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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Conselhos locais do BNG de Chantadas abertos
O Consello Local, tomou a decisión por unanimidade de que a partires de agora, que os devanditos consellos locais, sexan abertos a todos os afiliados e simpatizantes, e terán lugar o último sábado de cada mes ás 16:00 horas no local da rúa Ramón y Cajal, nº 1 entrechán (por riba da carnicería Tino), con isto pretendemos que calquera afiliado e simpatizante coñeza de primeira man, tanto a política municipal como a política da nosa organización.
Aliás, informamos dos diversos actos que se desenvolverám na campanha eleitoral para as nacionais:
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Solidariedade com o povo palestino!
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
GALIZA e os países de língua portuguesa no foro social mundial
Polo presente crónica faremos umha síntese das achegas de Camilo Nogueira, ex parlamentário europeu polo BNG; Ugia Senlhe, música de reconhecido prestigio; e Elias Torres Feijoo, vice-reitor da USC e professor do departamento de Filologia Portuguesa no primeiro Foro Social Galego celebrado os dias 5, 6 e 7 de Dezembro de 2008 na Faculdade de Filologia e no Auditório de Galiza de Compostela.
Mas, que é que é o FSGal? O Foro Social Galego procurou, procura e procurará ubicar a Galiza no contexto dos Foros Sociais Mundiais (FSM), cuja próxima ediçom será no estado de Pará (Brasil) o vindouro 2009, à vez que tenta pensar e construir alternativas desde Galiza, de jeito que a acçom local das entidades sociais poda exercer umha pressom coordenada contra a vaga neliberal e afundar nas alternativas ao sistema assassino denominado capitalismo, na fase mais desenvolvida do Imperialismo, já retratado por Lenine a começos de século XX. Os FSGal é um espaço de debate democrático onde os diversos movimentos sociais podam trocar experiências e ideias para responder à urgente pergunta do que fazer. As suas principais senhas de identidade som a pluralidade e a diversidade, polo que nem é confessional, nem governamental, nem partidário.
Camilo Nogueira
A diversidade nacional foi-se incorporando ao altermundismo e incorporou-se de cheio ao Foro Social Europeio celebrado em Mälmo (2008) e entrará tamém no próximo FSM de Belém (Pará, Brasil). Isto trai consigo radicar a Galiza no mundo como naçom e nom como um simples apêndice do Estado espanhol, co que rem tem a ver a nossa história e a nossa cultura, e que tam só contribui a esluir os nossos traços nacionais, incómodos para os interesses da classe burguesa espanholista, forma peninsular do Imperialismo mundial.
Galiza é hoje a primeira exportadora e importadora de Portugal e tem mais relaçom co país luso do que co resto de qualquer parte do Estado espanhol. Historicamente, Galiza nom tem nada a ver coa mitologia historiográfica do Estado espanhol e os laços culturais com Portugal som igualmente indubitáveis sendo galego e português duas variantes dum mesmo diassistema lingüístico.
Um dos países emergentes hogano é Brasil, centro de vários Foros Sociais Mundiais o que eliminou qualquer atranco na comunicaçom para Galiza e a sua representaçom. O espanholismo está por detrás das mentalidades isolacionistas que destrói a unidade e a capacidade de intercomunicaçom e umha arma valiosa para balizar e defender a nossa língua. Assí, o galego nom pode considerar-se umha língua minoritária, senom que está no mundo como língua intercontinental, só resta que o próprio povo galego assuma a missom de voltar topar-se coas suas raízes para achar o seu futuro.
Ugia Senlha
Devemos reconhecer-nos dentro da língua comum, do espaço da lusofonia, e a música é umha boa arma para conseguí-lo. Ainda que em Portugal nom admitem a unidade lingüística polos preconceitos de pertencer Galiza ao Estado espanhol, cujo imperialismo ameaçou a soberania lusa[1], o certo é que revela-se necessário ir-se “confundindo”, como dizia Castelao, e superando velhos anátemas que surgem do desconhecimento.
