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terça-feira, 3 de março de 2009

Volver ao rego

«Estava só. O passado morrera, o futuro era inimaginável. Que segurança é que podia ter el de que apenas um ser humano estava da sua parte? E como é que ia saber se o domínio do partido nom duraria sempre? Como resposta, os três slogans sobre da branca fachada do Ministério da Verdade, lembrárom-lhe que: A PAZ É A GUERRA, A LIBERDADE É A ESCRAVITUDE, A IGNORÁNCIA E A FORÇA », George Orwell: 1984. O grande irmao vigia-te.

«Izquierdas o derechas todos son la misma mierda, defendiendo un estado a golpe de bayoneta», Arpaviejas (2008).

«O povo é quem mais ordena», José Afonso.

«Proletários de todo o mundo, uni-vos!», Karl Marx: Manifesto Comunista.

Fôrom quiçais estas as eleiçons em que mais se notárom os efeitos dos educadores do século XXI, os meios de comunicaçom, verdadeiros adoutrinadores das massas e garantes do controlo social. O quarto poder, chamado assí noutrora, já nom é tal e chega até a pôr governos ou tirá-los sem importar-lhe aquel caduco princípio da veracidade e a objectividade. Falou o povo galego, e pronunciou-se pola volta da direita. Rem que objectar, ao fim e ao cabo Galiza é o feudo eterno da direita e o que passou fai quatro anos pudo ter que ver com um candidato com oitenta anos, o Prestige e o desgaste de vinte anos de poder omnímodo. Ou nem isso, porque Fraga foi ministro de Fraga e aqui queríamos-lhe igual com suma reverência. Galiza, seja naçom ou nom, é distinta e até nisto se nota.

Da análise superficial dos dados do passado dia 1 de Março extraem-se algumhas conclusons bastante claras que tentaremos analisar de seguido.

As forças

2009 2005

votos % escanos votos % escanos

Partido Popular 756.488 47'10 39 756.562 45'03 37

PSOE 480.300 29'91 24 555.603 33'07 25

BNG 266.309 16'58 12 311.954 18'57 25

UpyD 23.367 1'45 0

TEGA 18.367 1'14 0

Esquerda Unida 15.854 0'99 0 12.419 0'74 0

Os Verdes 5.580 0'35 0

PUM+J 3.207 0'20 0

FPG 2.720 0'17 0 2.982 0'18 0

Nós-UP 1.470 0'09 0 1.749 0'10 0

PH 980 0'06 0 1.429 0'09 0

D.O. 940 0'06 0 623 0'09 0

Mais Galicia 802 0'06 0

FE de las JONS 599 0'04 0 1.081 0'06 0

SAIn 402 0'03 0

Galicia Unida 273 0'02 0

UCL 264 0'02 0

SDD 234 0'01 0 239 0'01 0

AVE 212 0'01 0

Em branco 22.652 20.912

Nulo 14.440 7.646

Participaçom 2009: 70'5 (abstençom 29'5)

Participaçom 2005: 64'2 (abstençom 35'8)

Vitória do Partido Popular ou fracasso do governo de coligaçom?

Em minha opiniom resulta evidente que a derrota da coligaçom BNG-PSOE resulta manifesta ainda por cima da vitória de Núñez Feijoo, quer dizer, que estes perdêrom a Junta como semelha a vista disto que Fraga a perdera hai quatro anos. Neste sentido os dados som bastante evidentes.

O Partido Popular perde votos como as restantes forças políticas, embora atingisse um resultado espectacular para topar-se fora do poder e exercer umha oposiçom medíocre durante quatro anos, mais destrutiva do que construtiva. Cai em votos quando a participaçom se inçou em seis pontos. No entanto, o resultado é histórico por diversos motivos. O PP ganha em todas as comarcas da Galiza, agá na Fonsagrada, o que demonstra que segue tendo um bom domínio do rural e que aguantou o tirom em Lugo e Ourense, ainda que cedendo votos. Porém, nas províncias atlánticas o crescimento compensou com creces esta caída, especialmente com o voto urbano polo que semelha que ampliou a sua base sociológica nas cidades.

O PP com umha campanha tosca e rudimentar, como a de todas as formaçons por outra banda, centrou o seu discurso em três piares: as corruptelas da coligaçom (brincadeiras ao pé das da etapa Fraga), a crise (pantasma passeada por todos os recantos de Galiza que de pouco serviu nas eleiçons de Euskal Herria) e a suposta imposiçom do galego. Estes três piares tivérom um triplo efeito. Com o primeiro, em quatro anos os despropósitos dos oito “audis” de Fraga, entre outras façanhas, esquecêrom-se, desmoralizárom o eleitorado da esquerda, que recaiu em Esquerda Unida e em Terra Galega (caso do BNG), em UpyD e outras forças como PUM+J (caso do PSOE) e no voto em branco. Com o segundo, a pesar de seguir o catecismo neoliberal que conduziu a esta crise mundial (dificilmente combatível desde Galiza e ainda desde o Estado sem um cámbio de modelo económico) calou em grande parte das classes meias urbanas, que vírom ameaçada a sua posiçom económica, mobilizando todo o seu voto urbano, clave na Galiza, e restando-lhe votos ao PSOE e compensárom as caídas no rural. Com o terceiro ganhárom múltiplos votos no ámbito urbano que entrou na ficçom erguida por Galicia bilingüe e demais actores dessa comédia das ameaças ao castelhano. Este mesmo motivo levou a moitos votantes do PSOE, mas tamém de Falange e mesmo do PP, a confiar em UPyD. O papel dos meios de comunicaçom de Madrid e de La Voz de Galicia e El Correo Gallego, entre outros, fixo o resto.

O PSOE tem a cruz nas eleiçons galegas e a cara nas bascas. Na Galiza, que nom é Catalunya (onde o governo com ERC favoreceu-nos), passou factura nas cidades o pacto com o BNG, que se segue vendo por grande parte da populaçom como umha ameaça intolerável «a la sagrada unidad de la patria». O cámbio que demandava a sociedade galega após a etapa Fraga era bem diferente no caso do eleitorado do BNG e do PSOE e nengum dos dous conseguiu contentar a nengumha das partes. Os erros do governo de coligaçom recebêrom um castigo demasiado duro quiçais, mas recebêrom-no e situam um cenário de alternativa ao PP incerto, pois dificilmente se poderá reeditar um pacto BNG-PSOE dada a base sociológica de cada um dos partidos. Com a saída de Tourinho abre-se umha nova etapa e poda que voltem as loitas intestinas, um Tourinho que fracassou ao considerar que o voto urbano socialista nom tragaria as patranhas da suja campanha do PP. Galiza ainda tem pouca cultura democrática e isso passa-lhe factura à esquerda e ao centro-esquerda.

