Pesquisar neste blogue

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Massacre em Bagua (Perú)

Estas som acçons de tiranos fascistas denominados como "demócratas" em Ocidente. Vejam o que empresas como Repsol fam para medrar e seguir agigantando os seus marges comerciais. O problema é o capitalismo.

" O que nom se decata é um imbécil.
O que se decata, e nom actúa, é um criminal",
Bertolt Brecht.

Eis o aterrador documento:

http://www.youtube.com/watch?v=rG7rHB1nnOw

_________________________________________


La vida no vale nada cuando
otros se están matando
y yo sigo aquí cantando
cual si no pasara nada.

La vida no vale nada
si se sorprende a mi hermano
cuando supe de antemano
lo que se le preparaba.

La vida no vale nada
si cuatro caen por minuto
y al final por el abuso
se decide la jornada.

Pablo Milanés - la vida no vale nada



Certo jovem amigo pediu-me que escreva umhas linhas, explicando o meu ponto de vista, mas que nom seja "tam radical".

Lamento nom poder complazê-lo: se defender a vida, a natureza e a paz é ser radical, pois eu som RADICAL, incorregivelmente radical, terrivelmente radical.

Ante a matança dos meus irmaos amazónicos, perante o pacto infame assinado pola imprensa convencional e os grupos de poder, perante a difamaçom e a perseguiçom dos líderes sociais, a única saída é botar-se às ruas e expressar o nosso total regeitamento perante estes feitos, abertamente, sem esconder-se em letras ou papel virtual.

SAÍR ÀS RUAS E PROTESTAR NOM É SER RADICAL, É SER HUMANO

Na Amazónia peruana vivem, desde fai milénios, 1509 comunidades nativas, que controlam por volta de 10 milhons de hectáreas. Sem contar aos grupos chamados nom contactados, que por decisom própria e logo do genocídio cauchero (finais do S.XIX), vivem afastados de todo contacto occidental.

Ademais, conta com áreas naturais protegidas polas leis nacionais e internacionais, tomando em cuenta que som umha garantia para o frágil equilíbrio ecológico da terra.

O desenvolvimento sustentável, conceito usado polos governos decentes para umha responsável e racional exploraçom de recursos, brilha pola sua ausência.

Lamentavelmente, con um errado conceito de progresso, existem superposiçons flagrantes entre os territórios das comunidades, as áreas naturais intangíveis e os lotes de hidrocarburos, concesons mineiras, florestas de produçom permanente e concesons forestais.

Estas superposiçons atentam:

- Contra a Declaraçom da ONU sobre os direitos dos povos indígenas, em quase todos os seus artículos. Mais información,

- Contra o convénio 169 da OIT , que exige uméa consulta prévia às comunidades amazónicas. Prévia a qualquer plano de lotizaçom. As leis internacionais superam às nacionais em qualquier república que se précie de democrática.

- as leis peruanas, que indicam a intangibilidade do território das comunidades amazónicas. Porém o estado, dono dos recursos do subsolo, pretende fazer valer os seus intereses, apagando os dereitos dos seus próprios cidadaos.

- a lei de povos indígenas em isolamento que garantiza a protecçom dos seus territórios . No entanto, tem sido alterado no seu artículo 5, para favorecer a exploraçom de recursos, vulnerar a sua protecçom e condená-los à extinçom.

O Estado peruano, numha atitude delirante, em vez de corregir os seus errores, promulgou diversas leis, com a excussa de ajeitar-se legalmente à execuçom do TCL com os EUA, todas elas vejatórias para as normas legais nacionais e internacionais arriba mencionadas.

Quiçais este mapa, com a selva lotizada para exploraçom de Hidrocarburos, feita violando a lei , ignorando às comunidades amazónicas e mutilando as reservas naturais, poda explicar esse eufemismo usado até o aborrecemento polo criminal Alan García, para justificar o seu insano proceder: "la selva es de todos los peruanos". Na verdade, querem que a floresta seja destas empresas:

Petrobras, Barret, Burlington, Pluspetrol, Ramshorn, Oxy, Nocol, Repsol, Hess, Loon, Sapet, Hunt Oil, Pan Andean y True energy.



Ante esta situaçom, e num feito histórico, as comunidades amazónicas deixárom de lado as suas diferenças ancestrais e unírom-se, numha frente que tivo aos Apus Pizango e Manuin como os seus principais líderes, exigindo de diversas formas a derogatória dessas leis e o respeito aos seus dereitos.

Ante a desídia do governo, nos últimos meses vírom-se obrigados a radicalizar as suas medidas, tomando estradas, mas sempre dispostos ao diálogo.

O 5 de Junho, Pizango encontrava-se em Lima, dialogando. Manuin ficara em Bagua.

O governo respondeu com balas, francotiradores e matança: hoje Pizango encontra-se exilado e Manuin agonizante, caído por 8 balas.

Os mortos, por sua parte, dos amazónicos, segundo cifras cuatelosas, sumam mais de 50, outros falam de centenares. O estado falava, até fai pouco, de só TRÊS.

Bagua tem sido declarada em estado de sítio, e apenas se permitiu o acesso da imprensa horas despois da massacre. Porém as images falam, os deudos reclamam aos seus finados, desaparecidos, queimados, botados a rio, como nos oitentas, quando Alan García era tamém presidente.
Enquanto em Lima, a imprensa só dá conta de 30 polécas mortos, alguns com feridas de bala, no meio da massacre e o assobalhamento. Moitos fôrom como carne de canom, abandonados por um governo assassino. Sospeitosamente, nom deixárom aos deudos revisar os cadáveres. En efeito, as poucas images que sobrevivírom à censura, mostram a francotiradores das forças armadas baleando nos teitos, mas nom mostram a nengum amazónico disparando.

A imprensa convencional informa que a Defensora do Puevo acudiu a Bagua, perante umha denúncia do achádego de fosas comuns, e nom atopou rem, regressou ipso facto. Esse proceder, com desconhecimento total de todo método e técnica para actuar em caso de denúncias de desapariçons, só fai corroborar o falaz circo montado polo governo e os seus cúmplices.


TODA MUERTE DEBE DOLER EN EL ALMA,
PERO DUELE MAS
CUANDO EL QUE ORDENO DISPARAR,
SIGUE EN EL PODER

Em Lima, a imprensa alineada com o governo e os grupos de poder teima em negar o evidente, em culpar aos que fôron sempre ignorados e acribilhados, em difundir delirantes teorias de conspiraçom internacional, com os novos "cucos" de moda. Em alguns casos, os jornalistas convertêrom-se em panfleteiros de pasquim neonazi. Outros preferem o sentir da auga tíbia, mantenhem-se imparciais, como a classe meia na Weimar de 1930.

Porém, mui a pesar deles, os grémios profissionais, o estudantado, os sindicatos, os grupos ambientalistas, os colectivos de dereitos humanos, e os homes comuns, sem importar raça, credo, idioma, classe social e posiçom política, estám reaccionando, em todo o Perú.

O 11 será a primeira marcha colectiva massiva. Nom existe medo, nom é a primeira vez que o povo peruano sai: marchou contra Morales Bermúdez, contra o mesmo Alan García, contra Sendero Luminoso, contra Fujimori e Montesinos.

O peruano é um home de paz, e estas marchas serám em nombre da paz: é a única saída ética e moral que nos resta, os que estamos aqui e que temos o previlégio de aceder a tecnologias de comunicaçom,devemos de lembrar que somos de carne e osso, que temos tamém voz, alma e berro, que nom podemos ficar sentados como se nom passara nada, como di a trova de Milanés.

Alan García deu voltas coma umha vuxaina e quere agora, emendar o seu erro, mas apenas som medidas de maquilhage, sem nengum sentimento verdadeiro de culpa, nem de emenda.

A vida vale menos que o petróleo? Para o Alan García, si.

As minhas infinitas GRAÇAS aos irmaos de outros países que figérom correr a nova de esta tragédia. Pedo-lhes por favor que insistam, que este crime nom fique impune, que colaborem para que a justiça triunfe.

Traduzido por nós desde o castelhano desde http://trovadorsinsuerte.blogspot.com/

quarta-feira, 20 de maio de 2009

A NOSSA CANDIDATURA É A DO BNG MAS OPONHEMO-NOS À EXCLUSSOM ELEITORAL DE INICIATIVA INTERNACIONALISTA

Da web do Encontro Irmandiño:

O Encontro Irmandinho considera que o tempo vem dar a razom ao BNG quando se opuxo à Lei de Partidos Políticos.

O Encontro Irmandinho manifesta o seu regeitamento a que se impeda apresentar-se às Eleiçons ao Parlamento Europeu à candidatura Iniciativa Internacionalista - A Solidariedade entre os povos encabeçada polo antifranquista dramaturgo madrileno Alfonso Sastre. O Encontro Irmandinho considera que o tempo vem dar a razom ao BNG quando se opuxo à Lei de Partidos Políticos. Nom é compatível com um estado democrático a privaçom do direito de sufrágio a quem nom está pessoalmente condenado por sentência judicial firme. A exclussom de milheiros de cidadaos e cidadás, impedendo-lhes o exercício do direito universal ao sufrágio livre, directo e segreto, cria de facto um gulag político que os demócratas estamos obrigados a condenar. Em conseqüência o Encontro Irmandinho, por mais que nom nos afecte directamente, pois a nossa candidatura é a do BNG com já indicamos acima, mostra a sua oposiçom à exclussom eleitoral de Iniciativa Internacionalista, e quer expressar a sua solidariedade com as pessoas que conformam esta Candidatura.

Umha aperta irmandinha e avante na luita por umha Europa mais justa, solidária e dos povos!

terça-feira, 12 de maio de 2009

OS FACTOS DESMENTEM AOS QUE INTOXICÁROM


OS RESPONSÁBEIS DA DERROTA DO 1 DE MARÇO, A UPG E O QUINTANISMO, SÓS, NA EXECUTIVA NACIONAL.

OS FACTOS DESMENTEM AOS QUE INTOXICÁROM A ASSEMBLEIA ASSEGURANDO QUE HAVIA UM PACTO SEGRETO ENTRE A UPG E O ENCONTRO IRMANDINHO.

