordo da quebra e sem perspectivas de poder fazer frente ao fim do sistema de quotas do leite e agora mui previsivelmente irám-se ao tacho as pequenas granjas de porcino, para ledícia de empresas – que nom cooperativas como alguns lhe chamam- como Coren. Ao mesmo tempo os estados endividarám-se um pouco mais pola psicose que pode colapsar o sistema sanitário e provocar um incremento espectacular da venda de fármacos que financiarám novas atrocidades do Império e os seus sequazes, quando Galiza abrirás os olhos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este modelo nom serve, independência e socialismo! Nós Sós!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=234788351264816347#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; A fonte principal deste artigo é Fernando Velázquez (30-4-2009): «¿Manipulación? Muchas cosas sospechosas en esta crisis sanitaria». Fernando Velázquez é um venezolano que pertence ao colectivo de jornalistas Pueblos.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=234788351264816347#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Vicente Romano (2008), La intoxicación lingüística. El uso perverso de la lengua, p. 47 (disponível na Internet).&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=234788351264816347#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; Entom chamou-se-lhe Constipaçom porcina, nome que parece se trocou por Constipaçom A por pressons de numerosos organismos que se resistiam a que a epidémia recebe-se um nome que nada tinha a ver com a sua verdadeira orige, já que se transmite entre humanos e nom do porco ao home. Contodo, o mercado mundial do marrao viu-se seriamente afectado, sendo o Estado espanhol um dos mais afectados com a caída de 80% do volume de mercado, perante 40% do próprio México e 30% de Venezuela, segundo dados de Alberto Cudemos, presidente de Feporcina, organizaçom venezolana. Ainda vai ser que somos o estado mais facilmente alienável e manipulável, para quando a carauta e a queima da casa dos afectados coma na Idade Média?&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=234788351264816347#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; Ignácio Ramonet (2007), Fidel Castro. A miña vida. Conversas con Ignacio Ramonet, Xerais, Vigo, p. 229&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=234788351264816347#_ftnref5" name="_ftn5"&gt;[5]&lt;/a&gt; Op. cit. pp. 230-231. Entre 1979 e 1981 quatro pragas atacárom a ilha: a conjuntivite hemorrágica, o dengue, a rolha da canha do açucre e o mofo azul do tabaco.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=234788351264816347#_ftnref6" name="_ftn6"&gt;[6]&lt;/a&gt; Em 2004 e 2005 aparecêrom, na revista Science entre outras, polémicos artigos em que se indicava a descoberta do genoma completo do vírus da gripe espanhola através de afectados que se exumárom – já sabemos para quê-. Entre eles figuram científicos como Jeffery K. Taunbenberger, Ann H. Reid, Raina M. Lourens, Ruixue Wang, Guozhong Jin e Thomas G. Fanning. Segundo o número 121 de La Aventura de la Historia indica-se que a «gripe española» matou a 40.000.000 milhons de pessoas no mundo, 300.000 no Estado espanhol, e que esta surdira em Kansas em Março de 1918 entre os soldados do exército norteamericano que aguardavam (por acaso?) a sua passagem a Europa para combater na Grande Guerra. A revista oferecia estes dados e reconhecendo que nos últimos tempos se desenterraram falecidos para reviver em laboratórios o vírus, supostamente para combater o vírus da gripe aviar e que umha equipa de investigadores londinenses exumárom ao aristócrata Sir Mark Sykes (falecido em 1919) posto que ao ser soterrado num cadaleito de chumbo podia conservar à perfeiçom o ADN do vírus e assi «desarrollar fármacos más eficaces frente una hipotética nueva pandemia». O número é o correspondente a Novembro de 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/234788351264816347-4222204052768908693?l=chantadanova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://chantadanova.blogspot.com/2009/05/friage-mental-as-armas-quimicas-e.html</link><author>noreply@blogger.com (O Garcia do Outeiro)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-234788351264816347.post-8842861131019708674</guid><pubDate>Wed, 29 Apr 2009 10:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-29T11:59:29.006+01:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>internacional</category><title>Operação Sarkozy: Como a CIA colocou um dos seus agentes na presidência da República Francesa</title><description>&lt;span class="titre7"&gt;por                 Thierry Meyssan&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article157832.html#auteur29" title="Analista político, fundador do Réseau Voltaire . Último livro publicado: L'Effroyable imposture 2 (a remodelação do Oriente Próximo e a guerra israelense contra o Líbano)." class="titre7"&gt;*&lt;/a&gt;                  &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Artigo tirado de   http://www.voltairenet.org/article157832.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="498"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td width="88"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="10"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;td width="400"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="chapo"&gt;&lt;p&gt;Nicolas Sarkozy deve ser julgado pelas suas acções e não pela sua personalidade. Mas quando as suas acções surpreendem até os seus próprios eleitores, é legítimo debruçarmo-nos em pormenor sobre a sua biografia e interrogarmo-nos sobre as alianças que o conduziram ao poder. Este artigo descreve as origens do presidente da República Francesa. Todas as informações nele contidas são verificáveis, com excepção de duas imputações, pelas quais o autor assume a responsabilidade exclusiva.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/SfgyqNeZI8I/AAAAAAAAAnc/9qufgsECxxw/s1600-h/sarko400.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 312px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/SfgyqNeZI8I/AAAAAAAAAnc/9qufgsECxxw/s400/sarko400.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330065859746014146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os franceses, cansados das demasiado longas presidências de François Mitterrand e de Jacques Chirac, elegeram Nicolas Sarkozy contando com a sua energia para revitalizar o país. Eles esperavam uma ruptura com anos de imobilismo e ideologias ultrapassadas. Tiveram uma ruptura com os princípios que fundam a nação francesa. Ficaram estupefactos pois este "hiper presidente", a apanhar um novo dossier a cada dia, a atrair a direita e a esquerda para si, a abalar todas as referências até criar uma completa confusão.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/SfgyqNeZI8I/AAAAAAAAAnc/9qufgsECxxw/s1600-h/sarko400.jpg"&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p&gt;Tal como as crianças que acabam de fazer uma grossa asneira, os franceses estão demasiado ocupados a procurar desculpas para admitir a amplitude dos danos e a sua ingenuidade. Recusam-se portanto a ver quem realmente é Nicolas Sarkozy, o que deveriam ter percebido há muito.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O homem é hábil. Tal como um ilusionista, ele desviou as atenções ao oferecer a sua vida privada como espectáculo e a posar nas revistas populares, até fazer esquecer seu percurso político.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Que se compreenda bem o sentido deste artigo: não se trata de criticar o sr. Sarkozy pelas suas ligações familiares, de amizade e profissionais, mas de criticá-lo por ter escondido suas ligações aos franceses que acreditaram, erradamente, estar a eleger um homem livre.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para compreender como um homem em que todos hoje concordam em ver o agente dos Estados Unidos e de Israel pode tornar-se o chefe do partido gaullista, depois presidente da República Francesa, é preciso remontar atrás. Muito atrás. Teremos de efectuar uma longa digressão no decorrer da qual apresentaremos os protagonistas que hoje se vingam.&lt;/p&gt;  &lt;h3 class="spip"&gt; Segredos de família &lt;/h3&gt;  &lt;p&gt;No fim da Segunda Guerra Mundial, os serviços secretos estado-unidenses apoiaram-se no padrinho italo-americano Lucky Luciano para controlar a segurança dos portos americanos e para preparar o desembarque aliado na Sicilia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os contactos de Luciano com os serviços dos EUA passam nomeadamente por Frank Wisner Sr. e depois, quando o "padrinho" é libertado e se exila na Itália, pelo seu "embaixador" corso, Étienne Léandri.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em 1958, os Estados Unidos, inquietos com uma possível vitória da FLN na Argélia que abriria a África do Norte à influência soviética, decidem instigar um golpe de Estado militar em França. A operação é organizada em conjunto pela Direcção da Planificação da CIA – teoricamente dirigida por Frank Wisner Sr. – e pela NATO. Mas Wisner já havia afundado na demência de modo que é o seu sucessor, Allan Dulles, que supervisiona o golpe. A partir de Argel, generais franceses criam um Comité de Salvação Pública que exerce uma pressão sobre o poder civil parisiense e constrange-o a votar plenos poderes ao general De Gaulle sem ter necessidade de recorrer à força. [&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article157832.html#nb1" class="spip_note" rel="footnote" title="Quand le stay-behind portait De Gaulle au pouvoir, par Thierry Meyssan, (...)" id="nh1"&gt;1&lt;/a&gt;].&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ora, Charles De Gaulle não é o peão que os anglo-saxões acreditavam poder manipular. Num primeiro tempo, ele tenta sair da contradição colonial concedendo uma grande autonomia aos territórios do ultramar no seio de uma União Francesa. Mas é demasiado tarde já para salvar o Império francês pois os povos colonizados não acreditam mais nas promessas da metrópole e exigem a sua independência. Depois de ter conduzido vitoriosamente ferozes campanhas de repressão contra os independentistas, De Gaulle rende-se à evidência. Fazendo prova de uma rara sabedoria política, ele decide conceder a cada colónia a sua independência.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Esta reviravolta foi considerada pela maior parte daqueles que o levaram ao poder como uma traição. A CIA e a NATO apoiam então toda espécie de conspirações para eliminá-lo, inclusive um putsch falhado e uma quarentena de tentativas de assassinato. [&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article157832.html#nb2" class="spip_note" rel="footnote" title="Quand le stay-behind voulait remplacer De Gaulle, par Thierry Meyssan, (...)" id="nh2"&gt;2&lt;/a&gt;] Entretanto, alguns dos seus partidários aprovam a sua evolução política. Em torno de Charles Pasqua eles criam o SAC, uma milícia para protegê-lo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span class="spip_document_135852 spip_documents spip_documents_left" style="float: left; width: 150px;"&gt; &lt;img src="http://www.voltairenet.org/IMG/jpg/Enigme_Pasqua.jpg" alt="" height="275" width="150" /&gt;&lt;/span&gt;Pasqua é ao mesmo tempo um gangster corso e um antigo resistente. Ele casou-se com a filha de um contrabandista de bebidas canadiano que fez fortuna durante a proibição. Dirige a sociedade Ricard que, depois de ter comercializado o absinto, um álcool proibido, respeitabiliza-se a vender anisete. Entretanto, a sociedade continua a servir de cobertura para todas espécie de tráficos relacionados com a família italo-nova-iorquina dos Genovese, aquela de Lucky Luciano. Portanto não é espantoso que Pasqua apele a Étienne Léandri (o "embaixador" de Luciano) para recrutar braços fortes e constituir a milícia gaullista. [&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article157832.html#nb3" class="spip_note" rel="footnote" title="L’Énigme Pasqua, par Thierry Meyssan, Golias ed, 2000." id="nh3"&gt;3&lt;/a&gt;] Um terceiro homem desempenha um grande papel na formação do SAC, o antigo guarda costas de De Gaulle, Achille Peretti – também ele um corso.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Assim defendido, De Gaulle concebe com desenvoltura uma política de independência nacional. Sempre afirmando sua pertença ao campo atlântico, ele põe em causa a liderança anglo-saxónica. Opõe-se à entrada do Reino Unido no Mercado Comum Europeu (1961 e 1967); recusa a mobilização dos capacetes azuis da ONU no Congo (1961); encoraja os Estados latino-americanos a libertarem-se do imperialismo americano (discurso do México, 1964); expulsa a NATO da França e retira-se do Comando Integrado do Aliança Atlântica (1966); denuncia a Guerra do Vietname (discurso de Phnon Pehn, 1966); condena o expansionismo israelense aquando da Guerra dos Seis Dias (1967); apoia a independência do Quebeque (discurso de Montreal, 1967); etc...&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em simultâneo, De Gaulle consolida o poderio da França dotando-a de um complexo militar-industrial incluindo a força de dissuasão nuclear, e garantindo seu aprovisionamento energético. Afasta utilmente os inconvenientes corsos do seu círculo confiando-lhes missões no estrangeiro. Assim, Étienne Léandri torna-se o trader do grupo Elf (hoje Total) [&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article157832.html#nb4" class="spip_note" rel="footnote" title="Les requins. Un réseau au cœur des affaires, par Julien Caumer, Flammarion, (...)" id="nh4"&gt;4&lt;/a&gt;], ao passo que Charles Pasqua torna-se o homem de confiança dos chefes de Estado da África francófona.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Consciente de que não pode desafiar os anglo-saxões sobre todos os terrenos ao mesmo tempo, De Gaulle alia-se à família Rothschild. Escolhe como primeiro-ministro o director do banco, Georges Pompidou. Os dois homens formam um par eficaz. A audácia política do primeiro nunca perde de vista o realismo económico do segundo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quando De Gaulle se demite, em 1969, Georges Pompidou sucede-lhe brevemente na presidência antes de ser levado por um cancro. Os gaullistas históricos não admitem a sua liderança e inquietam-se com a sua tendência anglófila. Eles urram "traição" quando Pompidou, secundado pelo secretário-geral do Eliseu Edouard Balladur, faz entrar "a pérfida Albion" no Mercado Comum Europeu.&lt;/p&gt;  &lt;h3 class="spip"&gt; A fabricação de Nicolas Sarkozy &lt;/h3&gt;  &lt;p&gt;Apresentado este cenário, retornemos ao nosso personagem principal, Nicolas Sarkozy. Nascido em 1955, é o filho de um nobre húngaro, Pal Sarkösy de Nagy-Bocsa, refugiado em França depois de ter fugido do Exército Vermelho, e de Andrée Mallah, uma judia originária de Tessalónica. Depois de terem três filhos (Guillaume, Nicolas e François), o casal divorcia-se. Pal Sarkösy de Nagy-Bocsa casa-se novamente com uma aristocrata, Christine de Ganay, de quem terá dois filhos (Pierre-Olivier et Caroline). Nicolas não será educado só pelos seus pais, mas mover-se-á nesta família recomposta.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sua mãe tornou-se a secretária de Achille Peretti. Depois de ter sido co-fundador do SAC, o guarda-costas de De Gaulle havia trilhado uma brilhante carreira política. Fora eleito deputado e maire de Neuilly-sur-Seine, o mais rico arrabalde residencial de Paris, depois presidente da Assembleia Nacional.