O BNG colheita os piores resultados desde 1989 (16'58% dos sufrágios), a pesar que deveu absorver, aparentemente polo medo à volta do PP, parte dos votos da FPG e de Nós-UP. Os votos cedidos a TEGA, um “galeguismo/nacionalismo” de direitas explicam em grande parte o desastre de Ferrol e a perda do escano da Crunha. Suspeito igualmente que o trabalho do BNG nom se visualizou o suficiente nas cidades e que a campanha de difamaçons contra o BNG tivo um efeito devastador e explica que o voto em branco se inçasse, como o de Esquerda Unida.

Porém isto nom avonda para explicar o descalabro do BNG. A táctica centrista do BNG, com declaraçons de Quintana em que afirmava que o BNG nem era de esquerda nem de direita (apenas nacionalista) som intoleráveis e confirmam o que moitos vínhamos, para a desgraça da Galiza e a sua cultura, advertindo tempo atrás. O quintanismo e a UPG impugérom umha versom light e trocárom a utopia pola moqueta, sectariçárom a organizaçom e queimárom a grande parte da militáncia. Eis o resultado. Contodo, fazendo de tripas coraçom, moitos pugemos mais umha vez todo da nossa parte para que na Galiza continue existindo umha força arredista e de esquerda que ponha a Galiza por cima de qualquer outro interesse. Aos que se nos acusava de traidores, conspiradores, etc. Os resultados dam-nos a razom.

A base sociológica do BNG, por outra banda perfeitamente recuperável com as trocas oportunas, pedia um cámbio mais profundo e menos apego à poltrona. A contínua caída do BNG nas cidades, que o voto-poder e rural nom conseguiu maquilhar para desgraça de Quintana e a UPG, levam-nos a pensar que cumpre trocar moito das organizaçons das comarcas urbanas do BNG – e em Ferrol o fracasso de Francisco Rodrigues é de estrépito-[1], empeçando por um uso lingüístico coerente, quer dizer, por falar galego que é o mínimo que se lhe pode pedir a um galego que acredite numha Galiza dona e senhora de si. Por outra banda, no seio do BNG rebelarám-se com inteireza todas as loitas intestinas que a lealdade ao partido levava esganando desde a saída pola porta de atrás do líder histórico José Manuel Beiras, com o que BNG nasceu, cresceu e atingiu o seu teito eleitoral. Nom descartaria que os próximos anos sejam tormentosos para o nacionalismo galego, incluídas escisons, mas de certo isso enriquecerá ideológica e sociologicamente aos movimentos arredistas. Se em cinco séculos nom acabárom com nós como povo nom o farám agora.

UPyD, produto madrileno e moi próximo ao fascismo nos seus planejamentos (senom se inclui nel) bebeu do franquismo sociológico tirando-lhe voto urbano ao PP e ao PSOE e beneficiando-se da polémica encol a língua encetada polo PP. Contodo, nom lhe serviu de moito toda a sua verborreia infame (1'45% dos sufráfios) e em Euskal Herria, de terem-se computado os votos de D3M, nom acadaria representaçom com apenas o 2% dos votos e o frente denominado «constitucionalista» nom poderia acadar o poder ao somar D3M 7 escanos, Aralar 4, 1 EA e 30 o PNV (Esker Batua ficaria fora do parlamento). Euskal Herria ainda nom quere ser las Vascongadas.

Esquerda Unida melhorou os seus resultados, como era previsível, e malia concorrer sem Os Verdes, onde parte do seu voto viria dos sectores mais radicalizados do PSOE e, em maior medida, de capas urbanas tradicionalmente votantes do BNG. Contodo, e com todo a favor ao ser umha força de esquerda sem presença no governo, nom avondou para ultrapassar o 5% que lhes desse entrada no parlamento, em grande parte porque os partidos sem representaçom parlamentar nom jogam nas mesmas condiçons (com a salvidade de UPyD com financiamento forte e apoio dos meia madrilenos[2]).

O voto em branco e algumha das outras formaçons políticas, como PUM-J, demonstram que a gente da esquerda está farta da farsa da democracia burguesa e, perante a falha de alternativas, e a febleza dos movimentos sociais e associativos (que começavam a remontar o voo e som os que criam consciência social e democrática e espalham a ética de esquerdas e altermundista) opta por manifestar a sua decepçom perante um BNG que pode e deve recuperar a direcçom histórica de firmeza democrática, política de esquerdas e arredismo sem meias tintas que o caracterizaram até a chegada do quintanismo.

Conclusom e perspectivas

A direita atingiu na Galiza provavelmente a sua máxima expansom no tocante a sua base sociológica o que, no difícil contexto económico, porá contra as cordas ao governo de Feijó que deverá administrar moi bem a sua vitória e alonjar-se de perigosos conselheiros de Madrid. Veremos as contrapartidas que os meia que o apoiárom lhe pedem agora e se volta ao sectarismo e ao autoritarismo da era Iribarne ou actua com algo mais de inteligência e diferença entre um boi e umha vaca.

Em princípio contará com umha esquerda desmobilizada que dificilmente poderá exercer umha oposiçom normalizada ao sumir-se em crises internas, de liderança no caso de PSOE e de redefiniçom política no do BNG que deve radicalizar as suas posturas no bom sentido da palavra e optar por um projecto a longo prazo e soberanista. Neste sentido, é possível que o PP bote duas ou três legislaturas no poder enquanto a esquerda e o centro-esquerda nom amplie o seu espectro social de apoios, com a única ameaça de UPyD e TEGA pola direita que nom semelham incomodá-lo polo momento.

Que deus reparta sorte e que quando volvam as esquerda nom seja já demasiado tarde para os camponeses, os marinheiros e a classe operária... para eles escreveu Castelao o seu Sempre em Galiza. Porque nom avonda com pisar chao galego para sê-lo. Eis, porque o nacionalismo galego tem que ser de esquerdas, porque o nacionalismo sem umha clara linha esquerdista e internacionalista nom tem sentido para além de servir aos interesses burgueses que espoliam a nossa terra e o planeta.

