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quarta-feira, 7 de maio de 2008

1º de Maio: naçom, socialismo e autodeterminaçom



1º de maio:

Naçom e socialismo no contexto do neoliberalismo

e a globalizaçom

Antom Fente Parada.

Galiza, Maio 2008.

«Qual será aquele povo tão perdido,

que a si não seja mais afeiçoado

qu’a outro estranho e pouco conhecido?», António Ferreira.

Resumo: Desde a década dos setenta véu-se impondo umha nova ideologia dentro do bloco capitalista conhecida como neoliberalismo, a qual tivo o seu primeiro ensaio na ditadura militar de Augusto Pinochet em Chile. As suas teses venhem soterrar o keynessianismo e advogar por umha feroz globalizaçom, polo espólio dos recursos do planeta e a privatizaçom salvage, o que trai consigo a fim do chamado estado do bem-estar. No entanto, após a II Guerra Mundial, recrudesceu-se o auge do nacionalismo em aparente contradiçom co fenómeno da globalizaçom. Aliás, a caída do bloco soviético recrudesceu a ofensiva neoliberal e trouxo consigo novos ideologemas imperialistas como “A fim da história” de Fukuyama ou a morte das ideologias, que amordaçárom, aos movimentos de esquerda e/ou antissistema, à vez que neutralizárom às forças operárias tradicionais já só disfarçadas de vermelho nos seus sloganes.

1.- Intróito

Hogano, somos conscientes, sobretodo no estado espanhol, ainda que às avessas, do emprego do nacionalismo como arma ideológica. Porém, nom existe um único tipo de nacionalismo, posto que esta é umha palavra neutra que se deve adjectivar, positiva ou negativamente. Assí, ouvimos a cotío nacionalismo basco, separatistas ou nacionalistas, denominaçom desdenhosa empregada polo espanholismo (nacionalismo essencialista e burguês parido na Revoluçom francesa de 1779), mas note-se que sempre em plural e com conotaçons. De facto, a associaçom entre estado e naçom nasce no feito histórico que, tradicionalmente, se véu considerando como fito fundacional da Idade Contemporánea, na cronologia eurocéntrica.

As ideas da burguesia ilustrada propugnárom umha nova ideologia em que a legitimaçom do poder já nom partia de deus, coma no absolutismo, mas dos cidadaos, depositários da denominada soberania nacional. Isto supujo que as Cortes de Cádis (1812) tentaram aplicar um modelo mimético – do francês- e sentar os piares da futura naçom espanhola (fabricada nesta época, ainda que com precedentes nos Decretos de Nueva Planta de Felipe de Anjou no XVIII). No entanto, este nacionalismo identificava-se co marco dos reinos peninsulares em maos dos Borbons (Portugal independeu-se definitivamente em 1640) e, já que logo, adscreve-se um cidadao a umha ou outra naçom em funçom do território onde nasça, quer dizer, é um facto que se deriva da sua essência e nom como froito dumha opçom ou escolha pessoal.

No Estado espanhol, rastrejamos já oposiçons a este embrionário projecto, de mais ou menos intensidade, afinais do mesmo século XIX, ora desde as novas ideologias (socialismo utópico, marxismo...), ora desde essoutros territórios do Estado que tentavam elaborar um discurso nacional próprio (Beramendi, 2007), com o qual a burguesia nom só recrudesceu o discurso centralista, mas tamém aginha se decatou da necessidade de incrementar a vigiláncia sobre dos povos trabalhadores colonizados, saqueados economicamente pola burguesia dos estado-naçons e logo através desta polo Imperialismo, pois

«a burguesia tamém abandonou o seu anterior nacionalismo e converteu-se num fiel peom do Imperialismo. Os camponeses de todo o mundo, por último, fôrom virando cara a esquerda e cara os processos de libertaçom nacional, sabedores de que nom havia umha outra alternativa para sobreviver frente ao Imperialismo» (San Vicente, 2008:8)[1].

No entanto, a burguesia empregou o discurso nacionalista-essencialista para alhear à classe trabalhadora e botando mao dos mitos e do irracional soterrar a loita de classes. Assí pois, o espanholismo botou mao, tradicionalmente, de duas vias ideológicas, no fundo convergentes, para atafegar às naçons sem estado nem autogoverno; dumha banda, apoiou-se no mito histórico, o irracional e a inventio de Espanha, transposiçom da cultura castelhano-andaluza à totalidade do Estado, doutra banda, empregou o recurso a um hipócrita internacionalismo, cujo único fim era perpetuar a aceitaçom da naçom espanhola face as restantes naçons do Estado sob um discurso progressista e, nos nossos dias, justificar o empório económico dum dos centros do Imperialismo: a UE, aliança da grande burguesia, afastada de qualquer formulaçom dumha unidade supranacional baseada na Europa dos povos e nom do mercado.

