O galego é umha língua internacional!

domingo, 7 de Fevereiro de 2010

AS PENSONS SOM VIÁVEIS

Vicenç Navarro



Artigo publicado na revista El VIEJO TOPO, Julio-Agosto 2009 e tirado nesta traduçom para o galego-português de http://www.vnavarro.org/?p=3166 .

Este artigo mostra os erros que existem nos argumentos ultraliberais que promovem a visom de que o sistema de pensons no Estado espanhol nom é sustentável financieramente.

Graves erros metodológicos feitos polos economistas (e os média de informaçom e persuasom) ultraliberais nos seus diagnósticos do colapso das pensons.


Recentemente, enxergamos um alude liberal que tem como objectivo alarmar a populaçom fazendo-lhe crer que as pensons nom som viáveis. A Comissom Europeia, oBanco de Espanha, o BBVA e o Partido Popular Europeu (do que o PP espanhol forma parte) tenhem publicado informes e documentos que alertam à populaçom espanhola de que é mester reduzir as pensons porque o sistema de Segurança Social que as fináncia nom é sustentável. Em defesa das suas posturas apresentam dados e informaçom empírica que assumem que apoiam as suas alarmas sobre as quais baseiam as suas recomendaçons. Todos estes documentos tenhem erros graves que invalidam as suas conclusons, transformando tais documentos em manifiestos políticos em lugar de informes científicos. Vejamos estes erros.

1. Asumir que a esperança de vida mede os anos que umha pessoa vive


Os documentos assumem erroneamente que o facto de que a esperança de vida promédio de Espanha passara de ser 76 anos a 80 anos em veinticinco anos (1980-2005) quere dizer que el promédio espanhol vive agora quatro anos mais. Isto nom é certo. Hai que saber quê quere dizer esperança de vida e como é que se calcula. Suponhamos que Espanha tivesse só dous habitantes. Um, Pepinho, que morre ao dia seguinte de nascer, e o outro, a Sra. Maria que tem 80 anos. A esperança de vida promédio do Estado seria 0 anos mais 80 anos, dividido entre dous, quer dizer, quarenta anos. Porém suponhamos que num país imaginário vizinho, houver tamém dous ciudadaos, um, Joám, que em lugar de morrer ao dia seguinte de nascer, como Pepinho em Espanha, vive vinte anos, e a outra pessoa é a Sra. Vitória que tem tamém 80 anos como a Sra. Maria. Neste país imaginário, a esperança promédio de vida é de 20 mais 80, dividido entre dous, quer dizer 50 anos, dez anos mais ca no Estado espanhol. Istoo nom quere dizer (como constantemente se malinterpreta este dado) que o ciudadao promédio daquel país viva dez anos mais que em Espanha: o que o dado di é que hai dez anos de vida mais no promédio daquel colectivo de duas pessoas sem clarificar que isso se deva a que a Sra. Vitória viva dez anos mais do que a Sra. Maria (o qual nom é certo), ou que seja Joám o que vive vinte anos mais que Pepinho. Todos os documentos que favorecem a reduçom das pensons concluim que a Sra. Maria vive dez anos mais, o que, repeto, nom é assí.

O que ocorre em España (e na Europa) é que a mortandade infantil foi disminuindo de umha maneira muito marcada, com o que a esperança de vida tem aumentando, passando de 76 anos a 80 anos. Isto nom quiere dizer, como habitualmente se assume, que o ciudadao espanhol meio viva quatro anos mais agora que fai vintecinco anos. A mortandade por cada grupo etário foi descendo (incluindo entre os anciaos), mas os anos de vida que o ciudadao meio vive agora nom é de quatro anos por cima com respeito a 1980. Calcular as pensons em base a esta leitura errada dos dados penaliza a populaçom, já que assume que a gente vive mais anos do que em realidade vive.

2. Os promédios nom som sensíveis às diferenças por classes sociales


Outro grande erro é malinterpretar o significado do promédio Umha pessoa pode-se afogar num rio que tem como promédio só dez centímetros de profundidade. Tal rio pode ir seco ao traverso de muitos quilómetros mas nalgumhas zonas este pode ter três metros de profundidade, e é aí onde o leitor se pode afogar. Um promedio em si nom nos di muito se nom sabemos tamém as variaçons do promédio. O dito tem especial importáncia no cálculo da esperança de vida e n a estimaçom da longevidade (os anos que umha pessoa vive). As diferenças na longevidade por classe social som inormes. Assí, a diferença nos anos de vida existente entre umha pessoa pertencente à decila de renda mais baixa do país (os mais pobres) e a decila superior (os mais ricos) em Espanha é nada menos que de dez anos (tem lido bem, dez anos). Em EE.UU. som quinze e no promédio dos países da UE-15 som sete. Estas diferenças na longevidade devem-se a que o nível de saúde da populaçom depende, sobretodo, da classe social à que um pertence. Um trabalhador nom qualificado (em paro frequente durante mais de cinco anos) tem, aos sessenta anos, o nível de saúde que um banqueiro tem aos setenta anos. Este último sobrevivirá ao primeiro dez anos. É profundamente injusto pedir-lhe ao primeiro que continue trabalhando dous (e alguns peden cinco) anos mais para pagar as pensons do segundo que lhe sobrevivirá dez anos. A insensibilidade cara esta realidade mostrada por estes informes é abrumadora. Retrassar a idade de jubilaçom a toda a populaçom trabalhadora sem mais, é umha medida que perjudica as classes populares para beneficiar as classes de maiores rendas que vivem mais anos.

3. O erro do argumento alarmista: o crescimento da percentage do PIB gastado em pensons é excessivo


Este é um dos erros metodológicos mais importantes e frequentes que aparece no informe da Comissom Europeia, e que tem sido reproduzido em grande número de artigos e editoriais Tal argumento indica que a percentage do PIB em pensons subirá de 8,4% no ano 2007 a 15,1% do PIB no ano 2060, umha percentage que estes informes assinalam como excessivo, pois a sociedade no ano 2060 nom poderá absorber tais gastos pois restarám recursos necessários para outras actividades, programas ou serviços à populaçom nom pensionista. O facto de que a percentage de gasto em pensons públicas alcançará 15,1% no 2060 considera-se umha notícia alarmante que requere umha intervençom já agora, disminuíndo os ganhos dos pensionistas.

Neste argumento ignora-se o impacto do crescimento da productividade sobre o PIB do ano 2060. Suponhamos que o crescimento anual da productividade é 1,5%, um crescimento que inclusso o Banco de Espanha admite como razoável. Neste caso, o valor do PIB espanhol será 2,23 vezes maior que o PIB do ano 2007. Isto quere dizer que se consideramos o valor do PIB do ano 2007 como 100, e do ano 2060 será de 223. Pois bem, o número de recursos para os nom pensionistas no ano 2007 foi de 100 menos 8,4 (8,4 é a quantidade que nos gastamos aquel ano em pensionistas), quer dizer, 91,6. No ano 2060 os recursos para os pensionistas serám 15,1% de 223, ou seja 33, e para os nom pensionistas serám 223 menos 33, quer dizer, 192, umha quantidade que é mais do duplo da existente no ano 2007, 91,6. Devido ao crescimento da productividade, no ano 2060 haverá mais recursos para os nom pensionistas que hoje, e isto a pesares de que a percentage do PIB dedicado a pensons é superior no ano 2060 que no 2007. Os que alarmam inecesariamente à populaçom olvidam um feito muito elemental. Fai cinqüenta anos, Espanha dedicava às pensons apenas 3% do PIB. Hoje é 8%, mais do duplo que cinqüenta anos atrás. E a sociedade tem muitos mais fundos para os nom pensionistas dos que havia entom, ainda quando a percentage do PIB em pensons seja muito maior agora que entom. Por certo, já fai cinqüenta anos, quando Espanha gastava 3% do PIB em pensons, havia vozes liberais que diziam que em cinqüenta anos se dobraria ou triplicaria tal percentage, arruinando o país. Pois bem, estamos cinqüenta anos mais tarde, e o país tem mais recursos para os nom pensionistas que existiam entom, ainda quando a percentage do PIB dedicado a pensons se tenha duplicado.