CODA

Aos galegos e galegas que acreditárom no BNG, ou em qualquer outra opçom soberanista como Nós Unidade Popular ou a Fronte Popular Galega, moito obrigado e lembrar aquel velho provérbio chinês:

«Quando o teu arco se rompa e tenhas deitado a tua derradeira frecha, dispara! Dispara com todo o teu coraçom!». Terra a Nossa!

Antom Fente Parada, Compostela em dous de Março de 2009, NÓS SÓS!



[1] Neste sentido é notório o avanço de TEGA, como umha opçom nacionalista claramente de direitas e com umha grande implantaçom na comarca Ferrol Terra, a custa do BNG que lhe custou um escano ao BNG.

[2] Neste sentido é interessante os bonos-ajuda que emite UPyD e que devolveria despois, umha vez recebidas as subvençons pertinentes polos votos. Como um empréstimo que as capas burguesas e os grupos de pressom lhe fam ao partido, ao jeito americano, para determinar logo a direcçom do partido.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Voto por dicionário

Bebendo das palavras deitadas por José Saramago no seu artigo intitulado “Democracias e demagogias” corrim com el para o dicionário por ver se a essência de duas palavras me dava para sacar em claro de cara o dia 1 de Março. Como el consultei democracia e demagogia por ser a primeira de uso frequente entre a classe política junto a liberdade e a segunda a que a sua verborreia fai evidente dia-a-dia. Tomemos, pois, estas duas palavras para analisar os candidatos do 1 de Março.

Alberte Núnhes Feijoo é umha má cópia de Fraga Iribarne, sem o seu carisma nem a sua visom política, que naufraga na aplicaçom dumha oposiçom mimeticamente tomada da rua Génova de Madrid e que soterrou definitivamente qualquer linha de fazer do PPdG umha opçom com um ar efectivamente galeguista, linha que representava Cuínha. É um paladim, portanto, do ministro da ditadura que deixou milheiros de mortos após quarenta anos como principal êxito. No entanto, a hipocrisia fai que semelhe um anho quando é um lobo e «baixo da macia lã do anho aparecem, mal disfarçados, os dentes vulpinos», como o Nobel dizia por um candidato da direita herdeira do espaço político do Salazarismo adjuntando-se-lhe facilmente aquilo outro de «o uso que faz de palavras como liberdade, justiça, direito chega a ser indecoroso». Nengum democrata com ética de esquerdas pode votar em PP, por ser de direitas e comprovar os efeitos dos seus governos, ora Fraga, ora Aznar.

A maior ameaça, no entanto, para o PP é UPyD onde Rosa Díez e a nena de Rajoy, feita mulher. Destila ódio e racismo lingüístico em partes iguais contra todo aquel que nom diga cada manhá «soy español» e como tam espanhol é o empresário Pozero coma um obreiro muçulmano do bairro de Valhecas acabárom-se os problemas. Se hai Espanha nom hai paro, nom hai precariedade laboral, nem hai milheiros de mortos polo terrorismo patronal, vítimas sem augustos vozeiros que as usem e as empreguem com fins políticos. Nengum democrata pode votar em UPyD porque nom som democratas.

Tourinho emprega um mao galego que nunca soubo falar, como nunca soubo moi bem em que opçom política adscrever-se, um viraventos, figura quase institucionalizada na social-democracia reformista a julgar pola delegaçom do partido em Chantada. Tenta paliar a sua total falha de carisma e olfacto político com um efeito Obama, imitando a mesma metodologia com a que tanto nos bombardeárom durante os últimos tempos sem ensinar os milhons de pobres que vivem nos EUA em condiçons miseráveis, para os que nunca haverá sonho americano e os que nom podem Yes, I eat. Agora o PSOE promete e arremete contra os que lhe fam a cama numha estratégia que veremos o resultado que lhe dá ao BNG. Tourinho, entom, vai com os da feira e vem com os do mercado sendo um simples home-de-palha de José Branco e o politburó da rua Ferraz. Votar Tourinho é votar aos interesses da direita, garantir o cordom sanitário face as aspiraçons democráticas do povo galego, entre as quais, imos ser francos, se topa o monolingüismo em galego (que é o que significa normalizaçom) e a autodeterminaçom. Vindicaçons que à federalista Esquerda Unida nem lhe vam nem lhe venhem porque acham desde Madrid que com autonomia mais ou menos demagoga todo se amanha. A mesma tijola com o mango trocado.

Temos a FPG ou Nós-UP, opçons soberanistas e coerentes, o discurso que nom procura convencer nem encher com lisonjas pré-eleitorais à gente, porque apenas querem fazer compreender ao que tenha ouvidos que portam o discurso da razom. Mas votar neste contexto é favorecer o desequilíbrio entre a esquerda nacionalista e as forças espanholistas. Semelha que haverá que aguarda umha pronta ruptura pola esquerda no BNG para tentar reconstruir umha esquerda soberanista unida, madura e com umha maior base social para poder agir por vias mais esperançadoras ca as actuais.

Do Partido Galeguista, Terra Galega ou como dianhos se chamem melhor nom falar, som do corte do Partido Andalucista, umha coorte de reaccionários aos que só lhe interessam parcelas de poder e nom a redençom do povo galego nem sequer desde a exígua via parlamentar.

Fica-me entom Anjo Quintana. O home das boas formas que substituiu ao furacam que fixo do BNG o que é, o tolo mais maravilhoso que passou por Galiza se é certo que estava tolo como predicavam desde o PP. Se o está aguardo colher essa toleia denantes de chegar a velho. No entanto, hai que reconhecer que o dia 1 de Março o melhor candidato é Quintana. Trai consigo um discurso sério e a um tempo próximo à gente, sem vestir-se, coma os demagogos, de rei mago e prometer o ouro e o mouro e com a bagage que dam os feitos após quase quatro anos de governo. Promete apenas o que pode previsivelmente cumprir. Votar em Quintana será votar no respeito pola política como actividade responsável do home. Quintana e, coma Zenha para Saramago em 1986, o presidente desejável o dia 1 de Março, nom o ideal, mas nestas horas sombrias o necessário. O meu voto por dicionário já o tem.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Na Galiza em galego












SOLIDARIDADE COM @S COMPANHEIR@S DETID@S
DEFENDER A LÍNGUA NOM É DELITO!



terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Conselhos locais do BNG de Chantadas abertos

Como umha aposta pola transparência e o contacto contínuo com a nossa base social os Conselhos locais passam a ser abertos a toda a nossa militánica e aos simpatizantes:

O Consello Local, tomou a decisión por unanimidade de que a partires de agora, que os devanditos consellos locais, sexan abertos a todos os afiliados e simpatizantes, e terán lugar o último sábado de cada mes ás 16:00 horas no local da rúa Ramón y Cajal, nº 1 entrechán (por riba da carnicería Tino), con isto pretendemos que calquera afiliado e simpatizante coñeza de primeira man, tanto a política municipal como a política da nosa organización.

