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terça-feira, 10 de junho de 2008

O horizonte desdeixado: fundo e forma na esquerda. O sentido dumha Galiza “arredada” no contexto da mundializaçom

«(...) um descobre que nom hai umha soluçom individual para a angustia nem para a soidade, e aí nace a solidariedade e a paixom política», Ugio Novoneira.

O horizonte desdeixado

«Só lembrar é volver cando se lembram os sonhos», Ugio Novoneira.

Dum tempo a esta parte vimos assistindo a mais brutal perseguiçom e castraçom das opçons de esquerda, as quais devem refugiar-se em individualidades sem apenas artelhamento político ou em formaçons moi reduzidas e pouco permeáveis para a sociedade.

A esquerda revolucionária que na Galiza acadou o seu zénite nos setenta sobrevive sob siglas praticamente desconhecidas para a sociedade e a sua mensage fica totalmente criminalizada polos meia do imperialismo espanhol. Daquela, observamos como as tradicionais forças de esquerda fôrom desleixando o horizonte a prol dumha prática política possibilista que, no entanto, nom se encaminhou cara o objectivo final da esquerda senom que se empregou para apagar o discurso revolucionário da sociedade, ou seja, um outro fetiche para reforçar o controlo social.

Em 1912 constituía-se em Genebra um grupo de emigrados denominados “Os irmandinhos” que rematariam por integrar-se como um comité exterior da UPG[1]. Era umha forma de pressom ideológica exercida sobre da cúpula política desde a periferia e isto é precisamente o modelo de actuaçom que segue o Encontro Irmandinho e o Movimento pola Base no seio do BNG co objecto de definir novamente um horizonte hogano em sfumato, quer dizer, voltar falar sem tapulhos de socialismo e autodeterminaçom e colocar o BNG na vanguarda política do Estado como exemplo para as tamém desmanteladas esquerdas espanhola e portuguesa. Fazer um braço-de-ferro ao espanholismo desde umha postura ideológica inconfundivelmente esquerdista e arredista no vieiro se se quer de ERC ou a esquerda abertxale e sem obviar o diálogo, se calhar, com outras formaçons políticas de esquerda a nível mundial, especialmente coas da lusofonia e coas das naçons sem estado (Escócia, Bretanha, Babaria...).

Fundo e forma na esquerda perante os reptos do Imperialismo

O recente estouro da crise alimentar voltou demonstrar o letargo das opçons de esquerda nos centros imperialistas e Galiza, como periferia do imperialismo espanhol, é um exemplo perfeito de alienaçom dupla, dumha banda como povo e doutra como classe trabalhadora e operária adormecida.

A esquerda europeia, como já assinalamos, reduzida a um fato de nomes, os bons e generosos, sobrevive como pode observando como a pseudo-esquerda que analisa a crise alimentar omite radiografar a classe dos produtores e dos consumidores, achicando todo, co maniqueísmo extremo do posmodernismo niilista do neoliberalismo, ao biodiesel como se nom houver umha funda crise estrutural do sistema imperialista, graecum est, non legitur. De facto, «os preços dos combustíveis nom tenhem baixado a pesar do aumento em milheiros de vezes da produçom de etanol» (James Petras, 2008: 3)[2].

Assí, a classe dominante tenta paliar as desordes mundiais que ameaçam aos regimes imperialistas e às suas colónias com parches e demagogia que permita reorganizar o sistema, apostando pola opçom do nom-retorno, quer dizer, pola privatizaçom salvage, o fim do pouco que quedava do estado do bem-estar, a precaridade laboral mais absoluta (o medo goebbelssiano), a exploraçom dos povos oprimidos, o esgotamento dos recursos mundiais e a maior concentraçom de capital que se acorda. De consolidar-se o novo caminho será a fim da política e a instauraçom de oligarquias que governarám democracias de baixa intensidade desenhadas polos meia para povos alheados polo nacionalismo essencialista, paralisados polo medo e a repressom e encaminhados a simples força de trabalho educada desde abaixo no individualismo e o narcisismo mais absoluto que impida qualquer possibilidade de consciência colectiva e, portanto, de loita de classes, de género e de emancipaçom nacional.

O sentido dumha Galiza “arredada” no contexto da mundializaçom

«Embora a escola preparatória que conduz o movimento operário à vitória sobre a burguesia seja no fundo a mesma em toda a parte, este desenvolvimento realiza-se em cada país à sua maneira», (Lenine, 1920: 126).

O ferido modelo neoliberal tenta voltar recuperar a sua estabilidade inçando mais umha vez a funda fenda social, especialmente através da exploraçom das periferias do sistema. Entom, aceitar o modelo actual e hipotecar os povos e as gentes à alienaçom e à exploraçom mais salvages por meio de armas e de penas, noutras palavras, coa 'guerra preventiva' e os mass meia.

