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terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Ecologismo, biodiesel e soberania alimentar



Ecologismo, biodiesel e soberania alimentar

Antom Fente Parada

Intróito
Recentemente a irrupçom da biomasa e o biodiesel como fontes energéticas renováveis e, portanto, alternativas, tem gerado um fundo debate no seo das comunidades científicas e ecologistas de todo o planeta. Fronte ao dispilfarro energético e a apropriaçom duns poucos países da distribuiçom dos mesmos, suscitou-se a aposta por um modelo que partilhe sustentavilidade, progresso e respeito pola diversidade cultural, algo que se plasma nas tentativas de formular um ecologismo lingüístico e nom já apenas “biológico”[1].
Porém, que é a sustentavilidade? Um dos princípios que deve reger a formaçom dum modelo sustentável é a criaçom de empresas que permitam novas formas de obtir rendas e produzir novos empregos dentro do conceito irrenunciável de sustentavilidade, ou seja, procurar de facto soluçons nom só prò meio ambiente, senom prà humanidade. Lembremos que a perda da diversidade leva aparelhada freqüentemente o incremento da pobreza, algo especialmente palpável no terceiro mundo. Emporisso, a sustentavilidade nom caminha apenas numha direcçom senom que apresenta diversas ramificaçons:

1.- sustentavilidade social: ancorada no princípio de equidade a distribuiçom da renda e os meios de produçom desde pressupostos solidários.
2.- sustentavilidade ecológica: baseada na solidariedade co planeta, especialmente coa biosfera e os diversos ecossistemas.
3.- sustentavilidade económica: avaliada polo ponto primeiro e umha outra forma de organizaçom da vida material.
4.- sustentavilidade espacial: centrada nas relaçons internacionais e a distribuiçom populacional entre o rural e o urbano.
5.- sustentavilidade político-institucional: norteada desde a necessidade de criar conciência nas elites prò correcto desenvolvemento duns modos de produçom sustentáveis.
6.- sustentavilidade cultural: cujo eixo fundamental é o respeito à afirmaçom local e nacional por cima de artificiais fronteiras estatais e o corsé imposto pola globalizaçom.

Entom, actividades como a reciclage do lixo ou o reaproveitamento de produtos que causam problemas prò meio ambiente encardinam-se na vontade de gerar sustentavilidade ecológica, mas nom apenas, ao gerarem actividades e empregos pra grupos sociais tradicionalmente desfavorecidos se a questom se focaliza como é mester. Aliás, trabalhar nesta direcçom supom milhorar na educaçom ambiental dispensada, posto que inúmeras persoas contaminam mais que por má fé por simples ignoráncia. Os grupos sociais excluídos nom retornam à sociedade mediante medidas “populares” que primem unicamente as subvençons, senom que pra tornarem-se incluídos necessariamente comprem acçons práticas.

Soberania alimentar[2]

Os debates sobre a soberania alimentar conduzem-nos inevitavelmente as clássicas perguntas por que cada dia aumenta a fame no mundo?, os transgênicos som bons ou maus? e como mantir a diversidade cultural e o direito dos povos à autodeterminaçom em termos de produçom e consumo de alimentos? Daquela, a premissa desde a cal partir é que, efectivamente, um outro mundo é possível, como se véu defendo no Foro Social Mundial de Porto Alegre, onde o BNG tivo representaçom nas figuras de Camilo Nogueira e Xosé Manuel Beiras.
A soberania alimentar é o direito dos povos a definir as suas próprias políticas e estratégias sustentáveis de produçom, distribuiçom e consumo de alimentos em base a princípios que garantam o direito à alimentaçom e radiquem sobre todo na pequena e média produçom. Daquela, é indiscutível a defesa da diversidade dos modos de produçom e a defesa das múltiplas culturas com presença no planeta[3]. Porém, pra preservar o meio ambiente e valorizar as culturas locais é fundamental priorizar os mercados locais e regionais e, portanto, abordar umha reforma agrária radical baseada nom apenas em pressupostos de produtividade, senom que atinja ao irrenunciável direito humano à alimentaçom; por isso, os recursos genéticos som um bem de todos nós e resulta inaceitável o patentamento de seres vivos.
Torna-se nesta altura histórica completamente necessário agir pra que as vindicaçons e pontos de vista dos campesinhos, especialmente da mulher no rural, sejam tidos em conta, polo que globalizar a loita é globalizar a esperança. Fronte as vindicaçons de associaçons agrárias, progressistas e ecologistas estám as instituiçons que, mais que garantir, regulam a orde mundial imponhendo políticas agrícolas e alimentares responsáveis, directa ou indirectamente, das tragédias sociais e ambientais que a cotío palpamos, com especial incidência no terceiro mundo, quer dizer, já vai além dumha evidência o feito de que o livre mercado é incapaz de garantir a segurança alimentar dos povos, polo que se venhem propondo alternativas democráticas e de inclusom social que combatam o hogano denominado fundamentalismo neoliberal.
Amais, iste mesmo fundamentalismo neoliberal pretende impor os transgênicos, umha ameaça sem calibrar ao desconhecermos os seus efeitos sobre a saúde das persoas e sobre o meio natural, rejeitáveis polo simples feito de que as grandes multinacionais, ao apropriarem-se dos direitos sobre as sementes, feriram calquer princípio ético e impediram a soberania alimentar dos povos, sometendo-os a um novo tipo de servidume neocolonial.