Aliás, informamos dos diversos actos que se desenvolverám na campanha eleitoral para as nacionais:
Día 4 de febreiro, visita institucional do Conselleiro de Industria, Fernando Blanco a Chantada: visitara a industria de Galletas Mariñeiras é dará un paseo polo polígono industrial para ver ás obras que se están a facer no polígono.
Día 7 de febreiro ás 11:30 horas "Rural con futuro" en Santiago co Conselleiro de Medio Rural, Alfredo Suarez Canal.
Día 7 de febreiro, cea-mitin a nivel comarcal en Chantada, ás 21:30 horas no hotel Mogay.
Día 12 de febreiro, mitin na Poboa de Brollón ás 21:00 horas.
Día 19 de febreiro, mitin en Monforte ás 20:30 horas no pavillón da Pinguela.
Día 20 de febreiro, mitin en Taboada ás 12:30 horas.
Día 21 de febreiro, mitin no Sabiñao ás 21:00 horas no auditorio do multiusos.
Día 24 de febreiro, mitin en Lugo ás 20:30 horas no pavillón municipal.



terça-feira, 20 de janeiro de 2009

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Solidariedade com o povo palestino!


Nom ao genocído do Estado sionista sobre Gaza. O capital espanhol cúmplice da barbárie terrorista israelí!

GALIZA-ESCÓCIA-PALESTINA-ICKÁRIA-EUZKADI-PAÏSOS CATALANS-SAHARA-KURDISTÁM

E TODOS OS POVOS DO MUNDO tenhem direito à autodetermiNAÇOM!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

GALIZA e os países de língua portuguesa no foro social mundial

Intróito

Polo presente crónica faremos umha síntese das achegas de Camilo Nogueira, ex parlamentário europeu polo BNG; Ugia Senlhe, música de reconhecido prestigio; e Elias Torres Feijoo, vice-reitor da USC e professor do departamento de Filologia Portuguesa no primeiro Foro Social Galego celebrado os dias 5, 6 e 7 de Dezembro de 2008 na Faculdade de Filologia e no Auditório de Galiza de Compostela.

Mas, que é que é o FSGal? O Foro Social Galego procurou, procura e procurará ubicar a Galiza no contexto dos Foros Sociais Mundiais (FSM), cuja próxima ediçom será no estado de Pará (Brasil) o vindouro 2009, à vez que tenta pensar e construir alternativas desde Galiza, de jeito que a acçom local das entidades sociais poda exercer umha pressom coordenada contra a vaga neliberal e afundar nas alternativas ao sistema assassino denominado capitalismo, na fase mais desenvolvida do Imperialismo, já retratado por Lenine a começos de século XX. Os FSGal é um espaço de debate democrático onde os diversos movimentos sociais podam trocar experiências e ideias para responder à urgente pergunta do que fazer. As suas principais senhas de identidade som a pluralidade e a diversidade, polo que nem é confessional, nem governamental, nem partidário.

Camilo Nogueira

A diversidade nacional foi-se incorporando ao altermundismo e incorporou-se de cheio ao Foro Social Europeio celebrado em Mälmo (2008) e entrará tamém no próximo FSM de Belém (Pará, Brasil). Isto trai consigo radicar a Galiza no mundo como naçom e nom como um simples apêndice do Estado espanhol, co que rem tem a ver a nossa história e a nossa cultura, e que tam só contribui a esluir os nossos traços nacionais, incómodos para os interesses da classe burguesa espanholista, forma peninsular do Imperialismo mundial.

Galiza é hoje a primeira exportadora e importadora de Portugal e tem mais relaçom co país luso do que co resto de qualquer parte do Estado espanhol. Historicamente, Galiza nom tem nada a ver coa mitologia historiográfica do Estado espanhol e os laços culturais com Portugal som igualmente indubitáveis sendo galego e português duas variantes dum mesmo diassistema lingüístico.

Um dos países emergentes hogano é Brasil, centro de vários Foros Sociais Mundiais o que eliminou qualquer atranco na comunicaçom para Galiza e a sua representaçom. O espanholismo está por detrás das mentalidades isolacionistas que destrói a unidade e a capacidade de intercomunicaçom e umha arma valiosa para balizar e defender a nossa língua. Assí, o galego nom pode considerar-se umha língua minoritária, senom que está no mundo como língua intercontinental, só resta que o próprio povo galego assuma a missom de voltar topar-se coas suas raízes para achar o seu futuro.

Ugia Senlha

Devemos reconhecer-nos dentro da língua comum, do espaço da lusofonia, e a música é umha boa arma para conseguí-lo. Ainda que em Portugal nom admitem a unidade lingüística polos preconceitos de pertencer Galiza ao Estado espanhol, cujo imperialismo ameaçou a soberania lusa[1], o certo é que revela-se necessário ir-se “confundindo”, como dizia Castelao, e superando velhos anátemas que surgem do desconhecimento.

Cantos na Maré[2], festival da lusofonia celebrado em Ponte Vedra, é um jeito concreto de apostar polo intercámbio artístico e cultural co que a Galiza só pode ganhar. Já som seis anos desta experiência cumha programaçom activa que possibilita a projecçom da Galiza para a lusofonia e como espaço humano e nacional aberto ao mundo. Zeca Afonso foi, neste sentido, um activista que tendeu pontes entre a Galiza e a república de Portugal. Actualmente, estám-se dando importantes passos de achegamento, sobretodo, co Norte do país vizinho.

A cultura galega adquire assí novos horizontes e projecçons e só tem a ganhar, rem a perder. Guardando deste modo os nossos valores identitários e situando-os no mundo.