O Encontro Irmandinho nom participou en apanhos, ao nom conseguir umha candidatura de integraçom que respeitasse a pluralidade e proporcionalidade reflectida nos votos da assembleia para o conselho nacional e fica fora da executiva pola negativa de Aymerich a conformar umha listage única de integraçom, caso único na histótia do BNG.

O número de militantes que participárom no processo assemblear que Aymerich e Vazques qualificárom como "récorde" histórico, foi em efeito moi alto se o referimos às votaçons para eligir delegados.


+ info em:

http://encontroirmandinho.org/

terça-feira, 5 de maio de 2009

Friage mental: as armas químicas e biologicas do Império. A Constipaçom A como fonte de lucro para as farmaceúticas

Agora que vem o verao dá-nos por ceivar friages e entrar em psicoses colectivas com a constipaçom dos cochos ceivada por marraos de gravata [1]. Caminhamos de dia para dia para um mundo com umha nova linguage, a farisaica linguage dos eufemismos. Já Vicente Romano enxergou bem qual é o horizonte desta nova neo-língua em terminologia orwelliana:
«El lenguaje importa, y cómo lo utilizan los medios. Si se puede violentar al público (de populicus, pueblo) de que el Estado tiene razón, esto es, si se le puede persuadir hasta el punto de que se identifique con los significados oficiales, se le puede movilizar para que apoye y acepte la transferencia de fondos del wellfare (bienestar) a la seguridad y al warfare (guerra), equivalente al eslogan nazi de mantequilla por cañones»[2].

A direcçom, já que logo, é clara e os métodos para acadar estes resultados variados e, maioritariamente, subtis e para nada inocentes. O conhecido como Esfriamento A ou Constipaçom A e assi conhecida por nom chamar-lhe Constipaçom norteamericana, posto que é alô onde se gera e nom em México como alguns tentárom fazer-nos acreditar através da intoxicaçom mediática dos meios de incomunicaçom[3]. Daquela, começamos a alviscar onde é que verdadeiramente se fam as armas químicas que nos diziam que estavam no Iraque e para que servem, para o lucro dos assassinos que inventárom o mesmíssimo 11-S, cada vez mais demonstrado.

1.1.- A orige do vírus e os antecedentes delectivos do Império
A Constipaçom A nom vai além de ser a fabricaçom dumha psicose social a nível planetário com o único objectivo de preencher o peto das multinacionais farmaceúticas. O laboratório Gilead Sciencies Inc é o grande beneficiário desta nova «pandémia» que apenas existe na cabeça daqueles que desejem acreditar nela. A companhia Gilead Sciencies Inc é a que tem a patente do medicamento Tamiflu, o único que está respondendo bem perante o novo vírus e que já tirara marges milionárias com a Constipaçom aviar sendo o Estado espanhol um desses compradores (retrovirales que ateigam aramazens e que para nada fôrom empregados porque a Constipaçom aviar nom passou de ser um esfriamento mais).
Se um vai aos dados e coteja as mortes que todos os anos se produzem polo vírus do esfriamento, os habituais, decatará-se nom sem surpresa que som maiores as que se produzírom quando da Constipaçom aviar e muito provavelmente serám muito maiores às que produza esta supostamente letal e terrível Constipaçom A, que segundo os «espertos» atingira neste ano a 40% dos europeus, com as conseguintes vendas do Tamiflu, chama-lhe burro ao cavalo.
O cavalo neste caso é Donal Rumsfeld directivo e proprietário desde fai mais de vinte anos da única companhia que tem a patente do medicamento que milagrosamente responde ao novo vírus, o já mencionado Tamiflu. O mesmo Donald Rumsfeld que nos convenceu no seu passo pola administraçom Bush de que Sadam Husseim tinha perigosíssimas armas de destruiçom massiva... Um novo pretexto para a guerra imperialista como o foi o Mayne em 1898, o Lousiana na Grande Guerra, Pearl Harbor na II Guerra Mundial ou o inventado ataque da baía de Tonquim na Guerra do Vietname.
As perguntas que surdem da Constipaçom A som várias: qual é a sua orige? Quem se beneficia dela? Que é o que os média sob o controle do Império nos permitem saber e que é o que ocultam? Para Lori Price (na web Globalresearch.ca) é muito provável que o esfriamento partisse de laboratórios militares americanos dos EUA num intre mui oportuno, justo quando as novas das torturas perpretadas pola CIA estavam ameaçando a «respectavilíssimas» figuras da administraçom Bush que endejamais serám julgadas como é devido, ou seja, coma criminais de guerra. Ainda vai resultar que o ditoso marrao causante da pandémia (o que lhe pegou a febre amarela ao suposto paciente cero – umha criança-), que segue sem aparecer, vai ser um outro dom Celidónio coma o de O porco de pé (1928) de Vicente Risco
Fai agora um ano o ministro de saúde indonésio publicava É tempo de que mude o mundo: maos divinas detrás da constipaçom aviar, pouco despois de que este país lhe entregasse umha mostra do vírus à Organizaçom Mundial da Saúde (OMS) e com a qual um investigador da biodefesa indonésia teimava em que na base ianque de Los Álamos já estavam a fazer as primeiras manipulaçons do mesmo, como recolhe Lori Price.
Donald Rumsfeld nom teria que esforçar-se demasiado para que os média entrassem no seu jogo e convençam ao mundo do gravíssimo desta nova epidémia, quantas vezes falam os média das faraceúticas? Nunca se nos di como é que se provam os medicamentos no Terceiro Mundo para acelerar a sua comercializaçom e saltar-se os prazos que marcam as legislaçons dos países do Primeiro Mundo.
Ralph Schoenman, produtor dum programa de rádio dumha emissora noviorquina, apontou, numha entrevista concedida a Fernando Velázquez, que os laboratórios militares ianques aperfeiçoaram a produçom de armas químicas e biológicas com as cepas de vírus que o nosso sistema imunitário nom pode combater. Logo, estas enfermidades ceivam-se em qualquer parte do mundo, nomeadamente na África, para compreender a sua reacçom in situ e logo podê-las empregar em qualquer momento. No livro Clouds of secrety o professor de Saúde Pública, Leonard Cole, lembra-nos como por mais de quarenta anos o Pentágono espargeu nos próprios EUA bilions de bacilos I e que umha das conseqüências foi um incremento do 10% da meningite de espinha dorsal na baía de Sam Francisco.
Pola sua banda, William Bloom descreve no seu livro Matando a esperança como em 1971 a CIA lhe entregou a terroristas cubanos umha cepa do vírus que causa a febre porcina africana para que o introduzissem em Cuba e Fidel Castro deixa bem claro que «o noso país foi obxecto da máis prolongada guerra económica da historia, e dunha incesante e feroz campaña de terrorismo que dura xa máis de 45 anos. Comezaron a enviar avións que bombardeaban con materiais incendarios as plantacións de cana»[4]. Tamém foca Fidel Castro o episódio que relata William Bloom:
«Baixo a presidencia de Nixon, en 1971, introduciuse en Cuba – segundo unha fonte da CIA mediante un contedor- o virus da peste procina. E tivemos que sacrificar máis de medio millón de porcos. Este virus de orixe africana era totalmente descoñecido na illa. Introducírono dúas veces.
E houbo algo peor: o virus tipo II do dengue, que produce febres hemorráxicas frecuentemente mortais para o ser humano. Iso aconteceu en 1981. Máis de 350 mil persoas resultaron contaminadas, das cales morreron 158, entre elas 101 nenos. Ese serotipo de virus era entón completamente descoñecido no mundo. Fora creado en laboratorio. Un dirixente da organización terrorista Omega 7, con base en Florida, recoñeceu en 1984 que eles introduciran ese virus mortal en Cuba con intención de causar o maior número posible de vítimas. E non lle falo dos atentados contra nós»[5].

Nom é daquela nengumha novidade o proceder do Império em contuberno com as empresas multinacionais que o sustentam, porque por trás do trono agocha-se o verdadeiro poder na sombra. Os intrigantes sem escrúpulos coma Chenney que se fixo de ouro na Guerra do Iraque como directivo de Haliburton, empresas que, umha vez esgotado o pastel do Iraque, se vam para o Afganistám, enquanto Obama apresenta isso como umha grande acçom progressista, bendito progressismo o seu. Fernando Velázquez revela que documentos desclassificados dos anos 1956 e 1958 continham as provas da existência de experimentos com insectos na Florida e em Geórgia para o seu uso como armas químicas. Em 1969 mais de cincocentos alunos saírom com um grau em cursos sobre guerra epidemiológica na escola química do exército em Fort McClellan na Alabama.