4. Equivocam-se constantemente nas suas projecçons demográficas


Qualquer demógrafo que tenha um mínimo de rigor sabe as enormes dificuldades em calcular mudanças demográficas por períodos tam longos como cinqüenta anos. E um bom exemplo de isto é que os bancos e as caixas publicam cada dez anos informes anunciando o colapso das pensons em dez anos. La Caixa (em 1998), o BBVA (em 2005 e em 2007), o Banco Santander (em 1992 e em 1999), o Banco de Espanha (em 1995, em 1999, em 2002 e em 2009) e umha longa listage, tenhem predicido o colapso (utilizando um termo menos contundente) das pensons para dez ou ao máximo vinte anos mais tarde. En defesa das suas projecçons utilizam os mesmos argumentos e os mesmos dados (a Comissom Europeia utiliza praticamente os mesmos dados que publicou o informe da Fundaçom das Caixas em 2007). E umha das projecçons mais utilizadas é a da evoluçom da pirámide demográfica, indicando que a percentage de anciaos está crescendo muito rapidamente, e o dos jovens está baixando muito substancialmente, ignorando que, naqueles países que financiam as pensons a base de cotizaçons sociais como é o caso espanhol, o ponto chave nom é o número de jovens e adultos por anciao, mas o número de cotizantes e a quantidade de cada cotizaçom por beneficiário. E tanto num coma noutro estám subindo, o primero como conseqüência da integraçom da mulher ao mercado de trabalho (se Espanha tivera a taxa de participaçom da mulher no mercado de trabalho que tem Suécia, haveria três milhons mais de cotizantes à segurança social), e o segundo como conseqüência deo aumento da productividade e dos salários. É mais, toda a evidência mostra que as famílias espanholas desejariam ter mais filhos (dous por família) que os que tenhem agora. O desenvolvimento da sociedade e dos serviços de ajuda às famílias, como escolas de infáncia e serviços domiciliários, permitiria o incremento da fecundidade, umha das mais baixas do mundo. Hoje na Europa, os países nórdicos, com um amplo desenvolvimento do estado do bem-estar, tem umha fecundidade muito maior que no Sul da Europa.

Duas últimas observaçons. O feito de que o rigor e a credibilidade de tais documentos liberais seja muito escasso nom quere dizer que nom tivera que haver trocos nas pensons, mudanças distintas ao retrasso da jubilaçom ou disminuiçom dos seus benefícios que proponhem os liberais. Contrariamente ao que se di constantemente, as pensons, incluindo as contributivas, som demasiado baixas, e isto como conseqüência de que os salários som demasiado baixos (ver o excelente capítulo sobre as pensons escrito pola professora Camila Arza no livro La Situación Social en España. Vol. III. Biblioteca Nueva. 2009).

Outro troco que devera ocorrer é a flexibilizaçom da idade de jubilaçom permitiendo que aquelas pessoas (a maioria professionais) que desejaram jubilarse mais tarde puderam fazê-lo. A jubilaçom devera ser um direito, nom umha obriga.

Devera tamém proibir-se, como fixo em vários países, a pré-jubilaçom utilizada polo mundo empresarial para realizar mudanças nos seus plantéis, penalizando o sistema de segurança social e ao pré-jubilado, pois este recebe umha pensom menor. Tal pré-jubilaçom supom-lhe a Espanha um recorte de ingressos equivalente a 6% do PIB.

Umha última observaçom é que o Estado deveria aumentar a sua achega às pensons tal como o fam outros países (como Dinamarca), em que as achegas procedentes dos impostos gerais som muito mais intenssas do que em Espanha. Nom hai rem sagrado na Bíblia económica que diga que as pensons tenhem que pagar-se a base de cotizaçons sociais. A popularidade das pensons (entre todos os grupos etários) é tal que pode justificar-se tal medida que contaria com grande apoio popular. Espanha já o fixo com a sanidade (que estivo financiada pola Segurança Social) e pode expandí-lo a outras áreas.

segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

A CHANTADA QUE AÍ VEM: política social e ecológica ou delírios de grandeza? A disjuntiva entre umha Chantada viva e umha Chantada morta e o projecto

Vem-se debatendo muito nos últimos tempos sobre a necessidade de reformar o financiamento local, esquecendo deliberadamente que isso deve ir da mao dumha revisom profunda do ámbito competencial das cámaras municipais, para dumha banda equilibrar os serviços prestados com o marco financeiro disponível e, pola outra, equilibrar o nível competencial das nossas cámaras municipais com as do nosso entorno europeu. Mas, isto é muito cavilar para os que só nos vendem auga-de-bacalhau cada quatro anos. O BNG chantadino tem a vontade e determinaçom de mostrar que o concelho de Chantada tem futuro, que existe umha outra forma de fazer política e que a instáncia política é património dos cidadás e das cidadaos e nom de castes políticas fechadas.

No pleno de hoje debateu-se em quê é que imos gastar o Plano E, mas esse debate vai mais alá e insire-se na disjuntiva de advogar por umha Chantada viva e de futuro ou por umha Chantada morta envelhecida e sem porvir. Para entender até onde alcança este debate som necessárias algumha noçons prévias e é necessário entender que nem a direita chantadina nem o pseudosocialismo tenhem um projecto de calado para Chantada , porque só enxergam a política como um meio de exercer o poder polo poder e isso é com o que nós queremos rachar, sempre com o indispensável apoio da sociedade civil da vila. Eis a Chantada que aí vem feita por e desde a classe trabalhadora e ao serviço da maioria, da cidadania.

Na actualidade o gasto público das cámaras municipais do Estado espanhol representa apenas 11% do total, que se eleva até 13% se incluímos as deputaçons, as áreas metropolitanas e as comarcas. A futilidade das deputaçons a dia de hoje nom oferece discussom e a necessidade de reagrupar pequenas entidades locais em estruturas comarcais deveria ser um debate que encetaram com esforço e generosidade todas as agrupaçons políticas polo simples benefício da cidadania.

Noutros países o gasto das cámaras municipais é muito superior ao nosso, em consonáncia com a natureza destas entidades, fornecedoras de serviços públicos vitais e próximos à cidadania. Nos tam doestados, por norma, EUA o gasto municipal é muito superior ao nosso atingindo 26%, face 16% do Canadá e 22% da Suíça. Tamém o Estado espanhol fica muito por baixo na tipologia do gasto, o qual é tanto ou mais grave para o bem-estar dos cidadaos – já por nom falar do deficit democrático das cámaras municipais sem apenas participaçom cidadá salvo excepçons a imitar como Marinaleda –.