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Infelizmente, em 1972, Achille Peretti é posto gravemente em causa. Nos Estados Unidos, a revista Time revela a existência de uma organização criminosa secreta, a "União corsa", que controlaria grande parte do tráfico de estupefacientes entre a Europa e a América, a famosa "French connexion" que Hollywood levaria às telas. Apoiando-se em audições parlamentares e nas suas próprias investigações, a Time cita o nome de um chefe mafioso, Jean Venturi, preso alguns anos antes no Canadá, e que não é outro senão o delegado comercial de Charles Pasqua para a sociedade de bebidas alcoólicas Ricard. Evoca-se o nome de várias famílias que dirigiriam a "União corsa", inclusive os Peretti. Achille nega, mas deve renunciar à presidência da Assembleia Nacional e escapa mesmo a um "suicídio".&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em 1977, Pal Sarközy separa-se da sua segunda esposa, Christine de Ganay, a qual liga-se então com o nº 2 da administração central do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Ela o desposa e instala-se com ele na América. Sendo o mundo pequeno, como é bem sabido, seu marido não é outro senão Frank Wisner Jr., filho do anterior. As funções de Junior na CIA não são conhecidas, mas é claro que ele desempenha um papel importante. Nicolas, que permanece próximo da sua mãe adoptiva (belle-mère), do seu meio irmão e da sua meia irmã, começa a virar-se para os Estados Unidos onde se "beneficia" dos programas de formação do Departamento de Estado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Neste período, Nicolas Sarkozy adere ao partido gaullista. Ali tem contactos com Charles Pasqua, tanto mais frequentes por este ser não só um líder nacional como também o responsável da secção departamental de Hauts-de-Seine.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em 1982, Nicolas Sarkozy, tendo concluído seus estudos de direito e tendo-se inscrito nos tribunais, casa com a sobrinha de Achille Peretti. Sua testemunha de casamento é Charles Pasqua. Enquanto advogado, Mestre Sarkozy defende os interesses dos amigos corsos dos seus mentores. Ele adquire uma propriedade na ilha da beleza, em Vico, e imagina "corsisar" o seu nome substituindo o "y" por um "i": Sarkozi.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No ano seguinte é eleito maire de Neuilly-sur-Seine em substituição do seu tio adoptivo, Achille Peretti, abatido por uma crise cardíaca.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Entretanto, Nicolas não tarda em trair sua mulher e, desde 1984, mantém uma ligação escondida com Cecília, a esposa do mais célebre animador da televisão francesa da época, Jacques Martins, que conheceu ao celebrar seu casamento na qualidade de maire de Neully. Esta vida dupla dura cinco anos, até que os amantes deixem seus consortes respectivos para construir um novo lar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nicolas é a testemunha de casamento, em 1992, da filha de Jacques Chirac, Claude, com um editorialista do Figaro. Ele não consegue impedir-se de seduzir Claude e de manter uma breve relação com ela, enquanto vive oficialmente com Cecília. O marido enganado suicida-se com a absorção de drogas. A ruptura é brutal e irreversível entre os Chirac e Nicolas Sarkozy.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em 1993, a esquerda perde as eleições legislativas. O presidente François Mitterand recusa demitir-se e entra em co-habitação com um primeiro-ministro de direita, Jacques Chirac, que ambiciona a presidência e pensa então formar com Edouard Balladur um tandem comparável àquele de De Gaulle e Pompidou. Ele recusa-se a ser novamente primeiro-ministro e deixa o lugar ao seu "amigo de trinta anos", Edouard Balladur. Apesar do seu passado sulfuroso, Charles Pasqua torna-se ministro do Interior. Conservando firmemente o domínio da marijuana marroquina, ele aproveita a sua situação para legalizar as suas outras actividades tomando o controle dos casinos, jogos e corridas na África francófona. Ele também tece ligações na Arábia Saudita e em Israel e torna-se oficial de honra (officier d’honneur) do Mossad. Nicolas Sarkozy, por sua vez, é ministro do Orçamento e porta-voz do governo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em Washington, Frank Wisner Jr. assumiu a sucessão de Paul Wolfowitz como responsável pelo planeamento político no Departamento da Defesa. Ninguém comentou as ligações que o uniam ao porta-voz do governo francês.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;É então que retorna ao seio do partido gaullista a tensão que se experimentara trinta anos antes entre os gaullistas históricos e a direita financeira, encarnada por Balladur. A novidade é que Charles Pasqua e com ele o jovem Nicolas Sarkozy traem Jacques Chirac para se aproximarem da corrente Rothschild. Saiu tudo errado. O conflito atingirá seu apogeu em 1995 quando Édouard Balladur se apresenta contra o seu ex-amigo Jacques Chirac à eleição presidencial, e será batido. Acima de tudo, seguindo as instruções de Londres e Washington, o governo Balladur abre as negociações de adesão à União Europeia e à NATO dos Estados da Europa central e oriental, livres da tutela soviética.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nada dá certo no partido gaullista, onde os amigos de ontem estão prestes a matar-se uns aos outros. Para financiar a sua campanha eleitoral, Edouard Balladur tenta apoderar-se da caixa negra do partido gaullista, escondida na dupla contabilidade da petroleira Elf. Assim que morreu o velho Étienne Léandri, os juízes examinaram a sociedade e os seus dirigentes são encarcerados. Mas Balladur, Pasqua e Sakozy não chegarão a recuperar o tesouro.&lt;/p&gt;  &lt;h3 class="spip"&gt; A travessia do deserto &lt;/h3&gt;  &lt;p&gt;Ao longo de todo o seu primeiro mandato, Jacques Chirac manteve Nicolas Sarkozy a distância. O homem fez-se discreto durante esta longa travessia do deserto. Discretamente, continua a estabelecer relações nos círculos financeiros.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Em 1996, Nicolas Sarkozy, tendo por fim conseguido encerrar um processo de divórcio que não acabava, casa-se com Cecília. Eles têm como testemunhas os dois miliardários Martin Bouygues e Bernard Arnaud (o homem mais rico do país).&lt;/p&gt;  &lt;h3 class="spip"&gt; Último acto &lt;/h3&gt;  &lt;p&gt;Bem antes da crise iraquiana, Frank Wisner Jr. e seus colegas da CIA planeiam a destruição da corrente gaullista e a ascensão ao poder de Nicolas Sarkozy. Eles agem em três tempos: primeiro a eliminação da direcção do partido gaullista e a tomada de controle deste aparelho, depois a eliminação do principal rival de direita e a investidura do partido gaullista à eleição presidencial, finalmente a eliminação de todo rival sério à esquerda de maneira a que fosse certo ganhar a eleição presidencial.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Durante anos os media foram mantidos excitados pelas revelações póstumas de um promotor imobiliário. Antes de morrer de uma doença grave, ele registou, por uma razão nunca esclarecida, uma confissão em vídeo. Por uma razão ainda mais obscura, a "cassette" cai nas mãos de um hierarca do Partido Socialista, Dominique Strauss-Khan, que a faz chegar indirectamente à imprensa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se bem que as confissões do promotor imobiliário não resultem em nenhuma sanção judiciária, elas abrem uma caixa de Pandora. A principal vítima dos casos sucessivos será o primeiro-ministro Alain Juppé. Para proteger Chirac, ele assume só todas as infracções penais. O afastamento de Juppé deixa o caminho livre a Nicolas Sarkozy para tomar a direcção do partido gaullista.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sarkozy explora então a sua posição para constranger Jacques Chirac a retomá-lo no governo, apesar do seu ódio recíproco. Ele acabou por ser ministro do Interior. Que erro! Neste posto, ele controla os prefeitos e a rede de inteligência interna, a qual ele utilizou para colocar os seus indicados nos principais ramos da administração.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ele também trata dos assuntos corsos. O prefeito Claude Érignac foi assassinado. Se bem que não tenha sido reivindicado, o assassínio foi imediatamente interpretado como um desafio lançado à República pelos independentistas. Após uma longa caçada, a polícia conseguiu prender um suspeito em fuga, Yvan Colonna, filho de um deputado socialista. Desprezando a presunção de inocência, Nicolas Sarkozy anuncia a sua prisão acusando-o de ser o assassino. É que a notícia é demasiado bela, a dois dias do referendo que o ministro do Interior organiza na Córsega para modificar o estatuto da ilha. Seja como for, os eleitores rejeitam o projecto Sarkozy que, segundo alguns, favorece os interesses mafiosos. Se bem que Yvan Colonna posteriormente tenha sido reconhecido culpado, ele sempre clamou a sua inocência e não foi encontrada nenhuma prova material contra ele. Estranhamente, o homem amuralhou-se no silêncio, preferindo ser condenado a revelar o que sabe. Nós revelamos aqui que o prefeito Érignac não foi morto por nacionalistas, mas sim abatido por um assassino a soldo, imediatamente enviado para Angola onde foi contratado pela segurança do grupo Elf. O móvel do crime estava precisamente ligado às funções anteriores de Érignac, responsável pelas redes africanas de Charles Pasqua na Ministério da Cooperação. Quanto a Yvan Colonna, é um amigo pessoal de Nicolas Sarkozy desde há décadas e seus filhos frequentam-se mutuamente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Explode um novo caso: circulam falsas listagens que acusam mentirosamente várias personalidade de esconderem contas bancárias no Luxemburgo, junto à Clearstream. Dentre as personalidades difamadas, Nicolas Sarkozy. Ele apresenta queixa e sub-entende que seu rival de direita na eleição presidencial, o primeiro-ministro Dominique de Villepin, organizou esta maquinação. Ele não esconde sua intenção de lançá-lo na prisão.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Na realidade, as falsas listagens foram postas em circulação por membros da Fundação Franco-Americana [&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article157832.html#nb5" class="spip_note" rel="footnote" title="Un relais des États-Unis en France : la French American Foundation , par (...)" id="nh5"&gt;5&lt;/a&gt;], de que John Negroponte era presidente e de que Frank Wisner Jr. é administrador. O que os juízes ignoram e que nós revelamos aqui é que as listagens foram fabricadas em Londres por uma oficina comum da CIA e do MI6, Hakluyt &amp;amp; Co, de que Frank Wisner Jr. é igualmente administrador.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Villepin defende-se do que é acusado, mas está sob exame, proibido de deixar a sua casa e, de facto, afastado provisoriamente da via política. O caminho está livre à direita para Nicolas Sarkozy.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Resta neutralizar as candidatura da oposição. As quotas de adesão ao Partido Socialista são reduzidas a um nível simbólico para atrair novos militantes. Subitamente milhares de jovens obtém seu cartão do partido. Dentre eles, pelo menos dez mil novos aderentes são na realidade militantes do Partido trotskquista "lambertista" (do nome do seu fundador, Pierre Lambert). Esta pequena formação de extrema esquerda historicamente pôs-se ao serviço da CIA contra os comunistas stalinianos durante a Guerra Fria (Ela é o equivalente do SD/USA de Max Shatchman, que formou os neoconservadores nos EUA). [&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article157832.html#nb6" class="spip_note" rel="footnote" title="Les New York Intellectuals et l’invention du néo-conservatisme, par Denis (...)" id="nh6"&gt;6&lt;/a&gt;] Não é a primeira vez que os "lambertistas" infiltram o Partido Socialista. Eles nomeadamente plantaram dois célebres agentes da CIA: Lionel Jospin (que se tornou primeiro-ministro) e Jean-Christophe Cambadélis, o principal conselheiro de Dominique Strauss-Kahn. [&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article157832.html#nb7" class="spip_note" rel="footnote" title="Éminences grises, Roger Faligot et Rémi Kauffer, Fayard, 1992 ; « The Origin (...)" id="nh7"&gt;7&lt;/a&gt;]&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;São organizadas primárias no interior do Partido Socialista a fim de designar seu candidato à eleição presidencial. Duas personalidades estão em concorrência: Laurent Fabius et Ségolène Royal. Só o primeiro representa um perigo para Sarkozy. Dominique Strauss-Kahn entra na corrida tendo por missão eliminar Fabius no último momento. O que ele está em condições de fazer graças aos votos dos militantes "lambertistas" infiltrados, que dão os seus votos não a ele mas sim a Royal. A operação foi possível porque Strauss-Kahn, de origem judia marroquina, está há muito na folha de pagamento dos Estados Unidos. Os franceses ignoram que ele dá cursos em Stanford, onde foi contratado pela superintendente da universidade, Condoleezza Rice. [&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article157832.html#nb8" class="spip_note" rel="footnote" title="Dominique Strauss-Kahn, l’homme de « Condi » au FMI, par Thierry Meyssan, (...)" id="nh8"&gt;8&lt;/a&gt;].&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A partir da sua tomada de posse, Nicolas Sarkozy e Condoleezza Rice agradecerão a Strauss-Kahn fazendo-o eleger para a direcção do Fundo Monetário Internacional.&lt;/p&gt;  &lt;h3 class="spip"&gt; Primeiros dias no Eliseu &lt;/h3&gt;  &lt;p&gt;Na noite da segunda volta da eleição presidencial, quando os institutos de sondagem anunciam a sua provável vitória, Nicolas Sarkozy pronuncia um breve discurso à nação no seu QG de campanha. Depois, ao contrário de todos os costumes, ele não vai à festa com os militantes do seu partido, mas dirige-se ao Fouquet’s. O célebre restaurante dos Campos Elíseos, que outrora era o ponto de encontro da "União corsa", hoje é propriedade do operador de casino Dominique Desseigne. Foi posto à disposição do presidente eleito para receber seus amigos e os principais doadores da sua campanha. Uma centena de convidados ali se acotovelam, os homens mais ricos da França ombro a ombro com patrões de casinos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Depois disso o presidente eleito oferece-se alguns dias de repouso bem merecidos. Tomando um Falcon-900 privado, vai para Malta. Ali repousa no Paloma, o iate de 65 metros do seu amigo Vicent Bolloré, um miliardário formado no Banco Rothschild.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Finalmente, Nicolas Sarkozy toma posse como presidente da República Francesa. O primeiro decreto que assina não é para proclamar uma amnistia, mas para autorizar os casinos dos seus amigos Desseigne e Partouche a multiplicar as máquinas de moedas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Ele forma sua equipe de trabalho e seu governo. Sem surpresa, encontra-se ali um bem turvo proprietário de casinos (o ministro da Juventude e Desporto) e o lobbyista dos casinos do amigo Desseigne (que se torna porta-voz do partido "gaullista").&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nicolas Sarkozy apoia-se sobretudo em quatro homens:&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.voltairenet.org/elements/pictos/puce.gif" alt="-" weight="9" border="0" height="11" /&gt; Claude Guéant, secretário-geral do Palácio do Eliseu. É o antigo braço direito de Charles Pasqua.&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.voltairenet.org/elements/pictos/puce.gif" alt="-" weight="9" border="0" height="11" /&gt; François Pérol, secretário-geral adjunto do Eliseu. É um associado-gerente do Banco Rothschild.&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.voltairenet.org/elements/pictos/puce.gif" alt="-" weight="9" border="0" height="11" /&gt; Jean-David Lévitte, conselheiro diplomático. Filho do antigo director da Agência Judia. Embaixador da França na ONU, ele foi afastado das suas funções por Chirac que o julgava demasiado próximo de George Bush.