Biodiesel, biomasa e outras falácias dos políticos neoliberais

«Hemos pedido un cambio de civilización, y nos ofrecen porcentajes de biodiesel», Jorge Riechmann.

Sobre os biocombustíveis latejam várias falácias como que verquem um balanço energético positivo, ajudam a fixar populaçom no rural, ou que as suas emissons teriam um efeito neutral (ao compensarem-se coa fotossíntese). Vejamos, pois, como aparar-nos perante cada um distes argumentos.
Em primeiro lugar, os diversos estudos realizados sobre a rendabilidade energética dos biocombustíveis variam surpreendentemente no seu resultado, quer dizer, que polo geral depende quem financie o estudo, como já acontecera cos feitos sobre o tabaco. Os resultados som positivos se se contabiliza a energia directamente empregada na produçom de etanol ou biodiesel, mas tornam-se negativos desde o momento que se contabiliza a energia indirectamente consumida, ou seja, incorporando a energia consumida na reparaçom de maquinária agrícola, o combustível fóssil que gasta esta maquinária, os transportes da matéria ou o combustível (novamente fóssil) que consomem as máquinas no processo de fermentaçom e estilado. Entom, iste tipo de alternativas só contribuem a incrementar numha porcentage moi pequena o rendimento do petróleo, inda cando nom tenhamos em conta os gastos energéticos indirectos e, portanto, nom conduzem a ningumha alternativa séria[4].
A segunda falácia é que a produçom de biocombustíveis resulta neutra prò meio ambiente. Só com argüir que na sua produçom intervenhem combustíveis fóssiles a questom semelha resolta, mas inda a podemos inçar com alguns dados dum estudo realizado por Patzek[5] no que assevera que pra gerar o 10% do consumo de combustível dos EUA a partir de etanol cumpririam 127 milhons de toneladas de CO2 e 22 milhons de hectáreas. Portanto, é ingénuo nom cavilar em que serám os países do terceiro mundo os que achegaram esta superfície em condiçons ruinosas prò seu desenvolvemento e prò seu meio ambiente.
Resta, por último, outra falácia que se tem esgrimido por vezes e que consiste em asseverar que esta maneira de gerar energia contribuiria à fixaçom de populaçom no rural. De todos é sabido que a agricultura moderna se caracteriza polo monocultivo, na Galiza o leite capitaliza a produçom das explotaçons, e, daquela, prima-se a sobrevivência duns poucos gandeiros proprietários das terras com assalariados e grandes superfícies como já acontece em EUA ou na França, quer dizer, a PAC da Uniom Europea é um aguilhom pra botar à gente do rural, só que na Galiza os gandeiros que ficam trabalhando as terras nom puidérom assumir os custos de compra das terras abandonadas polo desmesurado valor das fincas (froito grosso modo dum secular minifundismo e do apego à herdança) e polo endevedamento crónico das explotaçons ao nom apostar polo associacionismo na adquisiçom de maquinária e ao nom repartir o Estado espanhol a quota láctea de balde como aconteceu na França. Precisamente, contra iste abandono da superfície cultivada pretende operar o banco de terras que a Conselharia de Meio Rural vém de pôr em funcionamento.
Amais, estas explotaçons “especializadas” som vítimas da sua dependência da indústria, tanto à hora de dar saída ao produto (acordo entre os principais empórios lácteos) como à hora de mercar maquinária, forrages, herbicidas e fertilizantes, entom bate de cheo co desejo de construir umha agricultura socialmente justa e sustentável. Coa aposta polos monocultivos de cereais prà produçom de biodiesel inçará-se a dependência a respeito das empresas energéticas ao botar-se-lhe porriba tamém os seus interesses. Por outra banda, a produçom de biodiesel contribúe à degradaçom dos solos e cada litro de etanol consome até 37 litros de auga, polo que vendo as conseqüências que o cámbio climático tirá prà Península Ibérica fai-se totalmente desaconselhável a produçom de biodiesel pròs transportes e de biomasa prà energia, já que estas matérias seriam moito mais eficientes na produçom de compostage[6] que paliara a erosom e, já que logo, Galiza e o conjunto do Estado deveriam apostar polas energias renováveis, especialmente a solar e a eólica, que, paradoxalmente, fica relegada a um ínfimo plano nos orçamentos do Plan de Energía renovables e na Estrategia de ahorro y eficiencia energética en España do ministério de Meio Ambiente. No entanto, semelha que os ministros nom cavilárom em reduzir o gasto energético, pois o Estado espanhol está a cabeça de Europa.
A maiores, hai que sinalar que a produçom de biodiesel pra um veículo/ano e sete vezes superior a necessidade de gram pra alimentar a umha persoa, portanto, bate coas arelas de construir um outro mundo onde a soberania alimentar e a sustentavilidade sejam possíveis.
Resumindo, o ecologismo enfronta-se a reptos que devem ser solventados de inmediato e a cidadania tem que agir na construçom dum modelo sustentável de gestom dos recursos meio ambientais, longe da vorágine do livre mercado e de falácias devidamente “subvencionadas” por calados interesses económicos que, coma sempre, obtenhem os seus dividendos dos nossos petos. É supérfluo renunciar à compostage, que reduze a erosom do solo, o gasto em fertilizante e o impacto ambiental em geral, e resulta vital nom apostar pola biomasa cando inda nom se explotarom outras energias limpas como a eólica e, moi especialmente, a solar; mas é um fraude, umha farsa, ainda mais terrível a aposta decidida dos governos polo biodiesel... umhas gotinhas na mesma gasolina de sempre que nom paliará nem o cámbio climático nem a escasseza de combustíveis fóssiles.