2.2.- Os beneficiários. A saúde e a ciência seqüestradas polo capital-especulador
Vejamos agora quem som os beneficiários da venda de milhons de doses por todo o globo terráqueo nesta maravilhosa globalizaçom capitalista onde a notícia se fabrica e a indecência moral dos ricaços nom se detém em barreira algumha. Indica Fernando Velázquez como já se vê a enfermidade como a segunda grande fonte de ingressos após o petróleo e como entre 2006 e 2007 as multinacionais obtivérom enormes benefícios desamalhoando umha terrível psicose em Europa e Ásia. Hogano a cousa já é mundial e o negócio deveria ser ainda maior.
Gilead Sciences Inc e Roche – grupo farmacêutico suíço- já fretam as maos perante as mais que previsíveis ganáncias milionárias que tirarám a conta da alienada populaçom mundial. A legislaçom sobre patentes, supostamente para favorecer a investigaçom e o progresso da ciência – privada por suposto, como todo no neoliberalismo capitalista- é umha lei criminal e imoral sustentada polos estados do Primeiro Mundo. Lembre-se que tanto Obama coma o seu oponente recebêrom quantidades ingentes de dinheiro para as suas campanhas eleitorais de maos das farmacêuticas.
Sabe-se que o Instituto de Patologia das Forças Armadas ianques possuem o genoma da Constipaçom espanhola (que nom surgiu no Estado espanhol, mas que tivera aqui os seus piores efeitos)[6]. Esta cepa (H1N1) compartilha-o todo com o vírus aviar e porcino, variantes do mesmo e pertencentes à família do Orthomyxoviridae e, portanto, a constipaçom espanhola, aviar e porcina som mutaçons do H1N1, extinto até os anos setenta do século XX. Na Suíça o grupo Roche, com sé em Basileia, anunciou que já dispom de três milhons de doses para vender do seu produto Oseltamivir, o seu particular Tamiflu, recomendado curiosamente pola OMS e já empregado contra a Contipaçom aviar. Em que pouco tempo se pugérom maos à obra quando o Estado espanhol reconhecia que se necessitariam meses para preparar umha vacina contra o vírus (um outro negócio a posteriori)!
Agora resulta que o «velho» Oseltamivir é tamém eficaz contra o «novíssimo» vírus da «influenza porcina», do tipo A/H1N1, de aí o nome de Esfriamento A. Porém, por sua parte, o Oseltamivir que recomenda a OMS fora desenvolvido por Gilead Sciences Inc presidida entre 1997 e 2001 por Donal Rumsfeld, o que logo foi ministro de Defesa de George W. Bush, e que segue sendo um importante accionista da corporaçom, que viu inçar a sua cotizaçom no mercado bursátil com a apariçom do vírus. Por isso, desde o começo aparecêrom artigos que punham o acento sobre as responsabilidades que Gilead tem nesta pandémia de laboratório.
No entanto, existem espaços na rede que descrevem as componhentes do Tamiflu e o seu modo de fabricaçom só que fazê-lo seria ilegal e as multinacionais nom estám por donar a patente ao mundo por muitas vidas que haja em jogo se a pressom popular nom obriga aos governos a tomar medidas no assunto. O Tamiflu compom-se de ácido siquímico tirado da vaina da planta com a que se fai o anis escarchado, componhente tamém presente numha planta mui abundante em América: a do liquidambar. Com esta nova vaga Roche e Gilead Sciencies Inc ganharám novamente somas ingentes de quartos que se acrescentam as já tiradas em 2005 com a Contipaçom Aviar, um negócio redondo e com mui pouco risco de capital.
Porém, o governo da Índia deu luz verde à sintetizaçom do Oseltamivir (o Tamiflu genérico) e o seu custo é inferior à metade do original, por enquanto Argentina e Tailándia analisavam medidas similares. Pola sua banda, o governo mexicano advertiu que nengumha vacina é ainda eficaz e ofecereceu um milhom de pesos ao investigador que desenvolva um. Assi de singelo resulta enganar-nos se na televisom se nos repete umha e outra vez a mesma cantinela e um pergunta-se até onde é que se rirám de nós os membros da ditadura da burguesia mundial, conhecida como «democracia» no século dos eufemismos.
Taunbenberger (veja-se a nota rodapé nº6) comparou o vírus H1N1 da constipaçom tradicional com o vírus de 1918, o da Constipaçom espanhola, e descubriu que apenas mudavam 25 ou 30 aminoácidos dos 4.400 que componhem o vírus tradicional, com o qual som escassas as mudanças necessárias para fazer mortal o H1N1 da constipaçom tradicional e, daquela, resulta umha arma biológica barata e doada de produzir. A privatizaçom e mercantilizaçom do conhecimento fai que a ciência perda qualquer lanho de ética ou humanidade, pondo-se em exclusiva ao serviço do capital, esta é a grande vantage do modelo educativo usamericano que agora Europa incorporará de cheio com o Plano Bolonha.

2.3.- Outras mentiras e manipulaçons: a importáncia da linguage e dos média na propagaçom da psicose colectiva
Logo estám os média altifalantes da linguage corrupta do poder e os seus beneficiários. Varias organizaçons, como a Organizaçom Internacional da Saúde Animal, já indicárom que o vírus ainda nom foi isolado em animais e que, portanto, nom tem nengum sentido apor-lhe o adjectivo «porcina», reclamando que se lhe chamasse «norteamericana» como a de 1918 se lhe chamou espanhola. Mas, como para o chauvinismo ianque isto é inaceitável, optárom por recorrer a denominaçom, já inhantes explicada, Constipaçom A, a qual foi justificada pola OMS posto que cada vez era mais humana e menos animal, como reconhecia o seu porta-voz Dick Thomson.
Contodo, cumpre aclarar que a «gripe española» nom foi tal e que daquela recebeu esse nome porque a imprensa do Estado espanhol lhe prestara muita mais atençom que os outros países involucrados na Grande Guerra (1914-1919). Mais umha vez o vírus nascera, como já indicamos (na nota a rodapé nº6), nos EUA, quiçais nom fora por acaso que o figesse num contingente de soldados destinados ao frente europeu. A Constipaçom aviar ou asiática tamém recebeu umha denominaçom geográfica, mas esta nom semelha que seja conhecida por Constipaçom norteamericana, denominaçom em todo caso enganosa por serem Canadá, México e os EUA membros da América do Norte.
A psicose aumenta dia-a-dia e a matança de milheiros de porcos polo governo egípcio já provocou os primeiros distúrbios ameaçando-se de passo a já escassa segurança e soberania alimentar dos povos mediante a ruína de pequenos camponeses que vem como ora as suas aves, ora os seus marraos devem ser sacrificados, qual espécie será a seguinte em cair e como as grandes multinacionais alimentarias tirarám partido disto?
A Galiza toca-lhe a lotaria. O sector vacum ao bordo da quebra e sem perspectivas de poder fazer frente ao fim do sistema de quotas do leite e agora mui previsivelmente irám-se ao tacho as pequenas granjas de porcino, para ledícia de empresas – que nom cooperativas como alguns lhe chamam- como Coren. Ao mesmo tempo os estados endividarám-se um pouco mais pola psicose que pode colapsar o sistema sanitário e provocar um incremento espectacular da venda de fármacos que financiarám novas atrocidades do Império e os seus sequazes, quando Galiza abrirás os olhos?

Este modelo nom serve, independência e socialismo! Nós Sós!

[1] A fonte principal deste artigo é Fernando Velázquez (30-4-2009): «¿Manipulación? Muchas cosas sospechosas en esta crisis sanitaria». Fernando Velázquez é um venezolano que pertence ao colectivo de jornalistas Pueblos.
[2] Vicente Romano (2008), La intoxicación lingüística. El uso perverso de la lengua, p. 47 (disponível na Internet).
[3] Entom chamou-se-lhe Constipaçom porcina, nome que parece se trocou por Constipaçom A por pressons de numerosos organismos que se resistiam a que a epidémia recebe-se um nome que nada tinha a ver com a sua verdadeira orige, já que se transmite entre humanos e nom do porco ao home. Contodo, o mercado mundial do marrao viu-se seriamente afectado, sendo o Estado espanhol um dos mais afectados com a caída de 80% do volume de mercado, perante 40% do próprio México e 30% de Venezuela, segundo dados de Alberto Cudemos, presidente de Feporcina, organizaçom venezolana. Ainda vai ser que somos o estado mais facilmente alienável e manipulável, para quando a carauta e a queima da casa dos afectados coma na Idade Média?
[4] Ignácio Ramonet (2007), Fidel Castro. A miña vida. Conversas con Ignacio Ramonet, Xerais, Vigo, p. 229
[5] Op. cit. pp. 230-231. Entre 1979 e 1981 quatro pragas atacárom a ilha: a conjuntivite hemorrágica, o dengue, a rolha da canha do açucre e o mofo azul do tabaco.
[6] Em 2004 e 2005 aparecêrom, na revista Science entre outras, polémicos artigos em que se indicava a descoberta do genoma completo do vírus da gripe espanhola através de afectados que se exumárom – já sabemos para quê-. Entre eles figuram científicos como Jeffery K. Taunbenberger, Ann H. Reid, Raina M. Lourens, Ruixue Wang, Guozhong Jin e Thomas G. Fanning. Segundo o número 121 de La Aventura de la Historia indica-se que a «gripe española» matou a 40.000.000 milhons de pessoas no mundo, 300.000 no Estado espanhol, e que esta surdira em Kansas em Março de 1918 entre os soldados do exército norteamericano que aguardavam (por acaso?) a sua passagem a Europa para combater na Grande Guerra. A revista oferecia estes dados e reconhecendo que nos últimos tempos se desenterraram falecidos para reviver em laboratórios o vírus, supostamente para combater o vírus da gripe aviar e que umha equipa de investigadores londinenses exumárom ao aristócrata Sir Mark Sykes (falecido em 1919) posto que ao ser soterrado num cadaleito de chumbo podia conservar à perfeiçom o ADN do vírus e assi «desarrollar fármacos más eficaces frente una hipotética nueva pandemia». O número é o correspondente a Novembro de 2008.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Operação Sarkozy: Como a CIA colocou um dos seus agentes na presidência da República Francesa

por Thierry Meyssan* Artigo tirado de http://www.voltairenet.org/article157832.html






Nicolas Sarkozy deve ser julgado pelas suas acções e não pela sua personalidade. Mas quando as suas acções surpreendem até os seus próprios eleitores, é legítimo debruçarmo-nos em pormenor sobre a sua biografia e interrogarmo-nos sobre as alianças que o conduziram ao poder. Este artigo descreve as origens do presidente da República Francesa. Todas as informações nele contidas são verificáveis, com excepção de duas imputações, pelas quais o autor assume a responsabilidade exclusiva.



Os franceses, cansados das demasiado longas presidências de François Mitterrand e de Jacques Chirac, elegeram Nicolas Sarkozy contando com a sua energia para revitalizar o país. Eles esperavam uma ruptura com anos de imobilismo e ideologias ultrapassadas. Tiveram uma ruptura com os princípios que fundam a nação francesa. Ficaram estupefactos pois este "hiper presidente", a apanhar um novo dossier a cada dia, a atrair a direita e a esquerda para si, a abalar todas as referências até criar uma completa confusão.

Tal como as crianças que acabam de fazer uma grossa asneira, os franceses estão demasiado ocupados a procurar desculpas para admitir a amplitude dos danos e a sua ingenuidade. Recusam-se portanto a ver quem realmente é Nicolas Sarkozy, o que deveriam ter percebido há muito.

O homem é hábil. Tal como um ilusionista, ele desviou as atenções ao oferecer a sua vida privada como espectáculo e a posar nas revistas populares, até fazer esquecer seu percurso político.

Que se compreenda bem o sentido deste artigo: não se trata de criticar o sr. Sarkozy pelas suas ligações familiares, de amizade e profissionais, mas de criticá-lo por ter escondido suas ligações aos franceses que acreditaram, erradamente, estar a eleger um homem livre.