A alternativa a este modelo é a reorganizaçom das forças políticas e sociais populares e democráticas que devem, assemade, actuar em cada naçom aclimatando-se às suas particularidades, ainda que sem renunciar a alcançar o lema do Foro Social Mundial: «Globalizar a loita é globalizar a esperança», mensage fielmente reafirmada de dia para doa por homes como Camilo Nogueira ou José Manuel Beiras. No catastrófico panorama mundial, cumha crise alimentar que ameaça a milheiros de milhons de pessoas, só fica a constituiçom de blocos fortes no seio da esquerda mundial, umhas outras frentes populares que sejam democráticas, anti-imperialistas e nom patriarcais. Só assí é possível reverter a relaçom de forças a prol da classe trabalhadora.

Neste sentido, é necessário sublinhar que só um modelo político auto-centrado na Galiza pode gerir com sucesso a longa transiçom de capitalismo liberal e imperialista para o socialismo mundial, isso si, optando polo caminho do arredismo nom apenas como arela, mas tamém como ponto e final do colonialismo interior que leva assolagando Galiza mais de cinco séculos.

De facto, o nacionalismo de esquerdas (independentismo, arredismo, etc.) é a vanguarda política e necessariamente deve caminhar cara um horizonte novamente sólido e fazer que as bases compartilhem essa meta de dia para dia. Para os internacionalistas de boa fé, quer dizer, os que nom agocham o seu espanholismo sob o disfarce da pseudo-esquerda, compre recordar-lhes que a classe trabalhadora nom é um ente abstracto, senom que se materializa em realidades nacionais concretas como se demonstrou no capitalismo sem capitalistas do bloco soviético. Samir Amin (2008:7) indicava-o assí:

«(...) a importáncia das dimensons nacionais nom deve ser desestimada. Trata-se dum conceito progressista da naçom e do nacionalismo, longe de todas as naçons obscurantistas, étnicistas, religioso-fundamentalistas e chauvinistas hoje prevalecentes e que som promovidas pola estratégia do capital. Este nacionalismo progressista nom exclui a cooperaçom regional; a contrário deveria incitar à constituiçom de grandes regions que som a condiçom para umha loita eficaz contra os cinco monopólios»[3].

Entom, Samir Amin aposta por umha mundializaçom assentada em «alianças populares e democráticas que obriguem ao capital a ajustar-se ás suas exigências», ou seja, o desenvolvemento dum «mundo policêntrico autêntico» onde a nossa naçom tem que reservar o seu escano desde a loita revolucionária pola democracia e a fim da farsa mercantil chamada UE, pois o imperialismo «nom é um estádio – o estádio supremo- do capitalismo, senom que constitui o seu carácter permanente» (Samir Amin, 2008:3).

BIBLIOGRAFIA

AMIR, Samir (2008), “Capitalismo, imperialismo, mundializaçom”, www.lahaine.org (8-4-08, a traduçom é nossa).

FENTE PARADA, Antom (2008), "1º de Maio: naçom e socialismo no contexto do neoliberalismo" em http://chantadanova.blogspot.com/2008/05/1-de-maio-naom-socialismo-e.html

LENINE, Vladimir Ilitch (1920), A doença infantil do comunismo, Publicaçons Europa-América, Lisboa, 2005.


PETRAS, James (2008), “Las raíces estructurales del hambre, las crisis alimentarias y los desórdenes”, traduçom de Mar Rodríguez, http://petraslahaine.org (Abril 2008).



[1] RUBIRALTA CASAS, Fermín (1998), De Castelao a Mao. O novo nacionalismo radical galego (1959-1974): orixes, configuración e desenvolvemento inicial da UPG, Laiovento, Compostela, p.174.

[2] Para umha visom da falácia dos biocombustíveis veja-se o artigo “Ecologismo, biodiesel e soberania alimentar”, da minha autoria, em http://www.chantadanova.blogspot.com/2007/12/ecologismo-biodiesel-e-soberania.html

[3] Os cinco monopólios som: controlo das novas tecnologias, controlo dos fluxos financeiros, controlo dos recursos naturais, controlo dos meios de desinformaçom e controlo das armas de destruiçom massiva.

6 comentários:

Galiza Nova disse...

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Galiza Nova disse...

Coa escusa do "antiterrorismo"
O Reino Unido permitirá detençonns sem cargos de até 42 dias

Com rebeliom interna no Partido Laborista, o governo británico necessitou dos votos dos unionistas irlandeses para aprovar a iniciativa.

O Garcia do Outeiro disse...

Motivos para a greve social geral

http://www.lahaine.org/index.php?p=30874

Anónimo disse...

VIVA ESPAÑA

O Garcia do Outeiro disse...

Qual Espanha a dos povos oprimidos, a do proletariado explorado ou a dos touros, os terratenentes e a grande burguesia. Seja qual for para mim Galiza nom é Espanha, o qual nom quere dizir que nesse país mom haja cousas boas, como que levam desde século XV com colónias...

freefun0616 disse...

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