O recurso aos mitos é umha constante em toda a história de Espanha e, de facto, nas ensonhaçons imperialistas de Castela a naçom espanhola retrotrai-se praticamente até Atapuerca. Mas, a mitologia histórica acadou o seu zénite durante a ditadura do general Franco, coa conseguinte sobrevivência de crenças irracionais e falsas nos nosso dias. Mas que sejam verdadeiras ou nom é irrelevante, pois os mitos no fundo actuam como fórmulas de coesom social e por trás deles palpitam ideologemas ao serviço do nacionalismo espanhol, ou seja, do espanholismo[2]. A sua paranóia, o seu delírio e a sua megalomania tenhem múltiplas manifestaçons, por exemplo, a que expom Kamen (2006: 262)[3]:

«O jornal espanhol El País, meio permanentemente entusiasta do imperialismo cultural, proclamou de maneira delirante em 2000 que “por volta de quatrocentos milhons de pessoas falam hoje castelhano no mundo”(...). A ressonáncia que isto tem no contexto do presente ensaio é aclarar que os conceitos de universalidade e da “língua de Cervantes” surgem da profunda frustraçom que experimentou Espanha a partir do século XIX, e que nom desempenhárom um papel significativo no cenário cultural de Espanha de começos da Idade Moderna, momento em que os idiomas da Península coexistiam em relativa harmonia».

2.- É pertinente falar de naçom num discurso de esquerdas? O emprego dos ideologemas “nacionalistas” pola direita e o capital

«Lenin, di que nom se pode menos de reconhecer o sacro direito dos povos a dispor de si mesmos, e que nom hai nengum princípio liberal que justifique a oposiçom ao desejo dum povo de ser ceive e de governar-se a si mesmo pola sua própria vontade segundo as condiçons e segundo a própria natureza» Ramom Vilar Ponte (Blanco Echauri 2006:59).

Caberia começar aqui fazendo umha referência ao discurso de ingresso de Ramom Vilar Ponte no Seminário de Estudos Galegos, em 1927, intitulado “O sentimento nazonalista e o internazonalismo”[4], discurso que traceja já o verdadeiro sentido ideológico do nacionalismo galego. Efectivamente, podemos afirmar que é a primeira vez que se tenta conciliar, sistematicamente, a doutrina nacionalista, em quanto defesa dumha naçom conformada por um povo explorado por elementos alheos, coas doutrinas mais progressistas e radicais na altura, leia-se o marxismo. Destarte, nota que nom hai nengumha possibilidade de atingir sucesso na loita de classes sem o referente nacional, pois a classe trabalhadora nom é um ente abstracto, senom que deve realizar-se num meio sócio-cultural. Este meio afunda as suas raízes inclusive por cima do capitalismo industrial, quer dizer, a emancipaçom nacional é indissolúvel da emancipaçom social e, portanto, nom pode haver um projecto de libertaçom nacional a sério sem posicionamentos esquerdistas, como nom pode haver umha Galiza encardinada no socialismo sem umha defesa dum referente nacional próprio. Todo o demais é alheaçom parida polo Imperialismo, na face burguesa e na face essencialista e/ou meseteira do espanholismo, frente à que o galeguismo histórico apresentou um projecto alternativo, a sério e centrado na emancipaçom nacional e social do povo galego. Poderia-se resumir o esforço do Ressurgimento ou Ressurdimento (Rexurdimento), das Irmandades da Fala e dos homes de Nós cumha cita de Mark Twain:

«Um home cumha idea nova é um tolo. Até que a idea triunfa».

Precisamente, umha das estratégias de «doma y castración» do proletariado das naçons oprimidas consiste na camuflage do colonialismo interior, pois, em palavras de Robert Lafont, «o colonialismo interior leva indiscutivelmente à colonizaçom» e a burguesia regional adoita ser o veículo dessa auto-colonizaçom (Beiras, 1981:29). Para isso, compre destruir os costumes, memórias e tradiçons dum povo, a própria consciência colectiva de loita e existência. Assí pois, a erradicaçom de línguas, culturas, referentes colectivos e imaginários sociais tem a ver coa cousificaçom das massas; o capital nom precisa sujeitos que vivam e pensem por si, senom que advoga por cousificar, por umha massa de trabalhadores que acheguem a sua força de trabalho sem nengum tipo de protesto, totalmente alheados. O ideal é que o obreiro porte debaixo do seu casco um cérebro de patrom, ainda que pertença aos 854 milhons de pessoas que sofrem e padecem fame, e que a actual crise alimentária gerada pola especulaçom energética tende a agravar.