Para compreender como um homem em que todos hoje concordam em ver o agente dos Estados Unidos e de Israel pode tornar-se o chefe do partido gaullista, depois presidente da República Francesa, é preciso remontar atrás. Muito atrás. Teremos de efectuar uma longa digressão no decorrer da qual apresentaremos os protagonistas que hoje se vingam.

Segredos de família

No fim da Segunda Guerra Mundial, os serviços secretos estado-unidenses apoiaram-se no padrinho italo-americano Lucky Luciano para controlar a segurança dos portos americanos e para preparar o desembarque aliado na Sicilia.

Os contactos de Luciano com os serviços dos EUA passam nomeadamente por Frank Wisner Sr. e depois, quando o "padrinho" é libertado e se exila na Itália, pelo seu "embaixador" corso, Étienne Léandri.

Em 1958, os Estados Unidos, inquietos com uma possível vitória da FLN na Argélia que abriria a África do Norte à influência soviética, decidem instigar um golpe de Estado militar em França. A operação é organizada em conjunto pela Direcção da Planificação da CIA – teoricamente dirigida por Frank Wisner Sr. – e pela NATO. Mas Wisner já havia afundado na demência de modo que é o seu sucessor, Allan Dulles, que supervisiona o golpe. A partir de Argel, generais franceses criam um Comité de Salvação Pública que exerce uma pressão sobre o poder civil parisiense e constrange-o a votar plenos poderes ao general De Gaulle sem ter necessidade de recorrer à força. [1].

Ora, Charles De Gaulle não é o peão que os anglo-saxões acreditavam poder manipular. Num primeiro tempo, ele tenta sair da contradição colonial concedendo uma grande autonomia aos territórios do ultramar no seio de uma União Francesa. Mas é demasiado tarde já para salvar o Império francês pois os povos colonizados não acreditam mais nas promessas da metrópole e exigem a sua independência. Depois de ter conduzido vitoriosamente ferozes campanhas de repressão contra os independentistas, De Gaulle rende-se à evidência. Fazendo prova de uma rara sabedoria política, ele decide conceder a cada colónia a sua independência.

Esta reviravolta foi considerada pela maior parte daqueles que o levaram ao poder como uma traição. A CIA e a NATO apoiam então toda espécie de conspirações para eliminá-lo, inclusive um putsch falhado e uma quarentena de tentativas de assassinato. [2] Entretanto, alguns dos seus partidários aprovam a sua evolução política. Em torno de Charles Pasqua eles criam o SAC, uma milícia para protegê-lo.

Pasqua é ao mesmo tempo um gangster corso e um antigo resistente. Ele casou-se com a filha de um contrabandista de bebidas canadiano que fez fortuna durante a proibição. Dirige a sociedade Ricard que, depois de ter comercializado o absinto, um álcool proibido, respeitabiliza-se a vender anisete. Entretanto, a sociedade continua a servir de cobertura para todas espécie de tráficos relacionados com a família italo-nova-iorquina dos Genovese, aquela de Lucky Luciano. Portanto não é espantoso que Pasqua apele a Étienne Léandri (o "embaixador" de Luciano) para recrutar braços fortes e constituir a milícia gaullista. [3] Um terceiro homem desempenha um grande papel na formação do SAC, o antigo guarda costas de De Gaulle, Achille Peretti – também ele um corso.

Assim defendido, De Gaulle concebe com desenvoltura uma política de independência nacional. Sempre afirmando sua pertença ao campo atlântico, ele põe em causa a liderança anglo-saxónica. Opõe-se à entrada do Reino Unido no Mercado Comum Europeu (1961 e 1967); recusa a mobilização dos capacetes azuis da ONU no Congo (1961); encoraja os Estados latino-americanos a libertarem-se do imperialismo americano (discurso do México, 1964); expulsa a NATO da França e retira-se do Comando Integrado do Aliança Atlântica (1966); denuncia a Guerra do Vietname (discurso de Phnon Pehn, 1966); condena o expansionismo israelense aquando da Guerra dos Seis Dias (1967); apoia a independência do Quebeque (discurso de Montreal, 1967); etc...

Em simultâneo, De Gaulle consolida o poderio da França dotando-a de um complexo militar-industrial incluindo a força de dissuasão nuclear, e garantindo seu aprovisionamento energético. Afasta utilmente os inconvenientes corsos do seu círculo confiando-lhes missões no estrangeiro. Assim, Étienne Léandri torna-se o trader do grupo Elf (hoje Total) [4], ao passo que Charles Pasqua torna-se o homem de confiança dos chefes de Estado da África francófona.

Consciente de que não pode desafiar os anglo-saxões sobre todos os terrenos ao mesmo tempo, De Gaulle alia-se à família Rothschild. Escolhe como primeiro-ministro o director do banco, Georges Pompidou. Os dois homens formam um par eficaz. A audácia política do primeiro nunca perde de vista o realismo económico do segundo.

Quando De Gaulle se demite, em 1969, Georges Pompidou sucede-lhe brevemente na presidência antes de ser levado por um cancro. Os gaullistas históricos não admitem a sua liderança e inquietam-se com a sua tendência anglófila. Eles urram "traição" quando Pompidou, secundado pelo secretário-geral do Eliseu Edouard Balladur, faz entrar "a pérfida Albion" no Mercado Comum Europeu.

A fabricação de Nicolas Sarkozy

Apresentado este cenário, retornemos ao nosso personagem principal, Nicolas Sarkozy. Nascido em 1955, é o filho de um nobre húngaro, Pal Sarkösy de Nagy-Bocsa, refugiado em França depois de ter fugido do Exército Vermelho, e de Andrée Mallah, uma judia originária de Tessalónica. Depois de terem três filhos (Guillaume, Nicolas e François), o casal divorcia-se. Pal Sarkösy de Nagy-Bocsa casa-se novamente com uma aristocrata, Christine de Ganay, de quem terá dois filhos (Pierre-Olivier et Caroline). Nicolas não será educado só pelos seus pais, mas mover-se-á nesta família recomposta.

Sua mãe tornou-se a secretária de Achille Peretti. Depois de ter sido co-fundador do SAC, o guarda-costas de De Gaulle havia trilhado uma brilhante carreira política. Fora eleito deputado e maire de Neuilly-sur-Seine, o mais rico arrabalde residencial de Paris, depois presidente da Assembleia Nacional.

Infelizmente, em 1972, Achille Peretti é posto gravemente em causa. Nos Estados Unidos, a revista Time revela a existência de uma organização criminosa secreta, a "União corsa", que controlaria grande parte do tráfico de estupefacientes entre a Europa e a América, a famosa "French connexion" que Hollywood levaria às telas. Apoiando-se em audições parlamentares e nas suas próprias investigações, a Time cita o nome de um chefe mafioso, Jean Venturi, preso alguns anos antes no Canadá, e que não é outro senão o delegado comercial de Charles Pasqua para a sociedade de bebidas alcoólicas Ricard. Evoca-se o nome de várias famílias que dirigiriam a "União corsa", inclusive os Peretti. Achille nega, mas deve renunciar à presidência da Assembleia Nacional e escapa mesmo a um "suicídio".

Em 1977, Pal Sarközy separa-se da sua segunda esposa, Christine de Ganay, a qual liga-se então com o nº 2 da administração central do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Ela o desposa e instala-se com ele na América. Sendo o mundo pequeno, como é bem sabido, seu marido não é outro senão Frank Wisner Jr., filho do anterior. As funções de Junior na CIA não são conhecidas, mas é claro que ele desempenha um papel importante. Nicolas, que permanece próximo da sua mãe adoptiva (belle-mère), do seu meio irmão e da sua meia irmã, começa a virar-se para os Estados Unidos onde se "beneficia" dos programas de formação do Departamento de Estado.

Neste período, Nicolas Sarkozy adere ao partido gaullista. Ali tem contactos com Charles Pasqua, tanto mais frequentes por este ser não só um líder nacional como também o responsável da secção departamental de Hauts-de-Seine.

Em 1982, Nicolas Sarkozy, tendo concluído seus estudos de direito e tendo-se inscrito nos tribunais, casa com a sobrinha de Achille Peretti. Sua testemunha de casamento é Charles Pasqua. Enquanto advogado, Mestre Sarkozy defende os interesses dos amigos corsos dos seus mentores. Ele adquire uma propriedade na ilha da beleza, em Vico, e imagina "corsisar" o seu nome substituindo o "y" por um "i": Sarkozi.

No ano seguinte é eleito maire de Neuilly-sur-Seine em substituição do seu tio adoptivo, Achille Peretti, abatido por uma crise cardíaca.

Entretanto, Nicolas não tarda em trair sua mulher e, desde 1984, mantém uma ligação escondida com Cecília, a esposa do mais célebre animador da televisão francesa da época, Jacques Martins, que conheceu ao celebrar seu casamento na qualidade de maire de Neully. Esta vida dupla dura cinco anos, até que os amantes deixem seus consortes respectivos para construir um novo lar.

Nicolas é a testemunha de casamento, em 1992, da filha de Jacques Chirac, Claude, com um editorialista do Figaro. Ele não consegue impedir-se de seduzir Claude e de manter uma breve relação com ela, enquanto vive oficialmente com Cecília. O marido enganado suicida-se com a absorção de drogas. A ruptura é brutal e irreversível entre os Chirac e Nicolas Sarkozy.

Em 1993, a esquerda perde as eleições legislativas. O presidente François Mitterand recusa demitir-se e entra em co-habitação com um primeiro-ministro de direita, Jacques Chirac, que ambiciona a presidência e pensa então formar com Edouard Balladur um tandem comparável àquele de De Gaulle e Pompidou. Ele recusa-se a ser novamente primeiro-ministro e deixa o lugar ao seu "amigo de trinta anos", Edouard Balladur. Apesar do seu passado sulfuroso, Charles Pasqua torna-se ministro do Interior. Conservando firmemente o domínio da marijuana marroquina, ele aproveita a sua situação para legalizar as suas outras actividades tomando o controle dos casinos, jogos e corridas na África francófona. Ele também tece ligações na Arábia Saudita e em Israel e torna-se oficial de honra (officier d’honneur) do Mossad. Nicolas Sarkozy, por sua vez, é ministro do Orçamento e porta-voz do governo.

Em Washington, Frank Wisner Jr. assumiu a sucessão de Paul Wolfowitz como responsável pelo planeamento político no Departamento da Defesa. Ninguém comentou as ligações que o uniam ao porta-voz do governo francês.