Elias Torres Feijoo

A Galiza vive umha autarquia moi precária, sobretodo, no mundo cultural que tam só se palia através do mundo cultural espanhol. Isto por vezes nem tam sequer se dilucida por estar a situaçom já interiorizada pola ocupaçom secular da nossa naçom.

Esse espanholismo tem efeitos sobre a nossa identidade, sobre o que nos somos, e tem efeitos sobre a nossa concepçom do mundo que vemos quase com lentes espanhóis: ordenamos o tempo e construímos a realidade desde as directrizes do mundo cultural espanhol. Existem incluso subtis proibiçons para evitar iniciativas ou capacidades de interrelaçom cos países da lusofonia. Subvencionam-se jornais quase integramente em castelhano por apresentar algum que outro paragrafo marginal em galego grafado à espanhola, enquanto o Novas da Galiza nom recebe um peso por apostar pola ortografia históricista.

Hai crenças que a força de serem repetidas acabam interiorizando-se. A norma regeneracionista utiliza todos os instrumentos do nosso diassistema galego e mesmamente foi e é gerada no seio da própria Galiza, umha norma dinámica e dialéctica, carregada de futuro, que se afasta do estatismo e do «separatismo das aldeias»[3] proclamada como sacrossanta, qual constituiçom espanhola, polo binómio autonomista RAG-ILG e o espanholismo personificado primeiro na UCD, logo em Aliança Popular e ainda hoje sob o PSOE fijo todo o possível para frenar qualquer tentativa de permissividade os debate a sério entre isolacionistas e reintegracionistas.

Resulta nesta altura evidente que hai um centro de domínio cultural que os poderes nom querem de nengumha maneira abandonar, pois suporia abrir caminhos e horizontes para Galiza e as suas gentes. Temos de aprender os extraordinários benefícios que pode supor ser a cabeça de ponte da África lusófona e do Brasil em Europa, junto a já assentada relaçom galego-portuguesa.

Só regenerando a nossa língua e inserindo-nos no nosso próprio diassistema podemos superar a nossa autarquia cultural.

Bate-papo

Cumpre umha prática de pedagogia política que faga ver à cidadania que ou reintegramos e regeneramos a língua ou a desintegramos e a patoizamos a respeito do espanhol, como salientava Carvalho Calero. O lusismo é pôr de manifesto como a espanholizaçom fai negar à própria Galiza o seu carácter, de aí a resistência da Galiza e a resistência incluso de Portugal.

O galego moderno, culto, mais cultivado é o português. No novo Estatuto de naçom deveria-se incluir que nas relaçons internacionais se deverá empregar o português cos PALOP's, algo perfeitamente possível no actual marco legal, junto à recepçom das televisons portuguesas na Galiza; no entanto, duvidamos que mesmo o BNG tenha isto como algo urgente na sua agenda política, pois a impostura e a desorientaçom dominam a sua postura perante a língua[4].

Aliás, 17% do PIB português tem relaçom directa coa língua comum, o qual repercutiria positivamente na nossa economia, algo que bate com realidades irrisórias como que na TVG se legendem as intervençons de portugueses e brasileiros. Como tem assinalado o Alexandre Barros «as balizas mais importantes hoje do espanholismo estám nas elites da Galiza».

Camilo Nogueira

A identificaçom entre o galego e o português, já defendida por homes como Murguia ou Castelao, tem como benefício a auto-estima e favoreceria umhas relaçons em galego português e nom em castelhano e isso traduze-se em conseqüências económicas sem depender permanentemente da metrópole. A regeneraçom e a reintegraçom espertaria aos galegos e às galegas e Galiza pensaria-se a si própria e assinalaria-se no mundo sem fazê-lo permanente como província ou colónia espanhola.

O galego é a língua nacional da Galiza e o português é a forma internacional da nossa própria língua, embora sendo iguais sejamos diferentes com traços de nosso. A RAG deveria reconhecer que Brasil e Portugal falam galego (e vice-versa) e hoje nas palestras de língua galega deveriam ensinar-se divergências e semelhanças entre a norma galega e o padrom do Acordo Ortográfico.

Elias Torres

O movimento reintegracionista é um movimento unificador, o isolacionista desagregador, pois tam só afunda nas diferenças e que fai dos geolectalismos a sua bandeira. Os próprio galegos forçam a brasileiros e portugueses a considerar a sua língua como nom válida na Galiza, ao serem tratados em espanhol e como estrangeiros nom apenas nacionais, mas tamém culturais. Na Galiza nom existem estudos da cultura e o seu influxo na economia, porque nom som promovidos. Nos estudos elaborados desde a resistência vê-se como a mentalidade espanholizante reside fortemente na Galiza. Umha comunidade tem umha séria de recursos, a sua energia, e os destinados à cultura autárquica de pouparem-se poderiam inverter-se em publicitar produtos e obter milhons de euros em contrapartida. No entanto, o governo galego nom se tem interessado por estes estudos nem os vai promover, embora sejam essenciais para alentar o bem-estar da nossa naçom.

Galiza hoje poderia promocionar autores literários, musicais, etc. para toda Europa e actura assí como cabeça de ponte cultural e, aliás, ampliar isto logo a todos os produtos dum país emergente como é o gigantesco Brasil, para o que é inevitável desprazar e substituir aos beneficiários da autarquia cultural galega e, já que logo, existe umha desconexom entre as instituiçons da Galiza e a realidade social, cultural e histórica que só paliará a regeneraçom conclusa da língua.

Aliás, na Galiza o problema é duplo, ora a falha de visualizaçom de produtos culturais da lusofonia, ora a falha de recepçom desses produtos vivendo de costas aos sotaques brasileiros, portugueses, moçambicanos, caboverdianos, angolanos, timorenses, etc. e resultando-nos alheia a nossa ortografia comum enquanto abraçamos a estranha. No fundo, o desprezo ao português parte na Galiza da auto-xenreira que os próprios galegos sentimos cara nós mesmos.

Camilo Nogueira

A nom recepçom das televisons portuguesas parte da própria mentalidade do Estado e desde o nascimento dos estado-naçom estes artelham e articulam as mentalidades e combatem pola cima umha UE democrática e dos povos e pola base os direitos nacionais das naçons sem estado, para manter as cadeiras douradas do Imperialismo burguês. O espanholismo nom pode permitir que Galiza tenha por si mesma capacidade de situar-se e relacionar-se co mundo por mor dumha língua comum.