Cantos na Maré[2], festival da lusofonia celebrado em Ponte Vedra, é um jeito concreto de apostar polo intercámbio artístico e cultural co que a Galiza só pode ganhar. Já som seis anos desta experiência cumha programaçom activa que possibilita a projecçom da Galiza para a lusofonia e como espaço humano e nacional aberto ao mundo. Zeca Afonso foi, neste sentido, um activista que tendeu pontes entre a Galiza e a república de Portugal. Actualmente, estám-se dando importantes passos de achegamento, sobretodo, co Norte do país vizinho.
A cultura galega adquire assí novos horizontes e projecçons e só tem a ganhar, rem a perder. Guardando deste modo os nossos valores identitários e situando-os no mundo.
Elias Torres Feijoo
A Galiza vive umha autarquia moi precária, sobretodo, no mundo cultural que tam só se palia através do mundo cultural espanhol. Isto por vezes nem tam sequer se dilucida por estar a situaçom já interiorizada pola ocupaçom secular da nossa naçom.
Esse espanholismo tem efeitos sobre a nossa identidade, sobre o que nos somos, e tem efeitos sobre a nossa concepçom do mundo que vemos quase com lentes espanhóis: ordenamos o tempo e construímos a realidade desde as directrizes do mundo cultural espanhol. Existem incluso subtis proibiçons para evitar iniciativas ou capacidades de interrelaçom cos países da lusofonia. Subvencionam-se jornais quase integramente em castelhano por apresentar algum que outro paragrafo marginal em galego grafado à espanhola, enquanto o Novas da Galiza nom recebe um peso por apostar pola ortografia históricista.
Hai crenças que a força de serem repetidas acabam interiorizando-se. A norma regeneracionista utiliza todos os instrumentos do nosso diassistema galego e mesmamente foi e é gerada no seio da própria Galiza, umha norma dinámica e dialéctica, carregada de futuro, que se afasta do estatismo e do «separatismo das aldeias»[3] proclamada como sacrossanta, qual constituiçom espanhola, polo binómio autonomista RAG-ILG e o espanholismo personificado primeiro na UCD, logo em Aliança Popular e ainda hoje sob o PSOE fijo todo o possível para frenar qualquer tentativa de permissividade os debate a sério entre isolacionistas e reintegracionistas.
Resulta nesta altura evidente que hai um centro de domínio cultural que os poderes nom querem de nengumha maneira abandonar, pois suporia abrir caminhos e horizontes para Galiza e as suas gentes. Temos de aprender os extraordinários benefícios que pode supor ser a cabeça de ponte da África lusófona e do Brasil em Europa, junto a já assentada relaçom galego-portuguesa.
Só regenerando a nossa língua e inserindo-nos no nosso próprio diassistema podemos superar a nossa autarquia cultural.
Bate-papo
Cumpre umha prática de pedagogia política que faga ver à cidadania que ou reintegramos e regeneramos a língua ou a desintegramos e a patoizamos a respeito do espanhol, como salientava Carvalho Calero. O lusismo é pôr de manifesto como a espanholizaçom fai negar à própria Galiza o seu carácter, de aí a resistência da Galiza e a resistência incluso de Portugal.
O galego moderno, culto, mais cultivado é o português. No novo Estatuto de naçom deveria-se incluir que nas relaçons internacionais se deverá empregar o português cos PALOP's, algo perfeitamente possível no actual marco legal, junto à recepçom das televisons portuguesas na Galiza; no entanto, duvidamos que mesmo o BNG tenha isto como algo urgente na sua agenda política, pois a impostura e a desorientaçom dominam a sua postura perante a língua[4].
Aliás, 17% do PIB português tem relaçom directa coa língua comum, o qual repercutiria positivamente na nossa economia, algo que bate com realidades irrisórias como que na TVG se legendem as intervençons de portugueses e brasileiros. Como tem assinalado o Alexandre Barros «as balizas mais importantes hoje do espanholismo estám nas elites da Galiza».
