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quinta-feira, 24 de abril de 2008

O BNG perante a reforma postulada para o ensino postobrigatório.



A Conselharia de Educaçom vem de apresentar um projecto para redistribuir a carga lectiva das distintas matérias do Bacharelato que recebeu importantes críticas da comunidade educativa, já que implicava a reduçom de horas das matérias de Filosofia, Educaçom Física e História. Esta reduçom vê-se forçada pola vontade da conselharia de manter a religiom dentro do horário lectivo no Bacharelato. Semelha, assí pois, que ao neoliberalismo só lhe interessam individuos capazitados para o mercado e, portanto, nom é de recibo que a gente pense pola sua conta, o qual explica o imparável e constante desprestígio das humanidades.O BNG defende que se produzam avanços cara a um ensino laico e, portanto, aposta porque as práticas religiosas estejam fora dos centros educativos, o que permitiria manter as horas destinadas à Educaçom Física, a História e a Filosofia tal como estam agora (que já nom é moito).O nacionalismo galego comparte as críticas da comunidade educativa a este projecto. Desde o BNG apostamos polo diálogo co sector do ensino e pensamos que, ao atopar-se o projecto ainda en fase de rascunho, hai tempo de sobra para modificá-lo.Assí mesmo, o BNG considera que se devem aproveitar as reformas no horário lectivo do Bacharelato para favorecer o conhecemento da realidade galega incluíndo como optativas de oferta obrigada matérias como História e Geografía de Galiza ou Literatura Galega do Século XX.Com carácter máis geral, é necessario, co objectivo de termos um ensino público galego e de qualidade, aumentar no possível o número de matérias optativas e os centros que ofertan o Bacharelato de Artes, assí como a dotaçom de professores e meios. Desde o BNG agardamos que a Conselharia de Educaçom seja sensível a estas vindicaçons e aposte polo diálogo e o sentido comum.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

25 e 26 de Abril: Revoluçao dos Cravos!




Os días 25 e 26 de Abril desenvolverá-se no local social Aturuxo de Boiro umhas jornadas que conmemorarám, analisarám e determinarám a importáncia que tivo a Revoluçom dos Cravos para Portugal, e tamén a influência decisiva que legou à esquerda de todo o mundo e tamén ao mundo das artes e da cultura galego-portuguesa.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Vai de cánon




A história do cánon de Belesar semelha que é o conto de nunca acabar. O último episódio foi a proposta de urgência apresentada polo PSOE no último pleno, que pretendia dar por válido o convénio coa Deputaçom de Lugo, eludindo os consensos políticos que, a este respeito, se teceram durante anos na Cámara Municipal. Naturalmente, o BNG nom pudo votar afirmativamente a um texto que violentava os interesses mais elementares do nosso concelho e, portanto, pronunciou-se em contra, obtendo o apoio do PP.
A sentença do 12 de Julho de 1999 quantificou a dívida da Deputaçom e os juros que deveriam ser abonados até exercer o pago. Dita quantia ascende a uns seis milhons de euros, dos quais haveria que substrair, segundo o convénio, um milhom de euros do IAE (imposto que o concelho de Chantada decidiu deixar de pagar por enquanto nom cobrasse o cánon). Assí as cousas, a Deputaçom saldaria a dívida em três anos, mas o conflito surde quando chegamos ao ponto quarto do convénio, ao nosso ver inaceitável, contrário ao acordado polas forças políticas de Chantada com anterioridade:

Quarto. A Deputaçom Provincial de Lugo, com base nessas consignaçons[1] compromete-se a financiar os projectos correspondentes; para tal efeito, aprovará, todos esses anos, umha vez aprovado o orçamento, um plano para a execuçom deste convénio. O plano e, portanto, as obras a incluir serám da exclusiva competência da Deputaçom Provincial.