A compreensom da existência de Galiza como naçom nom é algo discutível, por enquanto se dam nela todas as condiçons requeridas para tal efeito[5] e por enquanto reune e reuniu todas as condiçons que se dam num regime colonial (embora seja este o pior dos colonialismos, o interior, quer dizer, que se produze dentro dum mesmo Estado, o qual evita que se poda balizar qualquer ingerência externa).

Hogano, semelha já indiscutível a inexistência de qualquer burguesia propriamente galega, noutras palavras, o capital galego é dependente, principalmente do espanhol, mas nom apenas. Portanto, o imperialismo cultural e lingüístico da meseta, moito mais subtil ca o económico (e já nom mencionaremos o militar, cujas conseqüências som palpáveis ipso facto), vem a assentar umha dominaçom cultural, que sofreu um pulo espectacular no século XX, graças ao totalitarismo do nacional-catolicismo e mais ao poder castelhanizador e castelhanizante dos mass meia, fiéis pendons da uniformidade cultural, suposta garantia da unidade «sacrossanta» disso que chamam Espanha. Contodo, este apogeu do capitalismo nom implica que o método marxista nom seja ainda o único válido para analisar o nosso mundo e para tentar transformá-lo, pois «mentres que exista exploraçom assalariada, opressom política e dominaçom cultural, e, ainda mais, enquanto que estas sejam reforçadas polo sistema patriarcal e pola opressom nacional, existirá loita de classes e, portanto, loita permanente entre a ideologia burguesa e o marxismo» (San Vicente, 2008: 15).

Destarte, nom é possível levar a prática umha revoluçom social (e revoluçom nom é queimar baldes do lixo nem rodas, senom transformar e mudar as condiçons de vida dos explorados), sem atendermos à pertença nacional de cada proletariado. Os processos anti-globalizadores de América latina, as revoltas surgidas no Pacto de Varsóvia perante a opressom Russa e as mais recentes do Tibete dam fé disto. A velha sentencia teórica do marxismo, a de que o proletário nom tem naçom, foi intencionadamente mal interpretada polos partidos comunistas dos estado-naçom, adoutrinados na ideologia imperialista dos mesmos. Marx expressava umha arela, mais utópica do que prática, dumha nova orde internacional baseada em relaçons igualitárias, entre naçons livres e homes livres, quer dizer, sem a colonizaçom e a exploraçom inerentes ao sistema capitalista (desde a trata de escravos à guerra do Iraque, passando pola colonizaçom e neo-colonizaçom da África e a América). Que o proletariado nom tenha naçom incide em que as velhos estado-naçons burgueses nunca poderám servir aos interesses da classe trabalhadora, pois fôrom concebidos como instrumento de controlo das massas, logicamente, ao serviço da nobre causa do lucro e o mercado.

3.- As novas estratégias do Imperialismo e o grande capital

Se anteriormente fazíamos fincapé na utilizaçom do nacionalismo essencialista, como disfarce ou atenuante da loita de classes, e do internacionalismo, como carauta dessa mesma essencialidade, ao serviço da burguesia[6]; agora centraremo-nos em analisar as novas estratégias de dominaçom do grande capital, ora mediante a uniformizaçom cultural salvage, baseada em estereótipos ocos e quanto mais efémeros melhor, ora através da difusom dum posmodernismo radical, com fundamentos numha sorte de niilismo, onde o primeiro mandamento é «o sistema é mau, mas rem podemos fazer para mudá-lo», ou seja, o que se véu denominando como “morte das ideologias” ou “fim da história” de Fukuyama... Ambas incidem no desejo de desarraigar e cousificar ao indivíduo, do que só interessa a sua força de trabalho. Assí as cousas, é perfeitamente compreensível o espectacular recorte que sofrem as humanidades no Estado espanhol (filosofia para que?) ou o infame processo de Bolonha, verdadeira reconversom industrial aplicada ao ensino.