&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.voltairenet.org/elements/pictos/puce.gif" alt="-" weight="9" border="0" height="11" /&gt; Alain Bauer, o homem da sombra. Seu nome não aparece nos anuários. É o encarregado dos serviços de informação. Neto do Grande Rabi de Lyon, antigo Grande-Mestre do Grande Oriente da França (a principal obediência maçónica francesa) e antigo nº 2 da National Security Agency estado-unidense na Europa. [&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article157832.html#nb9" class="spip_note" rel="footnote" title="Alain Bauer, de la SAIC au GOdF, Note d’information du Réseau Voltaire, 1er (...)" id="nh9"&gt;9&lt;/a&gt;].&lt;br /&gt;Frank Wisner Jr., que entretanto fora nomeado enviado especial do presidente Bush para a independência do Kosovo, insiste em que Bernard Kouchner seja nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros com uma dupla missão prioritária: a independência do Kosovo e a liquidação da política árabe da França.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Kouchner, um judeu de origem báltica, começou sua carreira a participar na criação de uma ONG humanitária. Graças aos financiamentos da National Endowment for Democracy, ele participou nas operações de Zbigniew Brzezinski no Afeganistão, ao lado de Oussama Ben Laden e dos irmãos Karzaï contra os soviéticos. Nos anos 90 podia ser encontrado junto a Alija Izetbegoviç na Bosnia-Herzégovina. De 1999 à 2001 foi Alto Representante da ONU no Kosovo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Sob o controle do irmão mais novo do presidente Hamid Karzaï, o Afeganistão tornou-se o primeiro produtor mundial de papoula. O seu sumo é transformado ali em heroína e transportado pela US Air Force para Campo Bondsteel (Kosovo). Lá, a droga passa para os homens de Haçim Thaçi que a escoa principalmente para a Europa e acessoriamente para os Estados Unidos. [&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article157832.html#nb10" class="spip_note" rel="footnote" title="Le gouvernement kosovar et le crime organisé, par Jürgen Roth, Horizons et (...)" id="nh10"&gt;10&lt;/a&gt;] Os lucros são utilizados para financiar as operações ilegais da CIA.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Karzaï e Thaçi são amigos pessoais de longa data de Bernard Kouchner, que certamente ignora suas actividades criminosas apesar dos relatórios internacionais que lhe foram consagrados.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para completar seu governo, Nicolas Sarkozy nomeia Christine Lagarde, ministra da Economia e das Finanças. Ela fez toda a sua carreira nos Estados Unidos onde dirigiu o prestigioso gabinete de juristas Baker &amp;amp; McKenzie. No seio do Center for International &amp;amp; Strategic Studies de Dick Cheney, ela co-presidiu com Zbigniew Brzezinski um grupo de trabalho que supervisionou as privatizações na Polónia. Ela organizou um lobbying intenso por conta da Lockheed Martin contra o construtor de aviões francês Dassault. [&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article157832.html#nb11" class="spip_note" rel="footnote" title="Avec Christine Lagarde, l’industrie US entre au gouvernement français, Réseau (...)" id="nh11"&gt;11&lt;/a&gt;].&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nova escapada durante o Verão. Nicolas, Cecília, sua preceptora (maitresse) comum e seus filhos fazem-se oferecer férias estado-unidenses em Wolfenboroo, não longe da propriedade do presidente Bush. A factura, desta vez, é paga por Robert F. Agostinelli, um banqueiro de negócios italo-nova-iorquino, sionista e neoconservador que apresenta seus pontos de vista em Commentary, a revista do l’American Jewish Committee.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O êxito de Nicolas reflecte-se no seu meio-irmão Pierre-Olivier. Sob o nome americanizado de "Oliver", é nomeado por Frank Carlucci (que foi o nº 2 da CIA depois de ter sido recrutado por Frank Wisner Sr.) [&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article157832.html#nb12" class="spip_note" rel="footnote" title="L’honorable Frank Carlucci, par Thierry Meyssan, Réseau Voltaire, 11 février (...)" id="nh12"&gt;12&lt;/a&gt;] director de um novo fundo de investimento do Grupo Carlyle (a sociedade comum de gestão de carteiras dos Bush e dos Ben Laden). [&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article157832.html#nb13" class="spip_note" rel="footnote" title="Les liens financiers occultes des Bush et des Ben Laden et Le Carlyle (...)" id="nh13"&gt;13&lt;/a&gt;] Tornado o 5º deal maker do mundo, ele gere os haveres principais dos fundos soberanos do Koweit e de Singapura.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A quota de popularidade do presidente está em queda livre nas sondagens. Um dos seus conselheiros em comunicação, Jacques Séguéla, preconiza desviar a atenção do público com novas "people stories". O anúncio do divórcio com Cecilia foi publicado pelo Libération, o jornal do seu amigo Edouard de Rothschild, para encobrir os slogans dos manifestantes num dia de greve geral.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Indo mais além, o comunicador organizou um encontro com a artista e ex-manequim Carla Bruni. Alguns dias mais tarde, sua ligação com o presidente é oficializada e a campanha mediática encobre novamente as críticas políticas. Algumas semanas ainda e é o terceiro casamento de Nicolas. Desta vez, ele escolhe como testemunhas Mathilde Agostinelli (a esposa de Robert) e Nicolas Bazire, antigo director de gabinete de Edouard Balladur que se tornou associado-gerente no Rothschild.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quando os franceses terão olhos para ver o que têm a fazer?&lt;/p&gt;           &lt;!-- Documents joints --&gt;                &lt;!-- Auteurs, traduction, source --&gt;      &lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="400"&gt;        &lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;          &lt;td width="80"&gt;&lt;img src="http://www.voltairenet.org/elements/transpix.gif" alt=" " height="1" width="80" /&gt;&lt;/td&gt;          &lt;td class="texte" align="right" width="320"&gt;        &lt;!-- Auteurs --&gt;       &lt;!-- Ajouter {!traduction} à boucle article lors du passage à Spip 1.8.2--&gt;                 &lt;a name="auteur29"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.voltairenet.org/auteur29.html?lang=pt" class="texte"&gt;&lt;b&gt;Thierry Meyssan&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span class="texte2"&gt;&lt;p&gt;Analista político, fundador do Réseau Voltaire . Último livro publicado: &lt;a href="http://www.voltairenet.org/librairie/product_info.php?products_id=57" class="spip_out"&gt;&lt;i&gt;L’Effroyable imposture 2&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;  (a remodelação do Oriente Próximo e a guerra israelense contra o Líbano).&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;                                 &lt;a href="http://www.voltairenet.org/auteur29.html?lang=pt" class="texte2"&gt;&lt;b&gt;Os artigos deste autor&lt;/b&gt; &lt;img src="http://www.voltairenet.org/elements/pictos/imprimer.gif" alt=" " border="0" height="11" width="11" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                      &lt;a href="http://www.voltairenet.org/email29.html?lang=pt" class="texte2"&gt;&lt;b&gt;Enviar uma mensagem&lt;/b&gt; &lt;img src="http://www.voltairenet.org/elements/pictos/envoyer.gif" alt=" " border="0" height="11" width="11" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                     &lt;!-- Traduction --&gt;       &lt;!-- Ajouter {!traduction} à boucle article lors du passage à Spip 1.8.2--&gt;                      &lt;!-- Source --&gt;       &lt;!-- Ajouter {!traduction} à boucle article lors du passage à Spip 1.8.2--&gt;                   &lt;/td&gt;        &lt;/tr&gt;      &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;      &lt;!-------------------------------------&gt;&lt;!-- PS --&gt;                       &lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.voltairenet.org/elements/transpix.gif" alt=" " height="10" width="1" /&gt;      &lt;div class="ps"&gt;&lt;p&gt;Tradução de &lt;a href="http://resistir.info/" class="spip_out"&gt;Resistir&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;As informações contidas neste artigo foram apresentadas na mesa redonda de encerramento do  &lt;a href="http://www.eamedia.org/" class="spip_out"&gt;Eurasian Media Forum&lt;/a&gt;, no Casaquistão (25/Abril/2008).&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;         &lt;!-- Notes --&gt;   &lt;br /&gt;&lt;hr noshade="noshade" size="1"&gt;&lt;p&gt;[&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article157832.html#nh1" id="nb1" class="spip_note" title="Notas 1" rev="footnote"&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;a href="http://www.voltairenet.org/article8694.html" class="spip_out"&gt;Quand le stay-behind portait De Gaulle au pouvoir&lt;/a&gt;, par Thierry Meyssan, &lt;i&gt;Réseau Voltaire&lt;/i&gt;, 27 août 2001&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article157832.html#nh2" id="nb2" class="spip_note" title="Notas 2" rev="footnote"&gt;2&lt;/a&gt;] &lt;a href="http://www.voltairenet.org/article8701.html" class="spip_out"&gt;Quand le stay-behind voulait remplacer De Gaulle&lt;/a&gt;, par Thierry Meyssan, &lt;i&gt;Réseau Voltaire&lt;/i&gt;, 10 septembre 2001&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article157832.html#nh3" id="nb3" class="spip_note" title="Notas 3" rev="footnote"&gt;3&lt;/a&gt;] &lt;i&gt;L’Énigme Pasqua&lt;/i&gt;, par Thierry Meyssan, Golias ed, 2000.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article157832.html#nh4" id="nb4" class="spip_note" title="Notas 4" rev="footnote"&gt;4&lt;/a&gt;] &lt;i&gt;Les requins. Un réseau au cœur des affaires&lt;/i&gt;, par Julien Caumer, Flammarion, 1999.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article157832.html#nh5" id="nb5" class="spip_note" title="Notas 5" rev="footnote"&gt;5&lt;/a&gt;] &lt;a href="http://www.voltairenet.org/article146888.html" class="spip_out"&gt;Un relais des États-Unis en France : la French American Foundation&lt;/a&gt; , par Pierre Hillard, &lt;i&gt;Réseau Voltaire&lt;/i&gt;, 19 avril 2007.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article157832.html#nh6" id="nb6" class="spip_note" title="Notas 6" rev="footnote"&gt;6&lt;/a&gt;] &lt;a href="http://www.voltairenet.org/article15635.html" class="spip_out"&gt;Les New York Intellectuals et l’invention du néo-conservatisme&lt;/a&gt;, par Denis Boneau, &lt;i&gt;Réseau Voltaire&lt;/i&gt;, 26 novembre 2004.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article157832.html#nh7" id="nb7" class="spip_note" title="Notas 7" rev="footnote"&gt;7&lt;/a&gt;] &lt;i&gt;Éminences grises&lt;/i&gt;, Roger Faligot et Rémi Kauffer, Fayard, 1992 ; « The Origin of CIA Financing of AFL Programs » in &lt;i&gt;Covert Action Quaterly&lt;/i&gt;, n° 76, 1999.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article157832.html#nh8" id="nb8" class="spip_note" title="Notas 8" rev="footnote"&gt;8&lt;/a&gt;] &lt;a href="http://www.voltairenet.org/article151921.html" class="spip_out"&gt;Dominique Strauss-Kahn, l’homme de « Condi » au FMI&lt;/a&gt;, par Thierry Meyssan, &lt;i&gt;Réseau Voltaire&lt;/i&gt;, 5 octobre 2007.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article157832.html#nh9" id="nb9" class="spip_note" title="Notas 9" rev="footnote"&gt;9&lt;/a&gt;] &lt;a href="http://www.voltairenet.org/article413.html" class="spip_out"&gt;Alain Bauer, de la SAIC au GOdF&lt;/a&gt;, &lt;i&gt;Note d’information du Réseau Voltaire&lt;/i&gt;, 1er octobre 2000.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article157832.html#nh10" id="nb10" class="spip_note" title="Notas 10" rev="footnote"&gt;10&lt;/a&gt;] &lt;a href="http://www.voltairenet.org/article156405.html" class="spip_out"&gt;Le gouvernement kosovar et le crime organisé&lt;/a&gt;, par Jürgen Roth, &lt;i&gt;Horizons et débats&lt;/i&gt;, 8 avril 2008.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article157832.html#nh11" id="nb11" class="spip_note" title="Notas 11" rev="footnote"&gt;11&lt;/a&gt;] &lt;a href="http://www.voltairenet.org/article17340.html" class="spip_out"&gt;Avec Christine Lagarde, l’industrie US entre au gouvernement français&lt;/a&gt;, &lt;i&gt;Réseau Voltaire&lt;/i&gt;, 22 juin 2005.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article157832.html#nh12" id="nb12" class="spip_note" title="Notas 12" rev="footnote"&gt;12&lt;/a&gt;] &lt;a href="http://www.voltairenet.org/article12460.html" class="spip_out"&gt;L’honorable Frank Carlucci&lt;/a&gt;, par Thierry Meyssan, &lt;i&gt;Réseau Voltaire&lt;/i&gt;, 11 février 2004.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article157832.html#nh13" id="nb13" class="spip_note" title="Notas 13" rev="footnote"&gt;13&lt;/a&gt;] &lt;a href="http://www.voltairenet.org/article7613.html" class="spip_out"&gt;Les liens financiers occultes des Bush et des Ben Laden&lt;/a&gt; et &lt;a href="http://www.voltairenet.org/article12418.html" class="spip_out"&gt;Le Carlyle Group, une affaire d’initiés&lt;/a&gt;, &lt;i&gt;Réseau Voltaire&lt;/i&gt;, 16 octobre 2001 et 9 février 2004.&lt;/p&gt;         &lt;span class="titre7"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/234788351264816347-8842861131019708674?l=chantadanova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://chantadanova.blogspot.com/2009/04/operacao-sarkozy-como-cia-colocou-um.html</link><author>noreply@blogger.com (O Garcia do Outeiro)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/SfgyqNeZI8I/AAAAAAAAAnc/9qufgsECxxw/s72-c/sarko400.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-234788351264816347.post-7831905572777593499</guid><pubDate>Wed, 22 Apr 2009 11:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-22T12:37:01.665+01:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>BNG emigraçom</category><title>MORREU A MAI DA PRAÇA DE MAIO GALEGA</title><description>&lt;div class="titulares"&gt;             &lt;div class="subtitulo"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;              &lt;div class="titulo"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;             &lt;p class="entrada"&gt;     &lt;span class="redactor"&gt;                             &lt;/span&gt; O BNG lamenta a notícia da morte da galego-argentina Dionísia Lopes Amado, e soma-se ao recordo do seu "impresionante legado de coerência, dignidade e luita incansável". A candidata do BNG para as eleiçons europeias, Ana Miranda, indicou como "marchou sem saber do seu filho, mas sem desejar vingança". Para achegar-nos ao seu pensamento recomendamos umha entrevista aparecida em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Grial&lt;/span&gt; em 2006&lt;span style="font-style: italic;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;             &lt;/div&gt;               &lt;div class="cuerpotexto"&gt;             &lt;p&gt;                       &lt;span class="contMedia"&gt;              &lt;img src="http://www.anosaterra.org/media.php?f=i%2Fcargando.jpg&amp;amp;w=320&amp;amp;h=10" class="cargando" style="display: none;" alt="Cargando" /&gt;                      &lt;span class="cont"&gt;                         &lt;script type="text/javascript"&gt;   /*&lt;![CDATA[*/   $(function() {    $("img.media").bind("onload",function() {     maquetaPie(this);    })   });         function maquetaPie(obj) {        var ancho=parseInt($(obj).width());    alert(ancho);    var objPieMedia=$(".pieMedia",$(obj).parent());        if ((!isNaN(ancho) &amp;&amp; ancho&gt;10)) {     objPieMedia.width(ancho-10);    }        //$(obj).parent().lightbox();       }   /*]]&gt;*/  &lt;/script&gt;   &lt;span class="elementoMedia"&gt;           &lt;a href="http://www.anosaterra.org/media.php?id_media=9636&amp;amp;.jpg" rel="shadowbox" title="Dionisa López Amado canda representante do BNG no exterior, Ana Miranda e Andrés Amado, do BNG de Betanzos "&gt;          &lt;img class="media" src="http://www.anosaterra.org/media.php?id_media=9636&amp;amp;w=320&amp;amp;h=180&amp;amp;m=" alt="Dionisa López Amado canda representante do BNG no exterior, Ana Miranda e Andrés Amado, do BNG de Betanzos" title="Dionisa López Amado canda representante do BNG no exterior, Ana Miranda e Andrés Amado, do BNG de Betanzos" /&gt;        &lt;/a&gt;                        &lt;span class="pieMedia" style="width: 310px;"&gt;Na foto,  Dionisa Lópes Amado canda representante do BNG no exterior, Ana Miranda e Andrês Amado, do BNG de Betanços &lt;/span&gt;       &lt;/span&gt;                     &lt;/span&gt;                                                                  &lt;/span&gt;                                        &lt;span class="textoNova"&gt;                       &lt;!