É então que retorna ao seio do partido gaullista a tensão que se experimentara trinta anos antes entre os gaullistas históricos e a direita financeira, encarnada por Balladur. A novidade é que Charles Pasqua e com ele o jovem Nicolas Sarkozy traem Jacques Chirac para se aproximarem da corrente Rothschild. Saiu tudo errado. O conflito atingirá seu apogeu em 1995 quando Édouard Balladur se apresenta contra o seu ex-amigo Jacques Chirac à eleição presidencial, e será batido. Acima de tudo, seguindo as instruções de Londres e Washington, o governo Balladur abre as negociações de adesão à União Europeia e à NATO dos Estados da Europa central e oriental, livres da tutela soviética.

Nada dá certo no partido gaullista, onde os amigos de ontem estão prestes a matar-se uns aos outros. Para financiar a sua campanha eleitoral, Edouard Balladur tenta apoderar-se da caixa negra do partido gaullista, escondida na dupla contabilidade da petroleira Elf. Assim que morreu o velho Étienne Léandri, os juízes examinaram a sociedade e os seus dirigentes são encarcerados. Mas Balladur, Pasqua e Sakozy não chegarão a recuperar o tesouro.

A travessia do deserto

Ao longo de todo o seu primeiro mandato, Jacques Chirac manteve Nicolas Sarkozy a distância. O homem fez-se discreto durante esta longa travessia do deserto. Discretamente, continua a estabelecer relações nos círculos financeiros.

Em 1996, Nicolas Sarkozy, tendo por fim conseguido encerrar um processo de divórcio que não acabava, casa-se com Cecília. Eles têm como testemunhas os dois miliardários Martin Bouygues e Bernard Arnaud (o homem mais rico do país).

Último acto

Bem antes da crise iraquiana, Frank Wisner Jr. e seus colegas da CIA planeiam a destruição da corrente gaullista e a ascensão ao poder de Nicolas Sarkozy. Eles agem em três tempos: primeiro a eliminação da direcção do partido gaullista e a tomada de controle deste aparelho, depois a eliminação do principal rival de direita e a investidura do partido gaullista à eleição presidencial, finalmente a eliminação de todo rival sério à esquerda de maneira a que fosse certo ganhar a eleição presidencial.

Durante anos os media foram mantidos excitados pelas revelações póstumas de um promotor imobiliário. Antes de morrer de uma doença grave, ele registou, por uma razão nunca esclarecida, uma confissão em vídeo. Por uma razão ainda mais obscura, a "cassette" cai nas mãos de um hierarca do Partido Socialista, Dominique Strauss-Khan, que a faz chegar indirectamente à imprensa.

Se bem que as confissões do promotor imobiliário não resultem em nenhuma sanção judiciária, elas abrem uma caixa de Pandora. A principal vítima dos casos sucessivos será o primeiro-ministro Alain Juppé. Para proteger Chirac, ele assume só todas as infracções penais. O afastamento de Juppé deixa o caminho livre a Nicolas Sarkozy para tomar a direcção do partido gaullista.

Sarkozy explora então a sua posição para constranger Jacques Chirac a retomá-lo no governo, apesar do seu ódio recíproco. Ele acabou por ser ministro do Interior. Que erro! Neste posto, ele controla os prefeitos e a rede de inteligência interna, a qual ele utilizou para colocar os seus indicados nos principais ramos da administração.

Ele também trata dos assuntos corsos. O prefeito Claude Érignac foi assassinado. Se bem que não tenha sido reivindicado, o assassínio foi imediatamente interpretado como um desafio lançado à República pelos independentistas. Após uma longa caçada, a polícia conseguiu prender um suspeito em fuga, Yvan Colonna, filho de um deputado socialista. Desprezando a presunção de inocência, Nicolas Sarkozy anuncia a sua prisão acusando-o de ser o assassino. É que a notícia é demasiado bela, a dois dias do referendo que o ministro do Interior organiza na Córsega para modificar o estatuto da ilha. Seja como for, os eleitores rejeitam o projecto Sarkozy que, segundo alguns, favorece os interesses mafiosos. Se bem que Yvan Colonna posteriormente tenha sido reconhecido culpado, ele sempre clamou a sua inocência e não foi encontrada nenhuma prova material contra ele. Estranhamente, o homem amuralhou-se no silêncio, preferindo ser condenado a revelar o que sabe. Nós revelamos aqui que o prefeito Érignac não foi morto por nacionalistas, mas sim abatido por um assassino a soldo, imediatamente enviado para Angola onde foi contratado pela segurança do grupo Elf. O móvel do crime estava precisamente ligado às funções anteriores de Érignac, responsável pelas redes africanas de Charles Pasqua na Ministério da Cooperação. Quanto a Yvan Colonna, é um amigo pessoal de Nicolas Sarkozy desde há décadas e seus filhos frequentam-se mutuamente.

Explode um novo caso: circulam falsas listagens que acusam mentirosamente várias personalidade de esconderem contas bancárias no Luxemburgo, junto à Clearstream. Dentre as personalidades difamadas, Nicolas Sarkozy. Ele apresenta queixa e sub-entende que seu rival de direita na eleição presidencial, o primeiro-ministro Dominique de Villepin, organizou esta maquinação. Ele não esconde sua intenção de lançá-lo na prisão.

Na realidade, as falsas listagens foram postas em circulação por membros da Fundação Franco-Americana [5], de que John Negroponte era presidente e de que Frank Wisner Jr. é administrador. O que os juízes ignoram e que nós revelamos aqui é que as listagens foram fabricadas em Londres por uma oficina comum da CIA e do MI6, Hakluyt & Co, de que Frank Wisner Jr. é igualmente administrador.

Villepin defende-se do que é acusado, mas está sob exame, proibido de deixar a sua casa e, de facto, afastado provisoriamente da via política. O caminho está livre à direita para Nicolas Sarkozy.

Resta neutralizar as candidatura da oposição. As quotas de adesão ao Partido Socialista são reduzidas a um nível simbólico para atrair novos militantes. Subitamente milhares de jovens obtém seu cartão do partido. Dentre eles, pelo menos dez mil novos aderentes são na realidade militantes do Partido trotskquista "lambertista" (do nome do seu fundador, Pierre Lambert). Esta pequena formação de extrema esquerda historicamente pôs-se ao serviço da CIA contra os comunistas stalinianos durante a Guerra Fria (Ela é o equivalente do SD/USA de Max Shatchman, que formou os neoconservadores nos EUA). [6] Não é a primeira vez que os "lambertistas" infiltram o Partido Socialista. Eles nomeadamente plantaram dois célebres agentes da CIA: Lionel Jospin (que se tornou primeiro-ministro) e Jean-Christophe Cambadélis, o principal conselheiro de Dominique Strauss-Kahn. [7]

São organizadas primárias no interior do Partido Socialista a fim de designar seu candidato à eleição presidencial. Duas personalidades estão em concorrência: Laurent Fabius et Ségolène Royal. Só o primeiro representa um perigo para Sarkozy. Dominique Strauss-Kahn entra na corrida tendo por missão eliminar Fabius no último momento. O que ele está em condições de fazer graças aos votos dos militantes "lambertistas" infiltrados, que dão os seus votos não a ele mas sim a Royal. A operação foi possível porque Strauss-Kahn, de origem judia marroquina, está há muito na folha de pagamento dos Estados Unidos. Os franceses ignoram que ele dá cursos em Stanford, onde foi contratado pela superintendente da universidade, Condoleezza Rice. [8].

A partir da sua tomada de posse, Nicolas Sarkozy e Condoleezza Rice agradecerão a Strauss-Kahn fazendo-o eleger para a direcção do Fundo Monetário Internacional.

Primeiros dias no Eliseu

Na noite da segunda volta da eleição presidencial, quando os institutos de sondagem anunciam a sua provável vitória, Nicolas Sarkozy pronuncia um breve discurso à nação no seu QG de campanha. Depois, ao contrário de todos os costumes, ele não vai à festa com os militantes do seu partido, mas dirige-se ao Fouquet’s. O célebre restaurante dos Campos Elíseos, que outrora era o ponto de encontro da "União corsa", hoje é propriedade do operador de casino Dominique Desseigne. Foi posto à disposição do presidente eleito para receber seus amigos e os principais doadores da sua campanha. Uma centena de convidados ali se acotovelam, os homens mais ricos da França ombro a ombro com patrões de casinos.

Depois disso o presidente eleito oferece-se alguns dias de repouso bem merecidos. Tomando um Falcon-900 privado, vai para Malta. Ali repousa no Paloma, o iate de 65 metros do seu amigo Vicent Bolloré, um miliardário formado no Banco Rothschild.

Finalmente, Nicolas Sarkozy toma posse como presidente da República Francesa. O primeiro decreto que assina não é para proclamar uma amnistia, mas para autorizar os casinos dos seus amigos Desseigne e Partouche a multiplicar as máquinas de moedas.

Ele forma sua equipe de trabalho e seu governo. Sem surpresa, encontra-se ali um bem turvo proprietário de casinos (o ministro da Juventude e Desporto) e o lobbyista dos casinos do amigo Desseigne (que se torna porta-voz do partido "gaullista").

Nicolas Sarkozy apoia-se sobretudo em quatro homens:
- Claude Guéant, secretário-geral do Palácio do Eliseu. É o antigo braço direito de Charles Pasqua.
- François Pérol, secretário-geral adjunto do Eliseu. É um associado-gerente do Banco Rothschild.
- Jean-David Lévitte, conselheiro diplomático. Filho do antigo director da Agência Judia. Embaixador da França na ONU, ele foi afastado das suas funções por Chirac que o julgava demasiado próximo de George Bush.
- Alain Bauer, o homem da sombra. Seu nome não aparece nos anuários. É o encarregado dos serviços de informação. Neto do Grande Rabi de Lyon, antigo Grande-Mestre do Grande Oriente da França (a principal obediência maçónica francesa) e antigo nº 2 da National Security Agency estado-unidense na Europa. [9].
Frank Wisner Jr., que entretanto fora nomeado enviado especial do presidente Bush para a independência do Kosovo, insiste em que Bernard Kouchner seja nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros com uma dupla missão prioritária: a independência do Kosovo e a liquidação da política árabe da França.