Durante todo o processo de loita polo cánon sempre se fixo fincapé na necessidade de exigir que as obras as determiná-se o concelho e nom a Deputaçom, co fim de exercer nom apenas um controlo sobre do investido, mas, sobre todo, para desenhar um plano de actuaçom acaído às nossas necessidades. O actual presidente da cámara, Manuel Anjo Taboada, foi um dos instigadores desta postura desde as múltiplas formaçons em que militou (um camaleom da política), e mesmo até fai uns meses defendia que Chantada decidisse. Porém, o imperativo deveu chegar desde a cúpula do PSOE e houvo que roê-lo... como é que nom se fixo público a parte negociante polo concelho de Chantada? Bom, quiçais nom a houvesse...
Decisons deste calado dam fé da hipocrisia manifesta dalgumhas formaçons políticas que trocam de parecer em funçom de se estám no governo ou na oposiçom e, aliás, mostram-nos quem racha os consensos e tenta embaucar a cidadania com demagogia. Daquela, fica às claras qual foi a força política que defendeu e defende os bens do concelho, independentemente de governar ou nom. Que nom esqueça o PSOE que o BNG tamém governa na Deputaçom, mas o BNG de Chantada anteporá os interesses legítimos de Chantada a qualquer corporativismo partidista que atraiçoe a vontade dos que confiárom a sua representaçom política aos vareadores do BNG.
[1] O texto íntegro do convénio pode consultar-se na página da Deputaçom Provincial de Lugo. Haveria que engadir que o convénio nom tem em conta os inúmeros gastos em advogados de Chantada, já que a resoluçom judicial beneficia a outros concelhos e nom só a Chantada.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Recortes de liberdades em nome do espanholismo e umha pseudosegurança cidadá




A Garda Civil collerá datos dos coches que leven o distintivo GZ. O Movemento polos Dereitos Civís asegura hai documentos internos do corpo militar que dan esta directriz. Nos cursos de formación interna da Garda Civil recoméndaselles aos axentes que tomen datos dos coches que levan adhesivos de GZ. Segundo o Movemento polos Dereitos Civís (MpDC), nun curso para axentes en Pontevedra, os formadores repartiron follas nas que aparecían adhesivos de GZ, unha bandeira galega coa estrela vermella ou o escudo de Castelao coa lenda “antes mortos que escravos”. Dende a Garda Civil identifican estes símbolos como propios do “Movemento de Liberación Nacional Galego” (MLNG). No mesmo informe, relaciónase co chamado MLNG a estas organizacións: PRE.S.O.S, Ceivar, AMI, Briga, Adiante, Coordenadora de Asembleas de Estudantes da USC, Agir, Grei, EI, Nós-UP, FPG, CUT, Galiza non se vende, Mulheres Nacionalistas Galegas, A Marcha Muncial das Mulleres, Fazendo Memoria Histórica, Agrupación de Montaña Augas Limpas, Erva, Quercus, SCD Condado e AC Caleidoscopio. Segundo a denuncia do MpC cada unha desta organizacións ou colectivos aparece indentificados con logotipos para “facilitar o recoñecemento por parte dos axentes”. Noutro documento aparece información sobre diferentes centros sociais. Cara ao final do informe aparecen fotos de persoas na rúa. O MpDC destaca que aparece un particular fotografado baixo o epígrafe de “interese policial”, a pesar de que non pesa sobre o mesmo ningún delicto. O MpDC cre que a Garda Civil debe dar explicacións públicas xa que “a creación de bases de datos paralelas é ilegal”

terça-feira, 11 de março de 2008

Crónica dum apoderado




«O meu camiño hoxe
ten o mirar dun antonte.
Arrecenden os sendeiros
nas agras zoan as fontes.
Labrego fala seu gado.
Mide o tempo a súa ponte.
Aire quedo e tembrando.
Chove perto, chove lonxe
»,


María Mariño: Palabra no tempo.

O passado nove de Março celebramos a festa da democracia e a resposta massiva dos cidadaos galegos assim o mostrou, superando por primeira vez a participaçom estatal. Pudem constatar a grandeza dum sistema de liberdades na mesa eleitoral de Brigos, talvez a mais cativa do nosso concelho. A participaçom achegou-se muito à registrada nas municipais e até 167 pessoas se achegárom para expressar a sua cor política, por vezes em blanco (estiro de orelhas ao sistema e aos partidos que concorriam). Se conto a verdade cheguei alô com medo porque, para a opçom política que defendo, as cousas pintavam mal perante umha campanha totalmente polarizada e centrada em dous candidatos, como se estivéssemos ante umhas presidenciais ou coma se a política fosse um produto mais que se consome como qualquer outro tipo de mercadoria.
No entanto, esse medo aginha voou ao chegarem as oito da tarde, ao olhar como o povo acudiu em massa às furnas, ao comprovar no reconto como o BNG mantinha na mesa o mesmo apoio ca nas municipais e ao constatar como na candidatura ao Senado avantajamos incluso ao PSOE, sintoma inequívoco de que o nacionalismo galego e o seu projecto político de defesa de Galiza som um valor em alça entre os meus. Galiza precisa dumha voz de seu em Madrid e no mundo e isso é algo que referendou, malia a desigualdade de possibilidades durante a campanha entre uns e outros, umha parte importante cidadania galega (mais de 206.000 sufrágios).
Portanto, nom podo mais que agradecer o apoio que recebeu a candidatura do BNG, e participar GRAÇINHAS de todo coraçom a esses votantes que exercêrom um voto valente e contracorrente. A vossa valentia é a nossa força.
Por outra banda, em Chantada o cámbio consolidou-se e os integrantes do governo da Cámara Municipal já podem sentir o alento do apoio às transformaçons de progresso que Chantada necessita. Co 99'2% escrutado os resultados davam 15% dos sufrágios a prol do BNG. Expressado em votos:

Censo BNG PSOE PP EU UpyD Nulos Branco
7383 847 2068 2528 40 11 41 61

Finalmente, devo reconhecer a minha fachenda por pertencer a umha força política comprometida com Galiza e as suas gentes como é o BNG. Igualmente, resulta inegável que coa precaridade de meios cos que contamos, a respeito das forças estatais, ganhamos em equipa humana. Para mim todas e todos os camaradas ideológicos do BNG e de Galiza Nova em Chantada, todos os votantes do BNG, os de onte, os de hoje e os de manhá sodes o vieiro a seguir, para vós as palavras de Uxío Novoneyra: «A forza do seu amor non podía ser inútil». O facho que compartilhamos segue e seguirá de certo alumando, cada vez com mais força, por enquanto fique um galego. A tod@s saúde e terra.

Antom Fente Parada



A abstençom situou-se em 23'85%, umha cifra baixa tendo em conta o alto número de emigrantes com direito a voto. O Bloque Nacionalista Galego acadou com 100% escrutado 900 votos, 212 mais ca nas passadas Gerais e fai-se co 15% dos votos.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Um milhar de grazas


Desde Galiza Nova non podemos senón congratularnos polos resultados obtidos polo BNG o pasado nove de marzo nun contexto de clara bipolarización política auspiciada polos mass media. De feito, o BNG é a única forza nacionalista de esquerdas que acadou uns mellores resultados ca fai catro anos e no tocante ao noso concello obtivemos máis de douscentos votos a maiores ca nas pasadas Xerais. Con todo, non podemos pasar por alto que o parlamento estatal atinxiu un nivel de polarización preocupante e que parece asentarse un insano bipartidismo monárquico que esborrallou ás opcións da esquerda estatal coma Esquerda Unida-Verds.

Así pois, agradecemos a tod@s @s chantadin@s que depositaron o seu voto a prol dun proxecto político que apostou e apostará decididamente por Galiza e por un Estatuto de nación, sobre todo aos mozos e mozas que votastes por primeira vez e escollestes a papeleta que fala galego. A todos e todas que fixestes un voto valente nunhas condicións tan adversas GRAZAS. Agardamos non defraudar a vosa confianza.


Galiza Nova Chantada

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

O Plano Bolonha, umha outra maneira de entender a educaçom?