Camilo Nogueira
A identificaçom entre o galego e o português, já defendida por homes como Murguia ou Castelao, tem como benefício a auto-estima e favoreceria umhas relaçons em galego português e nom em castelhano e isso traduze-se em conseqüências económicas sem depender permanentemente da metrópole. A regeneraçom e a reintegraçom espertaria aos galegos e às galegas e Galiza pensaria-se a si própria e assinalaria-se no mundo sem fazê-lo permanente como província ou colónia espanhola.
O galego é a língua nacional da Galiza e o português é a forma internacional da nossa própria língua, embora sendo iguais sejamos diferentes com traços de nosso. A RAG deveria reconhecer que Brasil e Portugal falam galego (e vice-versa) e hoje nas palestras de língua galega deveriam ensinar-se divergências e semelhanças entre a norma galega e o padrom do Acordo Ortográfico.
Elias Torres
O movimento reintegracionista é um movimento unificador, o isolacionista desagregador, pois tam só afunda nas diferenças e que fai dos geolectalismos a sua bandeira. Os próprio galegos forçam a brasileiros e portugueses a considerar a sua língua como nom válida na Galiza, ao serem tratados em espanhol e como estrangeiros nom apenas nacionais, mas tamém culturais. Na Galiza nom existem estudos da cultura e o seu influxo na economia, porque nom som promovidos. Nos estudos elaborados desde a resistência vê-se como a mentalidade espanholizante reside fortemente na Galiza. Umha comunidade tem umha séria de recursos, a sua energia, e os destinados à cultura autárquica de pouparem-se poderiam inverter-se em publicitar produtos e obter milhons de euros em contrapartida. No entanto, o governo galego nom se tem interessado por estes estudos nem os vai promover, embora sejam essenciais para alentar o bem-estar da nossa naçom.
Galiza hoje poderia promocionar autores literários, musicais, etc. para toda Europa e actura assí como cabeça de ponte cultural e, aliás, ampliar isto logo a todos os produtos dum país emergente como é o gigantesco Brasil, para o que é inevitável desprazar e substituir aos beneficiários da autarquia cultural galega e, já que logo, existe umha desconexom entre as instituiçons da Galiza e a realidade social, cultural e histórica que só paliará a regeneraçom conclusa da língua.
Aliás, na Galiza o problema é duplo, ora a falha de visualizaçom de produtos culturais da lusofonia, ora a falha de recepçom desses produtos vivendo de costas aos sotaques brasileiros, portugueses, moçambicanos, caboverdianos, angolanos, timorenses, etc. e resultando-nos alheia a nossa ortografia comum enquanto abraçamos a estranha. No fundo, o desprezo ao português parte na Galiza da auto-xenreira que os próprios galegos sentimos cara nós mesmos.
Camilo Nogueira
A nom recepçom das televisons portuguesas parte da própria mentalidade do Estado e desde o nascimento dos estado-naçom estes artelham e articulam as mentalidades e combatem pola cima umha UE democrática e dos povos e pola base os direitos nacionais das naçons sem estado, para manter as cadeiras douradas do Imperialismo burguês. O espanholismo nom pode permitir que Galiza tenha por si mesma capacidade de situar-se e relacionar-se co mundo por mor dumha língua comum.
O achegamento deveria fazer-se paulatinamente e sem perseguiçons nem imposiçons sobre os que quigerem continuar a empregar a norma actual. Neste sentido, desde a metrópole acutará-se com energia contra o regeneracionismo, como se desprende do terrível artigo II da Constituiçom espanhola em que se resume todo o espanholismo herdado do liberalismo burguês do XIX acrescentado polos deixes e achegas fascistas do franquismo.
Antom Fente Parada, Dezembro 2008[1] Estes preconceitos nom existem no Brasil ou noutros PALOP's, para a construçom do padrom português veja-se o livro de Fernando Vasques Corredoira: A construção do português frente ao castelhano. O galego como exemplo a contrário, Laiovento, Compostela.
[2] A ediçom 2008 celebrará-se mais umha vez em Ponte Vedra neste mesmo mês de Dezembro, o dia treze às 21:00h
[3] Etiqueta empregada num artigo por Rafael Dieste em que advoga por umha língua franca galego-portuguesa.