Kouchner, um judeu de origem báltica, começou sua carreira a participar na criação de uma ONG humanitária. Graças aos financiamentos da National Endowment for Democracy, ele participou nas operações de Zbigniew Brzezinski no Afeganistão, ao lado de Oussama Ben Laden e dos irmãos Karzaï contra os soviéticos. Nos anos 90 podia ser encontrado junto a Alija Izetbegoviç na Bosnia-Herzégovina. De 1999 à 2001 foi Alto Representante da ONU no Kosovo.

Sob o controle do irmão mais novo do presidente Hamid Karzaï, o Afeganistão tornou-se o primeiro produtor mundial de papoula. O seu sumo é transformado ali em heroína e transportado pela US Air Force para Campo Bondsteel (Kosovo). Lá, a droga passa para os homens de Haçim Thaçi que a escoa principalmente para a Europa e acessoriamente para os Estados Unidos. [10] Os lucros são utilizados para financiar as operações ilegais da CIA.

Karzaï e Thaçi são amigos pessoais de longa data de Bernard Kouchner, que certamente ignora suas actividades criminosas apesar dos relatórios internacionais que lhe foram consagrados.

Para completar seu governo, Nicolas Sarkozy nomeia Christine Lagarde, ministra da Economia e das Finanças. Ela fez toda a sua carreira nos Estados Unidos onde dirigiu o prestigioso gabinete de juristas Baker & McKenzie. No seio do Center for International & Strategic Studies de Dick Cheney, ela co-presidiu com Zbigniew Brzezinski um grupo de trabalho que supervisionou as privatizações na Polónia. Ela organizou um lobbying intenso por conta da Lockheed Martin contra o construtor de aviões francês Dassault. [11].

Nova escapada durante o Verão. Nicolas, Cecília, sua preceptora (maitresse) comum e seus filhos fazem-se oferecer férias estado-unidenses em Wolfenboroo, não longe da propriedade do presidente Bush. A factura, desta vez, é paga por Robert F. Agostinelli, um banqueiro de negócios italo-nova-iorquino, sionista e neoconservador que apresenta seus pontos de vista em Commentary, a revista do l’American Jewish Committee.

O êxito de Nicolas reflecte-se no seu meio-irmão Pierre-Olivier. Sob o nome americanizado de "Oliver", é nomeado por Frank Carlucci (que foi o nº 2 da CIA depois de ter sido recrutado por Frank Wisner Sr.) [12] director de um novo fundo de investimento do Grupo Carlyle (a sociedade comum de gestão de carteiras dos Bush e dos Ben Laden). [13] Tornado o 5º deal maker do mundo, ele gere os haveres principais dos fundos soberanos do Koweit e de Singapura.

A quota de popularidade do presidente está em queda livre nas sondagens. Um dos seus conselheiros em comunicação, Jacques Séguéla, preconiza desviar a atenção do público com novas "people stories". O anúncio do divórcio com Cecilia foi publicado pelo Libération, o jornal do seu amigo Edouard de Rothschild, para encobrir os slogans dos manifestantes num dia de greve geral.

Indo mais além, o comunicador organizou um encontro com a artista e ex-manequim Carla Bruni. Alguns dias mais tarde, sua ligação com o presidente é oficializada e a campanha mediática encobre novamente as críticas políticas. Algumas semanas ainda e é o terceiro casamento de Nicolas. Desta vez, ele escolhe como testemunhas Mathilde Agostinelli (a esposa de Robert) e Nicolas Bazire, antigo director de gabinete de Edouard Balladur que se tornou associado-gerente no Rothschild.

Quando os franceses terão olhos para ver o que têm a fazer?

 Thierry Meyssan

Analista político, fundador do Réseau Voltaire . Último livro publicado: L’Effroyable imposture 2 (a remodelação do Oriente Próximo e a guerra israelense contra o Líbano).


Os artigos deste autor
Enviar uma mensagem



Tradução de Resistir

As informações contidas neste artigo foram apresentadas na mesa redonda de encerramento do Eurasian Media Forum, no Casaquistão (25/Abril/2008).



[1] Quand le stay-behind portait De Gaulle au pouvoir, par Thierry Meyssan, Réseau Voltaire, 27 août 2001

[2] Quand le stay-behind voulait remplacer De Gaulle, par Thierry Meyssan, Réseau Voltaire, 10 septembre 2001

[3] L’Énigme Pasqua, par Thierry Meyssan, Golias ed, 2000.

[4] Les requins. Un réseau au cœur des affaires, par Julien Caumer, Flammarion, 1999.

[5] Un relais des États-Unis en France : la French American Foundation , par Pierre Hillard, Réseau Voltaire, 19 avril 2007.

[6] Les New York Intellectuals et l’invention du néo-conservatisme, par Denis Boneau, Réseau Voltaire, 26 novembre 2004.

[7] Éminences grises, Roger Faligot et Rémi Kauffer, Fayard, 1992 ; « The Origin of CIA Financing of AFL Programs » in Covert Action Quaterly, n° 76, 1999.

[8] Dominique Strauss-Kahn, l’homme de « Condi » au FMI, par Thierry Meyssan, Réseau Voltaire, 5 octobre 2007.

[9] Alain Bauer, de la SAIC au GOdF, Note d’information du Réseau Voltaire, 1er octobre 2000.

[10] Le gouvernement kosovar et le crime organisé, par Jürgen Roth, Horizons et débats, 8 avril 2008.

[11] Avec Christine Lagarde, l’industrie US entre au gouvernement français, Réseau Voltaire, 22 juin 2005.

[12] L’honorable Frank Carlucci, par Thierry Meyssan, Réseau Voltaire, 11 février 2004.

[13] Les liens financiers occultes des Bush et des Ben Laden et Le Carlyle Group, une affaire d’initiés, Réseau Voltaire, 16 octobre 2001 et 9 février 2004.


quarta-feira, 22 de abril de 2009

MORREU A MAI DA PRAÇA DE MAIO GALEGA



O BNG lamenta a notícia da morte da galego-argentina Dionísia Lopes Amado, e soma-se ao recordo do seu "impresionante legado de coerência, dignidade e luita incansável". A candidata do BNG para as eleiçons europeias, Ana Miranda, indicou como "marchou sem saber do seu filho, mas sem desejar vingança". Para achegar-nos ao seu pensamento recomendamos umha entrevista aparecida em Grial em 2006.


Dionisa López Amado canda representante do BNG no exterior, Ana Miranda e Andrés Amado, do BNG de Betanzos Na foto, Dionisa Lópes Amado canda representante do BNG no exterior, Ana Miranda e Andrês Amado, do BNG de Betanços Assi mesmo, a responsable da Comisión de Migración, Ana Miranda, recordouna como unha "muller de sorriso permanente e de carácter afável".

López Amado morreu ás 19.00 horas do sábado en Bos Aires aos 80 anos, trás ser internada no hospital a passada segunda-feira (luns) . Emigrara a Argentina desde Cedeira (A Crunha) em 1952 com o seu marido e com o seu filho de cinco meses, Antonio Días Lopes, quem logo foi seqüestrado aos 24 anos junto com a sua noiva Stella Maris pola ditadura argentina.

Segundo assinalou o BNG, a partir da desapariçom do seu filho, Dionisia emprendeu umha "loita incesante" na busca del percorrendo esquadras da polícia (comisarias), quarteis e campos de internamento sem obter resposta, para implicar-se posteriormente na luita das Mais de Praça de Maio.

López Amado participou sempre en todas as causas onde foi reclamada e colaborou com entidades de defensa dos dereitos humanos. Do mesmo modo, tomou parte das actividades da colectividade galega e militava na organizaçom da diáspora do Bloque Nacionalista Galego.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Apontamentos para umha história da imprensa em Chantada. Passado, presente e futuro

8-4-09

1900-1936

Deveriamos começar indicando a importáncia do agrarismo, movimento social e político que se desenvolveu entre os séculos XIX e XX para a melhora das condiçons de vida do agro e a redençom dos foros. O primeiro grande contacto com esta corrente dá-se, para a nossa comarca, em1908 com motivo da I Assembleia Agrária de celebrada em Monforte de Lemos.

Com a ditadura de Miguel Primo de Rivera chega a redençom foral em 1926, mas já por entom ficavam mui poucos foros vigentes, quer dizer, que se plasmou de iure o que já existia de facto, algo que esquecem hogano algumhas aproximaçons históricas superficiais. O agrarismo passará entom a artelhar-se arredor de sindicatos, que poderám ser católicos ou progressistas e que procuravam um pulo modernizador do agro e a melhora das condiçons de vida dos camponeses, isso si, enquanto o primeiro se conseguiu em parte (a venda de arados de ferro atingiu níveis durante a II República que nom recuperaria até a década de cinqüenta); o segundo apenas deu passos em positivo, por medidas lesivas do centralismo estatal para a gandeiria galega, por mor de tratados comerciais para a importaçom de vacum argentino e uruguaio em 1903 e 1934 respeitivamente, que figérom cair os preços do gado galego. Noutras palavras, que para Madrid o agro galego nom contava, tónica ainda hoje geral para o leite galego face o vinho castelhano e o azeite andaluz.

Perante o preto panorama, sem contrarrestar com a apariçom de avanços como a «ruiva galega» que equiparava mais a produçom de leite e carne, as sociedades agrícolas decidem optar entom pola criaçom de matadoiro em regime de cooperativa, processo truncado polo golpe militar fascista de 1936, com conseqüências funestas para o associacionismo agrário e com umha dura repressom para muitos sindicalistas, por citar um caso o sindicato agrário ligado à UGT de Santa Cruz de Viana, cujos membros temêrom pola sua vida em vista das razzias que membros de Falange Espanhola dos arredores exerciam na paróquia nos tempos das sacas indiscriminadas.

Entre 1913 e 1927 a Galiza contava com 99 jornais, quantidade exígua se olhamos que no Estado espanhol a cifra se elevava a 1980 jornais [Rodrigues Rivas, 2005: 109] e que em Portugal o número de publicaçons tamém era sensivelmente superior, a pesar do golpe militar de 1926 que trairia consigo despois o Salazarismo e o férreo controlo da imprensa no Estado luso [Pena Rodrigues, 1998: 19-40]. No entanto, isto nom deveria surpreender-nos se consideramos que os labregos eram a base social maioritária da naçom galega e que a populaçom rural e semirural superava 80% do total. Isto quer dizer que na Galiza predominavam, por esmagadora maioria, os iletrados e analfabetos, toda vez que a escolarizaçom universal nom chegaria até a década de 70 do passado século; se bem na II República a pedagogia e o ensino receberám um grande impulso com as propostas do kraussismo, na Galiza assumidas por arredistas e reintegracionistas como Joám Vicente Biquiera, em ligaçom com a Institución de Libre Enseñanza e Francisco Giner de los Rios.