O curso 2007-2008 foi quiçais o de maior incidência até agora do Plano, sobre de todo polos numerosos protestos que se venhem fazendo na Galiza contra a sua implantaçom. Se fai 30 anos nascia ERGA como unha necessidade de artelhar ao estudantado da Galiza, agora a altura histórica nom é moito melhor que hai três décadas.
As declaraçons de Bolonha, Praga e Berlim vinhérom desenhando um modelo de educaçom supra-estatal, que permitirá umha maior mobilidade estudantil e umha convergência de conteúdos a nível europeu. Até aqui todo bem. Mas, após ver o intento de “Constituiçom do mercado” da UE, era inevitável que se convertê-se numha reforma ditada pola economia de mercado. O Imperialismo nom hesitou nem o mais mínimo à hora de inserir-se na educaçom superior e serám as empresas quem ordenem quais som as carreiras úteis e quais nom, quais os doutorados acaídos e quais nom. Nom esqueçamos que o processo de Bolonha arrinca do Espaço Europeu de Educaçom Superior (EEES) impulsado pola Organizaçom Mundial do Comércio como conseqüência da criaçom do acordo sobre do Comercio dos Serviços (GATS). A partir de agora o estudantado passará a ser mao de obra barata para o grande capital e será impossível estudar trabalhando ou realizar actividades associativas pola simples razom de que terám que currar oito horas diárias.
Co novo marco de educaçom superior o estudantado ficará supeditado a grande indústria e os seus interesses e atacará-se qualquer ciência que nom seja útil para o mercado, supeditando-a a outras ou desprestigiando-a, tal é o caso das Humanidades. Tamém se apostará pola Europa dos estados e nom dos povos, portanto, o galego será ainda mais marginalizado e perderá um outro espaço em favor do castelhano... disfarçando-se por trás da necessidade de europeizar-se, por um acaso os galegos nom somos europeus por nom falar francês, alemám, inglês ou espanhol? Castelhanizar ainda mais à Galiza? Se é assí esta nom é a Europa dos povos e dos trabalhadores, verdadeira célula universal de convivência, que moitos desejamos.
No entanto, nom podemos fechar esta breve reflexom sem fazer notar que o plano tem aspectos positivos, ainda que se vejam totalmente embafados polos interesses de Sam Mercado e podam incidir numha perda de valores e formaçom culturais. Aliás, resulta pouco gratificante olhar as dissensons internas que se dam no seio das assembleias de estudantes entre diversas tendências políticas (independentismo, anarco-sindicalismo, espanholismo de esquerdas...), divide e vencerás; ou a focalizaçom que algumhas faculdades fam do conflito, nomeadamente em Ciências Políticas, onde o estudantado atacou o Plano de estudos, mas nom o Plano de Bolonha que o sustenta. A mocidade nacionalista de Chantada nom pode mais que solidarizar-se com todo o estudantado galego e animá-lo a reagir para evitar que a nossa posiçom seja somente a de testemunhas de passo. Estudantes da Galiza, unide-vos contra os que desejam hipotecar o vosso futuro.

O caso Maria Sam Gil na Faculdade de Económicas

A raiz do protesto contra a conferência de Maria San Gil, presidenta do Partido Popular em Euzkadi desatárom-se numerosos protestos noutras zonas do Estado, como em Catalunya ou em Madrid, neste último caso o boicote exerceu-se contra Rosa Diez, umha nacionalista espanhola que propom a supressom da palavra nacionalismo para trocá-la por autonomia (sic).
Porém, voltando a Galiza bate coa realidade a análise que se debulhou na maior parte dos meios de comunicaçom e que nom responde à realidade, senom que se inscreve na campanha de acosso e derribo de qualquer posicionamento independentista. Os feitos do 12 de Fevreiro tivérom como conseqüência que se revestisse dumha aureola de santidade a quem nom fai tanto tempo boicotava um acto Josu Jon Imaz, dirigente do Partido Nacionalista Basco. O mundo às avessas.
Independentemente do condenável que podam ser algumhas consignas ali ouvidas, resulta paradigmático o desconhecimento que grande parte da sociedade tem sobre o posicionamento política de San Gil. Esta mulher apoiou o feche de meios de comunicaçom como Egin ou Egunkaria (quando se apresentou aos galegos como defensora da liberdade de expressom), congratulou-se da supressom dos direitos civis de 20% de bascos para os que nom hai democracia e aplaudiu que em Lizartza umha vareadora do PP governe com escassos 27 votos perante os 500 da lista ganhadora (ilegalizada), esta é a sua democracia? Amais, os verdadeiros agredidos fôrom os membros do estudantado que recebêrom os embotes das forças de seguridade lá presentes (quando a polícia nom pode entrar nos Campus sem autorizaçom do reitor), nestes actos é que gastam as matrículas do estudantado?

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Contigo, Galiza decide!




O vindoiro nove de Março seica hai que ir botar, para maior abastamento da nossa economia, para nom sei quantos empregos, para meter no cárcere a crianças, para defender o castelhano do galego-português, o euscara e o catalám que já devem somar entre os três mais falantes ca o espanhol... Como se pode ser tam fariseu? Como apresentar a situaçom idiomática da Galiza como um paraíso em que galego e castelhano partem da mesma situaçom? Por um acaso aqui nom houvo umha repressom difusa sobre do idioma que se estendeu durante cinco séculos? No sea bárbaro, hable castellano, ou inglês como moito.