--   @page { size: 21cm 29.7cm; margin: 2cm }   P { margin-bottom: 0.21cm }  --&gt;Assi mesmo, a responsable da Comisión de Migración, Ana Miranda, recordouna como unha "muller de sorriso permanente e de carácter afável".&lt;br /&gt;&lt;p&gt;López Amado morreu ás 19.00 horas do sábado en Bos Aires aos 80 anos, trás ser internada no hospital a passada segunda-feira (luns) . Emigrara a Argentina desde Cedeira (A Crunha) em 1952 com o  seu marido e com o seu filho de cinco meses, Antonio Días Lopes, quem logo foi seqüestrado aos 24 anos junto com a sua noiva Stella Maris pola ditadura argentina.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Segundo assinalou o BNG, a partir da desapariçom do seu filho, Dionisia emprendeu umha "loita incesante" na busca del percorrendo esquadras da  polícia (comisarias), quarteis e campos de internamento sem obter resposta, para implicar-se posteriormente na luita das Mais de Praça de Maio.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;    López Amado participou sempre en todas as causas onde foi reclamada e colaborou com entidades de defensa dos dereitos humanos. Do mesmo modo, tomou parte das actividades da colectividade galega e militava na organizaçom da diáspora do Bloque Nacionalista Galego.&lt;/p&gt;                  &lt;/span&gt;             &lt;/p&gt;           &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/234788351264816347-7831905572777593499?l=chantadanova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://chantadanova.blogspot.com/2009/04/morreu-mai-da-praca-de-maio-galega.html</link><author>noreply@blogger.com (O Garcia do Outeiro)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-234788351264816347.post-369875716120230216</guid><pubDate>Wed, 15 Apr 2009 11:02:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-15T12:03:26.995+01:00</atom:updated><title>Apontamentos para umha história da imprensa em Chantada. Passado, presente e futuro</title><description>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-variant: small-caps;" lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;                                                                                                          &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="GL"&gt;8-4-09&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-variant: small-caps;" lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;1900-1936&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-variant: small-caps;" lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="GL"&gt;Deveriamos começar indicando a importáncia do agrarismo, movimento social e político que se desenvolveu entre os séculos XIX e XX para a melhora das condiçons de vida do agro e a redençom dos foros. O primeiro grande contacto com esta corrente dá-se, para a nossa comarca, em1908 com motivo da I Assembleia Agrária de celebrada em Monforte de Lemos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Com a ditadura de Miguel Primo de Rivera chega a redençom foral em 1926, mas já por entom ficavam mui poucos foros vigentes, quer dizer, que se plasmou &lt;i&gt;de iure&lt;/i&gt; o que já existia &lt;i&gt;de facto&lt;/i&gt;, algo que esquecem hogano algumhas aproximaçons históricas superficiais. O agrarismo passará entom a artelhar-se arredor de sindicatos, que poderám ser católicos ou progressistas e que procuravam um pulo modernizador do agro e a melhora das condiçons de vida dos camponeses, isso si, enquanto o primeiro se conseguiu em parte (a venda de arados de ferro atingiu níveis durante a II República que nom recuperaria até a década de cinqüenta); o segundo apenas deu passos em positivo, por medidas lesivas do centralismo estatal para a gandeiria galega, por mor de tratados comerciais para a importaçom de vacum argentino e uruguaio em 1903 e 1934 respeitivamente, que figérom cair os preços do gado galego. Noutras palavras, que para Madrid o agro galego nom contava, tónica ainda hoje geral para o leite galego face o vinho castelhano e o azeite andaluz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Perante o preto panorama, sem contrarrestar com a apariçom de avanços como a «ruiva galega» que equiparava mais a produçom de leite e carne, as sociedades agrícolas decidem optar entom pola criaçom de matadoiro em regime de cooperativa, processo truncado polo golpe militar fascista de 1936, com conseqüências funestas para o associacionismo agrário e com umha dura repressom para muitos sindicalistas, por citar um caso o sindicato agrário ligado à UGT de Santa Cruz de Viana, cujos membros temêrom pola sua vida em vista das &lt;i&gt;razzias&lt;/i&gt; que membros de Falange Espanhola dos arredores exerciam na paróquia nos tempos das sacas indiscriminadas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Entre 1913 e 1927 a Galiza contava com 99 jornais, quantidade exígua se olhamos que no Estado espanhol a cifra se elevava a 1980 jornais [Rodrigues Rivas, 2005: 109] e que em Portugal o número de publicaçons tamém era sensivelmente superior, a pesar do golpe militar de 1926 que trairia consigo despois o Salazarismo e o férreo controlo da imprensa no Estado luso [Pena Rodrigues, 1998: 19-40]. No entanto, isto nom deveria surpreender-nos se consideramos que os labregos eram a base social maioritária da naçom galega e que a populaçom rural e semirural superava 80% do total. Isto quer dizer que na Galiza predominavam, por esmagadora maioria, os iletrados e analfabetos, toda vez que a escolarizaçom universal nom chegaria até a década de 70 do passado século; se bem na II República a pedagogia e o ensino receberám um grande impulso com as propostas do kraussismo, na Galiza assumidas por arredistas e reintegracionistas como Joám Vicente Biquiera, em ligaçom com a &lt;i&gt;Institución de Libre Enseñanza&lt;/i&gt; e Francisco Giner de los Rios.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Contodo, isto nom quere dizer que nom houvesse camponeses que souberam ler e, de facto, a enorme tirada e sucesso do semanário &lt;i&gt;O tio Marcos da Portela&lt;/i&gt;, que nasce em 1876 da mao de Valentim Lamas Carvalhal, assi o testemunha. Outro exemplo semelhante é o êxito que colheita a obra &lt;i&gt;O catecismo do labrego&lt;/i&gt; com umha tirada inaudita para umha obra na língua nacional até a apariçom de &lt;i&gt;Memorias dun neno labrego&lt;/i&gt; de Neira Vilas, outro &lt;i&gt;best-seller &lt;/i&gt;das nossas letras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Parelha a I Assembleia Agrária nasce &lt;i&gt;Faro-Miño&lt;/i&gt; (1908) primeira publicaçom da imprensa chantadina ao que seguirám &lt;i&gt;El Centinela&lt;/i&gt; (1912) e &lt;i&gt;El Regionalista &lt;/i&gt;(1922), todos numha época de auge da imprensa local e comarcal em toda a província de Lugo, já que «a prensa comarcal é un fenómeno senón exclusivo, polo menos si caracterizador da prensa galega neste período que se pode ampliar – como no caso de Mondoñedo á primeira metade do século» [Rodrigues Rivas, 2005: 109-111].&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;i&gt;El Centinela&lt;/i&gt; aparece em 1912 como jornal agrárista e, em certa medida, oposto ao outro jornal da vila intitulado &lt;i&gt;La Comarca&lt;/i&gt;, que se insire num panorama em que o jornalismo de empresa começa a consolidar-se, se bem a duraçom dos cabeçalhos ainda adoita ser breve e na Galiza o número de publicaçons fica por trás do resto do Estado, se bem entre 1890 e 1923 aparecem, segundo José Lopes Garcia, entre 20 e 30 novas publicaçons na nossa naçom [Rodrigues Rivas, 2005: 79]. A consolidaçom do jornalismo de empresa é tímida e nom vai além de consolidar e inçar a publicidade à vez que se incrementam as tirages e se vam profissionalizando os meios. De facto, apenas os cabeçalhos que aprofundárom nesta estratégia chegariam até hoje.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;i&gt;El Centinela&lt;/i&gt; (1912) editava-se na imprensa que levava o nome dum outro jornal lucense de carácter conservador: &lt;i&gt;El Norte de Galicia&lt;/i&gt;. Esta imprensa duraria até 1923 se bem conheceria outra denominaçom quando o jornal anterior fecha e o substitui &lt;i&gt;La Provincia&lt;/i&gt;. No tocante a &lt;i&gt;El Regionalista &lt;/i&gt;(1923-1924), semanário chantadino do que falamos já antes, saia da imprensa de Gerardo Castro Montoia, quem iniciara as suas actividades em 1888 na Imprensa Católica para independizar-se logo ao mercar-lhe ao conhecido Soto Freire o seu talher em 1894. Da sua imprensa saírom semanários monolingües em galego como &lt;i style=""&gt;A Monteira&lt;/i&gt;&lt;span style=""&gt; (1889-1891) ou &lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;O Labrego&lt;/i&gt;&lt;span style=""&gt; (1891) [Rodrigues Rivas, 2005: 85].&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Após a caída da ditadura de Primo de Rivera e a frustrada tentativa de voltar consolidar a monarquia parlamentar, primeiro com Berenguer e logo com o almirante Aznar, chega a II República e a liberdade de imprensa, embora com limitaçons, aumenta, ao menos até a vitória das direitas nas eleiçons de 1934. Em Chantada aparecerá &lt;i&gt;Juventud. Órgano de la juventud republicana de Chantada&lt;/i&gt;, claramente antitético e oposto a &lt;i&gt;La Voz del Agro&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;El Agro&lt;/i&gt;, cabeçalhos com os que polemizará.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Juventud&lt;/i&gt; nascera em 1928, a pesar da censura da ditadura, em forma de semanário de orientaçom republicana e &lt;i&gt;La Voz del Agro&lt;/i&gt; aparece tamém nesse mesmo 1928, mas desaparecerá com a chegada da II República em 1931. Com estes títulos Chantada gozava de mui boa saúde no panorama galego, que contava com 97 cabeceiras durante a ditadura dum total de 165 que se publicavam [Rodrigues Rivas, 2005: 103]. No entanto, esta dualidade semelhava atingir já o máximo potencial da vila, com escassa viabilidade comercial de certo, e na II República viverám &lt;i&gt;Juventud &lt;/i&gt;e &lt;i&gt;El Agro&lt;/i&gt;, umha vez desaparecido &lt;i&gt;La Voz del Agro&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;b&gt;1936-2009&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="GL"&gt;Com a Guerra Civil espanhola o jornalismo descende ao averno e o totalitarismo fascista submete ao seu controle todo quanto é publicado, como indica Barreiro Fernandes «nunca sufriu Galicia unha prensa tan envilecida, tan mendaz, tan hipócrita, como a daqueles anos. Non só se perdeu o exercicio da liberdade, senón incluso o exercicio do sentido común e da dignidade» [Rodrigues Rivas, 2005: 160-1]. Este ermo acrescentará-se com o incêndio, quiçais provocado em represália por ser refúgio de golpistas denantes da Guerra Civil espanhola, em Setembro de 1951 do mosteiro de Samos onde se guardava a biblioteca do padre Feijoo, quem no século das luzes defendera a unidade do trono galego-português e a dignificaçom da nossa língua.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Porém, o nacional-catolicismo irá abrindo a mao e desde os sessenta, com a entrada dos tecnocratas, percebece-se um certo «aperturismo» no regime, que, no entanto, continuava sendo um regime genocida e totalitário. A pressom internacional e a fim da autarquia obrigarám ao regime a ir cedendo, máxime quando o turismo de praia se convertera numha alternativa à desastrada autarquia. Nom é difícil, entom, dar-se conta de que a maior informaçom maior oposiçom ao regime e em 1963 nasce o Tribunal de Orde Pública, que hoje recebe o nome de Audiênicia Nacional, encarregado de julgar os «delitos» políticos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A situaçom é óptima entom para que ince um jornalismo crítico e de investigaçom, na clandestinade claro, ao tempo que se garantia o franquismo sem Franco com o ascenso de Carrero Blanco e o nomeamento de Joám Carlos como sucessor do «caudilho».&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;No mundo universitário, de onde sairiam os novos jornalistas e escritores mais críticos com o regime, a efervescência acada pontos álgidos, que tardariam anos em voltar-se produzir. A Universidade de Santiago adiantam-se em vários meses ao Maio do 68 francês, como conseqüência do maior número de intitulaçons, alunado e professorado. Três meses antes, desde Fevereiro, o estudantado subleva-se em massa e realiza encerramentos e ocupaçons durante dias:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 42.5pt 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 150%;" lang="GL"&gt;«a facultate foi, daquela, escola de educación cívica e democrática, fragua de cidadáns libres e desalienados – cousa que sigo considerando consustancial co cerne da función universitaria como servizo educativo ao dispor da cidadania e a sociedade. E isso esprica que o novo plan de estudos elaborado a meiados dos setenta fóseo coa participación directa do estudantado no proceso e resultase metodoloxicamente vanguardista e estruturalmente precursor» [Beiras Torrado, 2008: 340-355].&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Que tomem nota os inquisidores do Plano Bolonha mais de trinta anos após aqueles sucessos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A conhecida coma «Lei Fraga» (a &lt;i&gt;Ley de Prensa&lt;/i&gt; datava de 1938) supom a aplicaçom da censura &lt;i&gt;a posteriori&lt;/i&gt; e nom &lt;i&gt;a priori&lt;/i&gt;, o qual nom evitava seqüestros de publicaçons nem duríssimas represálias; para além de actos esperpenpéticos, coma o soneto de treze versos de Jesus Alonso Montero após a acçom da censura. Em resumo, que a suposta abertura que trairia fica controlada por artigos dessa mesma &lt;i&gt;Ley de Prensa e Imprenta de 18 de marzo de 1966&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Dez anos antes, em 1956, aparece a televisom, que irá restando leitores à imprensa escrita (até chegar à gravíssima situaçom actual onde sei de cada dez galegos nom lem nunca, o que supom que 60% da nossa populaçom é analfabeta funcional), agá as revistas rosa ou do &lt;i&gt;coraçom&lt;/i&gt;, já que as mulheres de classe meia-alta ganhavam em tempo livre ao contar com novos electrodomésticos e ter que ficar à espera do marido na casa (conforme ao ideal de mulher que o regime ditava) [Rodrigues Rivas, 2005: 181-182].&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Contodo, as publicaçons receberám maior auge a partir de 1978, com a legislaçom emanada da Constituiçom desse ano, e em Lugo será &lt;i&gt;El Progreso&lt;/i&gt; o cabeçalho de maior repercussom, com atençom tamém para a comarca de Chantada durante toda a II Restauraçom bourbónica e com umha presença testemunhal da nossa língua, como acontece tamém em &lt;i&gt;La Voz de Galicia&lt;/i&gt; outro jornal que dedica umha secçom a «Terras de Lemos» em que se inclui a nossa comarca desde os oitenta; um jornal que começou sendo progressista e que hoje é pouco menos que o vozeiro do Partido Popular é o de maior tirada no conjunto da Galiza. De facto, o desejo dos grupos económicos de acadar o maior número de leitores, inçando assi o seu lucro, trai consigo que se reduzam o número de publicaçons e a pluralidade, o qual nom exclui que se tentem focar áreas locais para fazer mais atractivo o produto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Assi as cousas, no tempo da INTERNET e a globalizaçom capitalista os meio de massas som apenas meios de controlo e a contra-informaçom fica ao dispor, na verdade, tam só duns poucos afortunados que disponham de INTERNET. Indica Ignácio Ramonet que a separaçom de poderes que predicava Montesquieu finou a favor do poder económico, o poder mediático e o poder político:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 42.5pt 0.0001pt; text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; line-height: 150%;" lang="GL"&gt;«Nos seus esquemas o poder político nom é máis que o terceiro poder, por diante atópase o poder económico e o poder mediático, e en canto se posúan estes, facerse co poder político non é máis que un simple trámite» [Beiras Torrado, 2008: 307].