Contodo, isto nom quere dizer que nom houvesse camponeses que souberam ler e, de facto, a enorme tirada e sucesso do semanário O tio Marcos da Portela, que nasce em 1876 da mao de Valentim Lamas Carvalhal, assi o testemunha. Outro exemplo semelhante é o êxito que colheita a obra O catecismo do labrego com umha tirada inaudita para umha obra na língua nacional até a apariçom de Memorias dun neno labrego de Neira Vilas, outro best-seller das nossas letras.

Parelha a I Assembleia Agrária nasce Faro-Miño (1908) primeira publicaçom da imprensa chantadina ao que seguirám El Centinela (1912) e El Regionalista (1922), todos numha época de auge da imprensa local e comarcal em toda a província de Lugo, já que «a prensa comarcal é un fenómeno senón exclusivo, polo menos si caracterizador da prensa galega neste período que se pode ampliar – como no caso de Mondoñedo á primeira metade do século» [Rodrigues Rivas, 2005: 109-111].

El Centinela aparece em 1912 como jornal agrárista e, em certa medida, oposto ao outro jornal da vila intitulado La Comarca, que se insire num panorama em que o jornalismo de empresa começa a consolidar-se, se bem a duraçom dos cabeçalhos ainda adoita ser breve e na Galiza o número de publicaçons fica por trás do resto do Estado, se bem entre 1890 e 1923 aparecem, segundo José Lopes Garcia, entre 20 e 30 novas publicaçons na nossa naçom [Rodrigues Rivas, 2005: 79]. A consolidaçom do jornalismo de empresa é tímida e nom vai além de consolidar e inçar a publicidade à vez que se incrementam as tirages e se vam profissionalizando os meios. De facto, apenas os cabeçalhos que aprofundárom nesta estratégia chegariam até hoje.

El Centinela (1912) editava-se na imprensa que levava o nome dum outro jornal lucense de carácter conservador: El Norte de Galicia. Esta imprensa duraria até 1923 se bem conheceria outra denominaçom quando o jornal anterior fecha e o substitui La Provincia. No tocante a El Regionalista (1923-1924), semanário chantadino do que falamos já antes, saia da imprensa de Gerardo Castro Montoia, quem iniciara as suas actividades em 1888 na Imprensa Católica para independizar-se logo ao mercar-lhe ao conhecido Soto Freire o seu talher em 1894. Da sua imprensa saírom semanários monolingües em galego como A Monteira (1889-1891) ou O Labrego (1891) [Rodrigues Rivas, 2005: 85].

Após a caída da ditadura de Primo de Rivera e a frustrada tentativa de voltar consolidar a monarquia parlamentar, primeiro com Berenguer e logo com o almirante Aznar, chega a II República e a liberdade de imprensa, embora com limitaçons, aumenta, ao menos até a vitória das direitas nas eleiçons de 1934. Em Chantada aparecerá Juventud. Órgano de la juventud republicana de Chantada, claramente antitético e oposto a La Voz del Agro e El Agro, cabeçalhos com os que polemizará.

Juventud nascera em 1928, a pesar da censura da ditadura, em forma de semanário de orientaçom republicana e La Voz del Agro aparece tamém nesse mesmo 1928, mas desaparecerá com a chegada da II República em 1931. Com estes títulos Chantada gozava de mui boa saúde no panorama galego, que contava com 97 cabeceiras durante a ditadura dum total de 165 que se publicavam [Rodrigues Rivas, 2005: 103]. No entanto, esta dualidade semelhava atingir já o máximo potencial da vila, com escassa viabilidade comercial de certo, e na II República viverám Juventud e El Agro, umha vez desaparecido La Voz del Agro.

1936-2009

Com a Guerra Civil espanhola o jornalismo descende ao averno e o totalitarismo fascista submete ao seu controle todo quanto é publicado, como indica Barreiro Fernandes «nunca sufriu Galicia unha prensa tan envilecida, tan mendaz, tan hipócrita, como a daqueles anos. Non só se perdeu o exercicio da liberdade, senón incluso o exercicio do sentido común e da dignidade» [Rodrigues Rivas, 2005: 160-1]. Este ermo acrescentará-se com o incêndio, quiçais provocado em represália por ser refúgio de golpistas denantes da Guerra Civil espanhola, em Setembro de 1951 do mosteiro de Samos onde se guardava a biblioteca do padre Feijoo, quem no século das luzes defendera a unidade do trono galego-português e a dignificaçom da nossa língua.

Porém, o nacional-catolicismo irá abrindo a mao e desde os sessenta, com a entrada dos tecnocratas, percebece-se um certo «aperturismo» no regime, que, no entanto, continuava sendo um regime genocida e totalitário. A pressom internacional e a fim da autarquia obrigarám ao regime a ir cedendo, máxime quando o turismo de praia se convertera numha alternativa à desastrada autarquia. Nom é difícil, entom, dar-se conta de que a maior informaçom maior oposiçom ao regime e em 1963 nasce o Tribunal de Orde Pública, que hoje recebe o nome de Audiênicia Nacional, encarregado de julgar os «delitos» políticos.

A situaçom é óptima entom para que ince um jornalismo crítico e de investigaçom, na clandestinade claro, ao tempo que se garantia o franquismo sem Franco com o ascenso de Carrero Blanco e o nomeamento de Joám Carlos como sucessor do «caudilho».

No mundo universitário, de onde sairiam os novos jornalistas e escritores mais críticos com o regime, a efervescência acada pontos álgidos, que tardariam anos em voltar-se produzir. A Universidade de Santiago adiantam-se em vários meses ao Maio do 68 francês, como conseqüência do maior número de intitulaçons, alunado e professorado. Três meses antes, desde Fevereiro, o estudantado subleva-se em massa e realiza encerramentos e ocupaçons durante dias:

«a facultate foi, daquela, escola de educación cívica e democrática, fragua de cidadáns libres e desalienados – cousa que sigo considerando consustancial co cerne da función universitaria como servizo educativo ao dispor da cidadania e a sociedade. E isso esprica que o novo plan de estudos elaborado a meiados dos setenta fóseo coa participación directa do estudantado no proceso e resultase metodoloxicamente vanguardista e estruturalmente precursor» [Beiras Torrado, 2008: 340-355].

Que tomem nota os inquisidores do Plano Bolonha mais de trinta anos após aqueles sucessos.

A conhecida coma «Lei Fraga» (a Ley de Prensa datava de 1938) supom a aplicaçom da censura a posteriori e nom a priori, o qual nom evitava seqüestros de publicaçons nem duríssimas represálias; para além de actos esperpenpéticos, coma o soneto de treze versos de Jesus Alonso Montero após a acçom da censura. Em resumo, que a suposta abertura que trairia fica controlada por artigos dessa mesma Ley de Prensa e Imprenta de 18 de marzo de 1966.

Dez anos antes, em 1956, aparece a televisom, que irá restando leitores à imprensa escrita (até chegar à gravíssima situaçom actual onde sei de cada dez galegos nom lem nunca, o que supom que 60% da nossa populaçom é analfabeta funcional), agá as revistas rosa ou do coraçom, já que as mulheres de classe meia-alta ganhavam em tempo livre ao contar com novos electrodomésticos e ter que ficar à espera do marido na casa (conforme ao ideal de mulher que o regime ditava) [Rodrigues Rivas, 2005: 181-182].

Contodo, as publicaçons receberám maior auge a partir de 1978, com a legislaçom emanada da Constituiçom desse ano, e em Lugo será El Progreso o cabeçalho de maior repercussom, com atençom tamém para a comarca de Chantada durante toda a II Restauraçom bourbónica e com umha presença testemunhal da nossa língua, como acontece tamém em La Voz de Galicia outro jornal que dedica umha secçom a «Terras de Lemos» em que se inclui a nossa comarca desde os oitenta; um jornal que começou sendo progressista e que hoje é pouco menos que o vozeiro do Partido Popular é o de maior tirada no conjunto da Galiza. De facto, o desejo dos grupos económicos de acadar o maior número de leitores, inçando assi o seu lucro, trai consigo que se reduzam o número de publicaçons e a pluralidade, o qual nom exclui que se tentem focar áreas locais para fazer mais atractivo o produto.

Assi as cousas, no tempo da INTERNET e a globalizaçom capitalista os meio de massas som apenas meios de controlo e a contra-informaçom fica ao dispor, na verdade, tam só duns poucos afortunados que disponham de INTERNET. Indica Ignácio Ramonet que a separaçom de poderes que predicava Montesquieu finou a favor do poder económico, o poder mediático e o poder político:

«Nos seus esquemas o poder político nom é máis que o terceiro poder, por diante atópase o poder económico e o poder mediático, e en canto se posúan estes, facerse co poder político non é máis que un simple trámite» [Beiras Torrado, 2008: 307].

Neste panorama é onde se dilucida à perfeiçom a decadência nom apenas dos jornais locais, mas tamém de publicaçons de qualquer outro tipo. Neste sentido a iniciativa de Televinte, no eido visual e monolingüe em galego, é umha grande notícia para a comarca, embora o seu futuro nom esteja em absoluto garantido. Outra publicaçom centrada em grande parte na nossa vila é En Común. Muito mais irregular, e quiçais sem perdurabilidade no tempo, é o fancinema Consenso, publicaçom bilingüe e de orientaçom literária e nom tanto informativa. Mais regular é desde logo a revista da Asociación de Empresarios de Chantada.

Com anterioridade a estas publicaçons tinham aparecido em Chantada outras. Concretamente, em 1992 aparece a publicaçom bilingüe e trimestral A Chantada e a tamém trimestral Alén-Parte. Revista de información e debate [Rodrigues Rivas, 2005: 222]. No eido da rádio contamos com a desconexom da SER para Radio Faro.