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[1] Um dos moitos autores que apresentam umha vontade de multiculturalismo é David Crystal no seu libro A morte das línguas, verquido ao galego e publicado na editorial Galaxia com prólogo de Xesús Alonso Montero.
[2] Prà realizaçom diste apartado bebim, fundamentalmente, das conclusons do Fórum Mundial sobre Soberania Alimentar, que ocorreu n’A Havana no ano 2000.
[3] De nom agir aginha, por volta dum século desapareceriam o 90% das línguas, o maior genocídio cultural da história.
[4] Niste ponto o paradoxo resulta esperpéntico. Os estados incitam a adicar superfície agrícola a produzir energia, porém rejeitam investir orçamentos em reconverter sustentavelmente sistemas agrários pra milhorar a calidade dos alimentos, a saúde dos ecossistemas e o nível adquisitivo dos nossos labregos... latejam ou nom interesses económicos por cima da falácia meio ambiental?
[5] PIMENTEL, D. e T.W. PATZEK (2005): Natural resources research, p.50.
[6] No entanto, hai duas excepçons. Dumha banda os azeites vegetais usados, que é positivo reciclá-los e doutra banda o aproveitamento térmico de resíduos forestais em núcleos rurais próximos aos montes galegos, já que contribuiriam a sua gestom. Agora bem, nos restantes casos deve-se optar pola compostage e nom pola biomasa já que reduziria nom apenas a erosom do chao, senom tamém o emprego de fertilizantes químicos.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Acçons urgentes contra a violéncia de género


Centenares de persoas concorrerom nos rueiros de todo o Estado espanhol no dia da violéncia de género pra manifestar a sua repulsa perante o terrorismo machista, alimentado polo ódio e a intolenráncia enxergadas numha sociedade patriarcal que alimentarom corenta anos de educaçom fascista e a ideologia retrógrada da Igreja católica. Como nom podia ser doutra maneira, a Assembleia de mulheres de Galiza Nova tamém desenhou umha campanha contra os malos tratos e a violéncia domçestica e cujo eslogan é Revírate. Nem um paso mais atrás na Galiza perante umha lacra que é especialmente sangante na Galiza com tres coma cinco mulheres asasinadas por cada milhom, umha média, infelizmente, moi superior a registrada no Estado.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

CASTANHAÇO-ROCK e novas campanhas comarcais de Galiza Nova


Desde Galiza Nova congratulamo-nos polo éxito de asistência e organizativo do Castanhaço-rock, já que Chantada enconverteuse no centro neurálgico da Galiza ao menos durante um fim de semana inesquecível no que puidemos vivir um moi bom ambiênte. Foi especialmente emotiva a actuaçom dos Rastreiros de Chantada, sobre tudo no seu tema "Tratorada" onde o vocalista do grupo, o Helétrico, lembrou umha vez mais o berro cunhado por Castalao "Galiza ceive!". Agardamos que a Associaçom Cultural o Castanhaço poida agasalhar-nos em 2008 cumha nova ediçom. Saúde, terra e rock&roll.