&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Neste panorama é onde se dilucida à perfeiçom a decadência nom apenas dos jornais locais, mas tamém de publicaçons de qualquer outro tipo. Neste sentido a iniciativa de &lt;i&gt;Televinte&lt;/i&gt;, no eido visual e monolingüe em galego, é umha grande notícia para a comarca, embora o seu futuro nom esteja em absoluto garantido. Outra publicaçom centrada em grande parte na nossa vila é &lt;i&gt;En Común&lt;/i&gt;. Muito mais irregular, e quiçais sem perdurabilidade no tempo, é o fancinema &lt;i&gt;Consenso&lt;/i&gt;, publicaçom bilingüe e de orientaçom literária e nom tanto informativa. Mais regular é desde logo a revista da Asociación de Empresarios de Chantada. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Com anterioridade a estas publicaçons tinham aparecido em Chantada outras. Concretamente, em 1992 aparece a publicaçom bilingüe e trimestral &lt;i&gt;A Chantada&lt;/i&gt; e a tamém trimestral &lt;i&gt;Alén-Parte. Revista de información e debate&lt;/i&gt; [Rodrigues Rivas, 2005: 222]. No eido da rádio contamos com a desconexom da SER para &lt;i&gt;Radio Faro&lt;/i&gt;.&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Finalmente, e como coda, sublinhar que a nossa comarca bota em falha um vozeiro parido polos movimentos sociais e o associacionismo que poda valer como eficaz meio de contra-informaçom e volte situar a Chantada entre as comarcas com publicaçons de seu, tanto melhor se for em galego na sua totalidade e contasse com umha ediçom digital e outra escrita. Porém isso supom madurecer o renascer da esquerda altermundista e socialista que ainda está agromando na nossa comarca e que deverá ir da mao da exigência colectiva da soberania nacional e a autodeterminaçom. Volver a afirmar o velho lema do Sexénio Revolucionário (1868-1874) em que se afirmava que o jornal é o livro do obreiro. Nós Sós!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-variant: small-caps;" lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Bibliografia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-variant: small-caps;" lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="GL"&gt;BEIRAS TORRADO, José Manuel (2008), &lt;i&gt;Por unha Galiza liberada e novos ensaios&lt;/i&gt;, Espiral Maior, Culheredo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;PENA RODRIGUES, Alberto (1998), &lt;i&gt;El gran aliado deFranco. Portugal y la Guerra Civil española: prensa, radio, cine y propaganda&lt;/i&gt;, Ediciós do Castro, Sada (A Crunha).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="GL"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;RODRIGUES RIVAS, Ana Maria (2005), &lt;i&gt;O xornalismo en Galicia. Percorrido histórico pola prensa de Lugo&lt;/i&gt;, Galaxia, Vigo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/234788351264816347-369875716120230216?l=chantadanova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://chantadanova.blogspot.com/2009/04/apontamentos-para-umha-historia-da.html</link><author>noreply@blogger.com (O Garcia do Outeiro)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-234788351264816347.post-2943531842511235733</guid><pubDate>Mon, 13 Apr 2009 09:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-13T10:41:31.463+01:00</atom:updated><title>OSOCIALISMO DEMOCRÁTICO</title><description>&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="100%"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;&lt;td width="400"&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="titre1"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="titre7"&gt;por                 Agence Cubaine de Nouvelles&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article158174.html#auteur120806" title="Agence Cubaine de Nouvelles (ACN) c'est une division de l'Agence d'information nationale (AIN) de Cuba fondée le 21 mai 1974." class="titre7"&gt;*&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;        &lt;div class="chapo"&gt;&lt;p&gt;Não desejava escrever uma terceira reflexão consecutiva, mas não posso deixá-la para a segunda-feira.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O “capitalismo democrático” de Bush tem uma resposta exata: o socialismo democrático de Chávez. Não haveria forma mais precisa para expressar a grande contradição entre o Norte e o Sul do nosso hemisfério, entre as idéias de Bolívar e as de Monroe.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;        &lt;hr noshade="noshade" size="2"&gt;                 &lt;/td&gt;      &lt;td width="98"&gt;&lt;img src="http://www.voltairenet.org/elements/transpix.gif" alt=" " height="1" width="98" /&gt;&lt;/td&gt;       &lt;/tr&gt;     &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;     &lt;br /&gt;       &lt;!---------------------------------------------------------------------&gt;       &lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="498"&gt;       &lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;       &lt;td width="88"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;      &lt;td width="10"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;                               &lt;td width="400"&gt;       &lt;!-- Contenu ------------------------------------------------------------------&gt;                  &lt;!-- /////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////// --&gt;      &lt;!-- ALTERNATIVE : LA RUBRIQUE CONTIENT DES "MINI-ARTICLES" --&gt;             &lt;!-- /////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////// --&gt;              &lt;!-- Texte --&gt;      &lt;div class="texte" align="justify"&gt; &lt;p&gt;O grande mérito de Bolívar é ter expressado isso quando não existiam os meios modernos de comunicação e nem sequer o Canal de Panamá. Também não existia o imperialismo dos Estados Unidos; eram simplesmente as Treze Colônias de fala inglesa que, unidas, independizaram-se em 1776 com a ajuda da França e da Espanha.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Como se fosse capaz de ver através dos séculos, O Libertador proclamou em 1829: “Os Estados Unidos parecem destinados pela Providência a encher de pragas de misérias a América em nome da liberdade.”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Hugo Chávez é um soldado venezuelano em cuja mente germinaram de modo natural as idéias de Bolívar. Basta observar como transitou seu pensamento por etapas diversas do desenvolvimento político a partir da origem humilde, a escola, a academia militar, a leitura da história, a realidade de seu país e a humilhante presença da dominação ianque.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Não era um general nem tinha sob suas ordens os institutos armados; não deu nem podia dar um golpe, não queria nem podia esperar. Revoltou-se, assumiu a responsabilidade pelos fatos, converteu a prisão em escola, ganhou-se o povo e o conquistou para sua causa desde fora do poder; ganhou as eleições através de uma Constituição burguesa; jurou sobre o moribundo documento uma nova lei de leis, chocou com idéias pré-concebidas de esquerda e de direita, e começou a Revolução Bolivariana nas mais difíceis condições subjetivas de toda a América Latina.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Durante dez anos, desde a Presidência de seu país, Chávez não deixou de plantar idéias incessantemente dentro e fora de sua Pátria.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Nenhuma pessoa honesta pode duvidar de que na Venezuela há uma verdadeira revolução em curso, e que ali se desenvolve uma excepcional luta contra o imperialismo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Deve se sublinhar que Chávez não descansa um minuto, luta dentro da Venezuela e ao mesmo tempo viaja sistematicamente para as capitais de países da América Latina e para nações importantes da Europa, da Ásia e da África. Comunica-se a toda a hora com a imprensa nacional e internacional, não teme abordar qualquer tema, é escutado com respeito pelos principias líderes do mundo, faz uso correto e eficaz do poder real de sua Pátria como país que possui as maiores reservas de petróleo testadas do mundo, junto da existência de abundante gás, e elabora um programa nacional e internacionalista que não tem precedentes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quando assina um acordo de parceria entre a Gazprom da Rússia e PDVSA da Venezuela para a busca e exploração de hidrocarbonetos, está criando um consórcio nesse setor que não tem similar no mundo.Sua parceria econômica com a China, a Rússia, países da Europa e outros com recursos abundantes da América Latina e da África, desata forças libertadoras para dar passo a um mundo multipolar. Não exclui os Estados Unidos do fornecimento de energia e da troca comercial. É uma conceição objetiva e equilibrada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Coloca para sua própria Pátria uma revolução socialista, sem excluir importantes fatores produtivos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Para a nossa Pátria, em um momento histórico em que foi golpeada pela natureza e pelos embates criminosos do decadente império, constitui um verdadeiro privilégio contar com a solidariedade de Chávez. Jamais fora escutada uma frase tão internacionalista e solidária como a que endereçou ao nosso povo: “A terra da Venezuela é também tua terra!”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O imperialismo tenta liquidá-lo politicamente ou eliminá-lo custe o que custar, sem reparar em que sua morte constituiria uma catástrofe para a Venezuela e para a economia e a estabilidade de todos os governos da América Latina e do Caribe.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Minhas conversas com ele se caracterizam pelo ponto de vista que sustento de que neste instante o mais importante é salvar Venezuela da investida política do governo dos Estados Unidos. Durante sua última visita discutimos sobre a magnitude do apoio que já nos oferece e aquele que deseja nos oferecer, e a nossa sugestão de que concentre o máximo de recursos possível na batalha interna que hoje leva a cabo contra a ofensiva da mídia e os reflexos condicionados plantados durante muitos anos pelo imperialismo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;De agora até 23 de novembro a batalha que se realiza é de grande transcendência, e não desejamos que o apoio a Cuba seja tomado como pretexto para golpear a Revolução Bolivariana.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os 92 operários venezuelanos da construção integrantes das Brigadas Socialistas de Trabalho Voluntário, enviados para construírem moradias em Pinar del Río, constituem todo um símbolo da nossa época.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Vivem-se instantes de muita importância. A consulta popular para aprovar a nova Constituição no Equador depois de amanhã, tem uma grande transcendência. Chávez se reunirá na segunda-feira, no Brasil com o presidente Lula. Esta noite há um debate na televisão entre Obama e McCain. Todas são notícias importantes.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Por isso não quero deixar para a segunda-feira estas linhas, visto que Chávez amanhã sábado estará de regresso em sua Pátria e falando-lhe de novo a seu povo no domingo. Ele sempre utiliza alguma coisa destas reflexões em sua batalha.&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;         &lt;!-- Documents joints --&gt;                &lt;!-- Auteurs, traduction, source --&gt;      &lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="400"&gt;        &lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;          &lt;td width="80"&gt;&lt;img src="http://www.voltairenet.org/elements/transpix.gif" alt=" " height="1" width="80" /&gt;&lt;/td&gt;          &lt;td class="texte" align="right" width="320"&gt;        &lt;!-- Auteurs --&gt;       &lt;!-- Ajouter {!traduction} à boucle article lors du passage à Spip 1.8.2--&gt;                 &lt;a name="auteur120806"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.voltairenet.org/auteur120806.html?lang=pt" class="texte"&gt;&lt;b&gt;Agence Cubaine de Nouvelles&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;      &lt;span class="texte2"&gt;&lt;p&gt;Agence Cubaine de Nouvelles (ACN) c’est une division de l’Agence d’information nationale (AIN) de Cuba fondée le 21 mai 197&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/234788351264816347-2943531842511235733?l=chantadanova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://chantadanova.blogspot.com/2009/04/osocialismo-democratico.html</link><author>noreply@blogger.com (O Garcia do Outeiro)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-234788351264816347.post-4912636740142799371</guid><pubDate>Wed, 01 Apr 2009 12:12:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-04-01T13:24:28.168+01:00</atom:updated><title>A Ejecutiva propom ao Conselho Nacional concorrer as eleiçons em coaligaçom com ERC, Aralar e EA</title><description>&lt;h1&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h1&gt;  &lt;p&gt;&lt;span class="fotoLeft"&gt;&lt;a href="http://www.bng-galiza.org/opencms/export/sites/default/BNG/global/contidos/imaxes/novas/20080913_bng_03.jpg"&gt;&lt;img src="http://www.bng-galiza.org/opencms/export/sites/default/BNG/global/contidos/imaxes/novas/20080913_bng_03.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Santiago de Compostela, 31 Março 09. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;A Ejecutiva Nacional do BNG acordou esta tarde propor ao Conselho Nacional que a formaçom nacionalista concorra às eleiçons ao Parlamento europeu en coaligaçom com Esquerra Republicana de Catalunya, Aralar e Eusko Alkartasuna.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O Conselho Nacional, máximo órgao do BNG entre assembleias nacionais, valorará esta proposta na reuniom plenária que celebrará o próximo sábado e na que tamém se submeterám a debate o Documento Político e o Regulamento da Assembleia Nacional Extraordinária prevista para o próximo dia 10 de Maio.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A Executiva Nacional do BNG considera que esta é a melhor das opçons que se apresentavam perante os nacionalistas galegos para instrumentar a sua participaçom nos comícios ao Parlamento europeu.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span class="destacadoDer"&gt;Cómpre defender ante as instituiçons comunitárias os interesses da Galiza como naçom e um modelo social e económico alternativo. &lt;/span&gt;No actual contexto de grave recesom económica, cumpre mais do que nunca realiçar umha acçom política perante as instituiçons comunitárias de defesa dos interesses da Galiza como naçom e dum modelo social e económico claramente alternativo ao que se veu impondo desde Bruxelas desde a própria configuraçom da Unión Europeia. A tal efecto, a participaçom do BNG no Parlamento europeo cobra umha especial releváncia.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O Bloque Nacionalista Galego vai centrar a sua campanha eleitoral na defesa dos intereses materiais do noso país, especialmente no naval e a gandeiria de leite.