No concernente à tipologia do gasto social o Estado espanhol fica por baixo da meia dos países da OCDE quanto a sanidade, educaçom e protecçom social. A educaçom representa apenas 4% do gasto total das cámaras municipais de todo o Estado enquanto nos EUA e no Canadá representa mais de 40%, na Suíça 23% e a meia da UE é o 20%... aqui tamém estám muitas chaves para entender porque umha sociedade rica nom tem porque ser necessariamente umha sociedade avançada. A estrutura deste gasto social, que o arredismo chantadino organizado no BNG tenta inçar e converter na sua bandeira nesta legislatura e nas vindouras (junto a democracia participativa e horizontal), nos município espanhóis é o que a seguir se descreve: 46'1% seguridade e protecçom social, educaçom 26'5%, promoçom social 19'6% e sanidade 7'6% variando os dados bastante dumhas a outras CC.AA dependendo a orientaçom ideológica dos governos, populaçom e dispersom, envelhecimento, emigraçom... e todo isto num Estado espanhol onde o gasto público, cada vez mais recurtado, nom chega a 40% quando o francês é de 53% e o da Suécia de 56%, mas tampouco som comparáveis as luitas sociais desses povos com a passividade e submissom da Galiza.

O sofisma da necessidade de inçar a idade de jubilaçom e o período de cotizaçom polo envelhecimento revela até que ponto estamos alienados e desarmados perante o pensamento único ultraliberal, que caminha para a queda do welfare state e para umha sanidade (hospital de Monforte), umha educaçom (Plano Bolonha) e um sistema de pensons privados e, por ende, privativos para cada vez mais capas sociais.

O racismo e a xenofobia galopantes, insuflados polo nacionalismo ultramontano espanhol do PP e UPyD com consentimento do PSOE, som a máxima mostra da desorientaçom e falta de massa crítica formada, já que precisamente os emigrantes som os que podem reverter este processo. Em França a taxa de natalidade inverteu-se e superárom já esta eiva, mas nom mediante ridículos cheques-bebés, mas com subvençons intensas às famílias com mais de dous filhos e na Suécia a conciliaçom familiar e laboral é autêntica, como em Marinaleda (Andaluzia) onde a guardaria mais o serviço de comida das crianças tam só vale 12€ ao mês, num concelho com pleno emprego e um modelo de socialismo libertário onde ter umha vivenda custa 15€/mês.

Porém o modelo de Marinaleda é um modelo assemblear onde os cidadaos som os que decidem e nom umha caste política que nom consulta para nada aos seus votantes. Eis a Chantada que aí vem, orientada para atingir políticas sociais e serviços públicos sem limites e para a auto-organizaçom da cidadania convertendo paulatinamente a cámara municipal num ente aberto e participativo onde seja a sociedade a que decide em quê se investe e para quê se fai. A criaçom dumha assembleia aberta veiculizada polas associaçons vezinhais, culturais e os movimentos sociais sem exclusons deve ser o alvo fundamental que centralize o nosso ambicioso e revolucionário projecto de participaçom cidadá. Queremos umha democracia radical e autêntica e nom imos deter-nos até convertê-la numha realidade. A nossa proposta da Chantada que aí vem exige décadas de esforço comum, mas nom renunciamos a poder convertê-lo numha realidade.

No momento actual discutem-se os alicerces deste futuro. O PSOE advoga por um Gaiás chantadino, por um projecto faraónico que eiva as políticas sociais para destinar todo o Plano E simplesmente para um novo edifício consistorial que nem gera emprego, nem cria um concelho sustentável, nem se volta obstinadamente para atender as necessidades dos mais desfavorecidos. Perante isto, a proposta da equipa de governo do BNG é a proposta do sentido comum para investir os fundos do Plano E em várias dimensons complementares e nom num projecto megalómano para um concelho cada vez mais envelhecido e depauperado:


1.- Edifício municipal de uso cultural, (multiusos), que nom é um simples e questionável auditório, mas o remate do actual anexando um edifício que seriam os camerinos e os armazéns do auditório e poderia-se usar como local para actividades culturais e local de uso para os movimentos sociais e as associaçons. O orçamento necessário para este projecto é de 546.952 euros.


2.- Aforro energético com um orçamento de 303.358 euros e voltado para um concelho mais sustentável:

a.- Melhora do isolaciamento e instalaçom solar térmica no Pavilhom: 245.421 euros. Implementaria-se um sistema de aquecimento da auga aforrando combustível e reduzindo as emissons de CO2, diminuindo o emprego de energia sem restar eficiência promovendo a sustentavilidade ecológica, económica e energética. O isolacionamento do Pavilhom criará um edifício energeticamente eficiente tendendo para a supressom da energia nom renovável e fazendo um uso mais racional e eficiente da mesma. Um paradigma de futuro sustentado em feitos, e nom em retórica, para agir com respeito ao troco climático desde o local.

b.- Melhora e reduçom do gasto energético nos alumiados públicos das paróquias de Laxe e Requeixo: 57.963 euros. As novas luzes LED apenas necessitam mantemento a diferença das actuais e suponhem um aforro energético e económico, com umha autonomia de 50.000 horas, quer dizer, cinco vezes a das lámpadas convencionais.


3.- Gasto social com um orçamento de 131.927 euros e orientado para a prestaçom de serviços para melhorar as condiçons de vida das vizinhas e vizinhos do nosso concelho e para afundar nas políticas sociais mália os recortes sofridos nas partidas orçamentares da nova Junta ao serviço dos interesses do grande capital:

a.- Educaçom familiar: 5.598 euros

b.- Ajuda no fogar: 79.622 euros. Este serviço começou em 1991 com três auxiliares e tem atingido na actualidade 7 para os usuários de livre concorrência, outros 4 para a atençom das pessoas dependentes, infelizmente cada vez mais numerosas e umha auxiliar mais através dos programas de cooperaçom com a Conselharia de Trabalho e que remata contrato no mês de Março sem que a nova Junta se tenha pronunciado ao respeito, mas em vendo as suas últimas actuaçons muito nos tememos que... Susana Lopes Abelha (PP) comunicou que as ajudas da nova Junta para ajuda no fogar som de 49.208€, ou seja, 38.000€ menos que o oferecido polo anterior bipartido. Se esta é a sua austeridade mentres outorgam prevendas às hidroeléctricas, as construtoras e a Pescanova apaga e vamo-nos. O Plano E é umha oportunidade imensurável para passar por cima destes atrancos e bater-lhe nos focinhos aos senhoritangos e caciques da vila.

Os 306.181'54€ orçamentados pola Conselharia de Bem-estar encabeçada por Ildefonso Pinheiro som a base para fazer realidade a política de in-dependência acompanhando a legislaçom com a imprescindível designaçom de recursos.

c.- Orientaçom, assessoramento e informaçom: 34.707 euros

d.- Pedologia a domicilio: 12.000 euros, um serviço que a Junta e a Secretária de Família e Bem-estar, Susana Lopes Abelha, decidírom que nom entrava nas ajudas às cámaras municipais, mas que o BNG quere manter e até incrementar de acordo aos princípios que marcam a nossa óptica de esquerda. Por isso, imos ir mais alá e advogamos pola instauraçom do programa Jantar na Casa e pola prestaçom de serviços de fisioterapia a domicílio. Isto nom só som serviços sociais para para os nossos maiores, mas tamém oportunidades laborais para o estudantado chantadino pondo freio à sangria migratória e o conseguinte brain drain da mesma.