Avonda já de nacionalismo essencialista espanhol. Se Galiza quer que se respeitem os seus direitos colectivos e os seus símbolos identitários é imprescindível que o nacionalismo galego atinja um novo papel nas Cortes, isso é indubitável e os sucessos acadados polo BNG nesta legislatura demonstra-no. Reforçar o peso do BNG nas Cortes é garantir a defesa dos interesses da Galiza, afundando no autogoverno, evitando um novo Estatuto da aldrage e loitando polo direito a produzir e viver na própria terra dos galegos. Mais força para avantar na construçom dum Estado plurinacional através da reforma do Senado e do Tribunal Constitucional. Mais força para garantir as liberdades cívicas da nossa naçom e garantir passos efectivos cara a plena igualdade entre homes e mulheres. Mais força para aprofundar no bem-estar social e criar um sistema de pensons que responda às necessidades de Galiza. Mais força para pressionar ao governo e a UE e nom ser cúmplices do Imperialismo, atingindo representaçom própria na UE cumha circunscriçom de nosso nas eleiçons europeias. Mais força para proteger a língua própria da Galiza e os nossos símbolos identitários perante os que pretendem fagocitá-los. Mais força para manter o nosso património material e imaterial, para agir na defesa do meio ambiente e evitar os desmandos e excessos da política de asfalto. Mais força para elaborar a nossa própria política energética e criar um desenvolvemento sustentável. Mais força para criar umha Galiza que decida por si mesma e seja tomada a sério como Catalunya e Euzkadi. Mais força, em fim, para sermos umha célula de universalidade na Europa dos povos, mas sem por isso renunciar ao que nos corresponde como naçom que somos. Avante Galiza! Avante BNG! Avante Paz Abraira!

« (...) “UNIDADE DA PATRIA=UNIDADE DO ESTADO”
Habitei en 4000 lugares semellantes
ao que deixo descrito anteriormente.
E dígovos que, pese por exemplo,
á eximia doña Emilia Pardo Bazán,
ao político señor Montero Ríos
e a D. Marcelino Maníaco e Patrioteiro,
vive un povo debaixo de tanta
faramalla oscurantista e anacrónica.
É aínda,
aínda,
aínda,
aínda queda algo de osíxeno no aire»,

Manuel Maria:“Poema á preguiza cotidiana reglamentaria”.

Dei gratia




Com motivo das Gerais do próximo nove de Março semelha que se desatou umha outra criminalizaçom dos nacionalismos periféricos por parte do bipartidismo monárquico PP-PE. Já nom nos estranha rem que cada pouco se elabore nos mass meia umha campanha em que se deixe bem claro que maus som os nacionalistas e independentistas, equiparando aos violentos coas forças políticas que desde a defesa da democracia clamam por um Estado plurilingüe, pluricultural e federal, se é que coa actual Constituiçom se pode agardar algo distinto ao modelo de estado centralista unificado no franquismo. A mensage de fundo que nos legam os mass meia é a de todos terroristas, mas co disfarce que convenha em cada momento. O incremento da repressom e a violência exercida sistematicamente polo aparelho repressor do Estado justifica-se ou apara-se na suposta insegurança cidadá, portanto, compre inçá-la e mesmo se fai falha meter no cárcere a crianças de apenas doze anos, tal e como propom Mariano Rajoy... qual é, pois, a democracia que desejamos?

A Constituiçom espanhola do 78 é um dos exemplos mais claros de pervivência soterrada de múltiplas consignas herdadas do regime fascista do general Franco. Para empeçar, a figura do chefe de Estado é inviolável e vem dada pola sangue azul, umha outra maneira de dizer, como nos velhos tempos, por la gracia de Dios, como recolhem os artigos 56 e 57:

« A pessoa do Rei é inviolável e nom está sujeita a responsabilidade. (...) Dos actos do Rei serám responsáveis as pessoas que os referendem [ou seja, o governo]».

Esta primazia do nosso simpático e moito abastado monarca complementa-se coa discriminaçom que sofrem as mulheres da casa de Borbom, já que herda o home e nunca a mulher. Porém isto nom é o mais grave. Segundo o artigo 1 da Constituiçom, tam sacralizada desde Madrid, a monarquia parlamentar é garantida polo exército, portanto, qualquer pronunciamento do povo que o questione será ipso facto reprimido polas Forças Armadas (artigo 8), das que o rei é o mando absoluto (artigo 62). A cousa pinta bem para perpetuar-se.