O achegamento deveria fazer-se paulatinamente e sem perseguiçons nem imposiçons sobre os que quigerem continuar a empregar a norma actual. Neste sentido, desde a metrópole acutará-se com energia contra o regeneracionismo, como se desprende do terrível artigo II da Constituiçom espanhola em que se resume todo o espanholismo herdado do liberalismo burguês do XIX acrescentado polos deixes e achegas fascistas do franquismo.

Antom Fente Parada, Dezembro 2008


[1] Estes preconceitos nom existem no Brasil ou noutros PALOP's, para a construçom do padrom português veja-se o livro de Fernando Vasques Corredoira: A construção do português frente ao castelhano. O galego como exemplo a contrário, Laiovento, Compostela.

[2] A ediçom 2008 celebrará-se mais umha vez em Ponte Vedra neste mesmo mês de Dezembro, o dia treze às 21:00h

[3] Etiqueta empregada num artigo por Rafael Dieste em que advoga por umha língua franca galego-portuguesa.

[4] Sarilhe, José Manuel (2007), A impostura e a desorientaçom na normalizaçom lingüística, Candeia Editora, Compostela, pp. 37-51.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

ACTOS COMEMORATIVOS DO CENTENÁRIO DA 1ª ASSEMBLEIA AGRÁRIA DE MONFORTE (13 E 14 DE DEZEMBRO DE 2008)




Os dias treze e catorze de Dezembro, Monforte viverá umha série de actos de homenage e lembrança das Assembleias Agrárias celebradas em Monforte nos anos 1908, 1910 e 1911 já que neste ano 2008 se cumpre o centenário da primeira juntança.

O programa de actividades é o seguinte:

SÁBADO, TREZE DE DEZEMBRO DE 2008

10:00 h Apertura dos actos a cargo do alcaide, D. Severino Rodrigues e da concelheira de Cultura, Dª. Alicia Cadarso, na sala de actos da Casa da Cultura de Monforte

10:30 h Conferência do Presidente do Conselho da Cultura Galega, Catedrático de História Contemporánea e ex-reitor da Universidade de Santiago de Compostela, D. Ramom Vilhares Paz: Introducción histórica "Os tempos do agrarismo. Contexto político e socioeconómico".

11:15 h Conferência do António Bernardes Sobreira, professor de ensino secundário, especialista em história agrária: As Asembleas Agrarias de Monforte

12:00 h Conferência do Luís Domingues Castro, professor titular de história contemporánea na Universidade de Vigo: As Asembleas Agrarias de Rivadavia, Redondela e A Coruña


12:45 h Inauguraçom da Feira de Mostras

Numha grande carpa instalada no Parque dos Condes, os interesados poderám admirar os avanços técnicos introduzidos na Galiza nos primeiros anos do século XX, moitos deles propiciados polos ilustrados do agrarismo. A mostra compom-se de distintos apeiros e máquinas cedidas pola Associaçom Galega de Amigos da Maquinária Clássica. Destarte, na carpa instalará-se a Exposiçom gráfica sobre o Agrarismo, realizada pola Fundaçom para o estudo e a divulgaçom da questom social e sindical da Galiza. E por se isto fosse pouco, os que até alí se acheguem tamém poderám imortalizar este entranhável dia retratando-se no "minutero" que encontrarám no interior, fazer-se cum exemplar do Eco de Lemos ou com algumha image do Monforte de antano.


16:00 h Conferência e Projecçom de audiovisuais a cargo do Presidente da Agência Audiovisual Galega, D. Manolo Gonçalves. "A imaxe do labrego no cinema galego"

16:45 h Conferência do Director Geral de Desenvolvimento Rural da Junta de Galiza, D. Edelmiro Lopes Igrejas "O mundo rural hoxe, diferencias e semellanzas co principio de século"

17:30 h Mesa redonda e Debate "Que queda do agrarismo?" em que intervirám todos os conferenciantes do dia. Modera o debate: Vicerrector de Relaçons Institucionais da Universidade de Santiago de Compostela Lourenço Fernandes Prieto.

As conferências e mesas redondas deste dia terám lugar na sala de actos da Casa da Cultura

DOMINGO, 14 DE DEzEMBRO DE 2008

11:30 h Recepçom na Cámara Municipal a cargo do Alcaide de Monforte e da Concelheira de Cultura das autoridades convidadas.

Conselheiro de Medio Rural

Vice-presidente da Deputaçom de Lugo

D. Avelino Pousa Antelo (Agrarista histórico)

D. José María Sancho Rof (neto do Ilmo. Sr. Rof Codina)

Representantes do Concelho da Crunha

Representantes do Concelho de Redondela (Ponte vedra)

Representantes do Concelho de Ribadavia (Ourense)

12:30 Início do Acto comemorativo na Feira de Mostras

Intervençons:

Apresentaçom a cargo de Dª. Alícia Cadarso.

Benvida do Alcaide D. Severino Rodríguez

Intervençom do José María Sancho Rof

Intervençom do . Avelino Pousa Antelo

Intervençom do Conselheiro D. Alfredo Suárez Canal

Os actos serám amenizados pola Banda Municipal de Monforte de Lemos

A carpa coas exposiçons estará aberta ao público desde o sábado às 12:45 até as 18:00 h e o domingo de 11:30 h às 18:00 h

Na realizaçom dos actos comemorativos do centenário da Assembleia Agrária de Monforte de Lemos de 1908 colaboram o Concelho de Monforte de Lemos, a Deputaçom Provincial de Lugo, a Conselharia de Meio Rural, a Sociedade para o Desenvolvimento Comarcal de Galiza e a Vice-reitoria de Relaçons Institucionais da Universidade de Santiago de Compostela.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Gabriel Celaya sabia-o: A retranca é umha arma carregada de futuro

Entra em http://seioque.com/ e descobre a verdadeira história da Galiza...



"Canpionato de Matraquinho a prol das Selecçons Galegas"
que terá lugar o vindouro dia 6 de Nadal no Bar Carabelos de Pantom (ao carom da praça do concelho).