Em definitiva, resulta meridianamente claro o que expujo Ildefonso Pinheiro no pleno de hoje:


“Como vem, sem quartos é difícil levar a cabo nengum tipo de objectivo. Esta falha de recursos fai-se especialmente grave nos Concelhos medianos que prestam todo tipo de serviços, como as grandes cidades, mas que nom tenhem transferências económicas por parte das Comunidades Autónomas para gestioná-los. A Cámara Municipal de Chantada empresta serviços desportivos, escola infantil, centro-de-dia, ajuda no fogar, piscinas, serviços de Abastos, etc, etc... que nada tenhem que invejar aos emprestados em concelhos com dez vezes mais de orçamento”.


Eis a Chantada que aí vem, eis as razons para acreditar na transformaçom da sociedade mediante a luita e a esperança, eis um projecto eficiente e de esperança que requere de toda a vossa força e apoio para poder sair avante e fazer do nosso concelho um lugar plural, sustentável, democrático do que sentir-se orgulhoso e em constante transformaçom e avance. Eis a nossa proposta que com valentia e fachenda apresentamos para a conseqüiçom dumha Chantada viva.

quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

E Galiza dixo QUEREMOS GALEGO


"O povo que escarnece ou esquece o seu idioma esta-lhe dizendo ao resto da humanidade que perdeu a sua dignidade", Manuel Maria




DEITADO FRENTE AO MAR…

Língua proletária do meu povo
eu falo-a porque si, porque me gosta
porque me peta e quero e dá-me a gana
porque me sae de dentro, alá do fondo
dumha tristura aceda que me abrange
ao ver tantos patufos desleigados,
pequenos mequetrefes sem raízes
que ao pôr a garabata já nom sabem
afirmar-se no amor dos devanceiros,
falar a fala mai,
a fala dos avôs que temos mortos,
e ser, c'o rostro erguido,
marinheiros, labregos da linguage,
remo e arado, proa e relha sempre.

Eu falo-a porque si, porque me gosta
e quero estar c'os meus, co'a xente miña,

perto dos homes bos que sofrem longo
umha história contada noutra língua.

Nom falo pr'ós sobérbios,
nom falo pr'ós ruins e poderosos,
nom falo pra os finchados
nom falo pra os valeiros,
nom falo pra os estúpidos,
que falo pr'ós que agoantam rexamente
mentiras e injustiças de cotio;
pr'ós que suam e choram
um pranto cotiám de bolboretas,
de lume e vento sobre os olhos nuos.
Eu nom podo arredar as minhas verbas de
todo'los que sufrem neste mundo.
E ti vives no mundo, terra minha,
berce da minha estirpe,
Galiza, doce mágoa das Espanhas,
deitada rente ao mar, isse caminho…

CELSO EMÍLIO FERREIRO






segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010

FAUNA CHANTADINA E PERSPECTIVAS PARA AS MUNICIPAIS


Ainda ecoam aquelas palavras dum destacado dirigente da direita espanhola “joder que tropa!”, enunciado que mesmo semelha desenhado para aplicar-lhe à direita espanhola. Nom é nada novo que na Galiza existe umha caste de senhoritangos que desprezam o país e apenas aspiram por medrar e crescer alá pola Meseta. Nom fai tanto que Rosa Díez afirmou “Feijoo es muy gallego en el sentido peyorativo de la palabra” já que nom lhe chegava a cruzada desamalhoada contra o galego porque já nom lhes avonda com que os galego-falantes vivamos emigrados na nossa própria terra. Som a direita do búnker franquista que tam bem lhe vai alá polos mandriles, pátria do chauvinismo e os preconceitos.
A xenofobia nacionalista cara os imigrantes complementa-se com a xenofobia nacionalista cara a dentro, com a intolerância por bandeira e o provincianismo castiço madrileno como norma. Eis o PP de Susana López Abella que tentou apresentar em Chantada umha moçom contra a “imposiçom” do galego. Um PP reaccionário e intolerante, nacionalista espanhol e herdeiro da pior bagage ideológica do franquismo. Um PP demagógico que enlama de dia para dia a política, composto por trepas e medíocres que nom som capazes de fazer umha oposiçom construtiva e auto-centrada em Chantada e por isso vivem de emular aos seus “grandes”. A sua miséria intelectual chega a tal ponto que com o partido local em crise e a ponto de rachar ainda falavam de “bipartito”, eles, os do bi-partido. Os delegados de Susana que ascendeu como o dom Caledónio de Risco e inchou o fole e a sua veia senhoritanga.
De certo que em 2011 as redes clientelares de Chantada funcionarám ao 1200%, com um PP desesperado por nom finar absorvido pola nova marca eleitoral da direita local que comandará, incrível mas certo, o home que deixou a cámara municipal ao bordo do colapso económico com concesons pingües a empresas privadas, como a das piscisnas municipais entregues a umha empresa enquanto o concelho seguia gastando milheiros de euros em pagar o gasoil. Ultraliberalismo puro e duro que, infelizmente, desconhece a grande parte das vizinhas e dos vizinhos.
Si, o “monolitismo”, versom local do fraguismo, volve apresentar-se. E essa é a sua grande eiva, nom se podo fazer umha proposta eleitoral a sério botando mao do cacique de toda a vida, qual será o lema “Vota Manolo, tú ya sabes” ou quiçais “Tem sentidinho, vota Manuel”? Assi nom, com umha Sada já tivemos de avondo. Assi nom se constrói umha direita civilizada e auto-centrada na Galiza, umha direita que beba como mínimo do cuinhismo e para bem da autêntica tradiçom galeguista, umha direita que mereça chamar-se galega e que se espelhe na direita europeia da Escandinávia e os países germánicos. Umha direita adulta e civil, nom umha direita sectária e de quartel. Qual é a oferta ideológica real deste novo artefacto da direita local? Qual o projecto de vila que nos oferecem? O poder polo poder, nom tenhem a prepotência da direita dura e rança do PP, mas tampouco achegam rem novo.
E logo está o governo. Um governo de coligaçom que demonstra que em democracia é necessário pactar, dialogar e construir conjuntamente como acontece nos estados mais avançados da Europa. Os pactos entre BNG e PSOE fôrom um ponto de partida para umha cultura política e democrática que ainda está em cueiros e que arrincou com as mobilizaçons de Nunca Mais! e Nom à guerra! Agora bem, a ninguém se lhe escapa que as relaçons entre os dous sócios de governo nom é a melhor porque o PSOE nom entende que nom governa em solitário, que o BNG nom é um simples convidado de pedra. O PSOE deve volver ser PSOE e nom umha casa tomada por “independentes”, tem que soltar lastre e, sobretodo, tem de apartar a umha parte muito concreta dos seus quadros dirigentes actuais. Do contrário, auguro-lhe um batacaço eleitoral e umha longa crise interna. É cousa deles, mas seria bom que se o planejaram antes de ver-lhe as orelhas ao lobo.
E que pode oferecer o BNG. Esquerda, ética de esquerdas. O BNG é a única força genuinamente de esquerda que concorrerá nas eleiçons de 2011, umha esquerda que historicamente sempre estivo viva e vigorosa em Chantada, umha esquerda nacional que deseja que Galiza seja naçom e viver num país com sociedade civil madura e crítica, como a que exite em Catalunya ou Euskal Herria. Umha esquerda dos que estám fartos de calar e ir com quem mande, fartos dos caciques e dos senhoritos e desejosos de construir umha naçom pluricêntrica de cidadaos. O BNG quere ser umha esquerda capaz de integrar as chantadinas e os chantadinos, as forças vivas da vila para que nom volvam os de sempre.
Nessa Galiza viva e plural é tamém muito necessário que desde a esquerda se crie sociedade civil que exija – seja ou nom de todo coincidente com os nossos postulados– umha democracia burguesa merecente de tal nome, ou seja, umha república burguesa onde as classes meias e populares transijam ceder parte da sua soberania sempre e quando se garantam as condiçons dum forte welfare state, como o que existe na Escandinávia, e onde as classes operárias sejam a alavanca da transformaçom através da esquerda social mais consciente. Isto nom é umha concesom apenas aos espíritos burgueses – eu próprio som um pequeno-burguês– mas tamém um impulso necessário para construir sociedade civil.
O termo sociedade civil deostado por algumha esquerda está dalgum modo incluído em Marx e na sua teoria da acumulaçom de forças materiais. É compatível com o conceito de classes, porque abrange mais do que umha classe (ou menos dependendo de qual seja) e fai-se necessário nos nossos sistemas políticos actuais, em minha opiniom. Quanto mais livremente se desenvolvessem as sociedades civis mais se multiplam os projectos nela, ou seja, que se permite as estruturas sociais impor tendências e influir sobre as decisons polítiticas exercendo de contrapeso à grande burguesia, controladora do Estado de resto, as utopias e os sonhos da sociedade civil, da sociedade mais consciente, tornam-se nessas forças materiais de que falava o jovem Marx quando se apoderam das massas. A laboura dumha esquerda nacional que seja merecente de tal nome é empregar as instituiçons como alavanca desde a que outorgar força e poder à sociedade civil, para reforzá-la no sentido de acumular forças materiais que fagam de contrabalança ao poder do Estado, enquanto sentam as bases para que novas forças sociais inventem futuros. A vindoura legislatura tem de ser para o BNG a batalha da participaçom cidadá, de desenvolver estruturas onde os cidadaos podam incidir com claridade e transparência na instáncia política. Já nom hai partido-guia, agora o fouzinho só serve para abrir um caminho que se deve percorrer e elaborar entre todas as chantadinas e todos os chantadinos no seio dumha Galiza que tem vontade de ser e de decidir.