Aliás, Galiza Nova e os CAF movilizarom-se recentemente em Compostela contra a subida das taxas universitárias, sendo um éxito de asistência. Asemada, a assambleia de faculdades já está estudando a possibilidade dumha greve perante a implantaçom de Bolonha, um sistema elitista que mercantilizará o ensino e o arredará das classes populares. Pola nossa banda, em Chantada vimos de encetar umha campanha a prol dum transporte público mais eficinte, especialmente no que atinge aos moços e moças bachareis e/ou universitários. A campanha tem como objectivo vindicar as competências do Governo central que rem fai por subsanar um problema que é especialmente sangrante na Galiza dada a dispersom populacional... e é que Galiza nom é a Espanha de touros, flamencos e latifundios.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Novo cartaz prò Castanhaço-rock.




A Associaçom cultural O Castanhaço vém de colar na sua página web (http://www.castanhazo-org.com/) a versom definitiva do festival, que se celebrará em Chantada o vindeiro dia três de novembro. Amais, iste ano haverá já actos o dia dous de novembro coas actuaçons de TRIFULKA, Nao e Jam Sessions cos participantes na II CEA DE VIANA, que remite ao nascemento do Bravú e ao manifesto que asinará no seu dia Manolo Rivas em apoio à música da nossa naçom. Já sabedes os dias dous e três Castanhaço-rock em Chantada.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Recupera-se o Castanhaço-rock!




Desde Galiza Nova manifestamos a nossa ledícia polo trabalho que está desenvolvendo a Associaçom Cultural O Castanhaço, que fará possível a V ediçom do antano celebérrimo Castanhaço-rock. Como podedes observar o cartaz diste ano é de lujo contando em Chantada coa presença de persoeiros esgrevios da cultura galega como Manolo Rivas, Xurxo Souto ou Carlos Blanco e com grupos punteiros do panorama da música nacional galega como Ruxe-Ruxe, Zënzar ou a volta dos Rastreiros de Chantada. Todo um acontecemento que fará de Chantada a capital da música em galego durante os dias dous e três de novembro.

domingo, 12 de agosto de 2007

I. Informe sobor da situación no agro galego. Situación actual e retos pró futuro.


1.1 Introito.
Á altura do ano 1980, Galiza contaba con 400.000 persoas traballando no seitor agrario, porén a crise endémica do seitor primario galego e a falla de respostas das diversas administracións conlevaron a que hogano xa só 90.000 persoas fiquen no rural cos riscos que isto supón pró conxunto dos galegos[1].
O progresivo abandono de terras e núcleos de populación multiplicou a masa forestal combustíbel, responsábel de episodios como o da vaga de lumes do 2006 coas súas consabidas consecuencias: destrución do monte galego – fauna e flora -, ameaza física sobor persoas e vivendas, cortes en estradas, inundacións, destrución dos bancos marisqueiros, custos de extinción sen parangón en Europa... Amais, se non se toman medidas de carácter urxente para fixar populación no rural e garantir unha superficie cultivada “normal” as consecuencias catastróficas irán in crescendo. Porende, o BNG e Galiza Nova ollan imprescindíbel invertir o cento por cento do cánone no meio rural.
Por outra banda, o sindicato Unións Agrarias, de filiación socialista e con presenza en Chantada, vén de reunirse co conselleiro do Meio Rural, Alfredo Suárez Canal, pra apresentarlle unha proposta na mesma dirección de fixar xente no rural. A resposta do nacionalista foi positiva e indicou que xa barallaban medidas similares.

1.2 Situación actual do agro.
Primeiramente, é mester lembrar que actualmente unhas 22.000 explotacións teñen uns ingresos anuais inferiores a 8000 euros, portanto, fican por debaixo do Salario Mínimo Interprofesional, pois « na produción de leite de cada 100 pesetas 80 vanse en custos de produción»[2] e se timos en conta a subida de prezos dos cereais a situación vai a pior. Até o de agora, os nosos labregos só percibían rendas en función da cantidade de carne e leite que foran capaces de xerar, ou sexa, non se lle concedía importancia algunha aos outros servizos prestados á sociedade, como a conservación do meio ambiente. Segundo UA o mantemento da actividade agrogandeira durante cinco anos, ligado loxicamente coa correcta xestión dos residuos da explotación, debería remunerarse con 3.000 euros/ano e no caso das explotacións máis respeituosas co meio e que desbrozasen ou roturasen novas terras as subvencións deberían acadar os 6.000 euros/ano. Asemade, houbo propostas do Sindicato Labrego Galego (SLG) encamiñadas tamén a combater a desruralización.
Na actualidade, Galiza conta inda con máis de 700.000 hectáreas cultivadas, o que supón unha cuarta parte do territorio da nación. Porén, a continua redución de superficie cultivada, motivada polo feche de explotacións, aumenta o risco de incendios e, de confirmarse a tendencia actual, Galiza pasaría a tir unha superficie de monte e mato moi ampla, o cal derivaría en incendios forestais que arrasarían miles de hectáreas, algo terríbel dada a superficie do país.
Porende, cómpre incentivar a actividade agraria e recoñecer o papel vital diste seitor na xeoestratexia galega como despensa e pulmón das cidades. Os agricultores fornecen de alimentos ás cidades, mais tamén de enerxía (solar, eólica, hidroeléctrica, biomasa...) e manteñen cortalumes (por meio de camiños, rodeiros e pistas), posto que frean o lume e deteñen a erosión, xestionando o patrimonio medioambiental.
Daquela, subvencionar con cantidades entre 3.000 e 6.000 euros aos nosos labregos por mantir o equilibrio medioambiental ou invertir o cento por cento do cánone no rural non é un desatino, xa que hogano o sistema de prevención e extinción de incendios da Galiza acada uns custos de 183 millóns de euros (tanto como xera a produción madeireira galega), a taxa máis elevada de Europa para un país en franca regresión demográfica, avellentado e sen unha axencia tributaria propria; algo que xunto a desruralización pode aparellar imprevisíbeis consecuencias a meio/longo prazo de non reaxirmos de contado.