[4] Sarilhe, José Manuel (2007), A impostura e a desorientaçom na normalizaçom lingüística, Candeia Editora, Compostela, pp. 37-51.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
ACTOS COMEMORATIVOS DO CENTENÁRIO DA 1ª ASSEMBLEIA AGRÁRIA DE MONFORTE (13 E 14 DE DEZEMBRO DE 2008)
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Gabriel Celaya sabia-o: A retranca é umha arma carregada de futuro
"Canpionato de Matraquinho a prol das Selecçons Galegas"
que terá lugar o vindouro dia 6 de Nadal no Bar Carabelos de Pantom (ao carom da praça do concelho).
Este acto serve-nos para ir quentado motores para o vindouro
27 de Dezembro no partido de Galiza-Chile em Riazor e comemorar os 20 anos de Galiza Nova
Os horários do campionato som os seguintes:
- 20 horas; começo do IV campionato de matraquinho a prol dumhas selecçons oficiais na Galiza (inscriçom 3 euros por parelha)
- 22 horas; Ceia de confraternidade (preço 12 euros)
- Teremos trofeus, moita festa e algumha sorpresinha!!
Pode-lo fazer respondendo a este endereço electrónico lugosul@bng-galiza.org
e tamém nos telefones 982 456 206 , 982 416 027(de 17h. a 20h.) ou no 615 674 390
Nos vindouros dias terás + info en http://www.galizanovalugosur.blogspot.com
domingo, 16 de novembro de 2008
Contruir alternativas desde a Galiza . Para que Chantada siga sendo cabeça comarcal

Um outro mundo ainda é possível
Nom conhecia os recunchos obscuros onde se acochavam os seus sonhos infantis, quiçais porque nunca o deixaram ser criança. Pendurar a caneta do céu para escoitar as estrelas que de longe choutam no aro de Saturno mentres se mofam petulantes do lixo espacial coa parcimónia dos imortais. Correr pola imensidade de eidos e povos que só existiam na sua fábrica de evasom. Amar em sonhos o que na Terra nom se suspeita e voar coas palavras e as images à música sinfónica dum quero-te figurado. As estrelas botam-lhe o seu cobertor aos boémios que durmidinhos sonham cum manhá melhor que nunca dá chegado. A pantasma que nos persegue e nunca vemos, no sonho alouminha-nos os beiços cos dedos barrados de chocolate, de açúcar vital, de alborada. Os sonhos som de covarde por enquanto nom os tornam valentes. Porque hai que sair dum sonho a outro, até sonhar que nunca sonhamos porque todo o que nos rodeia nem tam sequer chegara a ser sonhado.
[texto tirado de http://www.fotolog.com/guilhade]
Para que Chantada siga sendo cabeça comarcal
Galiza Nova de Chantada apresentou as alegaçons pertinentes às directrizes de ordenaçom do território da conselharia de Política territorial, obras públicas e transportes coa esperança de que o sentir do arredismo chantadino seja tido em conta e nom se cometa a enésima usurpaçom dos direitos legítimos das gentes e do povo de Chantada por parte de administraçons que operam co mesmo depotismo ca o centralismo central, sem achegar-se às nossas realidades particulares. PSOE e PP reservam-nos um papel marginal desde Compostela enquanto o BNG terá que erguer umha voz valente e decidida, já que o que cala outorga e de momento nom vemos que vaiam defender umha postura coerente e decidida a apoiar a igualdade entre todos @s galeg@s, vivam na costa ou no interior, na urbe ou no rural.
Reproduzimos a continuaçom o texto apresentado:
Alegaçons às directrizes de ordenaçom do território
Galiza Nova Chantada como colectivo e Antom Fente Parada, como representante da mesma, desejam dirigir-se a vocês para apresentar as pertinentes consideraçons ao anteprojecto das directrizes de ordenaçom do território.