Finalmente, e como coda, sublinhar que a nossa comarca bota em falha um vozeiro parido polos movimentos sociais e o associacionismo que poda valer como eficaz meio de contra-informaçom e volte situar a Chantada entre as comarcas com publicaçons de seu, tanto melhor se for em galego na sua totalidade e contasse com umha ediçom digital e outra escrita. Porém isso supom madurecer o renascer da esquerda altermundista e socialista que ainda está agromando na nossa comarca e que deverá ir da mao da exigência colectiva da soberania nacional e a autodeterminaçom. Volver a afirmar o velho lema do Sexénio Revolucionário (1868-1874) em que se afirmava que o jornal é o livro do obreiro. Nós Sós!

Bibliografia

BEIRAS TORRADO, José Manuel (2008), Por unha Galiza liberada e novos ensaios, Espiral Maior, Culheredo.

PENA RODRIGUES, Alberto (1998), El gran aliado deFranco. Portugal y la Guerra Civil española: prensa, radio, cine y propaganda, Ediciós do Castro, Sada (A Crunha).

RODRIGUES RIVAS, Ana Maria (2005), O xornalismo en Galicia. Percorrido histórico pola prensa de Lugo, Galaxia, Vigo.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

OSOCIALISMO DEMOCRÁTICO


por Agence Cubaine de Nouvelles*

Não desejava escrever uma terceira reflexão consecutiva, mas não posso deixá-la para a segunda-feira.

O “capitalismo democrático” de Bush tem uma resposta exata: o socialismo democrático de Chávez. Não haveria forma mais precisa para expressar a grande contradição entre o Norte e o Sul do nosso hemisfério, entre as idéias de Bolívar e as de Monroe.





O grande mérito de Bolívar é ter expressado isso quando não existiam os meios modernos de comunicação e nem sequer o Canal de Panamá. Também não existia o imperialismo dos Estados Unidos; eram simplesmente as Treze Colônias de fala inglesa que, unidas, independizaram-se em 1776 com a ajuda da França e da Espanha.

Como se fosse capaz de ver através dos séculos, O Libertador proclamou em 1829: “Os Estados Unidos parecem destinados pela Providência a encher de pragas de misérias a América em nome da liberdade.”

Hugo Chávez é um soldado venezuelano em cuja mente germinaram de modo natural as idéias de Bolívar. Basta observar como transitou seu pensamento por etapas diversas do desenvolvimento político a partir da origem humilde, a escola, a academia militar, a leitura da história, a realidade de seu país e a humilhante presença da dominação ianque.

Não era um general nem tinha sob suas ordens os institutos armados; não deu nem podia dar um golpe, não queria nem podia esperar. Revoltou-se, assumiu a responsabilidade pelos fatos, converteu a prisão em escola, ganhou-se o povo e o conquistou para sua causa desde fora do poder; ganhou as eleições através de uma Constituição burguesa; jurou sobre o moribundo documento uma nova lei de leis, chocou com idéias pré-concebidas de esquerda e de direita, e começou a Revolução Bolivariana nas mais difíceis condições subjetivas de toda a América Latina.

Durante dez anos, desde a Presidência de seu país, Chávez não deixou de plantar idéias incessantemente dentro e fora de sua Pátria.

Nenhuma pessoa honesta pode duvidar de que na Venezuela há uma verdadeira revolução em curso, e que ali se desenvolve uma excepcional luta contra o imperialismo.

Deve se sublinhar que Chávez não descansa um minuto, luta dentro da Venezuela e ao mesmo tempo viaja sistematicamente para as capitais de países da América Latina e para nações importantes da Europa, da Ásia e da África. Comunica-se a toda a hora com a imprensa nacional e internacional, não teme abordar qualquer tema, é escutado com respeito pelos principias líderes do mundo, faz uso correto e eficaz do poder real de sua Pátria como país que possui as maiores reservas de petróleo testadas do mundo, junto da existência de abundante gás, e elabora um programa nacional e internacionalista que não tem precedentes.

Quando assina um acordo de parceria entre a Gazprom da Rússia e PDVSA da Venezuela para a busca e exploração de hidrocarbonetos, está criando um consórcio nesse setor que não tem similar no mundo.Sua parceria econômica com a China, a Rússia, países da Europa e outros com recursos abundantes da América Latina e da África, desata forças libertadoras para dar passo a um mundo multipolar. Não exclui os Estados Unidos do fornecimento de energia e da troca comercial. É uma conceição objetiva e equilibrada.

Coloca para sua própria Pátria uma revolução socialista, sem excluir importantes fatores produtivos.

Para a nossa Pátria, em um momento histórico em que foi golpeada pela natureza e pelos embates criminosos do decadente império, constitui um verdadeiro privilégio contar com a solidariedade de Chávez. Jamais fora escutada uma frase tão internacionalista e solidária como a que endereçou ao nosso povo: “A terra da Venezuela é também tua terra!”

O imperialismo tenta liquidá-lo politicamente ou eliminá-lo custe o que custar, sem reparar em que sua morte constituiria uma catástrofe para a Venezuela e para a economia e a estabilidade de todos os governos da América Latina e do Caribe.

Minhas conversas com ele se caracterizam pelo ponto de vista que sustento de que neste instante o mais importante é salvar Venezuela da investida política do governo dos Estados Unidos. Durante sua última visita discutimos sobre a magnitude do apoio que já nos oferece e aquele que deseja nos oferecer, e a nossa sugestão de que concentre o máximo de recursos possível na batalha interna que hoje leva a cabo contra a ofensiva da mídia e os reflexos condicionados plantados durante muitos anos pelo imperialismo.

De agora até 23 de novembro a batalha que se realiza é de grande transcendência, e não desejamos que o apoio a Cuba seja tomado como pretexto para golpear a Revolução Bolivariana.

Os 92 operários venezuelanos da construção integrantes das Brigadas Socialistas de Trabalho Voluntário, enviados para construírem moradias em Pinar del Río, constituem todo um símbolo da nossa época.

Vivem-se instantes de muita importância. A consulta popular para aprovar a nova Constituição no Equador depois de amanhã, tem uma grande transcendência. Chávez se reunirá na segunda-feira, no Brasil com o presidente Lula. Esta noite há um debate na televisão entre Obama e McCain. Todas são notícias importantes.

Por isso não quero deixar para a segunda-feira estas linhas, visto que Chávez amanhã sábado estará de regresso em sua Pátria e falando-lhe de novo a seu povo no domingo. Ele sempre utiliza alguma coisa destas reflexões em sua batalha.

 Agence Cubaine de Nouvelles

Agence Cubaine de Nouvelles (ACN) c’est une division de l’Agence d’information nationale (AIN) de Cuba fondée le 21 mai 197

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A Ejecutiva propom ao Conselho Nacional concorrer as eleiçons em coaligaçom com ERC, Aralar e EA



Santiago de Compostela, 31 Março 09. A Ejecutiva Nacional do BNG acordou esta tarde propor ao Conselho Nacional que a formaçom nacionalista concorra às eleiçons ao Parlamento europeu en coaligaçom com Esquerra Republicana de Catalunya, Aralar e Eusko Alkartasuna.

O Conselho Nacional, máximo órgao do BNG entre assembleias nacionais, valorará esta proposta na reuniom plenária que celebrará o próximo sábado e na que tamém se submeterám a debate o Documento Político e o Regulamento da Assembleia Nacional Extraordinária prevista para o próximo dia 10 de Maio.

A Executiva Nacional do BNG considera que esta é a melhor das opçons que se apresentavam perante os nacionalistas galegos para instrumentar a sua participaçom nos comícios ao Parlamento europeu.

Cómpre defender ante as instituiçons comunitárias os interesses da Galiza como naçom e um modelo social e económico alternativo. No actual contexto de grave recesom económica, cumpre mais do que nunca realiçar umha acçom política perante as instituiçons comunitárias de defesa dos interesses da Galiza como naçom e dum modelo social e económico claramente alternativo ao que se veu impondo desde Bruxelas desde a própria configuraçom da Unión Europeia. A tal efecto, a participaçom do BNG no Parlamento europeo cobra umha especial releváncia.

O Bloque Nacionalista Galego vai centrar a sua campanha eleitoral na defesa dos intereses materiais do noso país, especialmente no naval e a gandeiria de leite.

O BNG quer enfatizar que a opçom que hoje propom a Executiva Nacional nom vai em menoscabo do seu compromisso com a plataforma Galeuscat, que topa no plano do redesenho do Estado espanhol –e nom tanto no ceáario eleitoral- a sua verdadeira razom de ser. O BNG manifesta a plena vigência dos conteúdos políticos de Galeuscat, e entre eles nomeadamente a sua aposta pola cultura do diálogo e a sua determinaçom por defender o carácter plurinacional do Estado espanhol.

http://www.bng-galiza.org/opencms/opencms/BNG/global/contidos/novas/portada/nova_0961.html?uri=/BNG/global/seccions/portada/index.html


Dimecres, 1 d'abril de 2009

El BNG reforça la candidatura europea promoguda per Esquerra

Esquerra ha valorat molt positivament la decisió de l’Executiva Nacional del Bloque Nacionalista Galego (BNG) de concórrer conjuntament a les properes eleccions europees en el marc d’una àmplia coalició. Aquesta coalició, que també comptarà amb la presència d’Aralar i Eusko Alkartasuna, representa una aposta política de primer ordre per part de les forces d’esquerra nacional de Galícia, Euskal Herria i els Països Catalans.

En aquest sentit, el vicesecretari de Coordinació Interna i Acció Electoral d’Esquerra, Eduard López, considera que la confirmació d’una alternativa d’aquestes característiques amb vista a les eleccions europees ‘representa la culminació dels esforços duts a terme en les darreres setmanes per part de la direcció d’Esquerra per tal de conformar una aposta capaç de satisfer l’electorat independentista i progressista, que busca una via política pròpia al marge dels dos grans partits estatals’.

López està convençut, a més, que aquesta coalició independentista i d’esquerres contribuirà a reforçar encara més l’ambiciosa campanya d’Oriol Junqueras als Països Catalans: ‘la bona acollida que ha obtingut el nomenament de Junqueras com a cap de cartell d’Esquerra es veurà multiplicada per la coincidència en una mateixa candidatura dels màxims representants de l’independentisme gallec i basc’.


http://www.esquerra.cat/actualitat/el-bng-reforca-la-candidatura-europea-promoguda-per-esquerra