“Joder, como sois los gallegos! Madia a leva”.

terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

A selecçom nacional direito popular!!!


Beiras qualifica de "fito" as consultas catalás


O presidente da Fundaçom Galiza Sempre foi um dos quase 40 observadores que seguírom in situ um processo "exemplar" e "referente para Europa"

Tirado e adaptado do jornal Galicia Hoxe a 15-12-09.

Beiras, durante a súa estancia en Cataluña, esta fin de semana FOTO: G.H.

O presidente da Fundaçom Galiza Sempre, catedrático emérito de economia, membro do Encontro Irmandinho e do Conselho Nacional do BNG, José Manuel Beiras Torrado foi um dos quase quarenta observadores internacionais que se desprazárom a passada fim-de-semana até Catalunya para seguir em primeira linha as consultas soberanistas celebradas em 166 concelhos e que acabárom com umha participaçom do 27,46% da populaçom que podia votar e com um 94,89% de sufrágios a favor do si à independência.

Convidado pola Coordinadora pola Consulta sobre a Independência e polo Ciemen (Centro Internacional Escarrié para as Minorias Étnicas e as Naçons), Beiras compartilhou o sábado e o domingo com compañeiros de muitos outros países, entre eles, do Partido Nacional escocês, do Parlamento do sul de Tirol, da Nova Aliança Flamenga, do partido quebequês ou da executiva do Sinn Fein.

O nacionalista galego viveu as consultas na comarca do Penedês, nos concelhos de Vilanova i la Geltrú, L'Arboç e Vilafranca del Penedês, onde pudo visitar alguns "colégios eleitorais" -situados em locais de associaçons culturais, desportivas, em garages, incluso em hotéis, etc.- e comprovar que "a organizaçom foi incrível, perfeita", e o processo, todo "um referente para Europa". O antigo pora-voz nacional do BNG assinalou como eram "centos" os integrantes do voluntariado que trabalhárom e como todo estava controlado, para centralizar os dados e impedir irregularidades. "Non houvo nengum tipo de incidente e todo foi dumha limpeça extraordinária", salienta o frontista, quem engade que, mália o que dim alguns meios, "a porcentage de participaçom foi bastante superior às expectativas", tendo e conta que non houvo propaganda pública e que nom se fixo campanha polo si.

Beiras pom a destaque que esta foi "umha iniciativa tomada pola cidadania activa, no tramado da sociedade civil, sem nengum apoio institucional, sem propaganda de partidos". "Foi um processo exemplar que marca um fito porque nunca se permitiu que a cidadania formulasse umha questom assi e parece-me que marca um ponto de inflexom na dinámica política", engade. Em efeito, está previsto que o processo continue e que a finais de Fevereiro se faga a consulta noutros concelhos e, já em Abril, leva-la a cabo nas grandes cidades e nas capitais de província catalás.

O DADO

Voto de maiores e emigrantes

A Beiras chamou-lhe especialmente a atençom ver como nas consultas votou "muitíssima gente maior, de 50 ou 60 anos para arriba", que estivera mui activa no tempo do franquismo e nas mobilizaçons democráticas dos 70 e que agora recuperam a voz. Tamém destaca que se lhes deu direito a voto aos inmigrantes que trabalham alí e que nom podem fazê-lo nas eleiçons ordinárias. Os rapazes de 16 e 17 anos tamém pudérom emitir o seu sufrágio.

A CERNA

"Algo assi aqui, agora mesmo, seria mui arriscado"

Ao perguntar-lhe por se na Galiza se poderia implementar um processo semelhante, Beiras considera que "na Galiza de hai dez anos poderia, porque havia um processo de constante expansom da consciência identitária, de adesom ao princípio do direito colectivo do povo galego à autodeterminaçom, mas com a involuçom que se produziu nestes anos e com a situaçom que hai neste momento, de desmobilizaçom e frustraçom, algo assi seria mui arriscado".

Considera que "as experiências dos povos nom som exportáveis de maneira mecánica", e, neste sentido, explica que "a sociedade catalá tem umha cultura e umha consciência de identidade mui pacífica, mas mui rotunda que nom se dá na Galiza". Fai fincapé em que as forças políticas em Catalunya nom combatem o feito identitário -"só no caso do PP e por isso é residual ali", defende-, e essa nom é a situaçom da nossa comunidade. Demais, considera que aqui o comportamento dos grupos mediáticos é muito mais hostil ainda.