Em primeiro lugar, estimamos que o projecto está perfeitamente desenhado e baseado em estudos e observaçons acertadas para o eixo-Atlántico, mas fana-se em quanto se chega aos territórios do interior, sendo especialmente preocupante a sorte que se lhe reserva à comarca de Chantada, conformada polos concelhos de Taboada, Chantada e Carvalhedo. As directrizes achegam uns supostos laços de relaçom entre Monforte de Lemos e Chantada que nunca existírom, é mais de houver umha relaçom seria com Ourense ou, em todo caso, com Rodeiro (mas tampouco coa totalidade das Terras do Deça). Assí pois, Chantada existiu e existe coma cabeceira de comarca e partido judicial da zona Minho-Ulhoa (Porto Marim, Palas de Rei, Antas de Ulha, Monterroso, Taboada, Carvalhedo e Chantada). Aliás, as relaçons económicas da zona sempre se baseárom no interior destes territórios, junto a Ourense e Rodeiro, através da feira de gando e como froito da orografia do território que assí o exigiu historicamente, ora polo rio Minho, ora polo monte Faro.
Portanto, devemos achacar ao desconhecimento o atropelo que agora se quere cometer com esta terra e estas gentes dividindo o sul de Lugo dumha maneira pouco justificável, com esquadra e cartabom. Galiza Nova Chantada nom pode tolerar a prescriçom de Chantada a subcabeceira de comarca, reclamando a categoria que lhe é merecente historicamente e que ainda hoje mantém, a de cabeceira de comarca, constituindo-se no núcleo urbano da zona Minho-Ulhoa que engloba a 27000 habitantes, o qual sintoniza co exposto na página 37 das directrizes, pois «um dos critérios básicos de qualquer crescimento que busque a sustentavilidade é apoiar-se sobre os núcleos existentes».
Amais, estas relaçons, já de por si complexas, fundas e que se perdem na noite dos tempos vam-se inçar pola auto-estrada Lugo-Ourense, ficando as relaçons com Lemos reduzidas simplesmente ao hospital. Aqui nom se pom em dúvida o estabelecimento de Monforte como núcleo do que vocês denominam «sistema urbano intermédio», mas achamos que é igualmente racional reservar-lhe a categoria de cabeceira de comarca a Chantada, com mais habitantes que Cela Nova, cabeceira no projecto, ou do que Monterroso, nodo no mesmo.
Chantada actua já como núcleo urbano da sua comarca, cumha feira de gando que acolhe a produçom gandeira de Lugo e a vitivinícola da Ribeira Sacra, umha das principais da comarca, e cumha cooperativa, ICOS, das principais da Galiza. Portanto, o que cumpre é dinamizar o espaço urbano existente e que ainda nom se topa o suficientemente explorado na actualidade, mas com possibilidade moi superiores a outros núcleos de populaçom para ser cabeceira de comarca. Aliás, de nom ser assí, estaria-se condenando à vila e aos investimentos da zona convertendo-nos numha sorte de “terceira Galiza” dentro da já desfavorecida Galiza do interior e afundando no despovoamento do rural que este plano tenta racionalizar e evitar na medida do possível.
Lembremos aliás, que a condiçom de Chantada é de periferia dentro da periferia que já é a Galiza e, por conseguinte, toda ordenaçom territorial deve encaminhar-se ao mantemento e gestom das áreas forestais, à promoçom da agricultura e no entorno da Ribeira Sacra a um turismo sustentável e respeituoso com a entorna natural. Do contrário o panorama para o futuro chantadino e preto e circunscreve-se a ser um ermo sem mocidade nem perspectivas laborais nem económicas de nengum tipo.
O actual projecto, quiçais como conseqüência dumha acelerada necessidade de apresentá-lo pola proximidade das eleiçons, nom vai além dum maiúsculo erro que deixará a vinte e sete mil pessoas sem a sua cabeceira natural e histórica e que tenta impor laços artificiais coa comarca de Lemos que jamais existírom realmente o que condicionará de certo o nosso futuro e advertimos, já que logo, que a desfeita cometida será infelizmente histórica e de terríveis conseqüências, polo que apelamos ao sentido comum para que se emende este ingente erro.