1.3 Renovarse ou morrer.
A conxuntura internacional forza ao agro galego a renovarse ipso facto, xa que após lustros perdidos (polo menos desque en 1986 Galiza ingresou na UE) co desgoberno fraguiano e a xestión meseteira das subvencións europeas a Galiza o noso agro fica na cola de Europa, cunhos custos de produción elevadísimos. Amais, a situación vai camiño de agravarse pois os nosos labregos tirán que afrontar dous escollos máis a curto prazo:
a) O fin das axudas europeas no 2013.
b) O fin do sistema de cuotas.

a)
Niste senso, cómpre asinalar que é unha boa noticia que Galiza deixe de percibir istes cartos, pois racha co mito da eterna dependencia de Madrid. O que necesita a nación galega e xestionar e recaudar os seus impostos e afondar no autogoberno. Canto ao goberno estatal, aprobou a estas alturas, de forma máis serodia imposíbel, o Plan de Desenvolvemento Rural (PDR), que actuará entre os anos 2007-1013, mais que, ao noso ver, nasce xa eivado pola falla de compromisos e investimentos serios e concretos. Des Galiza Nova consideramos que tanto o PDR como os diversos planos que se poidan aprobar des Compostela deben respostar a definitiva modernización do agro, é dicir, completar a súa mecanización, contribuír a criación de explotacións sustentábeis (axir no tratamento dos residuos des a administración dun modo cáseque integral meiante convenios con empresas), incentivar a formación dos agricultores mozos, incentivar o cooperativismo que posibilite días libres e vacacións prós labregos, completar o sistema de parcelarias na Galiza co obxectivo de abaratar custos e incrementar a superficie cultivábel e, por último, procurar ingresos extras prós gandeiros meiante apostas polo turismo rural (rehabilitación de casas vellas), enerxías renovábeis (instalación de paneis solares), mellora das comunicacións (estradas, pistas, acceso á INTERNET e optimización das conexións telefónicas equiparábeis ás cidades...).

b)
Canto ao sistema de cotas, a UE ten previsto finiquitalas no 2015, inda que os pasos previos que se van dar farán que, na prática, fique invalidado moito denantes. A desaparición da cota tirá previsibelmente como consecuencia máis sangrante a baixada dos prezos do leite. Tamén desaparecerán os direitos de nodrizas e os pontos das ovellas.
Nos últimos anos os gandeiros galegos endebedáronse na adquisición de cota, chegando o prezo desta aos 70 céntimos por quilo ou máis (até que a Xunta botou mao dela). Pois ben, a UE ten previsto ampliar o volume de cotas prós estados membros, polo que a cota sufrirá unha perda progresiva de valor que suporá a eliminación gratuíta de gran parte do patrimonio dos nosos gandeiros[3]. Portanto, sería intolerábel que pró 2015 o goberno central non indemnizase axeitadamente aos nosos gandeiros, xa que o Estado español - con cartos para mantir tropas en Afganistán, Líbano ou no Iraque ou pra colaborar coa axencia espacial europea -, non foi quen de distribuír a cota de balde como si aconteceu na Franza... por algo Alemaña e Franza son o motor agrícola de Europa.


[1] Segundo Roberto Lorenzana, na súa tese doutoral El cambio estructural en las explotaciones de bovino en Galicia no 2009 non haberá pra alén de 14.000 explotacións de leite na Galiza. Amais, calcula que face as 285.000 explotacións de 1962 apenas permanecerán abertas no 2003 65.000, portanto cómpre axir con presteza (dados tirados da revista Afriga, nº 67, ano XIII, marzo - abril 2007; pp. 70-74..
[2] LORENZANA, Roberto: El cambio estructural en las explotaciones de bovino en Galicia en Afriga, nº 67. Amais, iste enxeñeiro técnico agrícola asinala na devandita entrevista que « está demostrado que cando os ingresos do leite beixan un 1% a marxe de ganancia descende un 5%» dado alarmante se se ten en conta a continua perda de poder adquisitivo dos labregos e a previsíbel baixada do prezo do leite co final do sistema de cotas.
[3] Estímase que entre os anos 2002 e 2005 os nosos gandeiros invertiron 210 millóns en cota polo desleixo do goberno central, cuxo centralismo arbitrario considera igoal a Galiza cás Baleares no reparto da cota láctea, abandonándose diste xeito un dos seitores estratéxicos da nación galega.