Este acto serve-nos para ir quentado motores para o vindouro
27 de Dezembro no partido de Galiza-Chile em Riazor e comemorar os 20 anos de Galiza Nova
Os horários do campionato som os seguintes:
  • 20 horas; começo do IV campionato de matraquinho a prol dumhas selecçons oficiais na Galiza (inscriçom 3 euros por parelha)
  • 22 horas; Ceia de confraternidade (preço 12 euros)
  • Teremos trofeus, moita festa e algumha sorpresinha!!
Necessita-se confirmaçom denantes do dia 5 tanto para a ceia como para o campionato.
Pode-lo fazer respondendo a este endereço electrónico lugosul@bng-galiza.org
e tamém nos telefones 982 456 206 , 982 416 027(de 17h. a 20h.) ou no 615 674 390
Nos vindouros dias terás + info en http://www.galizanovalugosur.blogspot.com

domingo, 16 de novembro de 2008

Contruir alternativas desde a Galiza . Para que Chantada siga sendo cabeça comarcal

O vindouro sábado apresentará-se o FSGal em Chantada, no local sindical às 19 horas.







Um outro mundo ainda é possível



Nom conhecia os recunchos obscuros onde se acochavam os seus sonhos infantis, quiçais porque nunca o deixaram ser criança. Pendurar a caneta do céu para escoitar as estrelas que de longe choutam no aro de Saturno mentres se mofam petulantes do lixo espacial coa parcimónia dos imortais. Correr pola imensidade de eidos e povos que só existiam na sua fábrica de evasom. Amar em sonhos o que na Terra nom se suspeita e voar coas palavras e as images à música sinfónica dum quero-te figurado. As estrelas botam-lhe o seu cobertor aos boémios que durmidinhos sonham cum manhá melhor que nunca dá chegado. A pantasma que nos persegue e nunca vemos, no sonho alouminha-nos os beiços cos dedos barrados de chocolate, de açúcar vital, de alborada. Os sonhos som de covarde por enquanto nom os tornam valentes. Porque hai que sair dum sonho a outro, até sonhar que nunca sonhamos porque todo o que nos rodeia nem tam sequer chegara a ser sonhado.



[texto tirado de http://www.fotolog.com/guilhade]


Para que Chantada siga sendo cabeça comarcal

Galiza Nova de Chantada
apresentou as alegaçons pertinentes às directrizes de ordenaçom do território da conselharia de Política territorial, obras públicas e transportes coa esperança de que o sentir do arredismo chantadino seja tido em conta e nom se cometa a enésima usurpaçom dos direitos legítimos das gentes e do povo de Chantada por parte de administraçons que operam co mesmo depotismo ca o centralismo central, sem achegar-se às nossas realidades particulares. PSOE e PP reservam-nos um papel marginal desde Compostela enquanto o BNG terá que erguer umha voz valente e decidida, já que o que cala outorga e de momento nom vemos que vaiam defender umha postura coerente e decidida a apoiar a igualdade entre todos @s galeg@s, vivam na costa ou no interior, na urbe ou no rural.

Reproduzimos a continuaçom o texto apresentado:


Alegaçons às directrizes de ordenaçom do território

Galiza Nova Chantada como colectivo e Antom Fente Parada, como representante da mesma, desejam dirigir-se a vocês para apresentar as pertinentes consideraçons ao anteprojecto das directrizes de ordenaçom do território.

Em primeiro lugar, estimamos que o projecto está perfeitamente desenhado e baseado em estudos e observaçons acertadas para o eixo-Atlántico, mas fana-se em quanto se chega aos territórios do interior, sendo especialmente preocupante a sorte que se lhe reserva à comarca de Chantada, conformada polos concelhos de Taboada, Chantada e Carvalhedo. As directrizes achegam uns supostos laços de relaçom entre Monforte de Lemos e Chantada que nunca existírom, é mais de houver umha relaçom seria com Ourense ou, em todo caso, com Rodeiro (mas tampouco coa totalidade das Terras do Deça). Assí pois, Chantada existiu e existe coma cabeceira de comarca e partido judicial da zona Minho-Ulhoa (Porto Marim, Palas de Rei, Antas de Ulha, Monterroso, Taboada, Carvalhedo e Chantada). Aliás, as relaçons económicas da zona sempre se baseárom no interior destes territórios, junto a Ourense e Rodeiro, através da feira de gando e como froito da orografia do território que assí o exigiu historicamente, ora polo rio Minho, ora polo monte Faro.

Portanto, devemos achacar ao desconhecimento o atropelo que agora se quere cometer com esta terra e estas gentes dividindo o sul de Lugo dumha maneira pouco justificável, com esquadra e cartabom. Galiza Nova Chantada nom pode tolerar a prescriçom de Chantada a subcabeceira de comarca, reclamando a categoria que lhe é merecente historicamente e que ainda hoje mantém, a de cabeceira de comarca, constituindo-se no núcleo urbano da zona Minho-Ulhoa que engloba a 27000 habitantes, o qual sintoniza co exposto na página 37 das directrizes, pois «um dos critérios básicos de qualquer crescimento que busque a sustentavilidade é apoiar-se sobre os núcleos existentes».

Amais, estas relaçons, já de por si complexas, fundas e que se perdem na noite dos tempos vam-se inçar pola auto-estrada Lugo-Ourense, ficando as relaçons com Lemos reduzidas simplesmente ao hospital. Aqui nom se pom em dúvida o estabelecimento de Monforte como núcleo do que vocês denominam «sistema urbano intermédio», mas achamos que é igualmente racional reservar-lhe a categoria de cabeceira de comarca a Chantada, com mais habitantes que Cela Nova, cabeceira no projecto, ou do que Monterroso, nodo no mesmo.

Chantada actua já como núcleo urbano da sua comarca, cumha feira de gando que acolhe a produçom gandeira de Lugo e a vitivinícola da Ribeira Sacra, umha das principais da comarca, e cumha cooperativa, ICOS, das principais da Galiza. Portanto, o que cumpre é dinamizar o espaço urbano existente e que ainda nom se topa o suficientemente explorado na actualidade, mas com possibilidade moi superiores a outros núcleos de populaçom para ser cabeceira de comarca. Aliás, de nom ser assí, estaria-se condenando à vila e aos investimentos da zona convertendo-nos numha sorte de “terceira Galiza” dentro da já desfavorecida Galiza do interior e afundando no despovoamento do rural que este plano tenta racionalizar e evitar na medida do possível.