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;O BNG quer enfatizar que a opçom que hoje propom a Executiva Nacional nom vai em menoscabo do seu compromisso com a plataforma Galeuscat, que topa no plano do redesenho do Estado espanhol –e nom tanto no ceáario eleitoral- a sua verdadeira razom de ser. O BNG manifesta a plena vigência dos conteúdos políticos de Galeuscat, e entre eles nomeadamente a sua aposta pola cultura do diálogo e a sua determinaçom por defender o carácter plurinacional do Estado espanhol.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;http://www.bng-galiza.org/opencms/opencms/BNG/global/contidos/novas/portada/nova_0961.html?uri=/BNG/global/seccions/portada/index.html&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="data-gris"&gt;Dimecres, 1 d'abril de 2009&lt;/span&gt;     &lt;h2 class="vermell"&gt;El BNG reforça la candidatura europea promoguda per Esquerra&lt;/h2&gt;     &lt;p&gt;Esquerra ha valorat molt positivament la decisió de l’Executiva Nacional del Bloque Nacionalista Galego (BNG) de concórrer conjuntament a les properes eleccions europees en el marc d’una àmplia coalició. Aquesta coalició, que també comptarà amb la presència d’Aralar i Eusko Alkartasuna, representa una aposta política de primer ordre per part de les forces d’esquerra nacional de Galícia, Euskal Herria i els Països Catalans.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En aquest sentit, el vicesecretari de Coordinació Interna i Acció Electoral d’Esquerra, Eduard López, considera que la confirmació d’una alternativa d’aquestes característiques amb vista a les eleccions europees&lt;strong&gt; ‘representa la culminació dels esforços duts a terme en les darreres setmanes per part de la direcció d’Esquerra per tal de conformar una aposta capaç de satisfer l’electorat independentista i progressista, que busca una via política pròpia al marge dels dos grans partits estatals’&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;López està convençut, a més, que aquesta coalició independentista i d’esquerres contribuirà a reforçar encara més l’ambiciosa campanya d’Oriol Junqueras als Països Catalans: &lt;strong&gt;‘la bona acollida que ha obtingut el nomenament de Junqueras com a cap de cartell d’Esquerra es veurà multiplicada per la coincidència en una mateixa candidatura dels màxims representants de l’independentisme gallec i basc’&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;http://www.esquerra.cat/actualitat/el-bng-reforca-la-candidatura-europea-promoguda-per-esquerra&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/234788351264816347-4912636740142799371?l=chantadanova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://chantadanova.blogspot.com/2009/04/ejecutiva-propom-ao-conselho-nacional.html</link><author>noreply@blogger.com (O Garcia do Outeiro)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-234788351264816347.post-2618987607489519115</guid><pubDate>Thu, 26 Mar 2009 12:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-26T12:30:05.000Z</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>ensaio</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Imperialismo</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>novas</category><title>O fim das soberanias e das liberdades na Europa</title><description>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" class="titre1" &gt;Jean-Claude Paye : « As leis antiterroristas. Um ato constitutivo do Império »&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="chapo"&gt;&lt;p&gt;As leis “antiterroristas” impostas pelos Estados Unidos serviram para estabelecer os fundamentos sobre os que se constrói uma nova ordem de direito, assinala o sociólogo Jean-Calude Paye. Aplicam-se de agora em diante me todos os Estados europeus. Atualmente os serviços secretos estrangeiros podem vigiar qualquer cidadão europeu no seu própriopaís, pode se calificado de “combatente inimigo”, ser entregue a torturadores da CIA e ser julgado por comissões militares estadunidenses.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/Sct1M_UdATI/AAAAAAAAAmY/XBN_gijgSVY/s1600-h/400-44-4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 250px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/Sct1M_UdATI/AAAAAAAAAmY/XBN_gijgSVY/s400/400-44-4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317472651057103154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;        &lt;p&gt;&lt;span class="titre1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;        &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Silvia Cattori&lt;/strong&gt; : &lt;i&gt;Quando se lê suas duas obras:  &lt;/i&gt;La fin de l’État de droit. La lutte  antiterroriste: de l’état d’exception à la dictature&lt;i&gt; e  &lt;/i&gt;Global War on Liberty&lt;i&gt;  [A guerra global contra a liberdade] [&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article151714.html#nb1" class="spip_note" rel="footnote" title="La fin de l’État de droit. La lutte antiterroriste: de l’état  d’exception à la (...)" id="nh1"&gt;1&lt;/a&gt;] se comprende uma coisa que os responsáveis políticos querem ocultar-nos: que todas as medidas adotadas no marco da Lei Patriota [&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article151714.html#nb2" class="spip_note" rel="footnote" title="A Lei Patritoa é definida como uma “Lei para unir e  reforçar EEUU (...)" id="nh2"&gt;2&lt;/a&gt;] – apresentadas como se tivessem a ver com organizações terroristas – foram generalizadas e afetam de hoje em diante o conjunto dos cidadãos. Custa comprender que os Estados europeus tenham podido aprovar o abandono de sua ordem legal e submeter suas sociedades a essas leis de exceção.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jean-Claude Paye&lt;/strong&gt;: Não há nada, efetivamente, nos acordos europeus de extradição, assinados em 2003, que impeça que cidadãos europeus sejam levados perante jurisdições de exceção dos Estados Unidos. Temos que notar que esses acordos, que legitimam esses tribunais de exceção, são o resultado de anos de negociações secretas. Não constituem mais do que a ponta de um iceberg. Uma parte do texto relativo a esses acordos se fez visível porque devia ser ratificado pelo Congresso dos Estados Unidos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Do lado europeu, não era necessário faze-los ratificar pelo Parlamenteo Europeu e os parlamentos dos Estados membros não tiveram nenhuma possibilidade de influir sobre o conteúdo dos acordos. Os que negociam no âmbito europeu são simples funcionários designados pelos diversos Estados membros.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Silvia Cattori&lt;/strong&gt; : &lt;i&gt;Mas, ao assinar esses acordos, o Conselho da Europa tem precipitado nossos países num universo kafkiano! Se esses acordos não foram retificados pelo Parlamento Europeu, por que foram aceitos?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jean-Claude Paye&lt;/strong&gt;: Não foram ratificados – o Parlamento Europeu tem só uma opinião consultiva- mas têm força legal. É um revelador da estrutura imperial que foi imposta. Pode se ver que a única estrutura estatal soberana que subsiste são os Estados Unidos. A União Européia, por exemplo, é uma estrutura totalmente desintegrada.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Silvia Cattori&lt;/strong&gt; : &lt;i&gt;Em que nível teve lugar essa negociação?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Jean-Claude Paye: Entre representantes do Conselho da Europa. Trata-se de funcionáriso que praticamente não têm que prestar contas. São delegados permanentes a cargo de assuntos de polícia e justiça, designados pelos Estados membros. São funcionários europeus ou nacionais que se convertem em satélites do governo dos Estados Unidos. Isso vale no plano judicial, e também no plano econômico.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Silvia Cattori&lt;/strong&gt; : &lt;i&gt;Portanto, a União Européia não se interessa pela  proteção dos seus cidadãos. Isso tudo está fora de controle?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jean-Claude Paye&lt;/strong&gt;: Sim, evidentemente. Foi construída de modo que todo esteja fora do seu controle. Isso demonstra que a União Européia não é uma alternativa ao poder dos Estados Unidos. Ao contrário, está integrada nessa potência imperial, não é mais do que um simples repetidor [&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article151714.html#nb3" class="spip_note" rel="footnote" title="« L’OTAN: du Gladio aux vols secrets de la  CIA », par Ossama Lotfy, Red (...)" id="nh3"&gt;3&lt;/a&gt;]&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Antes de 11 de setembro de 2001, Estados Unidos negociava de modo bilateral. Então, receiava perante negociações com uma entidade como a Europa dos quinze porque sempre havia um Estado membro que não estava de acordo. Com os atentados de 11 de setembro, as coisas se aceleraram e simplificaram para os EUA. Segue negociando acordos bilaterais, mas agora trata também diretamente com a União Européia porque possui a relação de forças necessárias para que suas exigências sejam aceitas de entrada. Assim foi durante os acordos a respeito dos dados de vigilância das passagens aéreas. Um primeiro acordo havia sido assinado em 2004, depois um segundo em 2006 e um terceiro em 2007. Cada vez os EUA aumentaram suas exigências.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O acordo sobre os dados com referência aos viajeiros que vão aos EUA – que entrou em vigor em 29 de julho de 2007 – é um bom exemplo. Neste acordo, os europeus despojaram de sua substância todas as proteções legais, nacionais e européias, que existem em relação aos dados pessoais. São acessíveis 72 horas antes do embarque. As companhias aéreas devem transmitir o número de cartões bancários, o trajeto que se percorrerá nos EUA. Estes têm direito de impedir o acesso ao seu território, têm todos os direitos. Os cidadãos estrangeiros não são protegidos pelas leis dos EUA. Durante as negociações, Washington concedeu que se tratasse os europeus como cidadãos de EUA, mas se trata de um privilégio concedido pelo governo, que não tem a força da lei e que pode ser alterado pelo poder executivo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Silvia Cattori&lt;/strong&gt; : &lt;i&gt;Já não há nada que se oponha ao estabelecimento de um  sistema policial?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jean-Claude Paye&lt;/strong&gt;: Evidentemente! Os governos européus querem realizar o mesmo controle de nossas liberdades. As exigências dos EUA lhes apresentam a ocasião. Dizem: “Nos vemos obrigados a aceitar as exigências dos EUA porque do contrário as companhias europeas já não poderão seguir aterrissando lá.“ Comportam-se como se os Estados europeus não tivessem nenhum meio de retorsão e não pudessem, por seu lado, proibir que as companhias dos EUA aterrissem na Europa. Na prática, querem fazer o mesmo que o governo estadunidense. E existe o projeto de instaurar intercâmbios de informação similiares no âmbito europeu.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Silvia Cattori&lt;/strong&gt; : &lt;i&gt;Na Grã Bretanha, as leis “antiterroristas” permitem processar a toda pessoa que expresse pontos de vista considerados como suscetíveis de “criar uma atmosfera favorável ao terrorismo.” Podem estender-se essas leis a outros Estados?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jean-Claude Paye&lt;/strong&gt;: Sim, na Grã Bretanha, o governo Blair pode criminalizar através da lei toda forma de oposição radical à sua política exterior. No continente, os Estados tratam de atuar através da jurisprudência. Houve um processo muito interessante a respeito de militantes e simpatizantes do DHKPC na Bélgica, uma organização de oposição radical turca [&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article151714.html#nb4" class="spip_note" rel="footnote" title="Os juízos de primeira instância e de apelação foram anulados pelo Tribunal de (...)" id="nh4"&gt;4&lt;/a&gt;], que demonstra como o poder trata de criar tribunais de exceção para introduzir uma jurisprudência de exceção. Através da criação destes tribunais, o poder trata de criminalizar toda forma de apoio, embora seja verbal, a grupos rotulados como “terroristas” pelos EUA, inscritos depois na lista européia de organizações “terroristas”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Silvia Cattori&lt;/strong&gt; : &lt;i&gt;Resumindo, essas leis “antiterroristas” estabelecidas depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, servem não só aos objetivos do governo Bush, como também aos dos governos europeus?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jean-Claude Paye&lt;/strong&gt;: As medidas das que falamos foram estabelecidas antes de 11 de setembro de 2001. A Lei Patriota reúne um conjunto de medidas que já existiam parcialmente. O objetivo da Lei Patriota não foi só impor as medidas adotadas, porém, dar-lhes legitimidade. O que era isolado, dispersso, está agora reunido numa lei só. O que outorga legitimidade às medidas que são adotadas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Silvia Cattori&lt;/strong&gt; : &lt;i&gt;Pode-se deducir que os EUA precisavam de um gande  atentado para impor esta modificação do direito penal?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jean-Claude Paye&lt;/strong&gt;: É óbvio! Temos que saber que a Lei Patriota, que foi apresentada três dias depois dos atentados, tem 128 páginas. O sistema penal dos EUA é complexo, funciona por referências. Isso quer dizer que uma lei modifica o conteúdo de outras leis penais. Se se toma o conjunto dessas modificações, isso corresponde a 350 páginas. Necessita-se pelo menos de um ano para redigir um texto semelhante.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Com respeito à União Européia, não é menos caricaturesco. As duas decisões marco – a relativa ás organizações “terroristas” e aquela relativa à ordem de arresto européia –foram apresentadas uma semana depois dos atentados. Também neste caso trata-se de textos que estavam prontos. Esperava-se a ocasião adequada para aprova-los.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Silvia Cattori&lt;/strong&gt; : &lt;i&gt;O que quer dizer que Bush desde 2001, e Sarkozy agora, podem utilizar esses procedimentos de exceção para transformar em inimigos a quem quiserem?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jean-Claude Paye&lt;/strong&gt;: Quando adotaram esses textos, já se tinha uma boa idéia de aonde poderiam levar. A lista de redes “terroristas” vem da União Européia. É estabelecida por um regulamento europeu de 2001. No meu livro “La fin de l’État de droit! [O fim do Estado de direito], menciono o caso de um comunista filipino, José Maria Sison, refugiado político reconhecido que havia obtido asilo político na Holanda. Inscrito na lista “terrorista” dos EUA, seu nome passou a ser inscrito na lista “terrorista” holandesa. O senhor Sison descobriu depois que estava inscrito na lista “terrorista” quando bloquearam suas contas e os expulsaram do alojamento social que lhe tinham asignado. Posteriormente, foi retirado da lista holandesa, mas como, entretanto, havia sido inscrito sobre a lista européia do Conselho, o governo holandês se serviu do pretexto de que o senhor Sison figurava sobre a lista “terrorista” européia, para manter as disposições que não podia justificar.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O interessante do caso é que, o 11 de junho de 2007, a Corte Européia de Luxemburgo anulou a decisão do Conselho de Europa. Estipulou que não existiam motivos para inscrever o senhor Sison na lista de “terrorismo” do Conselho que permite o bloqueio de contas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O veredito estipula claramente que a ausencia de “motivos pertinentes” e o não respeito dos direitos de defesa levou à decisão de anular a decretação do Conselho de Europa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;No en tanto, em 28 de agosto, a policía holandesa voltou arrestar o  senhor Sison, violando a decisão da Corte de Justiça.