Os catro fantásticos na barca de pedra cara o país de Nunca Xamais.

9-7-2007.
Após as eleiciós municipais, o panorama resultante das mesmas, daba espranzas para dar resposta ás arelas de cambio e progreso que a cidadanía reclamaba. Porén, o panorama virouse treboento e os viraventos decidiron, unha vegada máis, navegar pola súa conta... e axiña se comprobou que o alcance da transformación é máis ben cativo.
O BNG, malia non haber nengún pauto materializado, apoiou ao PSOE e apostou polo cambio e por un goberno de progreso e estabilidade pró que o pauto era inevitábel. Nembargantes, e malia cedermos en moitas das nosas pretensións polo ben común, o PSOE decidiu seguir actuando como os Independentes e rompeu as negociacións argüindo razóns económicas e non políticas... e a barca de pedra sen áncora.
A mentira ten as gadoupas ben curtas e non nos enganarán cunha campaña de difamación e mentiras escontra o BNG e os seus membros que, simplesmente, agocha o seu inconmensurábel afán de poder e dominio chegando un dos catro fantásticos a detectar seis poderes - será o elástico- e outro a combinar o trono co tixolo.
As acusacións verquidas sobor do BNG polo PSOE chantadino e os seus meios de desinformación son en todo ponto falsos. O PSOE limitouse a omitir os fins políticos (que Ildefonso pasase todo o día despachando na alcaldía) acusando ao BNG de culpábel do fracaso do pauto local por supostas maos negras, ou sexa, a vella táctica de propaganda política que tenta agochar as proprias faltas desviando o foco de atención. En nengunha asamblea local vin uns fíos porriba da testa dos membros da equipa do BNG , como se foran bonicreques. Son estas acusaciós difundidas sen clarificar a fonte pra cubrirse as costas e atopar fácil crédito meiante o mecanismo da proxección psicolóxica; son deformaciós e esaxeraciós, mera propaganda negra. Os procedementos da mentira son variados e istes que tantos anos levan metidos no allo –millor nos allos- semellan conocelos ben, especialmente o da omisión, o da sustitución – censura nos mas meia- e o da adición, e o da negación.
Dúas semanas iñantes de chegar ao poder, Adolf Hitler asinou un artigo no Völkischer Beobachter (14-1933) no que negaba todas as afirmaciós que os xornais facían escontra o NSDAP (entre elas un préstamo de catro millós dun banqueiro sueco de ascendencia xudea) sen oferecer nen unha soa proba a prol da súa inocencia; no entanto todas as acusacións eran certas só que, co artigo, a opinión pública ficaba desconcertada sen saber a que versión acollerse, se a do sentido común e as probas ou ao home de moda na Europa daquela altura. Pois ben, a inculpación do fracaso do pauto ao BNG pola acción dunha mao negra sen apresentar unha soa proba non vai alén da creación dun rumor de tasca e café para confundir á opinión pública, que nas urnas apostou por un goberno de coalición e non polo ridículo goberno en minoría do tánden dos catro fantásticos. De haber algún goberno en minoría tiría que ser o da lista máis votada, pois do contrario a inestabilidade só traerá crebadeiros de cabeza e problemas a Chantada e afondará no sentimento dos chantadinos de que “todos os políticos son iguais”... Na verdade, vendo a extraordinaria acumulación de poderes dos catro fantásticos e a intención de darlle a Roberto a dedicación exclusiva que se lle negaba a Piñeiro (veleí a causa política omitida) fica ás claras que o proceder distes Independentes nen é o da esquerda, nen o do PSOE, senón que nos lembra aos trapicheos made in PP. Iste goberno en minoría é unha barca de pedra como a que trouxo a Sant Iago ao Reino de Galiza, só que encallará iñantes de chegar ao mar... cando os ventos democráticos os ubiquen no país de Nunca Xamais, só que mentres tanto quen paga o resgate de tan esgrevia tripulación? Como sempre Chantada... e a prezo de embaixadores; no, mandar manda carallo.

Sempre hai cousas...