Lembremos aliás, que a condiçom de Chantada é de periferia dentro da periferia que já é a Galiza e, por conseguinte, toda ordenaçom territorial deve encaminhar-se ao mantemento e gestom das áreas forestais, à promoçom da agricultura e no entorno da Ribeira Sacra a um turismo sustentável e respeituoso com a entorna natural. Do contrário o panorama para o futuro chantadino e preto e circunscreve-se a ser um ermo sem mocidade nem perspectivas laborais nem económicas de nengum tipo.

O actual projecto, quiçais como conseqüência dumha acelerada necessidade de apresentá-lo pola proximidade das eleiçons, nom vai além dum maiúsculo erro que deixará a vinte e sete mil pessoas sem a sua cabeceira natural e histórica e que tenta impor laços artificiais coa comarca de Lemos que jamais existírom realmente o que condicionará de certo o nosso futuro e advertimos, já que logo, que a desfeita cometida será infelizmente histórica e de terríveis conseqüências, polo que apelamos ao sentido comum para que se emende este ingente erro.

Consideraçons particulares ao plano

Ponto b-8

No tocante ao que se di dos núcleos interiores vencelhados ao património natural é evidente que Chantada tem, em nossa opiniom, um carácter tradicional de seu ancorada numha «contorna d grande valor natural e paisagístico» e com vocaçom de converter-se em centro vertebrados das potencialidades turísticas que acolhe no seu seio a Ribeira Sacra e, já que logo, «com potencialidade de desenvolvimento» (página 154).

Daquela, Chantada tem todo o direito a ser um núcleo interior vencelhado ao património natural, como cabeceira de comarca actual, e como parage de intensas possibilidades de promoçom turística e extensas superfícies verdes. Na comarca de Chantada a actividade agro-gandeira e vitivinícola seguem a ser o motor da economia da zona e, portanto, é vital, polos benefícios sociais que se desprendem dumha correcta gestom do território outorgar-lhe a sua merecida posiçom à nossa vila. Por outra banda, na Ribeira Sacra[1] segue praticando-se o cultivo em socalcos e o Faro[2] está incluído na Rede Natura e a mesma UE é daquela quem respalda o valor natural de Chantada, precisamente nos dous acidentes geográficos que determinam a existência da própria comarca e que som, daquela, duas zonas que deveriam considerar-se evidentes «corredores verdes» como se di no projecto:

«Os núcleos interiores vencelhados ao Património Natural que se sugerem neste documento identificárom-se atendendo a critérios como a existência dum património urbano que dota de identidade e atractivo aos núcleo, a sua posiçom estratégica em relaçom coas áreas Estratégicas de Conservaçom e os Corredores Verdes, a existência dumha certa dimensom urbana e a sua localizaçom em áreas cum forte declive demográfico».

Porém, hai dous factores a maiores que se dam em Chantada, ora pola sua evidente dimensom urbana que acolheu certo êxodo rural inclusive, fenómeno habitual na urbanizaçom que de seu na Galiza do século passado; ora pola existência dum declive demográfico que este projecto, de nom emendar-se só fará acelerar e empobrecer o binómio sócio-económico da comarca e dinamitar o seu meio rural e com el a sua populaçom e o seu meio natural. Galiza Nova Chantada acha que isto é inadmissível e aguardamos que seja umha conseqüência do desconhecimento e nom dumha vontade de ferir de morte a Chantada por interesses políticos localistas que em nada se ajustam à realidade.

Ponto c15

Acolhemos com ledícia o exposto nas páginas 232 e 234 das directrizes, que para nom maçar nom imos reiterar aqui, e consideramos que nom devem ficar só nos papéis, mas materializar-se e, concretamente, que seja o pulo necessário para acometer a urgente recuperaçom da serra do Faro, submetida a numerosos atropelos que batem coas sua consideraçom de Rede Natura e, concretamente, o lixo acumulado nas suas costas, a pouca limpeza do monte cos conseguintes incêndios, a deforestaçom, a desapariçom paulatina da fauna e da flora autóctones e, sobre todo, o impacto ambiental do parque eólico ali instalado pola alegria coa que a anterior administraçom nacional repartia as licenças para a instalaçom dos mesmos.

Conclusons

Por todo o exposto, Galiza Nova Chantada e eu, Antom Fente Parada, com boleto de identificaçom 33546652-W, como representante da mesma, em condiçom de responsável local da organizaçom e morada em Outeiro, 4, Santa Cruz de Viana; C.P. 2519, Chantada solicitamos à conselharia de Política Territorial, Obras Públicas e transportes o seguinte:

a.- Que Chantada seja considerada como cabeceira de comarca, pois assí o foi desde sempre e assí o deve seguir sendo, polas suas potencialidades urbanas, económicas, paisagísticas e turísticas.

b.- Que a paróquia se contemple no projecto como o ente de organizaçom populacional rural básico, assi como a descentralizaçom paulatina das depuitaçons deve ir encaminhando-nos para um modelo de financiaçom local novidoso, acorde com as necessidades reais dos concelhos estruturados em comarcas e com a centralizaçom de serviços comarcais.

c.- Inserçom da contorna do Faro e da Ribeira Sacra nos programas de recuperaçom paisagística, recebendo um novo pulo a conseqüência deste plano e que se recolha a sua situaçom actual e as perspectivas de acçons sobre estes territórios.

d.- Que Chantada seja declarada núcleo interior vencelhado ao património natural.

e.- Que a serra do Faro seja considerada um fito paisagístico.

f.- Que a conselharia de Política territorial, obras públicas e transportes explique publicamente a inclusom de Chantada como cabeceira subcomarcal no anteprojecto das directrizes de ordenaçom do território.

Finalmente, aguardamos que a conselharia tenha a deferência de contestar à nossa alegaçom coa maior brevidade possível e que tenha a vem considera o arriba exposto. Recebam um fraternal saúdo.

Chantada, 10 de Novembro de 2008.




[1] A Conselharia de Médio Ambiente estuda actualmente a declaraçom da mesma como Paisage protegida, polo entorno em si e polos numerosos monumentos que acolhe no seu interior (mosteiros, igrejas, assentamentos castrexos...) e pola sua riqueza cultural e de lazer (entroido ribeirao, carroças tradicionais das festas de Chantada, feira do vinho...).

[2] O ponto c13 das mesmas directrizes apontam a importáncia destes acidentes geográficos elevados, considerados fitos paisagísticos, porque incidem na «percepçom do território», sendo visíveis «desde amplas extensons da sua contorna»