Franco Savarino (2001:s/p) indica que «o derrubo das ideologias, a vaporizaçom das utopias, a fugida do pensamento forte, a vertiginosa aceleraçom dos fluxos culturais [até convertê-los em ruído] e o abatimento dos limites espaço-temporais parecem nom ter efeitos na sempre poderosa chamada do espírito nacional», posto que é, ao nosso ver, esse discurso identitário falsário dos estado-naçom umha corrente complementária de todo o anterior, ao que só respondem esporadicamente os explorados por meio de acçons, na maior parte das vezes, totalmente descoordenadas e erráticas. Os estado-naçons decimonónicos cumprírom a missom de nacionalizar aos cidadaos, sob o qual se agocham posicionamentos de legitimaçom dum poder criado pola nova classe dominante: a burguesia. Destarte, «o nacionalismo traia consigo umha primeira “globalizaçom”, arrasando sem piedade culturas antigas arraigadas no chao e no tempo histórico».

Aliás, o espanholismo serve de aglutinador a pessoas que, doutro jeito, nom topam resposta ao baleiro criado pola globalizaçom e os ideologemas arriba citados e isto quando os estados vem como as decisons de envergadura som tomadas polo grande capital, que é quem finança aos grandes partidos políticos, quem lhes permite manter custosíssimas campanhas eleitorais, e quem pom ao seu serviço meios de comunicaçom que fagam chegar a sua mensage aos votantes. No fundo, o sentido último do neoliberalismo e afogar qualquer possibilidade de participaçom democrática, ou seja, a ditadura do capital sem paliativos, mas edulcorada sob umha política-cisco:

«¿Nom hai tamém nos vossos países umha Galiza, um anaco de tempo remansado, filho de estrelas e de cristiandade, que nom entende a farsa – nem sequera para combatê-la- dum Estado, falso, atafegante e ornamental?», Dieste (1995: II, 327)

Conclusons

O nacionalismo ou independentismo de esquerdas banido de conteúdos imperialistas e essencialistas, é hoje o mais moderno, a reacçom perante o baleiro que apresentam o neoliberalismo, a globalizaçom e os seus ideologemas. Nom é já apenas conservar umha identidade ameaçada, mas tamém reagir perante a barbárie do desarraigo, froito do sem-sentido do niilismo post-moderno. Amais, nom pode nunca ser umha resposta retrógrada ou conservadora, moi ao contrário deve encaminhar-se como resposta dinámica à perda de sentido, valores e identidade social do próprio indivíduo e, daquela, seguir aquela máxima de Séneca: «a sabedoria é a única liberdade que existe», conjuntamente com aqueloutra de Marx: «os filósofos limitárom-se a observar o mundo, do que se trata é de transformá-lo». Podemos, pois, afirmar, sem medo a equivocar-nos, que ser galegos é estar no mundo, e nom hai rem mais internacionalista que o galeguismo de onte e de hoje, tal e como recolhiam os estatutos do Partido Galeguista (1931) ou o Sempre em Galiza de Castelao: GALIZA CÉLULA DE UNIVERSALIDADE.

Nom devemos esquecer tampouco que as dicotomias, as tensons criadas por ideologias divergentes conduzem à transformaçom social, ou seja, a contraposiçom da ortodoxia coa heterodoxia trai consigo a destruiçom da doxia (Bourdieu), produzindo a configuraçom de novas realidades e ideologemas sociais. Assí pois, para o nacionalismo ou o independentismo de esquerdas a libertaçom nacional é um passo exigido, simples e chaamente, polo processo de loita de classes e pola libertaçom social. Nom pode haver umha Galiza de mulheres e homes livres se nom existe um referente (espacial, cultural e, por ende, social) nacional próprio e nom subalternado a poderes externos cúmplices dos exploradores, isto é radicalizar a democracia, atalhar os problemas de raiz, sem tapulhos nem eufemismos, ou é que ao terrorismo de estado deve chamar-se-lhe danos colaterais? Umha política democrática a nível mundial requere conexons internacionais entre as forças da esquerda, pois globalizar a loita é globalizar a esperança.

Em conclusom, umha Galiza ceive nom implica erguer muros nem barreiras, senom compreender, avaliar e analisar a realidade galega para achegarmo-nos ao que somos e tentar melhorar as condiçons de existência do povo galego, sem por isso deixar de compartilhar co resto do mundo experiências, dor e bágoas... moitas nos agardam aos que acreditamos num outro mundo possível.

Bibliografia

BEIRAS TORRADO, Xosé Manuel (1981), O atraso económico de Galiza, Galaxia, Vigo.