No entanto, tanta diligência pola unidade da pátria deixou coas nádegas ao ar ao Estado espanhol perante as ingerências externas, de ai que o capital estrangeiro poda, sem nengum problema, fazer-se co controlo de sectores estratégicos como a energia. Assí, a independência de Espanha face outros centros de poder nom se legislou e, já que logo, supomos que cos alçamentos estilo dous de maio (ou melhor 17 de Julho) já se garante, mas si se acentuou as defesas perante a anti-espanha, nom pode haver nem igualdade, nem liberdade de expressom plena, nem república, nem moito menos permitir o direito da autodeterminaçom dos povos como Kósova. Esta é, donas e cavaleiros, a sacra Constituiçom de todos, a Biblia do Estado espanhol, infalível e intangível. Dixi.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Que tes que facer para votar por correo nas eleccións xerais do 9 de Marzo? Consúltao aqui!




Como saberás, o vindeiro 9 de Marzo celébranse as Eleccións Xerais, unha convocatoria electoral decisiva para que Galiza conte con un maior poder político no Estado e sexamos quen de decidir sobre aquelas políticas que nos afectan. Durante todos estes anos o BNG conseguiu que Galiza existise na política estatal, que se defenderan os nosos intereses como galegas e galegos e que se avanzara nos dereitos sociais e no noso autogoberno. Mais agora é necesario que Galiza determine as políticas que se fan dende o Estado a través do BNG, e para iso as mozas e os mozos galegos debemos participar destas eleccións porque este é o mellor xeito para conquistar o noso futuro. Non podemos quedar caladas nin calados e queremos contar contigo para que o próximo 9 de Marzo penses en Galiza e apoies ao BNG. Dende Galiza Nova, organización xuvenil do BNG, queremos facerche chegar esta información para que no caso de que non te atopes no lugar no que esteas censado ou censada para ir a votar, poidas exercer o teu dereito a voto a través do correo.
PROCEDEMENTO
1. Todas e todos os que desexedes exercer o voso dereito a voto por correo debedes persoarvos (co Documento de Identidade) ante calquera Oficina de Correos, a partir do día 16 de Xaneiro até o 29 de Febreiro, e solicitar o certificado de inscrición á Delegación Provincial da Oficina do Censo Electoral (OCE) correspondente. O impreso oficial facilitarásevos nas propias oficinas de Correos.
2. Unha vez cumprimentada a solicitude, envíase por correo certificado á Delegación Provincial da OCE, que te anotará no censo de votantes por correo. O inicio da tramitación do voto por correo (aínda que despois se desista) impide o voto en mesa electoral o día das eleccións.
3. Do 22 de Xaneiro ao 28 de Febreiro comeza o prazo de exposición do censo electoral nos concellos e consulados e debes comprobar se estás inscrito.
4. No prazo comprendido entre o 19 de Febreiro e o 3 de Marzo, a OCE enviará aos solicitantes do voto por correo a documentación electoral ao enderezo que indicaron na solicitude: certificado de inscrición, papeletas e sobres electorais, enderezo da mesa en que lles corresponde votar e folla explicativa de todo o proceso.
5. Coa documentación electoral elixes a papeleta de voto e introdúcela no sobre de votación, despois métela noutro sobre co enderezo da mesa electoral, xunto coa tarxeta de inscrición no censo. Por último, todas e todos os solicitantes teñen que enviala por correo certificado e urxente até o 6 de Marzo.
TODO O PROCESO É GRATUITO.
RESIDENTES AUSENTES INSCRITOS NO CERA.
1. Os Consulados e Embaixadas expoñen as listas electorais vixentes no mesmo período que rexe para a exposición das listas do censo electoral en Galiza (do 22 de Xaneiro ao 28 de Febreiro). Durante os días seguintes, poden presentarse reclamacións ante as Delegacións Provinciais da OCE ou Consulado, sobre a inclusión ou exclusión no censo, ou instar modificacións de algúns dados persoais, debendo realizarse pola persoa interesada. As reclamacións resólvense no prazo de tres días, notificándoche a resolución e publicando as rectificacións o día 3 de Marzo.
2. Até o 16 de Febreiro as Delegacións Provinciais da Oficina do Censo Electoral envían a documentación para exercer o voto aos/ ás residentes ausentes.
3. Todos os e as residentes ausentes poden exercer o seu dereito ao voto persoalmente a través das Oficinas Consulares até o 2 de Marzo que despois tramitará o Ministerio de Asuntos Exteriores ou poden remitir o seu voto por correo certificado ata o 8 de Marzo ás Xuntas Electorais Provincias.