Consideraçons particulares ao plano
Ponto b-8
No tocante ao que se di dos núcleos interiores vencelhados ao património natural é evidente que Chantada tem, em nossa opiniom, um carácter tradicional de seu ancorada numha «contorna d grande valor natural e paisagístico» e com vocaçom de converter-se em centro vertebrados das potencialidades turísticas que acolhe no seu seio a Ribeira Sacra e, já que logo, «com potencialidade de desenvolvimento» (página 154).
Daquela, Chantada tem todo o direito a ser um núcleo interior vencelhado ao património natural, como cabeceira de comarca actual, e como parage de intensas possibilidades de promoçom turística e extensas superfícies verdes. Na comarca de Chantada a actividade agro-gandeira e vitivinícola seguem a ser o motor da economia da zona e, portanto, é vital, polos benefícios sociais que se desprendem dumha correcta gestom do território outorgar-lhe a sua merecida posiçom à nossa vila. Por outra banda, na Ribeira Sacra[1] segue praticando-se o cultivo em socalcos e o Faro[2] está incluído na Rede Natura e a mesma UE é daquela quem respalda o valor natural de Chantada, precisamente nos dous acidentes geográficos que determinam a existência da própria comarca e que som, daquela, duas zonas que deveriam considerar-se evidentes «corredores verdes» como se di no projecto:
«Os núcleos interiores vencelhados ao Património Natural que se sugerem neste documento identificárom-se atendendo a critérios como a existência dum património urbano que dota de identidade e atractivo aos núcleo, a sua posiçom estratégica em relaçom coas áreas Estratégicas de Conservaçom e os Corredores Verdes, a existência dumha certa dimensom urbana e a sua localizaçom em áreas cum forte declive demográfico».
Porém, hai dous factores a maiores que se dam em Chantada, ora pola sua evidente dimensom urbana que acolheu certo êxodo rural inclusive, fenómeno habitual na urbanizaçom que de seu na Galiza do século passado; ora pola existência dum declive demográfico que este projecto, de nom emendar-se só fará acelerar e empobrecer o binómio sócio-económico da comarca e dinamitar o seu meio rural e com el a sua populaçom e o seu meio natural. Galiza Nova Chantada acha que isto é inadmissível e aguardamos que seja umha conseqüência do desconhecimento e nom dumha vontade de ferir de morte a Chantada por interesses políticos localistas que em nada se ajustam à realidade.
Ponto c15
Acolhemos com ledícia o exposto nas páginas 232 e 234 das directrizes, que para nom maçar nom imos reiterar aqui, e consideramos que nom devem ficar só nos papéis, mas materializar-se e, concretamente, que seja o pulo necessário para acometer a urgente recuperaçom da serra do Faro, submetida a numerosos atropelos que batem coas sua consideraçom de Rede Natura e, concretamente, o lixo acumulado nas suas costas, a pouca limpeza do monte cos conseguintes incêndios, a deforestaçom, a desapariçom paulatina da fauna e da flora autóctones e, sobre todo, o impacto ambiental do parque eólico ali instalado pola alegria coa que a anterior administraçom nacional repartia as licenças para a instalaçom dos mesmos.
Conclusons
Por todo o exposto, Galiza Nova Chantada e eu, Antom Fente Parada, com boleto de identificaçom 33546652-W, como representante da mesma, em condiçom de responsável local da organizaçom e morada em Outeiro, 4, Santa Cruz de Viana; C.P. 2519, Chantada solicitamos à conselharia de Política Territorial, Obras Públicas e transportes o seguinte:
a.- Que Chantada seja considerada como cabeceira de comarca, pois assí o foi desde sempre e assí o deve seguir sendo, polas suas potencialidades urbanas, económicas, paisagísticas e turísticas.
b.- Que a paróquia se contemple no projecto como o ente de organizaçom populacional rural básico, assi como a descentralizaçom paulatina das depuitaçons deve ir encaminhando-nos para um modelo de financiaçom local novidoso, acorde com as necessidades reais dos concelhos estruturados em comarcas e com a centralizaçom de serviços comarcais.
c.- Inserçom da contorna do Faro e da Ribeira Sacra nos programas de recuperaçom paisagística, recebendo um novo pulo a conseqüência deste plano e que se recolha a sua situaçom actual e as perspectivas de acçons sobre estes territórios.
d.- Que Chantada seja declarada núcleo interior vencelhado ao património natural.
e.- Que a serra do Faro seja considerada um fito paisagístico.
f.- Que a conselharia de Política territorial, obras públicas e transportes explique publicamente a inclusom de Chantada como cabeceira subcomarcal no anteprojecto das directrizes de ordenaçom do território.