BERAMENDI, Justo (2007), De província a nación. Historia do galeguismo político, Xerais, Vigo.

BLANCO ECHAURI, Xesús, MªPilar Garcia Negro e Goretti Sanmartín Rei (2006), Textos filosófico-políticos de Ramón Vilar Ponte, Serviço de publicaçons da Deputaçom provincial de Lugo, Lugo.

DIESTE, Rafael (1995), Obra completa, ediçom de Xosé Luís Axeitos, Galaxia, Vigo, 2 vols.

FENTE PARADA, Antom (2006), “Unha ducia de pementos de Padrón. Quen dixo nazón?” em www.bvg.com

______________ (2005), “Introiro iñantes do entroido” em Revista IES Lucus Augusti, Maio 2006.

GELLNER, Ernest (1997), Nationalism, New York UP, Nova Iorque.

KAMEN, Henry (2006), Del imperio a la decadencia. Los mitos que forjaron la España Moderna, Temas de Hoy, Madrid.

SAN VICENTE, Iñaki Gil de____ (2008), “Lo esencial y lo formal en las clases sociales en el capitalismo”, em www.lahaine.org (11/4/2008).

SAVARINO, Franco (2001), “Los Retos del Nacionalismo en el Mundo de la Globalización”, www.dialnet.es

CHITI-BATELLI, Andrea (1991), “Língua e poder” em Yvo JD Peeters, ed., Poder, ideologia e língua, Associaçom Galega da Língua, A Crunha, pp. 57-77.

RODRIGUES FAGIM, Valentim (2001), O galego (im)possível, Laiovento, Compostela, pp. 204-231.


[1] A traduçom é nossa. Para a transformaçom da burguesia sob a Revoluçom Industrial veja-se O imperialismo: fase superior do capitalismo, de Lenine.

[2] A construçom dum referente nacional galego tampouco se safou dos mitos essencialistas e históricistas, por exemplo, o recurso ao suposto celtismo de Galiza, compreensível só sob o contexto do romantismo decimonónico e a formulaçom do volkgeist herdiano.

[3] A traduçom é nossa.

[4] Embora a citaçom que fazemos pertença a Doutrina nazonalista (1921).

[5] Haveria que acrescentar que o sentimento de pertença a umha naçom é apreendido e, portanto, trata-se dum produto social, voluntário e que parte dos sentimentos e a consciência de compartilhar cumha colectividade história, cultura, língua, tradiçons... Negar que Galiza é umha naçom resulta tam ingénuo como querer chegar ao sol com asas de cera. Qual característica nom tem Galiza que si tenham França, Itália ou Rússia? Quiçais a falha dum estado próprio, mas entom a naçom vem determinada polo estado? A história tem-nos dito que nom, pois som mais bem poucos os estados homogéneos a nível cultural. O estado é um produto político ao serviço dumha minoria que rege os destinos da maioria, assí foi na Antigüidade e assí o é hoje, ou alguém esquece que na idílica democracia ateniense havia escravas e escravos?

[6] Mas nom sempre. Hai que pontualizar que alguns movementos libertários esquecem-se do seu próprio referente nacional, neste caso Galiza, crendo num sincero internacionalismo, porém adaptam a língua, a visom da história e da cultura dominante, exploradora e assimilacionista, neste caso a espanhola, num processo de infantilismo semelhante ao que descreve Lenine em A doença infantil do comunismo, mas aplicado à cultura e nom apenas à política.

3 comentários:

O Garcia do Outeiro disse...

Referendos bons e referendos maus

A ver se alguém me pode explicar porque nos mass meia espanholistas (El País, El Mundo, ABC, etc.) se louvou tanto o referendo de Santa Cruz em Bolívia, como um pau da democracia a Evo Morales. Segundo istes meios de comunicaçom, meios sempre permanentemente estusiastas co Imperialismo, o referendo convocado ilegalmente polos ricaços de Bolívia (instigadores de abusos políticos e exploraçom durante décadas)é umha lecçom de democracia... quiçais seja porque isso favorece a Repsol e nom aos indígenas de Bolívia ou quiçais porque em Sudamérica podem convocar-se referendos unilateralmente, mas na Europa o governo dumha naçom sem estado coma Euzkadi nom pode fazê-lo... As leis nunca fôrom igual para o 1º e o 3º mundo.

Galiza Nova disse...

http://www.agal-gz.org/manifesto08/

Já podedes assinar o manifesto da AGAL em defesa da língua galega. O galego é umha língua internacional!

freefun0616 disse...

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