Os defensores do bilingüismo harmónico, cientificamente insostível[1], oponhem-se ou acolhem com reticências o novo decreto de ensino do galego, é dizer, tiram a carauta e ve-se-lhes a sua faciana unánime de defensa do castelhano, da asimilaçom e o monolingüismo, ou seja, que o castelhano continúe actuando como espanhol. Mas, nom só reagirom mal na Galiza os espanholistas. Em Catalunya puxerom-se coma cans porque a cultura catalá foi convidada de honra da Feira do livro de Frankfurt e nom se levarom aló os “suficiêntes” escritores em língua castelhana, porém que é entom a cultura catalá? Deveriam levar por acaso algum chino ou árabe porque em Barcelona hai gente que fala árabe e chino? Deixemo-nos de panocadas espanholeiras; a cultura dos Països Catalans tem um veículo de expressom de seu que se emprega, mal que lhes pese a alguns, em Catalunya, Andorra, València, parte de Aragón, o Roselhom e nas Baleares. No entanto, os castelhano-falantes que denunciam esta descriminaçom porque nom abrem o prémio Cervantes para além dos escritores em castelhano? O importe do prémio pagamo-lo todos com os nossos impostos e nom apenas os espanholistas. Porém, o nacionalismo esencialista e chocalheiro de Castela já levou um sério revês, um caralho como um brazo como se di na Galiza, com o fracaso estrepitoso da candidatura da Alhambra de Granada, embora a campanha mediática do nacionalismo espanhol fosse intensa... já andaram falando de conspiraçons judeu-masónicas internacionais... Contariam com o apoio disso que eles chamam “hispanidad” e gente inocente como Saramago que ainda acham que se pode chegar a acordos com os politicalhos meseteiros; coitados, nom sabem que os americanos do norte e do sul rem querem saber da sua antiga metrópole e que os portugueses apenas esquecerom episódios como Aljubarrota ou o desgoverno felipista. É que já o di o refram: “Nom as fagas, nom as temas”.
[1] Como demostran os estudos de Bastardas, Calvet ou Francisco Rodríguez, entre outros.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Reflexións estivais.



Reflexións estivais









I. deus e o demo.

O membro da curia eclesiástica Cañizares, arcebispo de Toledo e vicepresidente da Conferencia Episcopal, vén de afirmar que colaborar na implantación da materia Educación pra cidadanía e “colaborar con el mal”. Esta linguaxe encol o “maligno” xa é ben coñecida prós que lemos fontes que recollen a verborrea cainita de Pla i Daniel ou do padre Nieto, fascista asasino da illa-cárcere de San Simón. Certamente, a inmoralidade distes ditadores de sancristía non se para en barreiras, acaso colaboraban co ben no franquismo ao dar o beneplácito á materia Formación del Espíritu Nacional? Pra alén diso, cómpre sinalar que a formación dos cidadáns no espíritu da tolerancia e a democracia é un lugar común na Europa, a non ser que os españolistas prefiran abandonar a UE e vivir do tixolo e o rosario. Alemaña, Suecia, Bélxica, Franza, Italia ou o Reino Unido xa contan con esta materia, cuxa implantación se contemplou precisamente no seo da UE; UE que algúns tanto alababan cando da Carta Outorgada neoliberal rexeitada na Franza e na Holanda. Cañizares debe querer máis o modelo polaco de integrismo católico có europeo de liberdade e respeito á pluralidade ideolóxica, en definitiva, á democracia. No entanto, isto non quita que na UE foque moito por facer, como impor as políticas sociais e de benestar ás políticas de mercado e lucro; e o respeito e recoñecemento das nacións sen estado á ditadura das mairorías dos estado-nacións en falsas democracias bipartidistas made in Washintong.

II. Apatía política, abstención e democracia.

« Os filósofos limitaron-se a interpretar o mundo de diversos modos. Do que se trata é de transforma-lo», Karl Marx, Teses sobre Freuerbach (1988).

Malia a transcendencia destas municipais, onde a participación adoita ser sempre máis alta que nas nacionais ou nas estatais, en Chantada a abstencións creceu nestas últimas municipais e do 36’41% do 2003 pasou-se ao 37’67% distes últimos comicios. A nível nacional, a porcentexe de cidadáns da Galiza que non acoden a votar é tal que xa nos debe encomezar a impacientar a todos, á clase política especialmente. Amais, o pior do caso é que a mocedade, teoricamente donde sairán as fornadas futuras de demócratas e políticos, é netamente abstencionista e son poucos inda os mozos implicados de ceo na RES PUBLICA, o cal non implica a afiliación a nengún partido senón que conleva posuír una ideoloxía e unhas ferramentas coas que analisar a realidade e criarse un espírito crítico e proprio. As causas son múltiplas e respostan á idea de que “todos os políticos son iguais”, o cal xunguido cun cenario estatal bipartidista e de crispación superflua conleva a unha perda progresiva e constante de interese pola política, como se esta non incidise no quefacer diario das persoas. A mocedade que tanto loitou nas rúas contra o franquismo, nas fabricas a carón dos obreiros no maio do 68, nas praias galegas cando o Prestige... ú-la? É a minoría ruidosa, criminalizada polos donos do capital a cotío, que tenta infrutuosamente substraer á masa inerte de pasotas da inacción e a alienación. Nós, os mozos, deberiamos tentar trasformar paseniñamente o mundo, porén semella que desexamos instalar-nos no hedonismo e limitar-nos a observar, xa sen xiquera analisar e interpretar o noso mundo. Iste é o verdadeiro fin da Historia e non o que pronosticaba Fukuyama, pois se nos esquecemos do pasado o futuro ficará preñado das eivas que asolagaron tantas vegadas a Galiza.