Beiras explica como moita xente lle dicía esta fin de semana que non era independentista, pero ante o feito de que o Estado "tome os cataláns de cachondeo, mexen por eles e lles digan que chove", optan por votar pola independencia "porque non lles queda outra". "Este fenómeno non se dá da mesma maneira en Galiza", conclúe.

quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

Política social, política de esquerdas


Ajudas ao transporte para o estudantado de Chantada

Esta é umha velha vindicaçom de Galiza Nova em Chantada que, felizmente, vai botar a andar como recentemente anunciou o Tenente de alcaide, Ildefonso Pinheiro, na cadena local Tele Vinte. Aguardamos que seja um primeiro passo e que quando a situaçom orçamentar o permita se inzem as quantias:

A continuaço reproduzimos parte do acordo da cámara municipal ao respeito para que os interessados podam solicitar as ajudas:

A cámara municipal de Chantada, por acordo da Junta de Governo Local do i6/11/2009 aprovou as seguintes bases para a convocatória pública de subvençons para ajuda ao transporte para o estudantado:

“BASES DA CONVOCATÓRIA DE SUBVENÇONS PARA AJUDA AO TRANSPORTE A ESTUDANTES.

1.- OBJECTO. A Cámara municipal de Chantada quere convocar umha linha de ajudas ao transporte, destinada a aquelas vizinhas e vizinhos que cursan, fora do termo municipal e em centros de ensinança sustentados com fundos públicos, algum dos seguintes estudos:

- CICLO MEIO DE FORMAÇOM PROFESSIONAL - CICLO SUPERIOR DE FORMAÇOM PROFESSIONAL

- Estudos universitários ou de regime especial. - Outros estudos nom impartidos em centros oficiais do termo municipal.

En conseqüência, quedam fora da linha de ajudas os estudios de Educaçom Infantil, Primria, Secundária Obrigatória e Bachalerato, por existir na actualidade centros públicos dentro do termo municipal que impartem os devanditos cursos.

2.- FINALIDADE. A finalidade desta convocatória é sufragar parcialmente o custe de traslado do estudantado que cursem algum dos estudos assinalados na anterior base.

3.- ORÇAMENTO. A Cámara municipal de Chantada dispom das seguintes quontias orçamentares para destinar a esta convocatória:

Partida.- 313.481.00: 12.000 €. Importe das achegas. A conceder: as achegas a conceder, como máximo, ascenderám a um importe único de 150,00 € por beneficiário e curso escolar

4.- DESTINATÁRIOS. Poderám optar a estas subvençom as pessoas censadas na Cámara municipal de Chantada que cursem fora do termo municipal algum dos estudos indicados na base primeira durante os cursos 2009/2010.

Non poderám optar a estas subvençons as pessoas e entidades às que se refirem os artigos 13.2 e 13.3 da Lei 38/2003 de 17 de Novembro, Geral de Subvençons.

As solicitantes nom poderám ter pendente de justificaçom nengumha ajuda anterior da Cámara municipal, a nom ser que lhes fora concedida umha prórroga.

5.- LUGAR E PRAZO DE APRESENTAÇOM DE SOLICITUDES.

5.1.- Lugar de apresentaçom. As solicitudes deverám apresentar-se no registo geral da Cámara Municipal, ou...




Jantar na Casa


A Cámara Municipal de Chantada já tem aberto o prazo de inscripçom no programa Xantar na Casa, um novo serviço pensado para pessoas maiores de 60 anos que tenham algum grao de dependência. Os beneficiários receberám nas suas moradas comidas supervisadas por expertos em nutriçom, que terám em conta as suas necessidades persoais.
O tenente de alcaide, Ildelfonso Pinheiro, explicou que este programa está pensado para proporcionar aos beneficiários «umha alimentaçom de qualidade e nutritiva», mas nom só, já que tamém é um objectivo prioritário «evitar situaçons de risco que se podam produzir no processo de elaboraçom da comida, facilitar um respiro às famílias e coidadores e contribui para a conciliaçom da vida laboral e familiar das mulheres», que som as que, infelizmente, seguem suportando as maiores cargas de trabalho no fogar.
Para acolher-se a este programa é mester contar com mais de 60 anos, estar empadroado em Chantada e viver neste concelho, e ter algumha limitaçom na sua autonomia persoal e carecer de apoio familiar ou estar em situaçom de exclussom social. No tocante ao custo do serviço, será de dous euros por pessoa e dia, assumindo o restante custo do serviço o Concelho de Chantada e o Consórcio de Serviços de Bem-estar, em menor medida ao recortar as ajudas que se concediam para Chantada desde o anterior Governo da Junta da Galiza.

A nossa língua, a nossa naçom: autodetermiNAÇOM!



O próximo seis de Dezembro é feriado no Estado espanhol que celebra a Constituiçom espanhola parida nas postrimerias do franquismo e aprovada na dicotomia 'isto ou ditadura'. O arredismo galego só pode voltar afirmar-se nos seus princípios históricos: nem Espanha nem Constituiçom, autodetermiNAÇOM.

Nos próximos dias repartirá-se o material conrrespondente a esta campanha.

Na Galiza em galego! Enlace para um documental sobre a política lingüística de Burela das melhores desenvolvidas na Galiza:

http://www.culturagalega.org/noticia.php?id=14133&soportal=avg
Negrito
Tamém se celebrará na quinta-feira, 10 de Dezembro, na Sala Magna da faculdade de Medicina, um grupo de discusom e debate com o galho da celebraçom do centéssimo aniversário da licenciatura de Castelao. O tema central do debate será a participaçom sócio-política e resposta do nacionalismo juvenil.

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Já hai data: a Rolda de Rebeldia será o 30 de Janeiro de 2010


Sample image

A celebraçom da primeira jornada deste processo de reflexom e de diálogo para a intercomunicaçom entre a esquerda social e política galegas já tem data concreta. Por mor da nova data e a diversidade de pessoas e colectivos a contactar por parte da Comissom o prazo de inscriçom será até o 15 de Janeiro.

Os contactos entre a Comisom da RdR e os diferentes corpos individuais e colectivos da esquerda continuam a bom ritmo e estenderám-se, com diferentes formatos, até a celebraçons desta o 30 de Janeiro. Por mor da enorme diversidade de pessoas e colectivos a contactar por parte da Comisom, e com a intençom de que ninguém se sinta excluído deste processo de diálogo, o prazo de inscriçom para participar permanecerá aberto deica o 15 de Janeiro de 2010.

A Rolda de Rebeldia procura criar un espaço de comunicaçom entre as organizaçons políticas, sindicais, sociais e de base, assi como os cidadaos e cidadás conscientes, que actuam na Galiza para umha comum reflexom da realidade sociopolítica do nosso povo. Está aberto um processo de diálogo, meramente organizativo, para chegar ao 30 de Janeiro, polo que a Comisom vem de criar un espaço web no que cadaquén pode achegar as súas opinions, contactar com a organizaçom, inscrever-se para o 30 de Janeiro, etc.