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Este caso é significativo das relações actuais entre a Justiça – que é a última instituição de resistência contra a concentração de poderes nas mãos do executivo – e a polícia. Isto demonstra que a polícia faz o que quer, violando as decisões da justiça.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Silvia Cattori&lt;/strong&gt; : &lt;i&gt;Pareceria que começou a transcrição sobre a lista “terrorista” francesa dos decretos promulgados recentemente por George Bush que criminalizam às organizações e indivíduos que se opõem à política autal no Iraque e no Líbano. Uma lista de nomes que poderia ser publicado proximamente em conjunto pela França e os EUA. Quando foi votado em janeiro de 2006 pelo Parlamento na França o dispositivo legislativo relativo ao branqueamento [&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article151714.html#nb5" class="spip_note" rel="footnote" title="O capítulo VIII da lei No 2006-64, publicada no Diário Oficial de  24 de (...)" id="nh5"&gt;5&lt;/a&gt;] ninguém se imaginou que seria utilizado para atacar os  opoentes políticos.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jean-Claude Paye&lt;/strong&gt;: Em cada país, existe uma lista interna de organizações “terroristas”. Em geral, trata-se da simples transcrição da lista do Conselho da Europa, à qual acrescentam elementos complementares.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Inteiro-me no que se refere ao Líbano. Parece que aqui acrescentaram elementos complementares sobre elementos da oposição no Líbano. Seria interessante saber se esses elementos vão ser integrados à lista do Conselho da Europa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O que declara que alguém é “terrorista” não é um tribunal; é uma simples autoridade administrativa que te inscreve, sem que exista nenhuma explicação que justifique que te tenham colocado dentro dessa lista “terrorista.”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Silvia Cattori&lt;/strong&gt; : &lt;i&gt;Que lhe inspira isso tudo?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jean-Claude Paye&lt;/strong&gt;: Isto demonstra que quae todos os poderes se concentram atualmente nas mãos do executivo. Que o executivo possui atualmente poderes judiciais. O poder executivo é quem decide que se pode tomar tal ou qual medida na tua contra.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O ejemplo com respeito à oposição no Líbano e o exemplo de José Maria Sison, são exatamente o mesmo. Trata-se de decisões sem motivação. Com a ressalva de que, no caso do Líbano, há uma extensão, já que não basta com ser membro de uma organização que tem sido qualificada de “terrorista” para ser incriminado, mas, simplesmente ter contatos com seus membros. É uma tendência geral que prevalece no nível da aplicação das legislações “antiterroristas”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Silvia Cattori&lt;/strong&gt; : &lt;i&gt;Por tanto, o objetivo da Lei Patriota y de ouras leis  “antiterroristas”, é atacar as liberdades fundamentais?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jean-Claude Paye&lt;/strong&gt;: Sim, o objetivo é suprimir as liberdades  fundamentais.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Silvia Cattori&lt;/strong&gt; : &lt;i&gt;Poderia se esperar que todas as forças políticas denunciaram essas norma de exceção. A esquerda, que se apresenta como defensora da justiça social, não deveria mobilizar-se, exigir que se volte de imediato ao Estdo de direito?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jean-Claude Paye&lt;/strong&gt;: A esquerda? Qual esquerda? Olha os EUA. Os demócratas votam em favor das leis mais liberticidas elaboradas pelo partido republicano. A Lei de Comissões Militares [MCA, em suas siglas em inglês], adotada em 2006, voi votada de modo igual por uma parte do partido democrata, que, no entanto, é majoritário na Câmara e que tinha a possibilidade de impedir que fosse aprovada essa lei.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Conosco é o mesmo. Não se vê a diferença com a direita quando a esquerda está no poder, à parte de uma aceleração, como é o caso com o presidente Sarkozy. Por exemplo, na França, as primeiras medidas de vigilância da Rede, medidas de vigilância global, foram estabelecidas pelo governo de Lionel Jospin.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O único poder que manifesta uma pequena resistência é o poder judicial. Nos EUA tem decretos adotados pelo executivo que são anulados. Por exemplo, quando a Corte de Cassação na Bélgica anula por vício de forma o juízo em apelação de militantes do DHKCP, é uma resistência ao aparato judicial. O problema é que não há nenhuma relevância na sociedade civil. Essa ausência de relevância se soma ao silêncio dos meios. Não se pode esperar que uma instituição isolada possa resistir durante muito tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Silvia Cattori&lt;/strong&gt; : &lt;i&gt;Mas, é um ataque contra a liberdade de opinião que se estende ao mundo inteiro. Portanto, é fundamental que os partidos políticos se preocupem com essas desviações, e que os cidadãos saibam que essas leis permitem, sobre a base de uma simples suspeita, que se mantenha qualquer um na prisão sem acussação e sem processo; que já ninguém está protegido pela lei, que se trata de uma arbitrariedade total! Como se pode explicar que nos Foros Sociais, os “aaltermundistas”, os responsáveis de Attac, não coloquem esses temas no centro do debate?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jean-Claude Paye&lt;/strong&gt;: Não falaz nisso. Não querem falar. Isso toca problemas fundamentais. Não querem falar desses problemas porque deveriam afrontar diretamente o poder. Essas preocupações lhes são secundárias. Também não formam parte do programa de Attac. Falam da taxa Tobin, de coisas periféricas. Está-se numa sociedade psicótica, uma sociedade do não-enfrentamento.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os que defendem os cidadãos nunca são os partidos que governam. Cada vez que os partidos aprovaram medidas favoráveis aos cidadãos, o fizeram porque havia uma relação de forças que os obrigava a fazê-lo. A democracia se conquista a-cada-dia, nunca é concedida.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se se estudam e explicam as leis “antiterroristas” se despe exatamente a natureza do poder. Não se pode falar de poder democrático, se vê uma sociedade que já vai a caminho da ditadura. Se vê cada nova medida adotada é pior do que a precedente. As coisas estão muito claras. Mas se negam a vê-las tal como elas são.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O problema fundamental não é que o poder se trasnforme em ditadura, porque, como o demonstra a história, um poder incontrolável se converte sempre em ditadura. O problema fundamental da nossa época é a obrigação da gente ante esse processo. E isso constitui um fenômeno bastante novo. A gente entrega ao poder e à maquinaria econômica suas liberdades; e em última instância, levando em consideração os problemas ecológicos e climáticos, sua supervivência como espécie viva.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Silvia Cattori&lt;/strong&gt; : &lt;i&gt;Desde quando presentiu que as coisas se desenvolviam nesse sentido, e que se proibiria que se expresse a gente que critica o sistema político e mediático?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jean-Claude Paye&lt;/strong&gt;: De fim dos anos noventa. Nessa época já se via o estabelecimento deste Estado policial. Mas, as leis estabelecidas naquele então já parecem quase democráticas se comparadas com o que vemos agora. O processo vive uma forte aceleração.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Silvia Cattori&lt;/strong&gt; : &lt;i&gt;Isso significa que a autoridade ejecutiva dos EUA ataca diretamente os directos funamentais dos cidadãos do mundo inteiro, dentre eles os da União Européia?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jean-Claude Paye&lt;/strong&gt;: Sim, evidentemente! Mas, não se trata só do executivo estadunidense, senão do conjunto dos executivos do planeta entre os quais existe uma verdadeira solidariedade contra suas populações. As prisões secretas da CIA são um bom exemplo desse processo [&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article151714.html#nb6" class="spip_note" rel="footnote" title="« La CIA possède des prisons secrètes en Europe », por D. E., Red Voltaire, 10 (...)" id="nh6"&gt;6&lt;/a&gt;]. No âmbito europeu, os governos têm sido diretamente integrados nesta organização da tortura. No melhor dos casos, tudo o que se pôde obter dos governos europeus é que se comportem como os três pequenos macacos: cegos, surdos e mudos [&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article151714.html#nb7" class="spip_note" rel="footnote" title="« L’Union européenne a autorisé par écrit les prisons secrètes de la CIA dès (...)" id="nh7"&gt;7&lt;/a&gt;].&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sílvia Cattori&lt;/strong&gt; : &lt;i&gt;Que vai acontecer com os que estão inscritos nessas  listas “terroristas” que continuam sendo mantidas em segredo?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jean-Claude Paye&lt;/strong&gt;: As listas “terroristas” não são todas secretas. No âmbito europeu, só a lista “Europol” é secreta. Permite que se tomem medidas de vigilância e o uso de técnicas especiais secretas de vigilância e de investigação com respeito a pessoas identificadas como “terroristas” [&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article151714.html#nb8" class="spip_note" rel="footnote" title="« L’Euro Patriot Act», Red Voltaire, 17 de novembro de 2003." id="nh8"&gt;8&lt;/a&gt;].&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A lista do Conselho da Europa permite que se tomem medidas financieras, como o bloqueio de contas bancárias. Todos esse elementos serão utilizados se a relação de forças é favorável ao poder existente. O primeiro que há que fazer é revelar o que acontece, difundir o máximo de informações e fazer com que essas listas sejam conhecidas.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Silvia Cattori&lt;/strong&gt; : &lt;i&gt;Tudo isso não lhe sugere alguma analogia?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jean-Claude Paye&lt;/strong&gt;: Sim, com o clima dos anos trinta. Mas, atualmente se estabelece uma ditadura mundial. Uma espécie do “melhor dos mundos” e não um simples processo de “fascistização”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Silvia Cattori&lt;/strong&gt; : &lt;i&gt;Desde 2001, seqÿestram-se pessoas, tortura-se a supostos “terroristas” de origem árabe e de confissão musulmana. Temos que esperar que amanhã se castigue os que denunciam esses abusos?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jean-Claude Paye&lt;/strong&gt;: O imperio necesita inimigos. Cria, inventa seus  próprios inimigos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;O primeiro que há que se fazer é trazer à luz o que está oculto [&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article151714.html#nb9" class="spip_note" rel="footnote" title="« La loi  Ashcroft-Perben II » y « La France autorise l’action des  services US (...)" id="nh9"&gt;9&lt;/a&gt;]. Há tantas leis que permitem fazer qualquer coisa, quando se queira! Mas, isso se faz em função da resistência imediata dos interessados. Antes existia um marco legislativo que nos protegia. Agora, podem fazer qualquer coisa se têm capacidade de impô-la. Hoje em dia, as coisas repousam sobre uma simples relação de forças.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Silvia Cattori&lt;/strong&gt; : &lt;i&gt;O senhor Dick Marty [&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article151714.html#nb10" class="spip_note" rel="footnote" title="« Faut-il combattre la tyrannie avec les instruments des tyrans?», par Dick (...)" id="nh10"&gt;10&lt;/a&gt;], nomeado pelo Conselho da  Europa, poderá obter da União Européia a anulação destas leis ilegais?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jean-Claude Paye&lt;/strong&gt;: O informe que redigiu o señor Dick Marty é muito importante! Seu informe acerta o alvo, opõe-se à linha política dos governos europeus. Mas, na realidade, o senhor Marty não tem nenhum poder, seu informe não pôde mudar mudar nada porque vai na contracorrente. Porém, esse informe é essencial.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Silvia Cattori&lt;/strong&gt; : &lt;i&gt;Essas políticas que nos falam de justiça e liberdade, não são mais  do que ar, nada?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jean-Claude Paye&lt;/strong&gt;: Temos que ser lúcidos: mostrar as coisas tais como são. Os que fazem críticas e se limitam a dizer: “Sim, temos que ter leis antiterroristas, é necessário lutar contra o terrorismo, mas há que evitar os abusos” não fazem outra coisa que legitimar o ponto de vista do poder. Há que mostrar que as leis que têm por objetivo a luta contra o “terrorismo”, são, na realidade, leis contras os povos.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A última lei promulgada nos EUA, a Lei de Comissões Militares, é uma lei constitucional de alcance mundial, como o demonstro no meu último livro “Global war on Liberty”. O presidente dos EUA tem a possibilidade de qualificar como inimigo a todo cidadão estadunidense ou a todo nacional de um país com o qual EUA não está em guerra. A gestão das populações, incluindo aos cidadãos estadunidenses, converte-se em um ato guerra e já não só em uma ação policial.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Tomemos o ejemplo do Acordo Swift. Swift é uma agência belga que se ocupa das transferências financeiras internacionais. Swift transmitiu desde 2001, todas as informações sobre as transações dos seus clientes violando não só a legislação belga, como a legislação européia [&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article151714.html#nb11" class="spip_note" rel="footnote" title="«La CIA a contrôlé les transactions financières du monde entier via la société (...)" id="nh11"&gt;11&lt;/a&gt;]. O direito dos EUA  aplicado na Europa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Todo o que diz o governo estadunidense é do domínio da fé. A tese governamental sobre os atentados de 11 de setembro, ninguém pode crê-la racionalmente. O informe da Comissão não indica sequer que foi derrubada a terceira torre. É um informe psicótico no qual o discurso do amo substitui os fatos em si. Uma recente sondagem da Zogby demonstra que a maioria dos estadunidenses deseja que se reabra a investigação. [&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article151714.html#nb12" class="spip_note" rel="footnote" title="«La majorité des États-Uniens souhaite une enquête sur le rôle de MM. Bush et (...)" id="nh12"&gt;12&lt;/a&gt;] Enquanto que na Europa basta o fato de  fazer perguntas para ser estigmatizado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Silvia Cattori&lt;/strong&gt; : &lt;i&gt;Que mecanismo subsiste para exigir o retorno a um  Estado de direito?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jean-Claude Paye&lt;/strong&gt;: Temos que deixar as coisas claras. Falar  claro. Mostrar do que se trata. Depende da capacidade de resistencia da  gente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;A luta “antiterrorista” é na realidade uma guerra contra as liberdades. Essa guerra contra as liberdades é a primeira etapa de uma guerra contra as populações. E a Lei de Comissões Militares é uma lei penal que tem carácter mundial e que, de fato, é um ato de soberania imperial. É uma lei que confunde relação policial e relação de guerra. É o estabelecimento de uma nova forma de Estado mundial que, ao integrar as funções de polícia e de guerra, lutas contra suas próprias populações.