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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O PP cai mais umha vez na Galiza enquanto o BNG terma da correlaçom de forças

O 37,84% dos galegos votaria ao Partido Popular de celebrar-se agora as eleiçons autonómicas, moi longe de maiorias absolutas da etapa Fraga. No entanto, Núñez Feijóo volveria ganhar os comícios nacionais quatro anos despois de perder os mandos da Junta
O derrubamento popular é aproveitado quase a partes iguais por socialistas e nacionalistas. A cámara legislativa de Galiza configuraria-se assí:





O Partido Popular segue sendo a força maioritária nas quatro províncias, mas sofre umha fortíssima caída em todas elas, o que demonstra que o seu modelo de oposiçom em Madrid nom é factível para Galiza, Euzkadi ou Catalunya. Os integrantes do goberno aproveitam por igual a perda de votos dum PP descabeçado e orfo de liderato, o qual é um bom sintoma para o BNG que nom conta coas ferramentas propagandísticas do PSOE nem com “governo amigo” na metrópole.

A estimaçom da sondage de Quadernas, tirada do jornal GZnación augura tempos difíciles para o Partido Popular e a estimaçom de voto por idades tamém indica quais som os seus verdadeiros problemas. Em Lugo, lugar onde superava em mais de dez pontos aos socialistas, só lhe outorgam apenas quatro pontos de vantage sobre da lista encabeçada por Pérez Touriño. Segundo isto, o PP passaria na delimitaçom adminsitrativa de Lugo de 49,1% a 39,2% em estimaçom de voto; enquanto o PSdeG subiria de 33,7% a 35,4%; e o BNG cresceria de 15,2% a 18,5%, umha cifra histórica por estes lares que ideia da penetraçom do nacionalismo galego em núcleos de populaçom, até fai pouco hegemonicamente votantes do espanholismo.



De igual maneira sucede nas restantes províncias Pontevedra e Ourense.A Crunha será o símbolo da caída total do PP, assí, o PSdeG coloca-se a só umha décima dos populares, obtendo 35,1% e 35,2 por cento dos votos respeitivamente. O descenso conservador é aproveitado tamén polos nacionalistas, que soben até o 22,9% dos votos. No entanto, o mais surpreendente na Crunha é o 5% de votos "en branco, que marca, polo geral, o descontento nas cidadades coas forças espanholistas tradicionais e poderia recair na formaçom neo-fascista UPyD. En Ourense os populares perdem seis pontos, malia ser o seu feudo histórico (já o era da Renovación Española de Calvo Sotelo na II República) quase os mesmos que em Pontevedra se bem a maior parte desta caída em barrena vai para os indecisos o qual novamente pode deparar surpresas e mesmo ser votos que a direita maioritárica cede a extrema direita de Rosa Díez.

O voto urbano

O voto urbano esvara da simpatia nacionalista, segundo a enquisa, e deixa bem às claras que os seus apoios tradicionais demandam mais esquerda e mais arredismo no BNG como venhem reclamando os sectores críticos da formaçom (Encontro Irmandinho, Camilo Nogueira, Movimento pola base...). O BNG perde votos nas cidades de Galiza com o qual é impossível ocupar a presidência ou tam sequer reajustar a correlaçom de forças do nacionalismo no governo. A eiva é preocupante para o futuro do movimento nacional galego já que nos grandes núcleos só 10% manifesta que votaria aos nacionalistas, por 21,6 do PP e 21,9% do socialistas, algo que se explica pola perda de presença entre a mocidade das cidades e pola fugida de moitos arredistas cara formaçons mais comprometidas ideológicamente perante a traiçom de Quintana e a UPG ao discurso tradicional do independentismo galego. O voto semiurbano, o que pode dar umha alegria ao BNG, situa-se polo de pronto em 16,1 por certo dos sufrágios a só três e um ponto de populares e socialistas.

O rural mantém o tipo do PPdeG com 22,7 por cento dos votos, quatro e nove pontos por diante de PSdeG e BNG.

A terceira idade

Tan ou máis importante é a conservaçóm do voto anciám do PPdeG como a mobilización da gente nova do BNG, moito mais difícil ao ser um voto moito mais crítico e, desde logo, nunca incondicional. No tramo de idade de máis de 65 anos o PP colheita uns excelentes resultados (31,3%), enquanto o BNG ten nos mozos de entre 18 e 29 anos umha janela à esperança (20,8%) passando por cima das forças espanholistas, pouco compensável co exíguo 7,9% entre os maiores.

Por último, cumpre resenhar que desta volta a mobilizaçom do voto será essencial, perante umha crise económica que para o cidadao meio nom tem culpáveis visíveis e que o empurra a indicisom, já que nom tem meios ao seu alcance para perceber que só a troca do sistema pode evitar a sua quebra (e a do planeta).


Esta enquisa foi realizada a principios de setembro por Quadernas Consultoría sobre umha populaçom de 1.000 pessoas e tem um erro mostral de +-3,16, bastante alto já que por cima de +/-4% as enquisas já nom som nada fiáveis..