Finalmente, aguardamos que a conselharia tenha a deferência de contestar à nossa alegaçom coa maior brevidade possível e que tenha a vem considera o arriba exposto. Recebam um fraternal saúdo.
Chantada, 10 de Novembro de 2008.
[1] A Conselharia de Médio Ambiente estuda actualmente a declaraçom da mesma como Paisage protegida, polo entorno em si e polos numerosos monumentos que acolhe no seu interior (mosteiros, igrejas, assentamentos castrexos...) e pola sua riqueza cultural e de lazer (entroido ribeirao, carroças tradicionais das festas de Chantada, feira do vinho...).
[2] O ponto c13 das mesmas directrizes apontam a importáncia destes acidentes geográficos elevados, considerados fitos paisagísticos, porque incidem na «percepçom do território», sendo visíveis «desde amplas extensons da sua contorna»
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Galiza Nova em sintonia coa vontade popular
A continuaçom reproduzimos o documento que apresentamos aos concelheiros do BNG hai um tempo para a retirada de qualquer resto da simbologia espanholista do nacional-catolicismo:
GALIZA NOVA
Endereço electrónico: galizanova_chantada@hotmail.com
Blogue: www.chantadanova.blospot.com
_____________________________________________________________________________________
Galiza Nova remite a presente declaraçom ao porta-voz do BNG e ao responsável local da organizaçom para o seu tratamento na cámara municipal segundo se estime oportuno e a sua difusom pública através dos meios coas mudanças pertinentes.
Declaraçom a prol da galeguizaçom das ruas chantadinas
As ruas de Galiza ficam ainda em moitos casos coa denominaçom fascista ou, em todo caso, coa sinalizaçom em espanhol. Evidentemente, isto nom é coerente coa defesa do galego que as três principais forças políticas da Galiza assinárom em reiteradas ocasions, nem coa Lei de Normalizaçom Lingüística de 1983, que marca as formas galegas como as únicas válidas e legais para a toponimia.
Contodo, compre reconhecer que neste eido se produzírom alguns avanços ainda que por vezes estiveram originados pola pressom popular. Em Chantada tamém se avançou, por exemplo coa relativamente recente galeguizaçom dos sinais para os lugares do concelho, no marco do Plano Leader, que até entom ficaram “espanholizados” e deturpados; ou coa retirada da placa da Praça de Santa Ana que homenageava a Primo de Rivera.
A Cámara municipal é a instituiçom mais próxima aos cidadaos, o que realça a importáncia de advogar polo emprego do galego para contribuir a sua sobrevivência, hoje seriamente ameaçada. Por isso, julgamos desde Galiza Nova que todas as ruas chantadinas devem estar em galego e respeitando a Lei pola recuperaçom da Memória histórica aprovada em 2007 polas Cortes espanholas.
Aliás, queremos remarcar a importáncia de manter denominaçons originais e legítimas, pois formam parte do leque diacrónico do polissistema galego-português assí como arriquece o seu corpus léxico, algo que nom o fam nomes de pessoas que, na maioria dos casos, pouco ou nada tenhem a ver com Chantada. Em caso de que nom houver consenso para levar a termo este troco solicitamos que, quando menos, se indique a denominaçom tradicional e popular ao pé da moderna e oficial tal e como figera Filgueira Valverde como alcaide de Ponte Vedra, quem nom é suspeitoso de arredismo militando em Aliança Popular.
Em conclusom, solicitamos um acordo entre as três forças políticas da cámara municipal para que todos os vareadores apoiem a galeguizaçom das nossas ruas durante este 2008 e se cumpra o disposto polo corpus legislativo da Comunidade Autónoma de Galiza.