PARA INSCREVERSE NA RdR:
http://www.roldaderebeldia.org/index.php/component/jforms/1/90.html

PARA ENVIAR ACHEGAS:
http://www.roldaderebeldia.org/index.php/component/jforms/2/91.html

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

O truismo imperialista ou a dupla moral do Ocidente

Circula por Ocidente a absurda ideia de que a nossa política exterior se rege por um impulso humanitário e que as reacçons "terroristas" e antiocidentais som apenas cousas de fanáticos, sem considerarmos que quiçais sejamos o alvo da sua ira. Fai uns dias tivo lugar umha interesante palestra do Carlos Taibo sobre o conflito na Tchetchênia, no Centro Social A Gentalha do Pichel de Compostela, e nesta breve reflexom encaminharemo-nos por umha análise da política exterior dessa instituiçom servil do Imperialismo chamada OTAN, NATO nas suas siglas inglesas. Para isso basearemo-nos basicamente no capítulo 8 do livro de Noam Chomsky intitulado Hegemony or survival de 2003.

Parece claro que hodierno ninguém comemora o sucesso de Nikita Krushchev por ter posicionado mísseis nucleares em Cuba, nem condena os arautos do meto que alertaram para a ameaça que isso representava. Tamém ninguém aplaude o líder de Coréia do Norte por desenvolver armas nucleares e fornecer tecnologia ao Paquistám para a fabricaçom de mísseis, assi como nom denigrimos os que alertam para as possíveis conseqüênicas apenas porque elas nom se concretizam. Um apologista da violência de Estado que adotasse tais posiçons seria considerado um mostro imoral ou um lunático. Todo isto semelha óbvio até que os mesmos critérios devem ser aplicados a política exterior do Ocidente, aí como dizia o célebre anúncio de R "cambia-che o conto". Quando somos nós os apologistas da violência de Estado a postura do monstro imoral troca em altamente honrada e a adopçom dos truísmos e condenada com indignaçom e repulsa.

Em primeiro lugar assistimos a escala planetária ao que se tem denominado "Guerra ao terrorismo", nom sendo esta mais do que umha continuaçom daquela outra que iniciara no seu dia Ronald Reagan apoiando aos contras em Nicarágua e denominada por Bush II como War on terror. Vaia por diante que o termo terrorismo é extremadamente difícil de definir. Se nos restringimos as versons oficiais do Império o terrorismo é o "uso calculado de violência ou ameaça de violência para alcançar metas de natureza política, religiosa ou ideológica por meio de intimidaçom, coaçom ou instalaçom do medo", mas entom as invasons do Iraque e do Afeganistám nom som actos de terrorismo? A dupla moral é clara.

Na verdade as definiçons oficias de terrorismo venhem a coincidir com as de contraterrorismo que oferecem as mesmas fontes, camuflando por vezes o termo baixo o sintagma "conflito de baixa intensidade" ou simplesmente como "contra-insurgência": fôrom os atentados do 11-S ou do 11-M por acaso um conflito de baixa intensidade? No entanto, sob a etiqueta contraterrorismo acocha-se a OTAN e os EUA para cometer qualquer acto de barbárie em nome da liberdade, da democria e dos Direitos Humanos, palavras que em sua boca cheiram a xofre. Como indicou Ahmed Rashid "hai um crescente ressentimento, devido ao facto do apoio americano estar permitindo que o regime militar [de Musharraf] retarde o cumprimento da promessa de democracia" no Paquistám e na mesma linha vai o egípcio El Lozy: "todo e qualquer governo antidemocrático no mundo árabe-islámico [é apoiado polos EUA] (...) Quando ouvimos as autoridades americanas falarem de liberdade, democracia e valores desse tipo, nas suas bocas essas palavras soam obscenas".

Na War on terror semelha que o terrorismo é enxergado apenas como a arma dos fracos e o terror limita-se às acçons suas. Por contra, nos casos de contra-insurgência os militares americanos sempre olhárom admirados para a doutrina nazi e mesmo oficiais da Wehrmacht assessorárom Washintong durande décadas. Daquela, desde a perspectiva do opresor pouca diferença hai entre "terrorismo" e "resistência", ignorando o recolhido polos estatutos das Naçons Unidas, que reconhecem a legitimidade das acçons exercida a prol do "direito de autodecisom, liberdade e independência quando esses direitos lhe fôrom tirados a esses povos mediante o uso da força, principlamente povos sob regimes colonialistas e racistas e ocupaçom estrangeira". Para o primeiro caso podemos exemplificar com a Palestina, para a segunda a Tchetchênia, o Iraque ou o Afeganistám. Esta resoluçom data de 1987 e a votaçom foi de 153 a 2 com a única abstençom de Honduras, quem votou entom em contra? Husseim? os talibáns ou qualquer outro tirano terrorista? Nom votárom em contra as grandes "democracias": os Estados Unidos de América (EUA) e o estado nazi-sionista de Israel.

A guerra ao terrorismo nom passa hoje de ser umha actualizaçom da velha guerra contra o "comunismo", que serviu no Estado espanhol para derribar um governo burguês legitimamente referendado nas furnas ou para promocionar o ascenso de Hitler ao poder. Durante décadas em latino-américa apreendêrom bem quem eram os comunistas aos que combatiam as forças ianquis: os pobres e oprimidos que tinham a valentia, ou a ousadia vistos desde o Império, de erguer-se contra a doutrina Monroe, por exemplo o apoio ao golpe de estado de Augusto Pinochet em Chile. Portanto, atacar alvos fáceis é um acto terrorista ou umha causa nobre dependendo se o fai um governo Ocidental ou um talibám.

Podemos aduzir porém que nos somos culpáveis dos factos dos EUA -algo falso ao brindar-lhe e apoio e cobertura servil, mas bom-, no entanto exacerbamo-nos condenando aos "piratas" somalís que atacam aos nossos marinheiros "espanhóis". Os marinheiros espanhóis pescam em augas internacionais, augas que pertencem a todos os países do mundo em teoria, mas nos que só podem manter fortalezas flotantes uns pouvos previlegiados, ao igual que o marinheiro somalí nom pode capturar toneladas de peixe com umha barca que apenas pode alonjar-se da costa... eis o truismo ocidental assentado ainda totalmente no mais burso darwinismo social. Recentemente ouvia eu a umha jovem universitária dizer que nom era racista, que ela apenas era ordenada e que, daquela, cada um devia ficar no seu país. Isto é quase esperpéntico ouví-lo na Galiza que produziu tanta emigraçom como muitos dos estados africanos.

Recentemente, Barak Obama recebeu, nom sabemos ainda mui bem polo quê, o prémio Nobel da Paz, consolidando a tradiçom de entregar-lho a terroristas com rosto amável pois já se sabe que "no país dos cegos o torto é o rei". Quando se iniciou a guerra do Afeganistám, sob o pretexto dos atentados do 11-S (ocultando como se figera na II Grande Guerra com Pearl Harbor ou no Vietnám com o Golfo de Tonquim as verdadeiras causas de evidente cariz económico), defendeu-se que umha ampla maioria no Ocidente apoiava as acçons "truístas" dos EUA. Porém, a grande maioria da populaçom mundial estava em contra: em Grécia apoiavam os bombardeios 8%, na França 29%, em México 2%, em Venezuela 11% e em Colômbia, aliado preferente dos EUA com um governo terrorista, mesmo e irrisório 11%.