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Algo importante: esta lei se aplica no âmbito mundial, da possibilidade dos EUA, não só de seqüestrar, senão, sobretudo, de fazer entregar qualquer cidadão no mundo, quer dizer, a pessoas que tenha qualificado de “inimigos combatentes.”&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Os acordos européus de extradição com EUA não se opõem a que as pessoas qualificadas de “inimigos combatentes” possam ser transferidas aos EUA. Portanto, é uma lei de alcance mundial. É um Ata constitutiva do Império.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Atualmente, o direito penal é constituinte. Isso já existiu na história de nossas sociedades. O direito penal exerce um papel constituinte nos períodos de transição (por exemplo, ao começo do capitalismo o direito penal foi dominante).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Se o directo penal é dominante atualmente é porque se prepara uma nova forma de direito de propriedade. É o que poderia ser chamado o fim da “propriedade de si próprio”. O conjunto de nossos dados pessoais tem deixado de nos pertencer. Pertencem ao Estado, e igualmente às firmas privadas. A dominação do direito penal prepara o estabelecimento desse futuro direito privado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Silvia Cattori&lt;/strong&gt; : &lt;i&gt;A gente pensa geralmente que essas medidas afetam  apenas a indivíduos determinados?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jean-Claude Paye&lt;/strong&gt;: Afetam a todo mundo. Afetam toda forma de resistência. Um “terrorista” chegou a ser alguém que não quer entregar suas liberdades ao poder, alguém que quer viver.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Silvia Cattori&lt;/strong&gt;: &lt;i&gt;A partir deste verão (hemisfério norte), EUA cosideram como suspeitos de “terrorismo” os opoentes à sua política no Iraque e no Líbano [&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article151714.html#nb13" class="spip_note" rel="footnote" title="A qualificação de “terrorista” foi  estendida pelo presidente George W. Bush (...)" id="nh13"&gt;13&lt;/a&gt;]. O diretor da agência de imprensa libanesa New Oriente News, membro da Red Voltaire, já figura na lista. O governo Bush teria exigido ao gabinete de Sarkozy, que transcreva ao direito francês as novas listas de opositores políticos e que faça constar o jornalista Thierry Meyssan, quem já é pessoa non grata sobre território dos EUA. Surpreende-lhe este fato?&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jean-Claude Paye&lt;/strong&gt;: Eu conhecia a exigência concreta de Bush a respeito de Thierry Meyssan. Mas, trata-se de um contexto de simples relação de forças num momento determinado. Quando se pensa na histeria que alguns chamados “intelectuais” franceses desenvolveram e nos ataques que Thierry Meyssan sofreu na França desde a aparição do seu livro sobre os atentados de 11 de setembro [&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article151714.html#nb14" class="spip_note" rel="footnote" title="11 de Setembro 2001: A Terrivel Impostura, O Pentagate, Thierry Meyssan, (...)" id="nh14"&gt;14&lt;/a&gt;] que ousava apresentar as perguntas que  tinham que ser feitas, já nada nos pode surpreender.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Meu trabalho mostra que as disposições “antiterroristas” têm por objetivo atacar os opositores políticos assim como as populações e não só os “islamitas”. Portanto, não podemos nos surpreender fundamentalmente, si isso se comprova, perante uma possível inscrição de Thierry Meyssan nas listas “terroristas”. Porém, isso indicaria que temos passado a uma nova etapa na criminalização da palavra opositora. Isso indicaria que o poder se sente perfeitamente cômodo, colocando à luz, objetivos que sermpre tem negado até agora.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Quem pode acreditar a tese governamental sobre os atentados de 11 de setembro? Quem pode acreditar que uma torre alcançada por um avião caia de modo controlado? O problema é que os EUA dão todas as informações que permitem pôr em dúvida sua tese, e a gente simula que não acredita. Nos encontramos perante um mecanismo perverso, no qual o indivíduo, para não enfrentar a realidade, simula que acredita no inverosímil.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Silvia Cattori&lt;/strong&gt; : &lt;i&gt;Apesar de que Thierry Meyssan revelou fatos que  haveria que levar a sério, surpreendentemente, os jornalistas o têm difamado.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jean-Claude Paye&lt;/strong&gt;: A quem pertencerm esses jornais que difamaram Thierry Meyssan? Esses “jornalistas” são pessoas que copiam o que lhes dizem que digam. Conhece a muitos jornalistas “oficiais” que verifiquem suas fontes e que façam um trabalho sério de investigação?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Silvia Cattori&lt;/strong&gt;: &lt;i&gt;Seus livros são importantes para todos os que defendem as  liberdades.&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jean-Claude Paye&lt;/strong&gt;: Escrevi esses livros porque acreditei que era necessário faze-lo. Quando vi que se aprovavam essas leis na Bélgica e por toda parte no mundo, tudo caminhava na mesma direção. Tinha que sublinhar essa coerência. Tem pouca gente que faça esse trabalho. Eu sou praticamente o único que trabalha de forma global. Todos esses dados não são coletados. Devo coletá-los, fazer o trabalho dos juristas e ao tempo, meu trabalho de sociólogo: poder pensar a nova forma de organização do poder. Meus trabalhos levam em conta os dois lados do Atlântico. Estudiam, não só as leis antiterroristas senão todas as leis de controle social. Isso forma um todo.&lt;/p&gt;           &lt;!-- Documents joints --&gt;                &lt;!-- Auteurs, traduction, source --&gt;      &lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="400"&gt;        &lt;tbody&gt;&lt;tr valign="top"&gt;          &lt;td width="80"&gt;&lt;img src="http://www.voltairenet.org/elements/transpix.gif" alt=" " height="1" width="80" /&gt;&lt;/td&gt;          &lt;td class="texte" align="right" width="320"&gt;        &lt;!-- Auteurs --&gt;       &lt;!-- Ajouter {!traduction} à boucle article lors du passage à Spip 1.8.2--&gt;                      &lt;!-- Traduction --&gt;       &lt;!-- Ajouter {!traduction} à boucle article lors du passage à Spip 1.8.2--&gt;                      &lt;!-- Source --&gt;       &lt;!-- Ajouter {!traduction} à boucle article lors du passage à Spip 1.8.2--&gt;                   &lt;/td&gt;        &lt;/tr&gt;      &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;      &lt;!-------------------------------------&gt;&lt;!-- PS --&gt;                          &lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.voltairenet.org/elements/transpix.gif" alt=" " height="10" width="1" /&gt;      &lt;div class="ps"&gt;&lt;p&gt;Entrevista realizada em 30 de agosto de 2007 _Versão em português de Raul Fitipaldi, de América Latina Palavra Viva, tomada da versão em francês feita para Rebelión por Germán Leyens.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;         &lt;!-- Notes --&gt;      &lt;br /&gt;&lt;hr noshade="noshade" size="1"&gt;&lt;p&gt;[&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article151714.html#nh1" id="nb1" class="spip_note" title="Notas 1" rev="footnote"&gt;1&lt;/a&gt;] &lt;i&gt;La fin de l’État de droit. La lutte antiterroriste: de l’état  d’exception à la dictature.&lt;/i&gt; La Dispute, Paris, 2004. Este livro foi publicado em italiano por Manifesto libri, em alemão por Rotpunktverlag.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Global War on Liberty&lt;/i&gt;. Éditions Telos Press, New York 2007. A tradução em turco aparecerá próximamente em IMGE, em español en HIRU, em holandês em EPO.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article151714.html#nh2" id="nb2" class="spip_note" title="Notas 2" rev="footnote"&gt;2&lt;/a&gt;] A Lei Patritoa é definida como uma “Lei para unir e reforçar EEUU suministrando os instrumentos apropriados para descobrir e contrarrestar o terrorismo. “Aprovada pelo Congreso dos EEUU, foi assinada por George W. Bush em 26 de outubro de 2001. Adotado a título provisório, este dispositivo de exceção expirava em 31 de dezembro de 2005, mas foi prorrogado pela Câmara de Representantes e se pereniza. Das dezesseis disposições da Lei Patriota, assegurando um controle generalizado das populações, quatorze foram convertidas em permanentes. Essa lei permite igualmente ao governo dos EEUU que detenha sem limite e sem acussação todo cidadão estrangeiro que os EEUU achem que é suspeito de “terrorismo”.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article151714.html#nh3" id="nb3" class="spip_note" title="Notas 3" rev="footnote"&gt;3&lt;/a&gt;] « L’OTAN: du Gladio aux vols secrets de la  CIA », par Ossama Lotfy, &lt;i&gt;Red Voltaire&lt;/i&gt;, 24 de abril 2007.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article151714.html#nh4" id="nb4" class="spip_note" title="Notas 4" rev="footnote"&gt;4&lt;/a&gt;] Os juízos de primeira instância e de apelação foram anulados pelo Tribunal de Cassação de Bruxelas em junho de 2007. Este processo recomeça em apelação em 13 de setembro em Antuérpia.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article151714.html#nh5" id="nb5" class="spip_note" title="Notas 5" rev="footnote"&gt;5&lt;/a&gt;] O capítulo VIII da lei No 2006-64, publicada no Diário Oficial de 24 de janeiro de 2006, estipula que toda pessoa moral ou física que tenha estado em relação com uma pessoa inscrita nas listas européias de suspeitos de financiamento do terrorismo, por exemplo: (as quais incluem listas de opositores à política dos EEUU no Iraque e no Líbano) deve responder a toda pergunta relacionada com esse vínculo. No caso de que disponha de recursos ou bens cuja origem não possa justificar, será considerado, por defeito, como se os tivesse recebido no marco de uma atividade “terrorista”. França pode bloquear suas posses, enquanto um juiz antiterrorista pode fazê-lo arrrestar e encarcerar, depois processa-lo e talvez condena-lo a 3 anos de prisão e 75.000 eurosde multa.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article151714.html#nh6" id="nb6" class="spip_note" title="Notas 6" rev="footnote"&gt;6&lt;/a&gt;] « La CIA possède des prisons secrètes en Europe », por D. E., &lt;i&gt;Red Voltaire&lt;/i&gt;, 10 de novembro de 2005.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article151714.html#nh7" id="nb7" class="spip_note" title="Notas 7" rev="footnote"&gt;7&lt;/a&gt;] « L’Union européenne a autorisé par écrit les prisons secrètes de la CIA dès  janvier 2003», &lt;i&gt;Red Voltaire&lt;/i&gt;, 13 de dezembro de 2005.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article151714.html#nh8" id="nb8" class="spip_note" title="Notas 8" rev="footnote"&gt;8&lt;/a&gt;] « L’Euro Patriot Act», &lt;i&gt;Red Voltaire&lt;/i&gt;, 17 de novembro de 2003.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article151714.html#nh9" id="nb9" class="spip_note" title="Notas 9" rev="footnote"&gt;9&lt;/a&gt;] « La loi  Ashcroft-Perben II » y « La France autorise l’action des  services US sur son territoire», por Thierry Meyssan, &lt;i&gt;Red Voltaire&lt;/i&gt;, 18 de  fevereiro e  8 de março de 2004.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article151714.html#nh10" id="nb10" class="spip_note" title="Notas 10" rev="footnote"&gt;10&lt;/a&gt;] « Faut-il combattre la tyrannie avec les instruments des tyrans?», par Dick  Marty, &lt;i&gt;Red Voltaire&lt;/i&gt;, 22 de março de 2007.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article151714.html#nh11" id="nb11" class="spip_note" title="Notas 11" rev="footnote"&gt;11&lt;/a&gt;] «La CIA a contrôlé les transactions financières du monde entier via la société SWIFT», por Grégoire Seither: y «SWIFT: le Trésor états-unien au-dessus des lois européennes», &lt;i&gt;Red Voltaire&lt;/i&gt;, 26 de junho e 29 de setembro de 2006.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article151714.html#nh12" id="nb12" class="spip_note" title="Notas 12" rev="footnote"&gt;12&lt;/a&gt;] «La majorité des États-Uniens souhaite une enquête sur le rôle de MM. Bush et  Cheney dans les attentats du 11/9», &lt;i&gt;Red Voltaire&lt;/i&gt; , 7 de setembro de 2007.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article151714.html#nh13" id="nb13" class="spip_note" title="Notas 13" rev="footnote"&gt;13&lt;/a&gt;] A qualificação de “terrorista” foi  estendida pelo presidente George W. Bush aos opositores políticos pela &lt;i&gt;Executive Order 13438— Blocking Property of Certain Persons Who  Threaten Stabilization Efforts in Iraqu&lt;/i&gt; (assinada em 17 de julho de 2007) e a &lt;i&gt;Executive Order 13441—Blocking Property of Persons Undermining the Sovereignty of Lebanon or Its Democratic Processes and Institutions&lt;/i&gt; (firmada  em 1 de agosto de 2007).&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;[&lt;a href="http://www.voltairenet.org/article151714.html#nh14" id="nb14" class="spip_note" title="Notas 14" rev="footnote"&gt;14&lt;/a&gt;] &lt;i&gt;11 de Setembro 2001: A Terrivel Impostura&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;O Pentagate&lt;/i&gt;, Thierry Meyssan, Frenesi, 2002.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/234788351264816347-2618987607489519115?l=chantadanova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://chantadanova.blogspot.com/2009/03/o-fim-das-soberanias-e-das-liberdades.html</link><author>noreply@blogger.com (O Garcia do Outeiro)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SO-inqdLk3c/Sct1M_UdATI/AAAAAAAAAmY/XBN_gijgSVY/s72-c/400-44-4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-234788351264816347.post-4259179330486774668</guid><pubDate>Sun, 22 Mar 2009 21:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-03-22T21:12:15.376Z</atom:updated><title>Beiras: "Esta é a cuarta e última oportunidade que ten o Bloque"</title><description>&lt;h2&gt; “O Governo de Feijóo, no plano político-institucional será como umha deputaçom provincial única. No plano programático será umha companhia de demoliçom e mamporro, mais ou menos disfarçada"&lt;/h2&gt;  &lt;h2&gt; &lt;/h2&gt;   &lt;h4&gt;POR LUIS POUSA &lt;/h4&gt;              &lt;table class="fotoNoticia" style="float: right; margin-left: 11px;" border="0" height="208" width="292"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img src="http://www.galicia-hoxe.com/img/noticias/20090322/aghp14f03569653_232692.jpg" alt="Xosé Manuel Beiras, no salón de fumadores do Hostal dos Reis Católicos, en Santiago de Compostela" title="Xosé Manuel Beiras, no salón de fumadores do Hostal dos Reis Católicos, en Santiago de Compostela" align="right" border="0" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="txtFoto"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;Trás os maus resultados do Bloque Nacionalista Galego o 1 de Março, umha das primeiras vozes em reclamar umha atitude conseqüente por parte dos dirigentes e abrir um debate interno com a partiaciçom das bases militantes foi José Manuel Beiras Torrado (Santiago, 1936; catedrático emérito de Estrutura Económica da Universidade de Santiago; presidente da Fundación Galiza Sempre; cabeça visível da corrente Encontro Irmandinho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevista completa em http://www.galicia-hoxe.com/index_2.php?idMenu=80&amp;amp;idNoticia=408539&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/234788351264816347-4259179330486774668?l=chantadanova.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://chantadanova.blogspot.com/2009/03/beiras-esta-e-cuarta-e-ultima.html</link><author>noreply@blogger.com (O Garcia do Outeiro)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item></channel></rss>