Chantada, Julho 2008.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
O PP cai mais umha vez na Galiza enquanto o BNG terma da correlaçom de forças
O derrubamento popular é aproveitado quase a partes iguais por socialistas e nacionalistas. A cámara legislativa de Galiza configuraria-se assí:

O Partido Popular segue sendo a força maioritária nas quatro províncias, mas sofre umha fortíssima caída em todas elas, o que demonstra que o seu modelo de oposiçom em Madrid nom é factível para Galiza, Euzkadi ou Catalunya. Os integrantes do goberno aproveitam por igual a perda de votos dum PP descabeçado e orfo de liderato, o qual é um bom sintoma para o BNG que nom conta coas ferramentas propagandísticas do PSOE nem com “governo amigo” na metrópole.

De igual maneira sucede nas restantes províncias Pontevedra e Ourense.A Crunha será o símbolo da caída total do PP, assí, o PSdeG coloca-se a só umha décima dos populares, obtendo 35,1% e 35,2 por cento dos votos respeitivamente. O descenso conservador é aproveitado tamén polos nacionalistas, que soben até o 22,9% dos votos. No entanto, o mais surpreendente na Crunha é o 5% de votos "en branco, que marca, polo geral, o descontento nas cidadades coas forças espanholistas tradicionais e poderia recair na formaçom neo-fascista UPyD. En Ourense os populares perdem seis pontos, malia ser o seu feudo histórico (já o era da Renovación Española de Calvo Sotelo na II República) quase os mesmos que em Pontevedra se bem a maior parte desta caída em barrena vai para os indecisos o qual novamente pode deparar surpresas e mesmo ser votos que a direita maioritárica cede a extrema direita de Rosa Díez.
O voto urbano
O voto urbano esvara da simpatia nacionalista, segundo a enquisa, e deixa bem às claras que os seus apoios tradicionais demandam mais esquerda e mais arredismo no BNG como venhem reclamando os sectores críticos da formaçom (Encontro Irmandinho, Camilo Nogueira, Movimento pola base...). O BNG perde votos nas cidades de Galiza com o qual é impossível ocupar a presidência ou tam sequer reajustar a correlaçom de forças do nacionalismo no governo. A eiva é preocupante para o futuro do movimento nacional galego já que nos grandes núcleos só 10% manifesta que votaria aos nacionalistas, por 21,6 do PP e 21,9% do socialistas, algo que se explica pola perda de presença entre a mocidade das cidades e pola fugida de moitos arredistas cara formaçons mais comprometidas ideológicamente perante a traiçom de Quintana e a UPG ao discurso tradicional do independentismo galego. O voto semiurbano, o que pode dar umha alegria ao BNG, situa-se polo de pronto em 16,1 por certo dos sufrágios a só três e um ponto de populares e socialistas.
O rural mantém o tipo do PPdeG com 22,7 por cento dos votos, quatro e nove pontos por diante de PSdeG e BNG.
A terceira idade
Tan ou máis importante é a conservaçóm do voto anciám do PPdeG como a mobilización da gente nova do BNG, moito mais difícil ao ser um voto moito mais crítico e, desde logo, nunca incondicional. No tramo de idade de máis de 65 anos o PP colheita uns excelentes resultados (31,3%), enquanto o BNG ten nos mozos de entre 18 e 29 anos umha janela à esperança (20,8%) passando por cima das forças espanholistas, pouco compensável co exíguo 7,9% entre os maiores.
Por último, cumpre resenhar que desta volta a mobilizaçom do voto será essencial, perante umha crise económica que para o cidadao meio nom tem culpáveis visíveis e que o empurra a indicisom, já que nom tem meios ao seu alcance para perceber que só a troca do sistema pode evitar a sua quebra (e a do planeta).
Esta enquisa foi realizada a principios de setembro por Quadernas Consultoría sobre umha populaçom de 1.000 pessoas e tem um erro mostral de +-3,16, bastante alto já que por cima de +/-4% as enquisas já nom som nada fiáveis..