III. Pásate ao galego!

O pasado día 17 de maio estivemos en Compostela, na Praza do Toural, na manifestación a prol da língoa galega. O lema da Mesa pola Normalización Lingüística diste ano foi ben claro:
TEMOS LINAGUA PROPIA: QUEREMOS VIVIR NELA.
Incide entón, nos desastrosos efectos do “bilingüismo harmónico” que esta nova lei de 50-50 non poderá paliar por insuficiente. No bilingüismo social sempre una língoa prevalece sobor da outra , ou sexa é un estadio previo á total asimilación do galego por parte do castelán, agora enconvertido polo Imperialismo meseteiro en español. Plantéxase a desaparición do galego como unha escolla libre e democratica dos galegos cando están conculcando adoito os direitos colectivos do pobo galego, cunha preeminencia do castelán en todos os ámbitos: ensino, mass meia, relixión, xardíns da infancia, documentación oficial, libros, cinema...
De non tomar medidas, e na concienciación da mocidade está a espranza de futuro, o galego rematara por ser unha língoa confinada ao parlamento, onde a clase política a chapurrea, “cho falan” como Touriño e Núñez Feijo[1]. A situación actual do galego é intolerábel e o desleixo da administración fraguiana motivou a perda dunha oportunidade histórica pra invertir a caída de utentes do galego, especialmente entre as camadas máis novas da populación do noso país. Hai un cuarto de século que a língoa de María Mariño obtivo recoñecemento oficial no Estatuto de Autonomía como « língoa propria de Galiza», porén a ninguén se lle escapa que continúa moi por debaixo dos mínimos necesarios prá normalización ideomática.
Efectivamente, sen unha política valente e arriscada o galego ten a batalla perdida. Cómpre impor o cumprimento da lei de Normalización e ampliar a implantación do galego en todos os níveis do ensino até un 70% como mínimo e no caso dos mass meia até un mínimo do 50%. Estas medidas redundarían na implantación social do galego, pois, actualmente, segue sen ser posíbel desenvolver, de forma normalizada, un decorrer vital en galego e violan-se a cotío os direitos lingüísticos dos galegos.
Emporiso é normal que os nacionalistas galegos demandemos a participación da sociedade nos procesos de normalización lingüística, porende coidamos imprescindíbel que as proprias administracións dean exemplo expresando-se con normalidade e corrección en todas as súas actuacións na língoa da nosa nazón: EN GALEGO NA GALIZA.
Igoalmente, des Galiza Nova consideramos imprescindíbel que toda a militancia do BNG, e portanto de Galiza Nova, adquira un compromiso inequívoco co idioma empregando-o sempre e en todos os espazos, pois esta é a millor dorma de promocioná-lo. A prática lingüística da militancia debe ser coherente coa defensa do uso social do galego, pois debe haber paridade entre a ideoloxía e a praxe de cadaquén como se indica nos estatutos do BNG. Unha terra, un pobo, unha fala!
[1] « Convén combater a tese paralisante de que é unha aberración ao galego que se anda a falar e escreber por aí, polo que seria mellor non emprega-lo. É inevitábel que calquer proceso de restauración social dun idioma conleve un periodo de prática dubidosa, contraditória e mesmo “incorrecta” desde unha estrita posición normativista ancorada nun sistema lingüístico “puro”. Se queremos que o galego sexa unha língua viva, con prática socal detrás, teremos que pasar por un proceso no que unha planificación rigorosa vai ser difícil, semrpe e cando seca algo máis que un mero proxento normativista no papel», Francisco Rodríguez Sánchez: Conflito lingüístico e ideoloxia na Galiza, Laiovento Edicións, Compostela ,1998, páx. 115.

Agora sim. Festival do Castro 2007


Eis o cartaz do Festival do Castro 2007 de Pantom, já que anteriormente puxeramos ao serviço dos utentes o da passada ediçom, fazemos assí justiça e recomendamos-vos que nom faltedes a esta cita. Nesta ediçom hai grupos realmente interessantes em vários estilos: rock, hip-hop, pasa-rúas... e um jantar popular que moitos de nós nom no-lo imos perder. Já sabedes este verao todos ao Festival!