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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Beiras qualifica de "fito" as consultas catalás


O presidente da Fundaçom Galiza Sempre foi um dos quase 40 observadores que seguírom in situ um processo "exemplar" e "referente para Europa"

Tirado e adaptado do jornal Galicia Hoxe a 15-12-09.

Beiras, durante a súa estancia en Cataluña, esta fin de semana FOTO: G.H.

O presidente da Fundaçom Galiza Sempre, catedrático emérito de economia, membro do Encontro Irmandinho e do Conselho Nacional do BNG, José Manuel Beiras Torrado foi um dos quase quarenta observadores internacionais que se desprazárom a passada fim-de-semana até Catalunya para seguir em primeira linha as consultas soberanistas celebradas em 166 concelhos e que acabárom com umha participaçom do 27,46% da populaçom que podia votar e com um 94,89% de sufrágios a favor do si à independência.

Convidado pola Coordinadora pola Consulta sobre a Independência e polo Ciemen (Centro Internacional Escarrié para as Minorias Étnicas e as Naçons), Beiras compartilhou o sábado e o domingo com compañeiros de muitos outros países, entre eles, do Partido Nacional escocês, do Parlamento do sul de Tirol, da Nova Aliança Flamenga, do partido quebequês ou da executiva do Sinn Fein.

O nacionalista galego viveu as consultas na comarca do Penedês, nos concelhos de Vilanova i la Geltrú, L'Arboç e Vilafranca del Penedês, onde pudo visitar alguns "colégios eleitorais" -situados em locais de associaçons culturais, desportivas, em garages, incluso em hotéis, etc.- e comprovar que "a organizaçom foi incrível, perfeita", e o processo, todo "um referente para Europa". O antigo pora-voz nacional do BNG assinalou como eram "centos" os integrantes do voluntariado que trabalhárom e como todo estava controlado, para centralizar os dados e impedir irregularidades. "Non houvo nengum tipo de incidente e todo foi dumha limpeça extraordinária", salienta o frontista, quem engade que, mália o que dim alguns meios, "a porcentage de participaçom foi bastante superior às expectativas", tendo e conta que non houvo propaganda pública e que nom se fixo campanha polo si.

Beiras pom a destaque que esta foi "umha iniciativa tomada pola cidadania activa, no tramado da sociedade civil, sem nengum apoio institucional, sem propaganda de partidos". "Foi um processo exemplar que marca um fito porque nunca se permitiu que a cidadania formulasse umha questom assi e parece-me que marca um ponto de inflexom na dinámica política", engade. Em efeito, está previsto que o processo continue e que a finais de Fevereiro se faga a consulta noutros concelhos e, já em Abril, leva-la a cabo nas grandes cidades e nas capitais de província catalás.

O DADO

Voto de maiores e emigrantes

A Beiras chamou-lhe especialmente a atençom ver como nas consultas votou "muitíssima gente maior, de 50 ou 60 anos para arriba", que estivera mui activa no tempo do franquismo e nas mobilizaçons democráticas dos 70 e que agora recuperam a voz. Tamém destaca que se lhes deu direito a voto aos inmigrantes que trabalham alí e que nom podem fazê-lo nas eleiçons ordinárias. Os rapazes de 16 e 17 anos tamém pudérom emitir o seu sufrágio.

A CERNA

"Algo assi aqui, agora mesmo, seria mui arriscado"

Ao perguntar-lhe por se na Galiza se poderia implementar um processo semelhante, Beiras considera que "na Galiza de hai dez anos poderia, porque havia um processo de constante expansom da consciência identitária, de adesom ao princípio do direito colectivo do povo galego à autodeterminaçom, mas com a involuçom que se produziu nestes anos e com a situaçom que hai neste momento, de desmobilizaçom e frustraçom, algo assi seria mui arriscado".

Considera que "as experiências dos povos nom som exportáveis de maneira mecánica", e, neste sentido, explica que "a sociedade catalá tem umha cultura e umha consciência de identidade mui pacífica, mas mui rotunda que nom se dá na Galiza". Fai fincapé em que as forças políticas em Catalunya nom combatem o feito identitário -"só no caso do PP e por isso é residual ali", defende-, e essa nom é a situaçom da nossa comunidade. Demais, considera que aqui o comportamento dos grupos mediáticos é muito mais hostil ainda.

Beiras explica como moita xente lle dicía esta fin de semana que non era independentista, pero ante o feito de que o Estado "tome os cataláns de cachondeo, mexen por eles e lles digan que chove", optan por votar pola independencia "porque non lles queda outra". "Este fenómeno non se dá da mesma maneira en Galiza", conclúe.