Os bombardeios justificárom-se porque os responsáveis do atentado do 11-S, com indícios claros de ter sido instigado pola CIA, foram identificados e o regime talibám fornecera-lhes ajuda. Porém, oito meses despois, em Junho de 2002, o director do FBI, Robert Mueller, nom pudo mais que aduzir umha responsabilidade indirecta do Afeganistám nom maior ca da Alemanha, onde se treinaram os pilotos, ou a dos Emiratos Árabes Unidos. A fim de contas, se a responsabilidade indirecta do Afeganistám podia apenas ser inferida em Junho de 2002 resulta evidente que nom existia nengumha certeza que justificara um ataque desproporcionado dessas dimensons oito meses antes, quando Bush II ordenou o ataque, quer dizer, que o bombardeio foi um crime de guerra, um acto de agressom em toda regra.

Nom muito diferente foi o bombardeio da OTAN sobre Sérvia, amparando-se na violaçom dos Direitos Humanos do povo albanês. Ano e meio despois, quando se lhe perguntou a Javier Solana a razom pola qual nom intervinheram na agressom da Rússia a Tchetchênia, este afirmou que "a Rússia nom podia ser tratada como Sérvia porque tinha cabeças nucleares". Noutras palavras, que a OTAN dá-lhe a razom a Fidel Castro na crise dos mísseis como resposta à invasom da Baia dos Porcos ou ao programa nuclear de Irám ou Coréia do Norte, vaites, vaites ou caráfio como mais goste o leitor.

Para além disso, no caso do Afeganistám era claro que o bombardeio punha em risco milhons de vida que poderiam nom morrer já directamente, senom que pola acçom da fame corriam sério risco de desnutriçom; eram todos talibáns? por acaso nom justifica isto os atentados do 11-S ou do 11-M onde o oprimido tampouco distingue entre civis e tiranos? Quando a Nicarágua ou Cuba sofriam os ataques terroristas, financiados e desenhados polos EUA provadamente, reagírom em "legítima defesa" jogando bombas em Washintong, Nova York ou Miami? Quem é que promocionou com a sua estrategia imperialista o terrorismo indiscrinado de Al-Qaeda? Quem treinou aos talibáns durante a invasom soviética do Afeganistám em 1986?

Outro motivo recorrente aduzido por Bush, Blair ou Aznar, e nom menos repulsivo do que o anterior, era que o governo talibám recusava entregar aos suspeitosos de cometer as atrocidades do 11-M. No entanto, os EUA negárom-se em redondo a fornecer qualquer prova para justificar umha extraditaçom. Nesse mesmo período o Haiti solicitou, mais umha vez, a extraditaçom do sanguinário Emmanuel Constant, líder das forças paramilitares responsáveis de milhares de assasinatos e apoiado polos governos de Bush I e Clinton. Porém, isso deu direito ao Haiti para deitar bombas em Washintong? Ou de seqüestrar e assassinar a Constant na sua cidade de residência, Nova York, eliminando de passo a dúzias de civis como fai Israel? Seriam denominados estes cidadaos americanos ou israelis mortos como "danos colaterais"? Tem já ilustre prosápia aquela sentência da doutrina Bush: "Se você abriga terroristas, você é um terrorista; se você ajuda e apoia terroristas, você é um terrorist e será tratado como tal". Apliquemo-nos logo o conto.

Todo isto da War on terror nom é mais que a extensom dum princípio forjado polo ultraliberalismo e que tenta fazer acreditar ao Ocidente que todos os males do mundo som culpa do "terrorismo", toda vez que o "comunismo" parece ter sido vencido ou, quando menos, silenciado momentanemente. Esta doutrina tenta legitimar umha outro princípio, na verdade o terrorismo internacional mesmo, que estabelece que os bombardeios maciços som umha resposta legítima a crimes terroristas. E entom legítimo que o Estado espanhol bombardeie maciçamente a Euskal Herria polas acçons da ETA? Bombardeou o Reino Unido a Irlanda polas acçons do IRA? Tamém Hitler baseou boa parte da sua repressom e das suas acçons imperialistas sob a escusa de combater o terrorismo, a história, infelizmente, repete-se mais umha vez.

A defesa dos Direitos Humanos, da democracia ou da liberdade som apenas imensas cortinas de fumo para silenciar as passivas consciências ocidentais. Em 1998 o presidente Clinton autorizou o bombardeio da indústria farmaceútica al-Shifa no paupérrimo e infensivo Sudám. O pretexto empregado na altura era que ali se produziam armas de destruiçom maciça - como se aduziu no Iraque, tamém falsamente-. O resultado foi que a maior fonte de medicamentos farmacológicos e veterinários do país foi exterminada e milhares de pessoas morrêrom a conseqüência disso. Como aponta Noam Chomsky:

"Um crime equivalente a umha mera fracçom dessa dimensom deixaria o alvo enfurecido, caso el fosse os Estados Unidos, Israel ou algumha outra vítima valiosa, e provocaria retaliaçons do tipo que chegamos a relutar em imaginar, que, além de todo, ainda seriam aplaudidas como um exemplo paradigmático de guerra justa. Segundo o princípio da proporcionalidade deduze-se que o Sudám tenha todo o direito de revidar com terrorismo maciço (...) muito pior do que os crimes de 11 de Setembro, que fôrom chocantes, si, mas nom gerárom tais conseqüências.

Do exposto até o de agora tiram-se duas conclusons claras com as que queremos rematar:

a) A política exterio Ocidental é de por si hipócrita, regida por umha dupla moral abominável. Muitas atrozidades que correctamente denunciamos nom som intencionais (como os denominados "danos coleterais"), ainda que isto nom tenha sido em conta quando o responsável é "o outro", o diferente, o estrangeiro.

b) A política exterior dos EUA, de Israel e da servil UE nom fai mais que avivar a possibilidade dumha escalada do terrorismo mundial, já que a depauperaçom dos países árabes e africanos só fai ir em aumento cada dia. Enquanto os EUA e os seus sócios apoiam a ditaduras e governos corruptos por todo o globo, o ódio a Ocidente só fai inçar-se e as posiçons do islamismo estám a ganhar posiçons em todos os países muçulmanos e até entre as elites económicas de boa parte deles, com o agravante o monopólio da violência já nom pertence apenas aos ricos e poderosos com novas armas de destruiçom maciça. Neste sentido o ultraliberalismo só fixo agravar o problema ao adelgazar cada vez mais a funçom do estado e drenar cada vez mais recursos da periferia para o centro aumentando a precaridade da grande maioria da populaçom desses países, muitos deles riquíssimos em recursos. Por outro lado, deixar que os palestinos enfrentem com pedras os tanques israelenses é um garante certo para fomentar e alimentar o ódio islámico contra o Ocidente.

Em resumo, o Ocidente é um accidente, o maior e mais organizado grupo terrorista do mundo.





+ Informaçom:
Na Rede

Resumo da palestra do Carlos Taibo sobre a Tchetchênia:
http://wwwafiador.blogspot.com/2009/11/resumo-e-comentario-as-palestras-de.html

Livros recomendáveis:

CHOMSKY, Noam (2003), Hegemony or survival, Metropolitan Books [nós manejamos a ediçom brasileira: O império americano: hegemonia ou sobrevivência, Campus editora, Rio de Janeiro, 2004, 3ª ediçom.